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Plenário decide futuro político do ex-procurador da Lava Jato, que enfrenta resistência jurídica e aliados na corda bamba; clima é de “gato subiu no telhado” na Boca Maldita
A tarde desta terça-feira, 8 de setembro, promete ser um divisor de águas na trajetória política do ex-deputado federal e ex-procurador da Lava Jato, Deltan Dallagnol (Novo). O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) julga, a partir das 14h, o pedido de registro de candidatura de Dallagnol, que tenta voltar ao Congresso Nacional nas eleições deste ano. Ele concorre ao Senado.
A pauta, confirmada após intensos bastidores, ganhou contornos ainda mais dramáticos nos últimos dias, após o ex-parlamentar divulgar dados sigilosos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, o que elevou a temperatura política e jurídica do caso.
Segundo apurou o Blog do Esmael com fontes do meio jurídico e político paranaense, a situação de Deltan é considerada “gravíssima” por seus próprios apoiadores, especialmente os núcleos mais radicais do lavajatismo. Na linguagem cifrada da política local, o famoso “poliquês” da Boca Maldita, centro nervoso da política curitibana, o diagnóstico é unânime: “o gato subiu no telhado”. A expressão, que significa que o problema fugiu ao controle e não há mais como esconder, é usada para descrever o momento em que o ex-procurador se vê encurralado.
A tradução para o português claro é ainda mais severa: Deltan Dallagnol está no bico do corvo. Ou seja, pendurado por um fio, à mercê de uma decisão que pode não apenas inviabilizar sua candidatura, mas também enterrar de vez suas ambições políticas futuras.
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




