15 de outubro de 2015
por admin
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Coluna do Reinaldo de Almeida César: A vida difícil e incerta dos policiais

Reinaldo de Almeida César*

A prisão do Delegado Rubens Recalcatti mexeu com corações e mentes, ocupando significativo espaço na mídia impressa tradicional, nas redes sociais e nas rodas de palitinho na Boca Maldita.

Por dever de consciência, registro aqui uma palavra de estímulo e solidariedade, sem prejuízo do reconhecimento do trabalho muito técnico levado a efeito, uma vez mais, pelo Gaeco.

O delegado Recalcatti é um dos mais extraordinários profissionais que conheci. Competente, dedicado, muito vocacionado para a atividade investigativa e incansável para o trabalho. É verdadeiramente, um líder admirado na sua instituição.

Ao tempo em que ocupei a SESP, só tenho boas lembranças e as melhores referências e elogios a lhe fazer, dizendo isso sem favor algum ao Recalcatti, que nunca me pediu nada, nunca foi meu assessor direto, mas sempre apresentou ótimos resultados no combate à criminalidade.

Fico na torcida, então, que pela ampla defesa e exercendo o contraditório, ele possa rapidamente dissipar os fatos que motivaram sua privação de liberdade.

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Já disse várias vezes e em tantas outras fui irritantemente repetitivo ao escrever que o policial – militar ou civil – é uma categoria diferenciada no funcionalismo.

Não é nem melhor, nem pior que as outras. Mas, é diferenciada.

A começar pelo fato de que os policiais formam a única categoria do serviço público (ao lado do efetivo das Forças Armadas, é óbvio), que ao tomar posse juram solenemente exercer a função entregando a própria vida, se preciso.

Vivem sob constante tensão, em stress permanente, com adrenalina a mil.

Muitos sucumbem à embriaguez, acabam tendo desajustes familiares, cometem suicídio.

Não raras vezes, policiais militares evitam tragédias em família e fazem parto em viatura a caminho do hospital. Bombeiros retiram crianças quase já em óbito no mar revolto, para recuperá-las para a vida, nas areias da praia.

Tente imaginar viver a rotina diária em um quartel, um batalhão, uma delegacia abarrotada de presos, uma ronda em local ermo, um confronto aberto com cri Leia mais

26 de agosto de 2015
por esmael
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Coluna do Reinaldo de Almeida César: “Quem mandou bater nos professores? Fala, Francischini!”

Reinaldo de Almeida César*

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Como se fosse uma boa decantação, uma filtragem a jorrar água límpida, as coisas começam a se normalizar, a ficar cristalinas, na área da segurança pública.

Alguns fatos são reveladores de novos e arejados tempos, depois da confirmação do Secretário Wagner Mesquita no cargo.

Na solenidade de comemoração dos 161 anos da PM, o governo anunciou a retomada dos investimentos no setor. Já era hora, depois da tungada nos recursos da SESP, com a extinção do Fundo Estadual de Segurança Pública, o FUNESP.

Além disso, em entrevista coletiva, o comandante geral da corporação, o competente Coronel Maurício Tortato, garantiu que os quase 3.000 aprovados no concurso da PM, que aguardam chamamento serão, finalmente convocados, a partir de janeiro de 2016.

Em comunicado público, o Presidente da Comissão de Segurança Pública na Alep, Deputado Mauro Moraes (PSDB) – que, justiça seja feita, é sempre dedicado e zeloso com as questões que envolvem policiais e a SESP – assegurou que obteve do governador e do secretário da Fazenda, o compromisso de que o governo vai zerar seu débito com promoções, progressões e remoções de policiais e bombeiros militares e que, até o final deste ano, o Estado quitará todas as dívidas na área da segurança.

Esta coluna estará vigilante em relação a todos estes anúncios. Como se diz lá em Ponta Grossa, mutuca tira o boi do mato.

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Ainda pelas bandas da PM, outra boa nova trazida na solenidade de outorga de comendas e medalhas foi saber que a lista de agraciados com a mais alta honraria concedida pela PM, a Medalha Coronel Sarmento, pelo menos neste ano, parece ter sido mais criteriosa. Desta feita, corri os olhos e não vi na lista nenhum suposto primo.

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Por falar nos 161 anos da PM, vale lembrar que historiadores apontam a Polícia Civil e a Polícia Militar como os mais antigos órgãos públicos do Paraná, criados logo na sequência da emancipação política do Estado.

O triste é constatar que, passados quase dois séculos, a Polícia Civil do Paraná não possui sede administrativa própria, obrigando sua cúpula diretiva e servidores da alta direção à se sujeitarem a um prédio alugado, sem qualquer condição de trabalho e que, se observado algum rigor fiscalizatório, talvez nem alvará de funcionamento pudesse ter. Só falta agora me dizerem que a locação do imóvel teria sido renovada, a um custo altíssimo.

Para corroborar que as coisas começam a caminhar melhor, é só observar que boas figuras nas duas instituições começam a ser melhor aproveitadas, tendo havido o reconhecimento de suas formações, habilidades e currículos. Veja-se o exemplo do Coronel Pericles Mattos, que assumiu o Primeiro Comando Regional da PM e dos Delegados Rafael Vianna e Rogerio Lopes, o primeiro assumindo a chefia da especializada de Furtos e Roubos, e o segundo, emprestando sua vocação acadêmica na direção da Escola Superior de Policia Civil.

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Muito grave a revelação feita pelo Deputado Fernando Francischini (SSD), aqui no Blog do Esmael e pela TV 15, que ele até hoje Leia mais

6 de abril de 2015
por esmael
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PMs e bombeiros aprovados em concurso de 2012 viram “moeda” nas campanhas eleitorais do PSDB

pmbO governador Beto Richa (PSDB), no meio do seu primeiro mandato, lá em 2012, realizou um concurso público para contratação de 4.445 novos policiais militares e 819 bombeiros militares. Destes, metade dos PMs já foram chamados e estão trabalhando, mas a outra metade, com 2.222 PMs e 609 bombeiros, ainda aguarda a nomeação para começar a capacitação para o serviço.

A primeira fase de efetivação desse contingente começou no mês de abril de 2014 e está se estendendo até o presente momento. A última fase está travada há mais de 6 meses. Fontes da administração na PM alegam que a demora é em razão da pesquisa social sobre a vida pregressa dos candidatos estar sendo feita de maneira minuciosa, pois na contratação anterior muitos candidatos teriam apresentado problemas só identificados após a nomeação.

Fora a demora de três anos desde o início do concurso, há a alegação do uso político da possibilidade de nomeação durante o processo eleitoral de 2014. Em campanha pela reeleição, Beto Richa teria prometido celeridade nas nomeações para logo depois do processo eleitoral; assim como o deputado Mauro Moraes (PSDB), presidente da comissão de Segurança da Assembleia Legislativa, que fez da nomeação dos concursados uma das suas principais bandeiras na eleição de 2014. Leia mais