A pesquisa Real Time Big Data divulgada às 15h desta sexta-feira, 2 de outubro, mostra Sergio Moro (PL) com 37% das intenções de voto para o governo do Paraná, contra 29% de Sandro Alex (PSD) e 24% de Requião Filho (PDT). No segundo turno, Moro e Sandro Alex aparecem empatados com exatos 42% cada, a dois dias do primeiro turno, marcado para 4 de outubro.
O levantamento ouviu 1.600 eleitores em entrevistas presenciais entre 28 de setembro e 1º de outubro. A margem de erro é de 2 pontos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi contratada pela própria Real Time Big Data e registrada sob o número PR-04002/2026, conforme publicou a Exame.
Nos votos válidos, Moro tem 40%, Sandro Alex 32% e Requião Filho 26%. A vantagem de Moro sobre Sandro Alex no primeiro turno, de 8 pontos, é superior à margem de erro. Já o empate de 42% a 42% no segundo turno é exato e, dentro da margem de dois pontos, também técnico. Os números não permitem apontar vencedor nessa etapa.
A rejeição ajuda a ler esse cenário. Requião Filho é o mais rejeitado, com 47%, seguido de Moro, com 40%, e Sandro Alex, com 33%. O líder do primeiro turno tem, portanto, rejeição sete pontos acima da do segundo colocado, e é nesse intervalo que a disputa de um eventual segundo turno tende a se decidir.
Há ainda o peso do governo estadual. A gestão de Ratinho Junior (PSD) é aprovada por 80% dos entrevistados, e 56% a avaliam como ótima ou boa. É um patrimônio político que nenhuma das três campanhas pode ignorar, em especial a de Sandro Alex, candidato do mesmo PSD do governador.
O levantamento é o mesmo que a campanha de Moro tentou impugnar. Foi divulgado com registro, metodologia, margem de erro e nível de confiança declarados, o que permite checar cada número.
Na manhã desta sexta-feira, o Blog do Esmael publicou a pesquisa ADI-PR/Radar, que trouxe Moro com 38,2%, Sandro Alex com 26,3% e Requião Filho com 23,3%. Na comparação, Moro tem 1,2 ponto a menos na Real Time Big Data, Sandro Alex tem 2,7 pontos a mais e Requião Filho, 0,7 ponto a mais. A distância entre Moro e Sandro Alex, de 11,9 pontos no levantamento da manhã, cai para 8 pontos. Trata-se de institutos e metodologias diferentes, e a comparação exige ressalva. O que os dois levantamentos têm em comum é a ordem: Moro na frente, Sandro Alex em segundo e Requião Filho em terceiro.
Barros salta para 25% no Senado se Dallagnol sair da disputa
Paraná” class=”wp-image-410873″/>Deltan Dallagnol (Novo) tem 21% na corrida ao Senado no Paraná, e Alexandre Curi (Republicanos) e Filipe Barros (PL) aparecem com 19% cada, em empate técnico, segundo a mesma pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta tarde, a dois dias da eleição. Num cenário sem Dallagnol, que dialoga com o julgamento que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda fará envolvendo o candidato do Novo, Barros vai a 25% e Curi a 22%.
Os números vêm da mesma pesquisa que mediu a disputa pelo governo, com 1.600 entrevistas presenciais entre 28 de setembro e 1º de outubro, margem de erro de 2 pontos e 95% de confiança. O relatório com os dados do Senado não informa o contratante, conforme publicou a Exame.
Gleisi Hoffmann (PT) aparece com 16% e Cristina Graeml (PSD) com 12%. Gleisi fica três pontos atrás de Curi e Barros e cinco atrás de Dallagnol, fora do empate técnico entre os três primeiros.
Na primeira preferência, Dallagnol lidera com 26%. Na segunda, Barros chega a 20%. Em 2026, o eleitor paranaense escolhe dois senadores, e a divisão entre primeira e segunda opção pesa na leitura de quem tende a ocupar as duas vagas.
O efeito da retirada de Dallagnol do cenário é desigual. Barros ganha seis pontos, o dobro dos três de Curi, o que indica que a saída do candidato do Novo beneficiaria mais o nome do PL, partido de Sergio Moro na disputa pelo governo. Com a decisão do TSE pendente, a pesquisa mostra o que está em jogo no Senado paranaense: três nomes embolados no topo e uma vaga cujo desenho pode mudar por decisão da Justiça Eleitoral.
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




