31 de maio de 2018
por Esmael Morais
Comentários desativados em Temer corta até verba da proteção às mulheres para garantir lucro de sócio privado na Petrobras

Temer corta até verba da proteção às mulheres para garantir lucro de sócio privado na Petrobras

O diabólico Michel Temer cortou recursos de áreas como saúde, educação e segurança para bancar — temporariamente — o subsídio de R$ 0,46 por litro de diesel e, assim, desmobilizar com auxílio das forças armadas a greve dos caminhoneiros. Na prática, o Tinhoso garantiu a fórceps o lucro do sócio privado na Petrobras. ... 

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19 de maio de 2018
por Esmael Morais
Comentários desativados em Requião questiona contrato de R$ 1,6 milhão para segurança de Fachin

Requião questiona contrato de R$ 1,6 milhão para segurança de Fachin

O senador Roberto Requião (MDB-PR) questionou neste sábado (19), via Twitter, a licitação do Supremo Tribunal Federal de R$ 1,6 milhão para contratar segurança privada para o ministro Edson Fachin. ... 

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14 de maio de 2018
por Esmael Morais
Comentários desativados em Fachin terá escolta de R$ 1,6 milhão

Fachin terá escolta de R$ 1,6 milhão

O ministro do STF Edson Fachin terá uma escolta privada formada por sete seguranças por 30 meses ao custo de R$ 1.610.085,50. É o que diz edital publicado pela Corte. ... 

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9 de maio de 2018
por Esmael Morais
Comentários desativados em PM abandona Vigília Lula Livre e põe em risco apoiadores de ex-presidente

PM abandona Vigília Lula Livre e põe em risco apoiadores de ex-presidente

A Vigília Lula Livre, no entorno da Polícia Federal de Curitiba, corre riscos após a Polícia Militar do Paraná retirar as viaturas que faziam a segurança no local. ... 

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16 de fevereiro de 2018
por Esmael Morais
Comentários desativados em Intervenção no Rio é o Carnaval de Temer

Intervenção no Rio é o Carnaval de Temer

“Minha vingança sará malígrina”, dizia o personagem do saudoso Chico Anysio. Eis o que representa esta intervenção federal no Rio: uma vingança este Carnaval de Michel Temer em plena Quaresma. ... 

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9 de fevereiro de 2018
por Esmael Morais
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Ódio na mídia gera morte de macacos e tentativa de homicídio contra venezuelanos

A irresponsabilidade da mídia brasileira pode ser medida pela quantidade de macacos mortos a pauladas, acusados injustamente de transmitir a febre amarela, e pela tentativa de homicídio de venezuelanos no estado de Roraima. ... 

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15 de janeiro de 2018
por Esmael Morais
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Desembargadores do TRF-4 temem o “day after” do julgamento de Lula

O presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), desembargador Thompson Flores, o “day after” do julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O magistrado levou a preocupação nesta segunda-feira (15) à ministra Carmén Lucia, presidenta do Supremo Tribunal Federal (STF). ... 

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13 de outubro de 2016
por Esmael Morais
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Policiais civis engrossam greve de professores e servidores no Paraná

richa_tiriricaO governador Beto Richa (PSDB) desmente na prática que o palhaço Tiririca estava errado quando afirmou que “pior que tá não fica”, pois, além da greve na educação, a segurança pública também vai parar por tempo indeterminado a partir da próxima segunda-feira, dia 17. Leia mais

16 de junho de 2016
por Esmael Morais
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Requião Filho: “Curitiba merece mais do que velhos prefeitos”

Requião_Filho_2016_Prefeitura_de_CuritibaO deputado Requião Filho (PMDB), em sua coluna desta quinta (16), critica as velhas práticas políticas que voltam com a proximidade da disputa pela Prefeitura de Curitiba. Para o colunista, a capital não é um “antiquário”, por isso, ainda segundo ele, “merece mais do que velhos prefeitos”.

O torpedo de Requião Filho, mesmo que não tenha citado ninguém nominalmente, tem endereços certos: o ex-prefeito Rafael Greca (PMN), que esta semana recebeu apoio do ex-prefeito Luciano Ducci (PSB); e o atual prefeito Gustavo Fruet (PDT).

Para Requião Filho, todos que estão na corrida eleitoral já tiveram oportunidade de resolver os problemas na segurança, na saúde e no cuidado dos bairros e das praças, mas nada ou quase nada fizeram em todas essas décadas. “Os Prefeitos antigos estão em débito com a população”, afirma Requião Filho. Abaixo, leia, ouça, comente e compartilhe a íntegra do texto: Leia mais

2 de junho de 2016
por Esmael Morais
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Requião Filho: Se é perfeito o mundo de Richa, por que o povo protesta?

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O deputado Requião Filho (PMDB-PR), em sua coluna desta quinta (2), contesta a versão segunda qual o Paraná do governador Beto Richa (PSDB) seria um “mundo perfeito” diante de injustiças e imperfeições no país inteiro. O colunista afirma que, em contraste com a explanação do secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, a vida real das pessoas é bem diferente daquela apresentada esta semana na Assembleia Legislativa. Se tudo é perfeito e maravilhoso, questiona o líder da oposição, “por que presenciamos denúncias diárias de falta de merenda nas escolas, de descontos inconcebíveis em salários de professores, de recauchutagem ilegal de coletes balísticos por falta de recursos para aquisição de novos, viaturas encostadas por falta de manutenção e a saúde abandonada?”. Abaixo, leia, ouça, comente e compartilhe a íntegra do texto de Requião Filho: Leia mais

6 de abril de 2016
por Esmael Morais
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Richa promove farras no ar e na terra

A Casa Militar, comandada pelo coronel Adilson Castilho Casitas, que comandou o 4º BPM e tem familiares em Maringá, aditivou dois contratos com a Helisul Táxi Aéreo Ltda. Num deles, o contrato ganhou mais R$ 504.667,38 por mais um ano de vigência (até 18 de abril de 2017). Noutro, o aditivo atingiu R$ 4.752.860,64, pela mesma razão.

Além disso, esta semana a Casa Militar, que obedece diretamente ao governador Beto Richa (PSDB), adquiriu uma van por R$ 118.800,00 junto à Renault do Brasil.

Fonte: Ângelo Rigon

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3 de janeiro de 2016
por Esmael Morais
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Mesmo com massacre de professores, Veja dá “nota 100” para a segurança pública de Beto Richa

Não é só com a educação que a revista Veja fez putaria, não, ao escolher os governadores Geraldo Alckmin (PSDB-SP) e Beto Richa (PSDB-PR) como “bons exemplos” para a área cuja publicação de “ranking” envergonha até o capeta.

Os Civita, donos da editora Abril, também chutaram o balde na área da segurança pública ao apontar o governo Beto Richa como “bom exemplo” dando-lhe “nota 100”.

Até as capivaras que o prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT), engorda no tradicional Parque Barigui, sabem que a segurança pública estadual converteu-se num verdadeiro fiasco internacional ao massacrar professores no dia 29 de abril de 2015.

Nunca é demais recordar que, há duas semanas, o governo do Paraná, mesmo em crise e fechando universidades, pagou anúncio duplo nas páginas de Veja.

O ranking dos “bons exemplos” do tucano na educação e na segurança, além de provocação, seria retribuição pela farra publicitária nas vésperas das festas de Papai Noel?

Na época do massacre, o secretário da Segurança Pública era o deputado federal Fernando Francischini (SD). Depois da carnificina autorizada pelo governador, que deixou 213 feridos, o parlamentar “caiu” para Brasília. Batman indicou para o seu lugar o também delegado federal Wagner Mesquita.

Aliás, Francischini, o Batman, prometeu revelar em depoimento à Justiça o nome de Beto Richa como mandante do massacre no Centro Cívico.

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2 de janeiro de 2016
por Esmael Morais
43 Comentários

Na putaria de Veja, governos Alckmin e Richa lideram ranking de “bons exemplos” para a educação

Na metade do mês passado, portanto em dezembro de 2015, o Blog do Esmael registrou que o governo Beto Richa (PSDB) estava fechando escolas para financiar o golpismo da revista Veja. Pois bem, esta página atirou no que viu e acertou no que não viu.

O anúncio duplo na revista da Abril chamou a atenção pelo desperdício de recurso público justamente na semana que Richa anunciara apoio ao impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).

Passadas duas semanas, no último dia 31 de dezembro, no apagar das luzes do ano, eis que Veja divulga um “ranking” em que os governos do Paraná e São Paulo se destacam nas áreas de educação e segurança. A publicação dos Civita dá uma dourada na pílula ao classificar a putaria como “ranking da competitividade dos estados”.

O Paraná de Beto Richa estaria em segundo lugar geral, mas o troféu de primeiro lugar seria de São Paulo — governado pelo também tucano Geraldo Alckmin.

Como putaria pouca é bobagem, o governo Alckmin, que encerrou o ano batendo em alunos e fechando escolas, no ranking de Veja, é o melhor exemplo para a educação. Richa, que massacrou os professores no começo de 2015, não se fez feio ao ficar em terceiro lugar nesse quesito.

Veja perdeu a vergonha na cara. Richa e Alckmin, como já dissemos aqui antes, enterraram a compostura há muito. Definitivamente, não dá para levar a sério esse trio golpista haja vista que o problema deles, em relação ao povo, é ideológico. Mas a questão do ranking que beneficia os tucanos tem a ver com pixulecos, ou não?

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27 de agosto de 2015
por Esmael Morais
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Além de professores, pode faltar policiais militares no Paraná

profe_pm_richaNo último domingo (23), o Blog do Esmael mostrou que pode faltar professores nas escolas da rede pública estadual em virtude da desvalorização da profissão pelo governo Beto Richa (PSDB). Os motivos para essa desilusão com o magistério foram agravados pelo massacre no dia 29 de abril, dia em que o “Carniceiro do Centro Cívico” confiscou a poupança previdenciária dos servidores públicos pela violência das armas. ... 

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10 de julho de 2015
por Esmael Morais
49 Comentários

Beto Richa reforça segurança pessoal com 40 novos policiais militares

O governador Beto Richa (PSDB) resolveu reforçar a própria segurança adicionando 40 novos policiais à “guarda pretoriana”, denominada Casa Militar da Governadoria do Estado, responsável, principalmente, pela Guarda do Palácio Iguaçu.

No decreto nº. 1823 publicado ontem (9) no Diário Oficial do Estado, o tucano informa que sua guarda pessoal agora contará com 275 (duzentos e setenta e cinco) PMs.

A título de comparação, a maioria dos pequenos municípios, em média, tem apenas dois policiais para a segurança da população. Muitas cidades do interior, inclusive, não tem nenhum PM e os moradores dependem do policiamento de municípios vizinhos.

O decreto de Richa elevando o número de policias na “guarda pretoriana” coincide com o assalto sofrido ontem (9) pelo ex-vice-governador, Flavio Arns (PSDB), atual secretário de Assuntos Estratégicos, e intensos protestos de professores.

Também no dia de ontem (9), por exemplo, educadores reacenderam manifestações pelo “Fora Beto Richa” nos municípios de Figueira e Jacarezinho (clique aqui).

Uma professora comentou ao Blog do Esmael o aumento de policiais na guarda pessoal de Beto Richa: “Tem medo, mas não tem vergonha”.

A seguir, leia a íntegra do decreto que reforça a segurança do governador Beto Richa:

Publicado no Diário Oficial nº. 9489 de 9 de Julho de 2015

Súmula: Acresce em 40 (quarenta) a quantidade de Funções Privativas Policiais da Casa Militar da Governadoria do Estado.

O GOVERNADOR DO ESTADO DO PARANÁ, no uso das atribuições que lhe confere o art. 87, inciso V, da Constituição Estadual, e o art. 10, da Lei nº 17.172, de 24 de maio de 2012, e tendo em vista o contido no protocolado sob nº 13.563.417-4,

DECRETA:

Art. 1.º A quantidade de Funções Privativas Policiais da Casa Militar da Governadoria do Estado, previstas no anexo V da Lei nº 17.172, de 24 de maio de 2012, ficam acrescidas em número de 40 (quarenta), na conformidade do Anexo deste Decreto, totalizando 275 (duzentas e setenta e cinco) funções privativas policiais.

Parágrafo único O acréscimo de Funções Privativas Policiais da Casa Militar da Governadoria do Estado de que trata o caput deste artigo fica condicionada à disponibilidade orçamentária do Órgão no exercício financeiro corrente.

Art. 2.º A concessão das funções privativas policiais, em decorrência do acréscimo das quantidades determinadas por este Decreto, deverá ser concretizada por ato do Secretário-Chefe da Casa Militar, com efeitos financeiros a partir de 1º de junho de 2015.

Art. 3.º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Curitiba, em 08 de ju Leia mais

24 de junho de 2015
por Esmael Morais
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Coluna do Reinaldo de Almeida César: A coragem que sobrou aos professores faltou ao governador Beto Richa

Reinaldo de Almeida César*

A melhor notícia da semana, na área da Segurança Pública, vem da Polícia Militar que anuncia ter prorrogado o prazo para conclusão do inquérito militar (IPM) que apura as responsabilidades pelo Massacre do 29 de abril.

Ao contrário de alguns, não vejo nisso uma manobra para varrer todo aquele horror para debaixo do capacho da porta do gabinete do comandante-geral da PM.

Prefiro enxergar que o comando da PM, zeloso, fará honrar as mais caras tradições da corporação e não deixará de apurar, com todo rigor, os tristes fatos ocorridos e fartamente documentados. Sei lá, talvez eu esteja como Candido, com exacerbado otimismo, recebendo as influências de Pangloss, na obra magna de Voltaire. O tempo dirá.

O fato é que se a PM não apurar os fatos, com absoluto esmero e precisão, livrando-se de amarras corporativas ou de pressões políticas, correrá o sério risco de ser desmoralizada, logo ali na frente, pelo Ministério Público Estadual, pela Procuradoria da República, pela Secretaria Nacional de Direitos Humanos da Presidência da República e pela Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal, que trabalham a passos largos para colocar luzes sobre o que ocorreu, a partir de documentos, testemunhais, vídeos e fotos.

O que a PM precisa, neste momento é apenas lembrar-se da primeira regra do bom procedimento apuratório: investigue os fatos e não se preocupe com as pessoas. Qualquer imputação de eventuais responsabilidades será mera consequência, apenas isso.

Conheço muitos policiais militares que estiveram no calor daqueles acontecimentos. Entre eles, os oficiais Kogut, Arildo, Cherade, Nerino e Hudson. Eles sabem que tem meu respeito e admiração.

Também sei, pela história e pelo caráter de cada um destes que citei, que eles não deixarão de – como se diz no jargão policial – “botar no papel” o que de fato ocorreu, detalhando os comandos e as condutas que moldaram aquele apavorante cenário, ainda hoje envolto em sombras e escuridão.

Se omitirem fatos, conhecimentos e informações, talvez não consigam mais levantar um olhar altaneiro para a tropa, seus comandados e suas famílias.

Pior que isso.

Se falsearem a verdade, poderão absorver uma carga histórica e espiritual que, talvez, não lhes pertença e que se arrastará por todo sempre. Nesta horas de provação, é redentora a Palavra do Senhor, que nos é transmitida no Livro Sagrado, por João, capítulo 8, versículo 32: “e conhecereis a verdade e ela vos libertará”.

***

Há alguns dias, o governador citou Churchill numa entrevista à TV VEJA.

Referia-se à comparação feita pelo líder britânico entre guerra e política, segundo o qual, a diferença é que na guerra só se morre uma vez.

Sir Winston Churchill, soldado, parlamentar, primeiro-ministro, pintor, dedicado marido, exímio orador e genial frasista ficou para a eternidade por sua liderança e otimismo, mas, também pela sensibilidade política e inesgotável capacidade para o diálogo.

Conta-nos o biógrafo Michael Shelden, que o então jovem Ministro do Interior, Winston Churchill, não permitiu que a polícia massacrasse os mineiros que protestavam na Galia do Sul, em 1910, mesmo contrariando o interesse dos poderosos locais e colocando em risco sua carreira política ainda em ascensão.

Há outra bela frase de Churchill, que revela, na sua humildade, sua grandeza. Em tradução livre: “coragem é o que é preciso para ficar de pé e falar; coragem é também o que é preciso para sentar e ouvir”.

Talvez seja esta coragem que tenha faltado ao governo para sentar e ouvir sobre o nefasto projeto da ParanáPrevidencia e, depois, sobre a reposição de 8,17%. Por outro lado, certamente foi a coragem que sobrou aos professores, servidores e cidadãos, numa praça que ficou manchada de sangue em 29 de abril, em cenas que nos chocam e nos envergonham, como paranaenses.

Winston Churchill mudou o eixo da história e o rumo da humanidade. Não fosse sua habilidade no trato com os líderes das nações aliadas, boa parte do mundo hoje estaria a respirar a podridão dos ares do regime nazi-fascista, soprados pela loucura do infame Adolf Hitler.

Para encerrar, falando em Hitler, esta figura desprezível do século passado, uma curiosidade histórica, notícia de folhetim, quase coluna social.

Num mesmo 29 de abril, só que em 1945, Adolf Hitler casou-se com Eva Braun.

Horas depois, como sabemos, foram varridos da história.

*Reinaldo Almeida César é delegado da Polícia Federal. Foi secretário da Segurança Pública do Paraná. Chefiou a Divisão de Cooperação Policial Internacional (Interpol). Escreve nas quartas-feiras sobre “Segurança e Cidadania”.

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17 de junho de 2015
por Esmael Morais
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Coluna do Reinaldo Almeida César: ‘Gaeco dê uma olhada nos contratos de alimentação para os presos’

Reinaldo Almeida César*

Certa feita, o Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse que preferia morrer a cumprir pena nos presídios medievais brasileiros. Se ele conhecesse as carceragens da Polícia Civil no Paraná, certamente pediria para abreviar ainda mais esta morte.

O preso em delegacia de polícia deve lá permanecer, apenas e tão somente por um tempo mínimo, enquanto o inquérito policial não for concluído ou interessar para a investigação.

Passado este tempo mínimo, o detento deve ser imediatamente transferido para uma unidade prisional mantida pelo Estado, no sistema prisional.

Para isso, o governo deve investir no sistema, construir presídios, abrir concursos e estruturar, com segurança e boa remuneração, a carreira do agente penitencário. Deve liberar os investigadores da Polícia Civil para as atividades que lhes são próprias, na polícia judiciária, na investigação e no cumprimento dos mandados de prisão. No Paraná, já são mais de 25.000 mandados de prisão em aberto.

Delegacia de polícia deve ser local para acolher pessoas aflitas que buscam atendimento. Ninguém vai à distrito policial para fazer turismo ou tirar selfie. Vai porque está em desespero, em busca do amparo policial. A delegacia de polícia não pode ser um mini-presídio, sempre pronto à convulsões, enquanto a sociedade assiste, apavorada, fugas de encarcerados saindo pelos telhados e muros das delegacias, a todo instante.

Sempre me posicionei de forma pública e muito crítica pelo descaso do governo do Paraná com esta questão.

A imprensa registrou, no dia da minha saída da SESP, que ela tinha sido motivada também por acentuadas divergências que eu tinha, nesta questão, com a equipe da Secretaria de Justiça. Pura verdade.

Lembro-me de certa ocasião, um final de tarde de sábado, quando recebi um telefonema do então delegado-geral da Polícia Civil, Marcus Michelotto, me relatando indignado que acabara de haver recebido, também por telefone, uma reprimenda do ajudante de ordens do Governador, o Capitão PM Zancan, porque o governador tinha acabado de passar em frente ao 9º Distrito policial na Santa Quitéria e não tinha gostado de ver faixas do sindicato protestando contra o excesso de presos na carceragem.

Na segunda-feira pela manhã, de forma respeitosa mas muito firme, foi a minha vez de apresentar queixa e reflexão ao governador. Queixa, porque não se recomenda, na liturgia de cargos, que um ajudante de ordens chame às falas o chefe da Polícia Civil. Reflexão, porque disse à Sua Excelência, que os sindicalistas da Polícia Civil estavam certos.

Fico agora, feliz e entusiasmado com a posição do Ministério Público do Paraná, em vias de colocar um freio de arrumação neste descalabro, expedindo recomendações e cobrando cronograma de solução da SESP.

Aliás, agora depende somente da SESP, pois ela tem a faca e o queijo na mão, na medida em que o governo reuniu, numa canetada só, segurança pública e execução penal num único lugar. Basta a SESP, ela mesma, mais ninguém, abrir as portas do sistema penitenciário e esvaziar as carceragens policiais, transferido os presos de l Leia mais

10 de maio de 2015
por Esmael Morais
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PSD orienta Sciarra a deixar “urgentemente” o governo Beto Richa

psd_psdbIntegrantes da direção estadual do PSD sugeriram ao chefe da Casa Civil, Eduardo Sciarra, que entregue o cargo ao governador Beto Richa (PSDB). Os correligionários do pessedista temem que ele seja o próximo alvo de campanha de fritura, por causa do massacre dos professores, que levaram à demissão de Fernando Francischini (Segurança), Fernando Xavier (Educação) e César Kogut (PM).

Na Assembleia Legislativa, os dois principais deputados do partido — Chico Brasileiro e Ney Leprevost — já perfilam ao lado da oposição desde o início da legislatura em fevereiro. A bancada do PSD tem três parlamentares.

Nas redes sociais e no Centro Cívico, o chefe da Casa Civil já é “carinhosamente” chamado de Eduardo “Mete Bomba” Sciarra — em alusão à denúncia do deputado Tadeu Veneri (PT), líder da oposição, que da tribuna da Assembleia afirmou ter ouvido o secretário de Richa orientar “Mete mais bomba, mete mais bomba”.

No último dia 29 de abril, durante a votação no projeto que confisca a poupança previdenciária dos servidores, a PM atirou bombas, balas de borracha, gás lacrimogêneo e atiçou cães em manifestantes por mais de duas horas. Logo após o massacre, Beto Richa acusou professores e funcionários públicos de serem “black blocs”. Uma semana depois, arrependido, o tucano afirmou que foi “quem mais sofreu” com a surra nos educadores.

Pois bem, a cogitada saída de Sciarra do governo tem como objetivo 2018. “Mete Bomba” é lembrado para uma dobradinha, provavelmente na vice, com o senador Álvaro Dias (PSDB) visando o Palácio Iguaçu. Leia mais

9 de fevereiro de 2015
por Esmael Morais
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Governistas chegam a acordo: ‘massacre aos funcionários públicos’

Acordo governista tenta 'engabelar' funcionalismo público em greve. Governo Richa quer meter a mão em R$ 8 bilhões da previdência, ou seja, dinheiro dos grevistas. Eles vão deixar ser enganados?

Acordo governista tenta ‘engabelar’ funcionalismo público em greve. Governo Richa quer meter a mão em R$ 8 bilhões da previdência, ou seja, dinheiro dos grevistas. Eles vão deixar ser enganados?

A base governista na Assembleia Legislativa foi consultar-se com o governador Beto Richa (PSDB), esta noite, após a sessão com galerias lotadas. Contaram as garrafas e chegaram a um acordo: massacre ao fundo previdenciário dos funcionários públicos em greve, coisa de R$ 8 bilhões. ... 

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