29 de Maio de 2016
por esmael
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Beto Richa de diverte na Argentina; paranaenses fazem ‘vaquinha’ para comprar armas às polícias

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O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), não está nem aí para a crise, muito menos com a violência. Enquanto o tucano se diverte neste feriadão em Mendoza, na Argentina, os paranaenses fazem ‘vaquinha’ para comprar armamentos às polícias. Abaixo, assista ao vídeo:

8 de Abril de 2016
por esmael
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Coluna do Reinaldo de Almeida César: Sobre a (in)Segurança Pública do Paraná

MEM DE SÁ E A VIOLÊNCIA NO PARANÁ

Reinaldo de Almeida Cesar*

Conta o anedotário popular que, certo dia, numa sala de aula qualquer, a professora de Joãozinho – ele, sempre ele – perguntou-lhe na prova oral de história sobre “o que o governador-geral Mem de Sá fez pelo Brasil, na época colonial”.

Depois de ficar em silêncio por alguns segundos, não sabendo a resposta, Joãozinho encheu o peito e respondeu: “Professora, ele fez o que pode”.

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O secretário Wagner Mesquita, que tantas vezes já elogiei aqui, candidata-se com muita velocidade a vestir os adereços de Mem de Sá, na visão do ladino Joãozinho, fazendo o que pode.

Numa escalada sem precedentes de crimes violentos patrimoniais por todo o Paraná, o secretário esforça-se, corre de um lado para outro, desdobra-se em busca de respostas à sociedade. Sem recursos, como Joãozinho, faz o que pode.

Policiais são assassinados em série, Londrina entra em pânico, e lá está o titular da SESP prometendo instituir força-tarefa e botar mais polícia na rua. Passados alguns dias, nada muda, e o governo até cassa a decisão judicial que mandava reforçar o efetivo policial na cidade.

Cascavel arde com os ônibus incendiados, e lá está o secretário montando o forte apache na cidade. Pergunte aos moradores do Oeste se sentiram alguma diferença, dias após a comitiva do secretário ter deixado a cidade.

Quem assistiu o primeiro e excelente “Tropa de Elite”, de José Padilha, sabe que enquanto a violência corre solta na periferia geográfica e social dos grandes centros, ela é desapercebida, passa a ser vista como corriqueira e quase normal, digamos até, tristemente compreensível. Agora, quando ela chega no andar de cima, a coisa muda de figura.

Foi o que aconteceu agora. Depois de uma série de assaltos em Curitiba, atingindo redes de supermercados e de farmácias, em salões de beleza onde até cabelo levaram, em conhecidas e tradicionais casas de comércio, depois que as residências de dez magistrados e oito promotores foram assaltadas, e depois de uma sequência de episódios violentos de arrastões com troca de tiros em restaurantes no Cabral, Juvevê e no Batel, a grande mídia já não teve ma

22 de outubro de 2015
por admin
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Coluna do Reinaldo de Almeida César: Ajustes nas Polícias Civil e Militar

Reinaldo de Almeida César*

Recebo boas notícias vindas da área da segurança pública.

Em março último, desacompanhado de seu secretário de segurança à época, o governador Beto Richa esteve em visita na sede da Associação de Defesa dos Direitos dos Policiais Militares Ativos Inativos e Pensionistas – AMAI, importante entidade de representação de policiais militares.

A visita solitária parece ter sido muito profícua, a se considerar o desenrolar de vários acontecimentos, a partir de então.

Naquela tertúlia, a diretoria da AMAI, liderada pelo incansável Coronel Eliseo Furquim, entregou ao governador um pacote de reivindicações históricas dos praças e dos oficiais, fazendo-o acertadamente em nome do fórum de entidades que representam os policiais militares.

Agora, com o acompanhamento e a atuação proativa do secretário Wagner Mesquita, as coisas começam a sair do papel.

A comissão tripartite que engloba – além da SESP e da AMAI – também representantes da Secretaria de Administração, caminha a passos largos para corrigir distorções históricas e estabelecer normativos mais consentâneos com os dias atuais, a começar pela revisão do processo disciplinar e pela extinção da prisão militar, verdadeiro instrumento de subjugação e assédio moral.

Ponto para o governo, indiscutível.

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Soube também que o governo dá sinais positivos para vitaminar a tramitação do novo estatuo da Polícia Civil.

Outra grande notícia. É preciso dar roupagem institucional adequada à Polícia Civil.

Espera-se, como é natural, que a “pedra de toque” do novo estatuto seja a efetiva equiparação remuneratória entre delegados e procuradores do Estado e, a partir daí, novo realinhamento de subsídios, com novos reenquadramentos em parcela única, que corrijam os já defasados padrões de remuneração para todos os policiais, civis e militares.

E mais, que a alocaçã

9 de setembro de 2015
por admin
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Coluna do Reinaldo de Almeida César: Beto Richa causa até separação de casais ao não convocar novos PMs

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Reinaldo de Almeida César*

Na semana que passou, o governo mandou rufar tambores e acionou as trombetas para anunciar que novos tempos chegaram, as finanças estão no azul e a terra prometida chegou.

Deve ser mesmo verdade, a se considerar o afofado colchão que o baronato da mídia começa a oferecer ao governo.

Outro indicador seguro de que novos tempos chegaram, com as burras cheias no tesouro estadual, é que acólitos do governo, antes tímidos e acanhados, agora abandonaram as sandálias da humildade e voltaram a circular pela corte com narizes elevados e ares de soberba.

Como paranaense, torço que isso tudo seja verdade, que o Paraná tenha mesmo recuperado sua capacidade de gestão fiscal e que os investimentos que há tantos esperamos, estejam presentes em cada alvorecer.

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Agora que as finanças encontraram – segundo o governo – o pleno equilíbrio, havendo adequação entre gráfico e físico nos recursos financeiros, o governo pode e deve implementar, a todo vapor, na área da segurança pública, as linhas fundamentais de investimentos do Programa Paraná Seguro.

Um bom começo, seria convocar os quase 3.000 candidatos aprovados no concurso da PM, que desde 2012 vivem a angústia da expectativa de serem, enfim, chamados para a nomeação.

A jornalista Giselle Ulbrich, mostrou, em reportagem lúcida e muito informativa, no Paraná On Line, que esta injustificável demora no chamamento já acarretou separação de casais e perda de emprego. De um lado, dramas pessoais e familiares. De outro, a PM tenta fazer milagre com o baixo efetivo que dispõe e a população aflita, sente a falta de policiamento.

Com fôlego de investimentos renovado, é preciso urgência nos concursos e contratações de 400 delegados para a Polícia Civil e a plena modernização institucional e material das áreas de perícia criminal e medicina legal. Tudo isso, sob a chancela do programa de governo na área de segurança pública, o Paraná Seguro.

Anunciando o governo que agora está tudo bem, que há recursos disponíveis, quem sabe alguém pode, então, resgatar o projeto das Delegacias Cidadãs, ação importante do programa Paraná Seguro e que, até hoje, ninguém sabe, ninguém viu.

Uma vez recomposta a área contábil do Estado, como se propaga na notícia oficial, nada impede que sejam agora retomadas as negociações sobre subsídios e salários da área da segurança pública, assim como restou acordado, em 2011, quando se estabeleceram as novas tabelas remuneratórias para o setor. Naquela ocasião, posso testemunhar, houve compromisso de que melhoradas as finanças, as tabelas de subsídios seriam rediscutidas. Parece ser o caso, hoje, com novo quadro de céu de brigadeiro nos cofres do Estado, tal como anunciado pelo governo.

Neste quinto ano de gestão, o governo comprou menos de 1/3 das viaturas previstas no programa Paraná Seguro e, deixando-as sem manutenção, não preciso nem dizer como