29 de maio de 2016
por Esmael Morais
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Beto Richa de diverte na Argentina; paranaenses fazem ‘vaquinha’ para comprar armas às polícias

richa_diversao

O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), não está nem aí para a crise, muito menos com a violência. Enquanto o tucano se diverte neste feriadão em Mendoza, na Argentina, os paranaenses fazem ‘vaquinha’ para comprar armamentos às polícias. Abaixo, assista ao vídeo: Leia mais

24 de março de 2016
por admin
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Coluna do Reinaldo de Almeida César: O outono de Beto Richa

Reinaldo de Almeida César*

E eis que novamente chega, para nós outros que estamos abaixo da linha do Equador, a estação do outono austral.

Não tenho dúvidas em dizer que é também o outono da gestão do governador Beto Richa, cujos acertos e erros serão julgados pela história. E, talvez, pela massa dos eleitores paranaenses em 2018.

É chegado o outono do atual ocupante temporário do Iguaçu, porque de agora em diante, a velocidade do passar dos dias se acelera. É quando a fina areia da ampulheta parece ser ainda mais fina, esvaindo-se com incrível rapidez pelo vértice do artefato de tempo.

De agora até a desincompatibilização do cargo para fins eleitorais, restam apenas e exatos dois anos.

Tire feriados, esticados finais de ano, temporadas de praia em Caiobá, períodos em que despesas já não podem mais ser empenhadas, lapsos de tempo em que o orçamento ainda não foi votado e liberado, prazos licitatórios e de contratação de obras previstos na lei e veja quanto ainda resta de tempo útil para o atual governo. É muito pouco.

Dificilmente o que não foi feito em seis longos anos, será agora feito em míseros dois.

Já, já, faremos o cotejo do que foi executado no Programa PARANÁ SEGURO, programa oficial do governo para o setor.

Nesta despretensiosa análise, estou a assumir a premissa de que Sua Excelência haverá de apresentar seu nome às urnas, em 2018.

Neste ponto, sou lembrado pelos meus sempre indóceis botões que os procedimentos investigativos no STJ, PGR e PF, sobre as operações Publicano e Quadro-Negro, haverão de empurrar o governador para a disputa eleitoral.

Seria um arriscado luxo permanecer sem foro privilegiado, num país que redescobriu o signifi Leia mais

18 de fevereiro de 2016
por Esmael Morais
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Coluna do Reinaldo de Almeida César: Richa manda ‘beijinhos no ombro’ ao invés de cumprir palavra com policiais

Reinaldo de Almeida César*

Alertado por um bom amigo, do risco de ver o resultado de minha dedicação e esforços ser esfumaçado por uma descarada usurpação, perdi os freios inibitórios e resolvi assumir os feitos (e também os fracassos) de minha passagem pela Secretaria de Segurança Pública, entre os anos de 2011 e 2012, período em que se elaborou e se apresentou o programa “Paraná Seguro”, que depois foi reeditado e requentado, como compromisso de campanha, na eleição de 2014.

Decidido, pois, a refletir e a registrar tudo o que aconteceu, comecei a escrever e não parei mais.

Resultado, reuni pouco mais de duas centenas de páginas de memórias e documentos sobre os acontecimentos daquele período, divagando de maneira especial sobre a elaboração, o conteúdo e sobre o que já foi realizado no contexto do programa “Paraná Seguro”, tal como concebido.

Contudo, a cada vez que meus indômitos botões me perguntam se algum dia haverei de publicar estas reminiscências na íntegra, acabo me recordando da fina ironia e do humor cortante de Nelson Rodrigues, para quem “todo memorialista é um mentiroso”.

***
Assim que assumi a SESP, em janeiro de 2011, logo de imediato, não mais que de repente, um enorme problema tomou espaço em minha mesa de trabalho e em minhas preocupações.

Ocorre que, no apagar das luzes da legislatura anterior, em plena efervescência do período eleitoral de 2010, a Alep aprovou a PEC 64, ao apreciar a Emenda 29, estabelecendo um prazo fatal de 180 dias para o governo implantar o subsídio previsto constitucionalmente como forma de remuneração para policiais civis, militares e bombeiros.

Faço uma apertada síntese dos fatos para dizer que, ao final e ao cabo, depois de muita argumentação, exaustivas reuniões e de legítimas manifestações sindicais e classistas, conquistou-se para nossos dedicados policiais, em maio de 2012, a maior remuneração entre as forças de segurança do Brasil, tendo como pano de fundo a implantação do subsídio.

As tabelas de vencimentos das polícias do Paraná foram, então, ao topo da escala remuneratória nacional, servindo a partir daí de referências nas pretensões e reivindicações salariais das forças de polícia pelo Brasil afora, incluindo a Polícia Federal.

Lembro-me do telefonema que recebi do então presidente da Associação Nacional dos Delegados da PF, Marcos Leoncio, pedindo-me que lhe enviasse com urgência a nova tabela implantada, a fim de que na audiência que teria naquele dia com o Ministro da Justiça, pudesse ele mostrar a tabela do Paraná, onde delegados da Civil tinham ultrapassado o patamar de remuneração dos delegados federais.

O governador Alckmin, certa feita, disse ao governador Beto Richa que as novas tabelas das polícias do Paraná haviam lhe criado enormes dificuldades em São Paulo.

Os policiais do Paraná devem muito deste extraordinário resultado obtido na implantação do subsídio ao então secretário de Administração, Luis Eduardo Sebastiani, que soube compreender a fundamental importância de se remunerar com dignidade os trabalhadores da segurança pública.

Abro aqui um p Leia mais

11 de fevereiro de 2016
por Esmael Morais
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Coluna do Reinaldo de Almeida Cesar: “Eu os acuso de canalhas, de praticarem canalhices”

Reinaldo de Almeida César*

Eu acuso, no melhor estilo Émile Zola, contudo, ao que agora me proponho, baseado na verdade factual e em farto conjunto probatório, muito diferente, portanto, da saga do capitão Alfred Dreyfus, imortalizada na literatura francesa e mundial.

Eu os acuso de canalhas. De praticarem canalhices.

São rematados canalhas, esses que desviaram milhões de reais de recursos destinados a construção de escolas públicas.

Só pode mesmo ser considerado vil e infame – canalha, portanto – quem rouba descaradamente o sagrado recurso público, ainda mais quando verba carimbada, do FNDE, destinada a ampliar vagas para alunos nas escolas da rede estadual.

Em reportagem muito tocante, a Gazeta do Povo (clique aqui) mostrou a frustração e tristeza dos gêmeos Patrique e Pablo de Assis, que viram a escola onde sonhavam estudar ser transformada em mocó para consumo de drogas na obra inacabada, ou talvez melhor, quase nem iniciada pela construtora Valor, mas ainda assim regiamente paga como se executada tivesse sido.

Deixa qualquer um estarrecido ler que a roubalheira deixou mais de duas mil crianças fora da sala de aula e que obra inconclusa faz crianças precisarem caminhar mais de dez quilômetros para alcançar outra escola.

Já temos uma saúde e uma segurança pública de péssima qualidade, ineficiente e muito longe das reais necessidades da população.

Agora, meter a mão no dinheiro público, negando matrícula, sala de aula e instrução no ensino formal, é o mesmo que condenar filhos de trabalhadores a uma forma de escravidão, em trevas, na era moderna.

Como pode uma empreiteira, sem nenhum histórico ou acervo, ter conquistado, em tão pouco tempo, tantos contratos de expressivo valor? O vocábulo valor vai aqui, sem a intenção de cometer uma redundância, quase pleonástica.

Marco Nanini e Ney Latorraca encenaram uma peca que ficou anos em cartaz com absoluto sucesso e recorde de público. Chamava-se “O mistério de Irma Vap”, uma adaptação do original de Charles Ludlam, teatro anárquico e do ridículo, que revelava, quase ao final da montagem, o anagrama do título com a palavra “vampira”.

Seria a construtora Valor, também ela, um anagrama sanguessuga ?

E, mais ainda, perguntam-me os meus inquietos botões: houve aditivo nos contratos? Os saques em espécie, na boca do caixa, serviram a qual propósito? Por qual razão a maior movimentação de recursos desviados se deu exatamente no ano de eleição, em 2014? Carros de luxo apreendidos na operação “Quadro Negro” combinariam com relógios de caríssima grife a adornar pulsos, a fim de serem galantemente ostentados em aces e forehands em partidas de tênis?

Assisti o governador se eximir de culpa, dizendo que não teria qualquer responsabilidade sobre os pagamentos – que, diga-se, comprovadamente, até mesmo pelo Tribunal de Contas, foram efetivados sem a necessária medição da obra – alegando Sua Excelência não ter tr Leia mais

31 de dezembro de 2015
por admin
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Coluna do Reinaldo de Almeida César: Dez fatos mais importantes de 2015 na Segurança Pública do Paraná

Reinaldo Almeida César*

Não tem jeito. Nesta época do calendário que nos foi legado pelo Papa Gregório XIII, é inevitável nos enredarmos nas reflexões de final de ano e nos projetos para o ano que se descortina.

Não há como fugir também das retrospectivas apresentadas pelos canais a cabo, de tv aberta e nas demais mídias, digital e convencional.

Vamos, então, apresentar, aqui também, a nossa “lista dos dez fatos mais importantes de 2015, na Segurança Pública do Paraná“.

Lamento, porém, antecipar que pelos resultados governamentais no setor, a lista mais se aproxima do melhor estilo cômico “Top Ten” popularizado por David Letterman, mago do talk show no entretenimento norteamericano.

Vamos lá, lembrando que os prezados leitores podem acrescentar fatos ou mesmo julgar os que aqui seguem apresentados.

A ascenção e queda de Francischini, o breve — Tanto lutou que chegou lá. Em cerimônia apavonada, sem qualquer pejo em se usar a marca do Paraná Seguro criada em 2011 pela extraordinária e talentosa equipe da G8, o deputado Francischini assume a SESP na virada de dezembro para janeiro de 2015, depois de outras três pessoas terem passado pela SESP e uma quarta, anunciada, não ter tomado posse. A quinta opção de secretário para a SESP tinha, então, um projeto político na cabeça e uma máquina na mão. Richa, por sua vez, não teve melindres em defenestrar da função o dedicado médico de sua família, Leon Grupenmacher, que se portava bem e com muita lealdade no cargo. O tempo é realmente o senhor da razão. Deu no que deu.

O Caveirão dos deputados — Em fevereiro, num episódio até hoje encoberto em névoas, sem que se saiba o mentor da patética ideia e sem que tenhamos certeza se houve d Leia mais

26 de novembro de 2015
por Esmael Morais
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Coluna do Reinaldo de Almeida Cesar: Richa “troca o sofá”, mas não sabe que fazer com cadeias superlotadas

*Reinaldo Almeida César

Certos fatos que por vezes passam desapercebidos da mídia convencional podem revelar – e muito – orientações de governo.

Na semana que passou, uma reunião havida na sede do Ministério Público parece ter desnudado as reais intenções do governo no que toca a um dos mais cruciais problemas enfrentados na área da segurança pública, a indevida manutenção de presos em delegacias de polícia

A reunião tratava do caos existente no 12º Distrito Policial em Santa Felicidade, não apenas pela massa carcerária ali existente – diga-se, por apego à razão, de forma indevida – mas também porque aquela unidade da Polícia Civil escora-se quase literalmente para não vir abaixo.

O resultado da reunião só fez adiar sem prazo a solução do grave problema, ampliando sua dimensão.

A reunião terminou com o pior desfecho possível, mesmo com a posição contrária esgrimida com sólidos argumentos apresentados pelos aguerridos representantes do SINCLAPOL, liderados pelo incansável André Gutierrez, e também pela incontroversa manifestação da sociedade, naquele momento vocalizada pelo CONSEG de Santa Felicidade.

Decidiu-se, então, pela simples reforma do prédio que abriga o 12º Distrito Policial e pela manutenção dos presos.

Lembra a piada do marido que encontra a esposa com outro no sofá da sala. De forma cândida, manda trocar o sofá.

***

O genial Millor Fernandes – parceiro do Carlos Nasser, outra cabeça privilegiada – escreveu que “quando o cara diz que fala por experiência é porque ainda não adquiriu experiência bastante para calar a boca”.

Sempre que me sinto inclinado a evocar algo que me aconteceu, ao tempo em exerci o comando da SESP, meus atentos botões me fazem recordar desta frase, ainda mais neste Paraná, por vezes quase imperial, onde apontar falhas de governo é quase um sacrilégio a atingir a figura do governante.

Já disse e repito, ainda que no risco da exaustão, que governadores passam, envelhecem, fazem barriga de pêra, branqueiam cabelos, tornam-se avós. As instituições e a sociedade, ficam.

Recordo-me que era titular da SESP e num sábado sempre agitado, recebi o telefonema do delegado-geral Marcos Michelotto queixando-se de ter recebido naquele instante, também por telefone, a reprimenda do ajudante de ordens do governador, o Capitão PM Zancan.

O motivo ? O governador passou em frente à sede do 9º Distrito Policial em Santa Quitéria e não gostou de ver uma faixa do SINCLAPOL numa legítima e correta campanha para que os presos amontoados em carceragens de polícia fossem transferidos para o sistema penitenciário, à época coordenado pela Secretaria de Justiça.

O sindicato, de forma legítima, apenas mostrava o desvio de função e as temerárias condições de trabalh Leia mais

13 de novembro de 2015
por Esmael Morais
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Para Richa, o Paraná é uma festa: tucano prorroga contrato de R$ 30 mi para companheiro de viagem

reinaldo_delegacia_comidaO governador Beto Richa (PSDB) continua fazendo do Paraná uma extensão de Paris, ou seja, uma festa. ... 

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22 de outubro de 2015
por admin
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Coluna do Reinaldo de Almeida César: Ajustes nas Polícias Civil e Militar

Reinaldo de Almeida César*

Recebo boas notícias vindas da área da segurança pública.

Em março último, desacompanhado de seu secretário de segurança à época, o governador Beto Richa esteve em visita na sede da Associação de Defesa dos Direitos dos Policiais Militares Ativos Inativos e Pensionistas – AMAI, importante entidade de representação de policiais militares.

A visita solitária parece ter sido muito profícua, a se considerar o desenrolar de vários acontecimentos, a partir de então.

Naquela tertúlia, a diretoria da AMAI, liderada pelo incansável Coronel Eliseo Furquim, entregou ao governador um pacote de reivindicações históricas dos praças e dos oficiais, fazendo-o acertadamente em nome do fórum de entidades que representam os policiais militares.

Agora, com o acompanhamento e a atuação proativa do secretário Wagner Mesquita, as coisas começam a sair do papel.

A comissão tripartite que engloba – além da SESP e da AMAI – também representantes da Secretaria de Administração, caminha a passos largos para corrigir distorções históricas e estabelecer normativos mais consentâneos com os dias atuais, a começar pela revisão do processo disciplinar e pela extinção da prisão militar, verdadeiro instrumento de subjugação e assédio moral.

Ponto para o governo, indiscutível.

***

Soube também que o governo dá sinais positivos para vitaminar a tramitação do novo estatuo da Polícia Civil.

Outra grande notícia. É preciso dar roupagem institucional adequada à Polícia Civil.

Espera-se, como é natural, que a “pedra de toque” do novo estatuto seja a efetiva equiparação remuneratória entre delegados e procuradores do Estado e, a partir daí, novo realinhamento de subsídios, com novos reenquadramentos em parcela única, que corrijam os já defasados padrões de remuneração para todos os policiais, civis e militares.

E mais, que a alocação de quem quer que seja na desejada “coluna 11” das tabelas de remuneração, contemple igualmente e de forma extensiva todos os que sejam equivalentes.

Quem tra Leia mais

15 de outubro de 2015
por admin
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Deputados podem convocar ex-secretário para explicar desastre na segurança pública de Beto Richa

efetivoO deputado estadual Nereu Moura, líder do PMDB na Assembleia, apresentou um requerimento na Casa de Leis cobrando explicações do governador Beto Richa (PSDB). As inconsistências estão nos números apresentados na propaganda do governo dando conta da contratação de 10 mil novos policiais nos últimos cinco anos.

Nereu Moura afirmou que “existem muitas dúvidas em torno do assunto. Pelo que se sabe, a defasagem do efetivo da Polícia Militar é enorme”.

Ele se baseou em informações fornecidas pelo ex-secretário estadual de Segurança Pública, Reinaldo de Almeida César, através de artigo publicado no Blog do Esmael, onde consta que no período ingressaram apenas 6.093 soldados nos quadros da PM, enquanto 3.857 deram a baixa na farda. Leia mais

26 de agosto de 2015
por Esmael Morais
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Coluna do Reinaldo de Almeida César: “Quem mandou bater nos professores? Fala, Francischini!”

Reinaldo de Almeida César*

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Como se fosse uma boa decantação, uma filtragem a jorrar água límpida, as coisas começam a se normalizar, a ficar cristalinas, na área da segurança pública.

Alguns fatos são reveladores de novos e arejados tempos, depois da confirmação do Secretário Wagner Mesquita no cargo.

Na solenidade de comemoração dos 161 anos da PM, o governo anunciou a retomada dos investimentos no setor. Já era hora, depois da tungada nos recursos da SESP, com a extinção do Fundo Estadual de Segurança Pública, o FUNESP.

Além disso, em entrevista coletiva, o comandante geral da corporação, o competente Coronel Maurício Tortato, garantiu que os quase 3.000 aprovados no concurso da PM, que aguardam chamamento serão, finalmente convocados, a partir de janeiro de 2016.

Em comunicado público, o Presidente da Comissão de Segurança Pública na Alep, Deputado Mauro Moraes (PSDB) – que, justiça seja feita, é sempre dedicado e zeloso com as questões que envolvem policiais e a SESP – assegurou que obteve do governador e do secretário da Fazenda, o compromisso de que o governo vai zerar seu débito com promoções, progressões e remoções de policiais e bombeiros militares e que, até o final deste ano, o Estado quitará todas as dívidas na área da segurança.

Esta coluna estará vigilante em relação a todos estes anúncios. Como se diz lá em Ponta Grossa, mutuca tira o boi do mato.

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Ainda pelas bandas da PM, outra boa nova trazida na solenidade de outorga de comendas e medalhas foi saber que a lista de agraciados com a mais alta honraria concedida pela PM, a Medalha Coronel Sarmento, pelo menos neste ano, parece ter sido mais criteriosa. Desta feita, corri os olhos e não vi na lista nenhum suposto primo.

***

Por falar nos 161 anos da PM, vale lembrar que historiadores apontam a Polícia Civil e a Polícia Militar como os mais antigos órgãos públicos do Paraná, criados logo na sequência da emancipação política do Estado.

O triste é constatar que, passados quase dois séculos, a Polícia Civil do Paraná não possui sede administrativa própria, obrigando sua cúpula diretiva e servidores da alta direção à se sujeitarem a um prédio alugado, sem qualquer condição de trabalho e que, se observado algum rigor fiscalizatório, talvez nem alvará de funcionamento pudesse ter. Só falta agora me dizerem que a locação do imóvel teria sido renovada, a um custo altíssimo.

Para corroborar que as coisas começam a caminhar melhor, é só observar que boas figuras nas duas instituições começam a ser melhor aproveitadas, tendo havido o reconhecimento de suas formações, habilidades e currículos. Veja-se o exemplo do Coronel Pericles Mattos, que assumiu o Primeiro Comando Regional da PM e dos Delegados Rafael Vianna e Rogerio Lopes, o primeiro assumindo a chefia da especializada de Furtos e Roubos, e o segundo, emprestando sua vocação acadêmica na direção da Escola Superior de Policia Civil.

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Muito grave a Leia mais

19 de agosto de 2015
por Esmael Morais
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Coluna do Reinaldo de Almeida César: 4 anos de “Paraná Seguro”

Reinaldo de Almeida César*

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Confesso-me já desesperançoso em testemunhar nesta vida a tão esperada reforma política no Brasil, que promovesse uma profunda alteração no financiamento das campanhas eleitorais.

O financiamento das milionárias campanhas eleitorais, pelo que está a demonstrar a Lava Jato, está na raiz do processo de corrupção e desvio de recursos públicos no país.

Deputados e senadores parecem teimar em fazer ouvidos moucos, não dando mínima atenção à voz rouca das ruas. As manifestações em 2013, antes mesmo da Copa dos 7 a 1, já pediam por reformas políticas profundas. Suas excelências, no entanto, em matéria eleitoral, parecem fazer como se estivessem tecendo o mais fino traje que lhes caia bem, como se fosse um conjunto “su misura”, confeccionado por habilidosas mãos de Saville Row.

Mas, minha vocação para o sonho não me abandona jamais.

Tenho um sonho, muito, mas muito mais acanhado em relação aquele invocado por Martin Luther King ou mesmo em relação ao sonho que deveria ser sonhado por todos, como pregava Dom Helder Câmara.

Meu sonho é mais modesto. Explico-me.

É que se não temos uma reforma política de peso, que colocasse partidos e candidatos em igualdade de competição e melhorasse a representação popular, poderíamos ter, quando menos, uma mudança na postura dos candidatos a fim de que cumprissem aquilo que efetivamente se comprometeram quando se submeteram ao voto popular.

Bastaria que candidatos dissessem o que pretendiam fazer e, realmente, se eleitos, o fizessem, em vez de se apresentar em caríssimos programas de TV, dirigidos por marqueteiros pagos a peso de ouro, e com o rosto de photoshop estampado em coloridas peças visuais que mais parecem um pacote de M&M.

Nem precisa registrar em cartório. Como bem lembrou o decano do colunismo político do Paraná, Celso Nascimento, na Gazeta de domingo, bastaria o fio de bigode como aval dos compromissos de campanha.

***

Há exatos quatro anos, mais precisamente em 16 de agosto de 2011, o Governador Beto Richa lançava em evento de grande prestígio e repercussão no Canal da Música, o Programa Paraná Seguro.

Em 2014, na campanha para o bi-mandato, Richa apresentou o Paraná Seguro como sendo o seu compromisso na área da segurança pública.

A partir de hoje, passados exatos quatro anos, vamos começar a analisar o que foi feito e o que deixou de ser feito, o que Leia mais

12 de agosto de 2015
por Esmael Morais
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Coluna do Reinaldo de Almeida César: Ao novo Secretário de Segurança Pública do Paraná, Wagner Mesquita

Reinaldo de Almeida César*

Prezado Secretário Wagner Mesquita,

Cumprimento-o pela efetivação no cargo de Secretário de Segurança Pública do Paraná.

Acredito, sinceramente, que você está preparado para honrar a investidura.

Reconheço-lhe portador das qualidades de liderança, equilíbrio, discrição e capacidade de gestão, requisitos fundamentais para titularizar o cargo.

A meu ver, o governo acertou ao efetivá-lo na função.

É da sabedoria popular que conselho, se fosse bom, seria vendido. Pura tolice.

Como seu amigo, torcendo por você, vou me permitir aqui lhe endereçar alguns conselhos, caso você realmente queira permanecer no cargo até o final desta gestão.

Afinal, prefiro outro dito popular: “bom conselho desprezado, há de ser muito lembrado”.

Sucesso, sorte. Que Deus lhe ilumine o caminho.

O Paraná espera, com angústia, que você faça uma boa gestão.

Apresento-lhe pois, além da recomendação de sempre preservar a tolerância e redobrar a paciência, o seguinte decálogo, esperando que ele possa lhe ser de grande valia e utilidade:

1. NÃO tenha a audácia de que falava Danton, no tempos revolucionários. Não lute de forma ostensiva, dentro e fora do governo, em público e em entrevistas, por recursos, investimentos, melhores salários e contratações para o setor. A visão obtusa e a mente apequenada de alguns não compreenderão que é exatamente isso que a sociedade espera de um secretário de segurança. Desprovidos de raciocínio acharão que você está contra o governo. Consequência, você cairá em desgraça.

2. NÃO aceite participar do processo político nas eleições de prefeito, no ano que vem, seja qual for a tarefa que lhe impuserem. Se fizer tudo o que estiver ao seu alcance, nenhum reconhecimento lhe será atribuído. Se algum fato, mesmo distante de seu comando, sobrevier, você será massacrado, como se responsável fosse.

3. NÃO deixe, porém, de se filiar a um partido político, na primeira oportunidade que tiver. Tentar ser gestor, dedicado, sem pretensão política, não lhe fortalecerá. Pode parecer paradoxo, mas enquanto a sociedade aplaude quem se apresenta de forma apartidária neste setor, conferindo-lhe credibilidade pela ausência de interesses eleitorais, você restará solitário no governo. Partidos políticos tem feudos e os protegem. Sozinho, você será ex Leia mais

22 de julho de 2015
por Esmael Morais
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Coluna do Reinaldo de Almeida César: Pela punição dos ladrões da educação ‘doa a quem doer’

Reinaldo de Almeida César*

A Polícia Civil teve um momento histórico de afirmação, ontem, ao deflagrar a “Operação Quadro Negro”, tocada pelo NURCE – Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos, dirigido pelo competente delegado Renato Figueroa.

Ao conduzir a investigação e representar por mandados de prisão e de busca e apreensão em desfavor de pessoas de reconhecido relacionamento com poderosos, a Polícia Civil deu um passo importante para se consolidar institucionalmente, afastando-se da imagem de corporação que seria controlada pelo Executivo.

Processo assemelhado, com outras proporções é evidente, passa a PF nos seus últimos vinte anos, toda vez que mostra altivez e independência na apuração de infrações penais, mesmo que no ambiente delitivo apareçam personagens de notório poder.

São incontáveis os casos em que a PF já derrubou, por investigação isenta, figuras de relevo no mundo político e empresarial.

O resultado disso foi que a PF passou a receber, cada vez mais, manifestações de apoio e de credibilidade na opinião pública, formando assim seu maior patrimônio, o moral.

Aliás, em ótima e recente entrevista ao ESTADÃO, o Diretor-Geral da PF, delegado Leandro Daiello Coimbra, cunhou uma frase muito correta, ao dizer que a Polícia Federal investiga “doa a quem doer”.

Nada mais fez o dirigente da PF do que repetir, letra por letra, a frase que a própria Presidenta de República disse, à exaustão, nos debates e programas eleitorais na campanha de reeleição do ano passado, enaltecendo a atuação da PF como algo positivo em seu governo.

Lembrando a frase já dita com as mesmas cores e no mesmo tom pela Presidenta Dilma, o diretor-geral da PF apenas reforçou o que todos já sabem, ou devem saber: a boa polícia judiciária é isenta, investiga fatos e não pessoas.

É como dizia Marcio Thomaz Bastos, “a Polícia Federal é republicana, ela não protege e nem persegue ninguém”, em frase que aliás foi entronizada em lugar de destaque na sede da associação dos delegados da PF, em Brasília, no auditório que leva o nome do ex-Ministro da Justiça, em justa homenagem que lhe foi feita, por sorte ainda em vida, exatamente pela candente defesa que ele sempre fazia da independência investigativa da PF.

Por isso, deve-se saudar, por aqui, a ação da Polícia Civil que meteu atrás das grades maus dirigentes e empresários inescrupulosos flagrados desviando recursos que eram destinados à construção de escolas e no fortalecimento da educação pública.

Tenho com meus botões que em processos revolucionários os atos de corrupção e de desvios de recursos públicos da educação ou da saúde, talvez até posicionem seus autores em condição de primazia nas execuções por fuzilamento, pelo caráter abjeto da pilhagem.

Em boa hora, portanto, a Operação “Quadro Negro” da Polícia Civil.

Espera-se apenas que a investigação da rapinagem na SUDE (antiga Fundepar) prossiga “doa a quem doer”, tendo o rigoroso acompanhamento e fiscalização do Ministério Público.

Um bom começo é entender como uma jovem microempreiteira, sem tradição no mercado e que sucede outra recém falida, conseguiu conquistar tantos contratos para obras na SUDE. Que alquimia é essa?

Se a investigação for pra valer, acreditem, será um momento alto para a Polícia Civil e para a correta gestão do delegado-geral Julio Reis. Pode fazer história.

Como nem tudo são flores, de muito triste nisso tudo, além da certeza do descarado desvio de verbas da educação, foi constatar que o denunciante que botou f Leia mais

8 de julho de 2015
por Esmael Morais
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Coluna do Reinaldo de Almeida César: Fechar bares e “inferninhos” à noite para reduzir o crime em Curitiba

Reinaldo de Almeida César*

A presença de Gustavo Fruet no Palácio Iguaçu, por esses dias, causou certo frisson na mídia nativa, estimulando curiosidade em alguns e provocando síncope cardíaca em outros tantos.

Pura e arrematada bobagem. Explico melhor.

Adversários nas últimas eleições municipais, o agora Secretário de Desenvolvimento Urbano, Ratinho Junior, convidou Gustavo Fruet, hoje Prefeito de Curitiba, para receber, em Palácio, autorizações de obras que somam mais de 16 milhões de reais em benefício da população da capital.

Ratinho Junior fez muito bem em convidar Fruet. O prefeito fez melhor ainda, aceitando o convite.

Cada qual ao seu estilo, os dois sabem manejar o bom diálogo, tendo ambos como qualidade – entre outras – sempre se apresentarem como realmente são, de forma autêntica e espontânea, sem qualquer salamaleque.

Em dezembro último, no Palácio do Planalto, Dilma Rousseff recebeu Geraldo Alckmin para pactuar convênios que despejaram investimentos de mais de 3 bilhões, para obras hídricas e ampliação do metrô em São Paulo.

Já se perdeu a conta das vezes em que Fernando Hadad, prefeito do PT, esteve no Palácio dos Bandeirantes para firmar parcerias com Alckmin, governador do PSDB, em benefício dos paulistanos.

Passados poucos dias da última eleição, o governador eleito da Bahia, do PT, recebeu no Palácio de Ondina, o adversário de sempre, ACM Neto, prefeito de Salvador, do DEM, numa conversa que durou incríveis quatro horas. Ao cabo da tertúlia, anunciaram o compromisso de lutar juntos pelos interesses dos moradores da capital dos baianos, no que foram saudados pela mídia local como “Rui Correria” e “ACM Rapidez”, tamanho foi o entusiasmo com a presteza e o resultado do encontro.

A França, admirável país que nos legou seus ideais libertários e iluminou os caminhos da democracia no ocidente, teve um período de 9 anos da chamada “cohabitation”, quando as cadeiras de presidente da república e primeiro-ministro eram ocupadas, ao mesmo tempo, por ferrenhos adversários políticos, assim como ocorreu nos mandatos de François Mitterand e Jacques Chirac, depois com Mitterand e Edouard Balladur e, por fim, com Jacques Chirac e Leonel Jospin.

Neste período, a França se desenvolveu de forma extraordinária na economia, com enormes ganhos sociais para sua população.

Precisamos, por aqui, nesta terra das araucárias, resgatar as virtudes republicanas.

Como paranaense de nascimento e curitibano por adoção, ainda espero ver Ratinho Junior e Gustavo Fruet juntos, muitas outras vezes.

***

Mas, talvez, a área que possa render melhores parcerias da prefeitura de Curitiba com o governo do Paraná seja a segurança pública.

Vou desenhar as razões.

Em momentos de crise financeira como esta que atravessamos, a sinergia na segurança pública não demanda nenhum investimento adicional nos combalidos orçamentos públicos. Basta otimizar os recursos humanos já existentes e repensar prioridades nas obras já programadas.

Conheço muito bem os comandantes e dirigentes da Guarda Municipal, Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros. São, todos eles, profissionais muito capacitados e pessoas de fácil trato, com elevado espírito público.

Ações integradas e permanentes de órgãos estaduais e municipais, exercendo rigorosa fiscalização em bares, prostíbulos e pequenas pensões no degradado centro de Curitiba, conjugadas com repressão ao microtráfico (em especial, do crack), vistoriando alvarás de funcionamento, condições relativas à vigilância sanitária e identificando a presença indevida de menores naqueles lugares, podem representar a libertação e o resgate do centro de Curitiba, que parece ainda mais abandonado com a chegada do rigoroso inverno.

Tudo isso, como é óbvio, coadunando-se com as imprescindíveis ações sociais de acolhimento dos menores e da população vulnerável, de modo geral.

A Câmara de Vereadores, por seu turno, bem que poderia se debruçar na discussão de medidas para o fechamento de bares na periferia, a partir de determinados horários. Medida semelhante, em Diadema, fez reduzir em 90% o número de homicídios, que antes ocorriam no entorno dos bares e, via de regra, entre o final da noite e a madrugada.

A retomada do projeto da UPS em áreas carentes dos bairros periféricos, com efetivo apoio da PM aos policiais designados, ao lado de ações de revitalização, por parte da prefeitura e do governo do Estado, como iluminação pública, limpeza de terrenos Leia mais

1 de julho de 2015
por Esmael Morais
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Coluna do Reinaldo de Almeida César: “O debate sobre a segurança pública e a maioridade penal”

reducaoReinaldo de Almeida César*

Fomos dormir ontem e acordamos hoje cedo com as discussões sobre maioridade penal reverberando em nossos corações e mentes.

Mesmo com o resultado legislativo que rejeitou por poucos votos a PEC 171, mantendo as coisas do jeito que estão, continua o intenso debate que movimenta jornalistas, líderes políticos, ativistas e, de quebra, contamina a opinião pública, infestando a rede social com posições de defesa ou contrárias à tese de redução da maioridade penal.

Gosto de assistir as sessões plenárias transmitidas pela TV Câmara, TV Senado e, confesso sem pudor, até mesmo pela TV Sinal, mostrando (algumas vezes, desnudando) nossos bravos parlamentares no exercício do mandato. Estranho gosto esse meu, mas, tenho com meus botões que quanto menos as pessoas acompanharem a vida parlamentar, pior fica a nossa representação.

A indiferença da sociedade com as coisas da política só faz descer ladeira abaixo a qualidade da nossa representação.

Assisti ontem, pela TV Câmara, desde discursos histriônicos daqueles que a imprensa classifica como integrantes da “bancada da bala” até testemunhos melosos de deputada que nasceu e foi criada no morro Chapéu Mangueira no Rio.

Não vou aqui expressar minha opinião sobre o tema da maioridade penal.

Os meus prezados seis ou sete leitores já possuem material de debate suficiente e à exaustão para aclarar suas ideias. Leia mais

24 de junho de 2015
por Esmael Morais
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Coluna do Reinaldo de Almeida César: A coragem que sobrou aos professores faltou ao governador Beto Richa

Reinaldo de Almeida César*

A melhor notícia da semana, na área da Segurança Pública, vem da Polícia Militar que anuncia ter prorrogado o prazo para conclusão do inquérito militar (IPM) que apura as responsabilidades pelo Massacre do 29 de abril.

Ao contrário de alguns, não vejo nisso uma manobra para varrer todo aquele horror para debaixo do capacho da porta do gabinete do comandante-geral da PM.

Prefiro enxergar que o comando da PM, zeloso, fará honrar as mais caras tradições da corporação e não deixará de apurar, com todo rigor, os tristes fatos ocorridos e fartamente documentados. Sei lá, talvez eu esteja como Candido, com exacerbado otimismo, recebendo as influências de Pangloss, na obra magna de Voltaire. O tempo dirá.

O fato é que se a PM não apurar os fatos, com absoluto esmero e precisão, livrando-se de amarras corporativas ou de pressões políticas, correrá o sério risco de ser desmoralizada, logo ali na frente, pelo Ministério Público Estadual, pela Procuradoria da República, pela Secretaria Nacional de Direitos Humanos da Presidência da República e pela Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal, que trabalham a passos largos para colocar luzes sobre o que ocorreu, a partir de documentos, testemunhais, vídeos e fotos.

O que a PM precisa, neste momento é apenas lembrar-se da primeira regra do bom procedimento apuratório: investigue os fatos e não se preocupe com as pessoas. Qualquer imputação de eventuais responsabilidades será mera consequência, apenas isso.

Conheço muitos policiais militares que estiveram no calor daqueles acontecimentos. Entre eles, os oficiais Kogut, Arildo, Cherade, Nerino e Hudson. Eles sabem que tem meu respeito e admiração.

Também sei, pela história e pelo caráter de cada um destes que citei, que eles não deixarão de – como se diz no jargão policial – “botar no papel” o que de fato ocorreu, detalhando os comandos e as condutas que moldaram aquele apavorante cenário, ainda hoje envolto em sombras e escuridão.

Se omitirem fatos, conhecimentos e informações, talvez não consigam mais levantar um olhar altaneiro para a tropa, seus comandados e suas famílias.

Pior que isso.

Se falsearem a verdade, poderão absorver uma carga histórica e espiritual que, talvez, não lhes pertença e que se arrastará por todo sempre. Nesta horas de provação, é redentora a Palavra do Senhor, que nos é transmitida no Livro Sagrado, por João, capítulo 8, versículo 32: “e conhecereis a verdade e ela vos libertará”.

***

Há alguns dias, o governador citou Churchill numa entrevista à TV VEJA.

Referia-se à comparação feita pelo líder britânico entre guerra e política, segundo o qual, a diferença é que na guerra só se morre uma vez.

Sir Winston Churchill, soldado, parlamentar, primeiro-ministro, pintor, dedicado marido, exímio orador e genial frasista ficou para a eternidade por sua liderança e otimismo, mas, também pela sensibilidade política e inesgotável capacidade para o diálogo.

Conta-nos o biógrafo Michael Shelden, que o então jovem Ministro do Interior, Winston Churchill, não permitiu que a polícia massacrasse os mineiros que protestavam na Galia do Sul, em 1910, mesmo contrariando o interesse dos poderosos locais e colocando em risco sua carreira política ainda em ascensão.

Há outra bela frase de Churchill, que revela, na sua humildade, sua grandeza. Em tradução livre: “coragem é o que é preciso para ficar de pé e falar; coragem é também o que é preciso para sentar e ouvir”.

Talvez seja esta coragem que tenha faltado ao governo para sentar e ouvir sobre o nefasto projeto da ParanáPrevidencia e, depois, sobre a reposição de 8,17%. Por outro lado, certamente foi a coragem que sobrou aos professores, servidores e cidadãos, numa praça que ficou manchada de sangue em 29 de abril, em cenas que nos chocam e nos envergonham, como paranaenses.

Winston Churchill mudou o eixo da história e o rumo da humanidade. Não fosse sua habilidade no trato com os líderes das nações aliadas, boa parte do mundo hoje estaria a respirar a podridão dos ares do regime nazi-fascista, soprados pela loucura do infame Adolf Hitler.

Para encerrar, falando em Hitler, esta figura desprezível do século passado, uma curiosidade histórica, notícia de folhetim, quase coluna social.

Num mesmo 29 de abril, só que em 1945, Adolf Hitler casou-se com Eva Braun.

Horas depois, como sabemos, foram varridos da história.

*Reinaldo Almeida César é delegado da Polícia Federal. Foi secret Leia mais

10 de junho de 2015
por Esmael Morais
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Coluna do Reinaldo de Almeida César: Quem pariu Caramori que o embale

Reinaldo de Almeida César*

Não tenho a menor ideia do que teria motivado o fotógrafo Tchelo Caramori a apagar a tatuagem “100% Beto Richa”, cravada com esmero em seu braço.

Também não sei porque a dublê de atriz e passista Viviane Araujo quer apagar a tatuagem feita em homenagem ao pagodeiro Belo e nem porque a cantora Kelly Key mandou tirar a tatuagem do Latino de sua panturrilha. Vai saber, mundo de celebridades.

Dizem os psicanalistas que o fenômeno de se apagar tatuagens é motivado pelos sentimentos de decepção, frustração, abandono e, como é óbvio, revela total arrependimento pelas juras de lealdade e proximidade, feitas sempre com muito afeto.

Segundo pesquisas coordenadas pela americana Myrna Armstrong, pessoas que desejavam remover tatuagens falavam em “melhorar a autoestima” ou, ainda, porque “desejavam remover uma lesão socialmente estigmatizante e que, em sua opinião, gerava descrédito”.

Não sei, insisto, que razões foram decisivas para Caramori arrancar Beto Richa do seu braço, fazendo isso certamente com muita dor no corpo e na alma.

Só sei que, uma vez mais, algum lua preta do Palácio Iguaçu achou que se conseguisse colocar Marcelo Caramori no meu colo, uma auréola de anjo pousaria sobre a cabeça do governador.

Segundo a FOLHA, em reportagem do último domingo, a Casa Civil do governo informou que teria sido eu o responsável pela indicação de Caramori.

De forma muita correta, como convém ao bom jornalismo, o jornalista Lucas Reis me entrevistou. Respondi suas perguntas com muita tranquilidade, bastando-me apenas, para isso, relatar a verdade factual.

Esqueci apenas de dizer à FOLHA que nunca estive em nenhum churrasco ou festa de arromba nas cercanias de Londrina, em qualquer fazenda em Apucarana ou em São Tomé das Letras.

Conheci Marcelo Caramori trabalhando como fotógrafo “free lancer” para a PM de Londrina, em algumas ocasiões que lá estive, sempre em viagem oficial, defendendo as ações de governo na área da Segurança.

Nunca estive com ele fora do ambiente de eventos oficiais. Desde que deixei a SESP, em 2012, nunca mais me avistei e nem tive qualquer contato com Marcelo Caramori.

Não há qualquer documento com minha assinatura propondo a nomeação de Caramori, nunca lhe deferi amizade, nem nunca trocamos telefonemas. Simples assim.

Se eu tivesse indicado Marcelo Caramori para algum cargo no governo – ou com ele tivesse tido algum tipo de convivência e amizade – não teria nenhum problema em admitir isso agora. E o faria com muita hombridade. Li em algum lugar que está na hora de homens de verdade honrarem as calças que vestem.

Porém, devo dizer que não tive, nem tenho qualquer relação com Caramori. Apenas o conheci, no período de governo. Parecia-me boa figura, simpático e dedicado profissional da fotografia. Não lhe desejo mal nenhum e nem vou negar que lhe conheci. Com sentimento cristão e à luz do Estado Democrático de Direito, desejo-lhe apenas que seja julgado em processo judicial que lhe permita ampla defesa e que tenha um julgamento justo.

Espero que seja a última vez que repito: nunca pedi ao Palácio e aos palacianos para nomear Marcelo Caramori – ou quem quer que seja – na assessoria do governador, na Casa Civil.

A recíproca não é verdadeira. Certa feita, por exemplo, pediram-me para nomear uma jovem advogada na minha assessoria pessoal, na Secretaria de Segurança.

Mas, Leia mais

3 de junho de 2015
por Esmael Morais
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Coluna do Reinaldo de Almeida César: Segurança Pública pode continuar “enxugando gelo” no governo Richa

Reinaldo de Almeida César*

A escolha do Coronel Maurício Tortato para comandar a PM foi um belo acerto, em meio às trapalhadas do governo. Oficial culto, com formação humanista e capacitado como gestor, ele tem todas as condições de esquadrinhar as necessidades da PM, dando-lhe planejamento e nova dimensão.

Não que o anterior, a quem sucedeu, Coronel Cesar Kogut, fosse ruim. Ao contrário, posso dar um testemunho isento da retidão e competência do Coronel Kogut, no período em que passei pela SESP. É que sua permanência ficou insustentável apenas por razões políticas, quando a história lhe reservou, por paradoxo, já no outono da sua vida militar, um papel de grande relevo. Coube ao Coronel Kogut liderar, como convém a um bravo Comandante, um grupo quase unânime de oficiais coronéis, na defesa da dignidade da PM, num momento em que interesses mesquinhos jogavam lama na corporação.

Kogut e Tortato podem seguir de cabeça erguida. O primeiro, pelo que fez, na defesa da família miliciana. O segundo, pela esperança que traz para os novos tempos.

***
Se falei da PM, permitam-me um pitaco na Polícia Civil. Conheço o atual Delegado-Geral, Julio Reis. Dedicado, fez sempre um bom trabalho como chefe da divisão do Interior e como subdivisional em Cascavel. Tem todas as credenciais para obter resultados satisfatórios no comando da Polícia Civil.

Precisa apenas pacificar a casa. A Polícia Civil é multifacetada. Ao longo do tempo, foi se dividindo e subdividindo em vários grupos, que se formam por circunstâncias históricas ou interesses momentâneos.

O tempo passa, e se eu voltar meu olhar para a galeria dos ex-diretores da Polícia Civil, fico feliz em constatar que conheci e fui amigos de todos eles, nos últimos vinte e cinco anos.

Qualquer nome que surja para a chefia da Polícia Civil receberá críticas internas que, depois, se projetam para o mundo externo. Nem é preciso transitar pela Boca Maldita, onde honrosamente sou Comendador Cavaleiro, para ouvi-las. Tenho a impressão que sempre será assim, beirando a autofagia.

***
O Delegado Federal Wagner Mesquita tem preparo e apresenta boas condições técnicas para permanecer no cargo de Secretário de Segurança.

Perfil baixo, tem se colocado de maneira acertada como gestor, deixando o protagonismo para as forças de polícia, o que, aliás, é muito recomendável para o cargo.

Parece reunir apoio político e, de quebra, fora do governo, tem a aprovação de amigos influentes e conselheiros do Governador. Hoje sei da importância dos palpites destes corneteiros, algo que me faltou. Mas, atenção. Se Mesquita desejar permanecer na função não pode confundir apoio político com politizar a SESP. Precisa revelar personalidade própria e independência, para que esteja à altura do cargo.

A pior coisa que pode lhe acontecer é ser identificado como um mero títere ou como a figura do Deus ex machina, do teatro grego. Perderá o respeito e a autoridade.

Na segurança pública, as figuras místicas de Mizaru, Mikazaru e Mazaru, os três macacos sábios japoneses, estão sempre com as mãos em posições opostas às mãos das conhecidas imagens. Ou seja, olhos arregalados, mãos esgarçando os ouvidos e boca em posição de alto-falante.

Neste setor, ninguém é bobo, todo mundo tem ouvidos bem abertos e olhos grudados nos papéis que tramitam, nas nomeaçõ Leia mais

27 de maio de 2015
por Esmael Morais
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Coluna do Reinaldo de Almeida César: Mirem-se no exemplo dos professores; líderes classistas das polícias, uni-vos!

Reinaldo de Almeida César*

A histórica paralisação e mobilização dos professores fez baixar o topete da soberba do governo e caminha, felizmente, para seu epílogo. Nestes momentos finais, a bancada governista na Alep anuncia, pela palavra do seu líder, irrestrito apoio aos 8,17%, que nada mais é do que uma mera reposição da inflação no período, levando-se em conta o índice do IPCA.

De um lado da mesa, um movimento sindical muito coeso, com capilaridade e bem organizado. Do outro, auxiliares do Governador esticando a corda, no pior momento possível, onde há reconhecida dificuldade política e a palavra de ordem “fora Beto Richa” ecoa nos mais inusitados ambientes.

Se demorar ainda mais para fechar este acordo, o anúncio do aumento do funcionalismo, mesmo que seja no patamar desejado de 8,17%, poderá soar como uma estridente derrota do governo. Se a decisão final se arrastar ainda por mais tempo, daqui a pouco a assinatura da mensagem de aumento de 8,17%, ao invés de ter lugar no Palácio Iguaçu, poderá ser feita em Reims, na França. Daria uma foto perfeita para a rendição, a exemplo do que ocorreu com o exército alemão em 1945.

Encerrada a greve, prevalecendo o índice de 8,17%, teremos página virada, com os conhecidos rescaldos que ficarão ardentes em brasa, como as cicatrizes físicas e morais do Massacre do 29 de Abril.

Mas, vida que segue.

Isto posto, como se diria em boa petição judicial, outras categorias do funcionalismo poderão começar a colocar na mesa suas legítimas reivindicações, de caráter específico e setorial.

Agentes penitenciários, que pedem apenas condições de trabalho, puxam a fila. Não aguentam mais trabalhar e viver em sobressalto. Nos últimos meses, o Paraná assistiu dezenas de rebeliões, com agentes feitos reféns e presos degolados. Num inacreditável erro de visão, o governo removeu a administração do sistema prisional para a SESP, retirando da Secretaria da Justiça esta atribuição que lhe era secular. O que é pior, sem motivo aparente. Talvez possa haver alguma verdade encoberta. A saber.

A Carta de Demissão do ex-Secretário de Segurança, distribuída para a imprensa e tornada pública, quando este foi varrido das funções pelos fatos que sucederam o Massacre de 29 de Abril, colocou sutilmente uma caixinha fazendo tic-tac no colo do Governador, ao fazer surgir um cenário de enormes expectativas entre os servidores da segurança pública.

A missiva relata que já foi encaminhado, Leia mais

20 de maio de 2015
por Esmael Morais
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Coluna do Reinaldo de Almeida César: “Arranja dois pau pra eu”

reinaldo_vava_richaReinaldo de Almeida César*

Corria o ano de 2007 e a Polícia Federal botou seu bloco na rua com mais uma operação arrasa quarteirão.

Denominada “Xeque-Mate”, de repressão ao jogo ilegal, caça-níquel e videobingo, a operação fez descer para as carceragens da PF mais de 80 pessoas e indiciou mais de 100, tendo como principal palco de operações a cidade de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

Na investigação, foram presos Dario Morelli e um ex-deputado estadual do Paraná chamado Nllton Cezar Servo. Este último, aliás, era até uma figura de bom papo, agradável, quando andou por aqui, pela nossa Alep, na década de 1990. Até aí, nada demais, foi mais uma das centenas de operações da PF, executada com sucesso e com o aplauso da sociedade.

O que chamou mesmo a atenção, à época, foi que ela quase custou o pescoço do Diretor-Geral da PF, o Delegado Paulo Lacerda, o mesmo que havia comandado as investigações que derrubaram PC Farias e Fernando Collor.

O alvoroço todo ocorreu, porque um dos presos, Dario Morelli, possuía uma casa de bingo no litoral de São Paulo e era amigo muito próximo do então Presidente Lula. Haviam feito amizade há mais de vinte anos, em vizinhança no ABC, em São Paulo. Lula seria, inclusive, padrinho de batismo do filho de Morelli.

O honrado Paulo Lacerda conhecia todo o planejamento e os detalhes da “Xeque-Mate”, mas, para preservar o sigilo das investigações, só comunicou ao Ministro da Justiça Tarso Genro que a operação estava sendo deflagrada, no início da manhã em que ocorreram os cumprimentos dos mandados de busca e as prisões.

Aí é que o bicho pegou. Leia mais

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