8 de outubro de 2015
por Esmael Morais
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Coluna do Reinaldo de Almeida César: Beto Richa desmantela a Segurança Pública do Paraná

Reinaldo de Almeida César*

Os prezadíssimos leitores que me acompanham sabem que me esforço ao máximo para não ser cabotino e ficar aqui relembrando o período de quase dois anos em que titularizei as funções de Secretário de Segurança, onde vivi as provações de Dante.

Peço, no entanto, permissão para lhes sugerir no dia de hoje, que celebra a memória de Che, a releitura da entrevista rebelde que concedi às competentes jornalistas Andréa Moraes e Aline Peres, publicada pela Gazeta do Povo em matéria de domingo, no dia 11 de março de 2012, com chamada de capa, na manchete principal.

Defendi naquela ocasião, com convicção, desprendimento e firmeza, que sem investimentos na segurança pública, nada mudaria.

No dia seguinte ao da entrevista, recebia cumprimentos por onde passava, colhia o olhar de aprovação dos policiais e era elogiado por setoristas da imprensa, que compreendiam que era preciso lutar dentro do governo por recursos e investimentos neste setor.

Embora eu tenha dito exatamente o que a sociedade esperava ouvir do secretário de segurança, a entrevista desagradou fátuos que se quedaram enfurecidos.

Meu amigo mais certo das horas incertas, Pedro Nolasco, ao ler naquele domingo cedo a entrevista da Gazeta, vaticinou sem dó: meu velho, é o começo do seu fim.

Rememorei o fato, nesta semana, com o mesmo e inseparável Pedro Nolasco e lhe dei o troco: se fosse hoje, faria tudo de novo.

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Contra números não se briga, qualquer infante ou imberbe sabe disso.

Convido os leitores a compulsar a tabulação dos resultados do insuspeito Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgado na última semana.

O Paraná está na sétima pior posição em investimentos, na segurança pública. Ganha apenas de Piauí, Amapá, Maranhão, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte.

Na outra ponta, Rio de Janeiro é o quarto estado que mais investe em segurança, Minas Gerais é o terceiro.

Já escrevi e falei várias vezes que Mato Grosso do Sul tem 1/4 da população do Paraná e metade do nosso efetivo policial. Santa Catarina, tem quase metade da população do nosso estado e o mesmo efetivo policial. São Paulo tem 4 vezes mais habitantes que o Paraná e quase 10 vezes mais policiais.

Regra de três, faça você mesmo as contas, não é Sudoku.

Está curioso por saber o resultado da falta de investimentos e da não reposição de quadros policiais ?

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26 de agosto de 2015
por Esmael Morais
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Coluna do Reinaldo de Almeida César: “Quem mandou bater nos professores? Fala, Francischini!”

Reinaldo de Almeida César*

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Como se fosse uma boa decantação, uma filtragem a jorrar água límpida, as coisas começam a se normalizar, a ficar cristalinas, na área da segurança pública.

Alguns fatos são reveladores de novos e arejados tempos, depois da confirmação do Secretário Wagner Mesquita no cargo.

Na solenidade de comemoração dos 161 anos da PM, o governo anunciou a retomada dos investimentos no setor. Já era hora, depois da tungada nos recursos da SESP, com a extinção do Fundo Estadual de Segurança Pública, o FUNESP.

Além disso, em entrevista coletiva, o comandante geral da corporação, o competente Coronel Maurício Tortato, garantiu que os quase 3.000 aprovados no concurso da PM, que aguardam chamamento serão, finalmente convocados, a partir de janeiro de 2016.

Em comunicado público, o Presidente da Comissão de Segurança Pública na Alep, Deputado Mauro Moraes (PSDB) – que, justiça seja feita, é sempre dedicado e zeloso com as questões que envolvem policiais e a SESP – assegurou que obteve do governador e do secretário da Fazenda, o compromisso de que o governo vai zerar seu débito com promoções, progressões e remoções de policiais e bombeiros militares e que, até o final deste ano, o Estado quitará todas as dívidas na área da segurança.

Esta coluna estará vigilante em relação a todos estes anúncios. Como se diz lá em Ponta Grossa, mutuca tira o boi do mato.

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Ainda pelas bandas da PM, outra boa nova trazida na solenidade de outorga de comendas e medalhas foi saber que a lista de agraciados com a mais alta honraria concedida pela PM, a Medalha Coronel Sarmento, pelo menos neste ano, parece ter sido mais criteriosa. Desta feita, corri os olhos e não vi na lista nenhum suposto primo.

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Por falar nos 161 anos da PM, vale lembrar que historiadores apontam a Polícia Civil e a Polícia Militar como os mais antigos órgãos públicos do Paraná, criados logo na sequência da emancipação política do Estado.

O triste é constatar que, passados quase dois séculos, a Polícia Civil do Paraná não possui sede administrativa própria, obrigando sua cúpula diretiva e servidores da alta direção à se sujeitarem a um prédio alugado, sem qualquer condição de trabalho e que, se observado algum rigor fiscalizatório, talvez nem alvará de funcionamento pudesse ter. Só falta agora me dizerem que a locação do imóvel teria sido renovada, a um custo altíssimo.

Para corroborar que as coisas começam a caminhar melhor, é só observar que boas figuras nas duas instituições começam a ser melhor aproveitadas, tendo havido o reconhecimento de suas formações, habilidades e currículos. Veja-se o exemplo do Coronel Pericles Mattos, que assumiu o Primeiro Comando Regional da PM e dos Delegados Rafael Vianna e Rogerio Lopes, o primeiro assumindo a chefia da especializada de Furtos e Roubos, e o segundo, emprestando sua vocação acadêmica na direção da Escola Superior de Policia Civil.

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Muito grave a Leia mais