9 de fevereiro de 2018
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26 de novembro de 2015
por Esmael Morais
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Coluna do Reinaldo de Almeida Cesar: Richa “troca o sofá”, mas não sabe que fazer com cadeias superlotadas

*Reinaldo Almeida César

Certos fatos que por vezes passam desapercebidos da mídia convencional podem revelar – e muito – orientações de governo.

Na semana que passou, uma reunião havida na sede do Ministério Público parece ter desnudado as reais intenções do governo no que toca a um dos mais cruciais problemas enfrentados na área da segurança pública, a indevida manutenção de presos em delegacias de polícia

A reunião tratava do caos existente no 12º Distrito Policial em Santa Felicidade, não apenas pela massa carcerária ali existente – diga-se, por apego à razão, de forma indevida – mas também porque aquela unidade da Polícia Civil escora-se quase literalmente para não vir abaixo.

O resultado da reunião só fez adiar sem prazo a solução do grave problema, ampliando sua dimensão.

A reunião terminou com o pior desfecho possível, mesmo com a posição contrária esgrimida com sólidos argumentos apresentados pelos aguerridos representantes do SINCLAPOL, liderados pelo incansável André Gutierrez, e também pela incontroversa manifestação da sociedade, naquele momento vocalizada pelo CONSEG de Santa Felicidade.

Decidiu-se, então, pela simples reforma do prédio que abriga o 12º Distrito Policial e pela manutenção dos presos.

Lembra a piada do marido que encontra a esposa com outro no sofá da sala. De forma cândida, manda trocar o sofá.

***

O genial Millor Fernandes – parceiro do Carlos Nasser, outra cabeça privilegiada – escreveu que “quando o cara diz que fala por experiência é porque ainda não adquiriu experiência bastante para calar a boca”.

Sempre que me sinto inclinado a evocar algo que me aconteceu, ao tempo em exerci o comando da SESP, meus atentos botões me fazem recordar desta frase, ainda mais neste Paraná, por vezes quase imperial, onde apontar falhas de governo é quase um sacrilégio a atingir a figura do governante.

Já disse e repito, ainda que no risco da exaustão, que governadores passam, envelhecem, fazem barriga de pêra, branqueiam cabelos, tornam-se avós. As instituições e a sociedade, ficam.

Recordo-me que era titular da SESP e num sábado sempre agitado, recebi o telefonema do delegado-geral Marcos Michelotto queixando-se de ter recebido naquele instante, também por telefone, a reprimenda do ajudante de ordens do governador, o Capitão PM Zancan.

O motivo ? O governador passou em frente à sede do 9º Distrito Policial em Santa Quitéria e não gostou de ver uma faixa do SINCLAPOL numa legítima e correta campanha para que os presos amontoados em carceragens de polícia fossem transferidos para o sistema penitenciário, à época coordenado pela Secretaria de Justiça.

O sindicato, de forma legítima, apenas mostrava o desvio de função e as temerárias condições de trabalho a que eram submetidos os policiais, com reflexos no atendimento à população.

Lembro-me também que estive reunido – juntamente com membros de minha equipe – por três dias seguido Leia mais