10 de Março de 2016
por admin
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Coluna do Reinaldo de Almeida César: “A verdade vos libertará”

Reinaldo de Almeida César*

Divirto-me até não mais poder, gargalhando às escancaras, ao observar as manifestações daqueles que, além de se sujeitarem a carregar a liteira no Palácio, ainda acham tempo para me agredir, não aceitando as observações críticas que faço, em relação ao atual governo, na área da segurança pública.

Também acho muita graça quando portadores de inveja ou fomentadores da intriga não se conformam quando elogio, naquilo que me merece, a gestão do secretário Wagner Mesquita.

Considero o secretário Mesquita um bom profissional, jeitoso, de boa conversa, com preparo técnico para o exercício da função. Tem perfil baixo, sabe valorizar a equipe e — importante para ele — está consciente das inevitáveis traições e decepções a que estará sujeito, de onde e quando menos esperar.

Essa consideração pessoal que faço ao secretário Mesquita, sem qualquer favor, não me inibe em dizer que as atuais condições das polícias civil, militar e criminalística, estão muito, muito longe das necessidades destas instituições.

Nada me fará deixar de cobrar o governo, para que valorize as carreiras dos profissionais da segurança pública, convertendo o reconhecimento em salários dignos para oficiais e praças da PM, para delegados, escrivães, investi

3 de dezembro de 2015
por admin
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Coluna do Reinaldo de Almeida César: A sanha arrecadatória estilo “biruta de aeroporto” de Beto Richa

Reinaldo Almeida César*

Depois de fazer de Curitiba a campeoníssima da inflação pela escorchante elevação de impostos, depois de raspar a ParanaPrevidência e de meter a mão grande no Fundo Especial de Segurança Pública do Estado do Paraná (FUNESP), o governo estadual agora anuncia um bingão de prêmios, a fim de manter o entusiasmo dos incautos consumidores que acreditaram no Programa Nota Paraná e que saíram, eufóricos, pedindo a inclusão do CPF ao tilintar das caixas registradoras.

O risco de frustração dos que aderiram é enorme. Os sedutores descontos antes acenados, agora são revelados com a frieza da realidade. Estão muito longe dos percentuais prometidos. O que se esperava ver se materializar em generosos reais de retorno, pode se tornar míseras moedas de  centavos.

Nesta sanha arrecadatória, o governo não teve freios inibitórios em colocar no balcão da feira, em oferta, dezenas de imóveis que pertencem ao patrimônio dos paranaenses.

Até mesmo a Granja do Canguiri — não fosse a boa intervenção do líder Romanelli (PMDB) — teria sido passada nos cobres.

Dizem alguns historiadores que foi o excesso de pudor e de caráter de Bento Munhoz da Rocha Netto que impediu a construção da ala residencial no Palácio Iguaçu, pelo constrangimento de ter sido governador já residente em imóvel próprio em Curitiba antes de assumir o cargo, ainda que parnanguara de nascimento.

O afoito gestor que pensou em se livrar do Canguiri, em troca de algum dinheiro, talvez não conheça nossa história.

Como neste desiderato de vender dezenas de imóveis o governo também manteve seu estilo “biruta de aeroporto”, modificando e reduzindo, em contramarcha, a relação inicial dos imóveis, permito-me fazer um apelo à reflexão.

Ao invés de se desfazer do terreno que abrigou a sede histórica da quase bicentenária Polícia Civil na Barão do Rio Branco, que tal o governo se debruçar na retomada dos estudos apresentados pelo Programa Paraná Seguro, para que as áreas centrais d

19 de agosto de 2015
por esmael
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Coluna do Reinaldo de Almeida César: 4 anos de “Paraná Seguro”

Reinaldo de Almeida César*

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Confesso-me já desesperançoso em testemunhar nesta vida a tão esperada reforma política no Brasil, que promovesse uma profunda alteração no financiamento das campanhas eleitorais.

O financiamento das milionárias campanhas eleitorais, pelo que está a demonstrar a Lava Jato, está na raiz do processo de corrupção e desvio de recursos públicos no país.

Deputados e senadores parecem teimar em fazer ouvidos moucos, não dando mínima atenção à voz rouca das ruas. As manifestações em 2013, antes mesmo da Copa dos 7 a 1, já pediam por reformas políticas profundas. Suas excelências, no entanto, em matéria eleitoral, parecem fazer como se estivessem tecendo o mais fino traje que lhes caia bem, como se fosse um conjunto “su misura”, confeccionado por habilidosas mãos de Saville Row.

Mas, minha vocação para o sonho não me abandona jamais.

Tenho um sonho, muito, mas muito mais acanhado em relação aquele invocado por Martin Luther King ou mesmo em relação ao sonho que deveria ser sonhado por todos, como pregava Dom Helder Câmara.

Meu sonho é mais modesto. Explico-me.

É que se não temos uma reforma política de peso, que colocasse partidos e candidatos em igualdade de competição e melhorasse a representação popular, poderíamos ter, quando menos, uma mudança na postura dos candidatos a fim de que cumprissem aquilo que efetivamente se comprometeram quando se submeteram ao voto popular.

Bastaria que candidatos dissessem o que pretendiam fazer e, realmente, se eleitos, o fizessem, em vez de se apresentar em caríssimos programas de TV, dirigidos por marqueteiros pagos a peso de ouro, e com o rosto de photoshop estampado em coloridas peças visuais que mais parecem um pacote de M&M.

Nem precisa registrar em cartório. Como bem lembrou o decano do colunismo político do Paraná, Celso Nascimento, na Gazeta de domingo, bastaria o fio de bigode como aval dos compromissos de campanha.

***

Há exatos quatro anos, mais precisamente em 16 de agosto de 2011, o Governador Beto Richa lançava em evento de grande prestígio e repercussão no Canal da Música, o Programa Paraná Seguro.

Em 2014, na campanha para o bi-mandato, Richa apresentou o Paraná Seguro como sendo o seu compromi

7 de agosto de 2014
por esmael
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Coluna do Requião Filho: ‘Programa Paraná Seguro’ é uma lenda criada pelo marketing tucano

Requião Filho*

Quase nada liga a minha história à  história do atual Governador, a não ser pelo fato de sermos filhos de homens que já estiveram à  frente do executivo de nosso Estado, e por termos convivido, quando crianças e adolescentes, com outros grandes homens e mulheres que têm como sacerdócio pertencer à  polícia deste nosso Paraná. Felizmente, para mim, as coincidências terminam aí.

Por ter sido criado ao lado desses profissionais, eu os conheço, entendo suas instituições e nutro por eles grande apreço e sincera consideração pessoal. E pelo respeito que devo aos integrantes da segurança pública e ao povo paranaense, vejo que é hora de enfrentar a mitomania que acomete essa gestão, também em tão sensível área.

Desde o primeiro dia de governo, propala-se nos caros meios de propaganda oficial, na mídia e no discurso disfarçado, a lenda do Programa Paraná Seguro, o tal choque de gestão e a folclórica contratação de novos 10.000 policiais, entre outras fábulas de marketing.

Me sinto obrigado a, republicanamente, contestar e trazer os fatos à  luz da verdade. Temos que concordar em uma coisa: a gestão desse governo efetivamente foi um choque, deveras dolorido, para todos os cidadãos paranaenses! Mas não um choque de gestão na melhor concepção da expressão. O que vimos foi um choque de falta de comando, de administração e de responsabilidade com a coisa e a causa pública. A realidade é que, para o governo em caso, segurança pública não é e nunca foi sinônimo de prioridade.

Emblemático, como símbolo do descaso com a segurança pública, é que em pouco mais de três anos o Paraná teve três secretários na pasta. Trocas conturbadas, irrefletidas, inexplicáveis, à s vésperas de eventos importantes como a Copa do Mundo. Continuidade e integração responsável para quê?

Não foram contratados e não o serão, nessa gestão, os tão prometidos 10.000 policiais. Na Polícia Militar, este número não chega a seis mil e nas polícias civil e científica os números de contratados são irrisórios. Simples assim! Não há motivo para insistir nesta inverdade, uma vez que já chega ao fim este governo.

A par disto, no lançamento do tal Programa Paraná Seguro, houve a promessa também não cumprida pelo Governador de, além da contratação dos 10.000 novos policiais, promover a reposição de todo o efetivo que deixasse as forças policiais estaduais.

Por fim, as contratações ocorridas não supriram as necessidades, não havendo o recompletamento daqueles policiais que deixaram o serviço público, por aposentadoria ou exoneração. E, infelizmente, os números recentes da evasão dos profissionais de segurança pública são assustadores. Só entre 2012 e 2013, quase 2.000 militares deixaram a PM, muitos precocemente. E o motivo da evasão está claro para todos os contribuintes paranaenses: a desmotivação provocada pela notória falta de gestão e planejamento.

A segurança pública e sua urgência diária e rotineira não permitem amadorismos e arremedos de administração. A falta de meios dignos de trabalho, incluindo combustível para as viaturas, alimentação para o pessoal e ração para os animais têm sido uma constante. Aluguéis de quartéis e delegacias atrasados e