Blog do Esmael

A política como ela é em tempo real.

15 de julho de 2015
por esmael
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Coluna do Reinaldo de Almeida César: Cadetes da PM são constrangidos a dançar valsa em bailes de debutantes

Reinaldo de Almeida César*

A Gazeta do Povo, em matéria de capa no último sábado, traz a dura verdade sobre o desmantelo da segurança pública em nosso Estado.

Desde 2010 eu tenho falado e escrito que há uma equação dramática a ser enfrentada pelo governo. A população do Paraná cresce em proporção inversa ao do efetivo policial do nosso Estado. Na mesma medida do crescimento da população, só mesmo o incremento da taxa dos crimes violentos, homicídios, latrocínios, roubos e crimes sexuais.

Em outras palavras, população e crimes em franco crescimento, e na outra ponta efetivo policial cada vez menor. Se estivéssemos visualizando um gráfico, seriam setas nítidas, carregadas em tintas, em sentido contrário.

Também perdi a conta das vezes em que já alertei que o Paraná é o pior estado da federação na relação entre delegados de polícia e população.

Volto a dizer, o que tantas vezes já disse. Há comarcas no Paraná sem a presença de delegados. Isso é gravíssimo.

Na mesma matéria da Gazeta, fala-se em “vaquinha” de comerciantes locais para conserto de viatura da PM, na falta de material em carceragens e delegacias e na nomeação de escrivães “ad hoc” para trabalhar em inquéritos, cedidos pelas prefeituras. Um horror.

Como bem lembrou, na mesma reportagem, Claudio Marques Rolim e Silva, presidente do sindicatos dos delegados – um dos mais combativos e inteligentes líderes sindicais que conheci até hoje – no Paraná “alguns poderes nadam em dinheiro, enquanto um serviço básico, como a segurança pública, está à deriva, representando um risco à sociedade”.

Enquanto assistimos ao desmantelo da segurança pública, com assaltos a bancos em Borrazópolis, onde quase 50 reféns foram usados como escudo humano, num quadro de cangaço moderno, cadetes oficiais da PM são obrigados e constrangidos a dançar valsas em festas de debutante. É o fim dos tempos.

***

Já passou da hora do governo confirmar a posse efetiva de Wagner Mesquita na função de Secretário de Segurança, dando-lhe condições orçamentárias e materiais para desempenhar essa dura missão.

Um bom começo, seria enfim convocar os aprovados nos concursos da PM e os selecionados no concurso de delegado da Polícia Civil, todos aptos a prosseguir nos atos de chamamento, nomeação e posse.

Se nada for feito, com investimentos vigorosos nesta área da segurança pública, o Programa PARANÁ SEGURO, lançado em agosto de 2011, será apenas uma logomarca, concebida pelo talento criativo dos irmãos Nenê e Gugu Guimarães, da G8.

Pior que isso, será apenas uma logomarca que, desbotada e esmaecida, poderá revelar um engodo.

***

Os áulicos do poder ficaram ouriçados com o que escrevi na semana passada sobre os movimentos de Gustavo Fruet e Ratinho Junior e, mantendo a vocação para carregar a liteira no Palácio, logo se apressaram em perguntar, com ironia, se eu seria secretário de Fruet.

Não, não serei. Lamento desapontá-los.

A minha amizade sincera com Gustavo Fruet faz com que ele seja poupado deste convite, por ele mesmo saber que eu jamais aceitaria. Felizmente, estou imunizado por um insuperável desinteresse de participar novamente de qualquer gestão pública.

É fato que o prefeito Gustavo Fruet honra-me com uma amizade pessoal e familiar há mais de trinta anos, originada na convivência na Faculdade de Direito e no movimento estudantil, nos nossos “verdes anos”, como diria o escritor paraibano José Lins do Rego.

Diga-se, de passagem, amizade que nunca foi abalada ou interrompida, a qualquer título ou a qualquer tempo.

Nem mesmo quando, em 2012, dias antes de sua filiação ao PDT para disputar o cargo de prefeito, tentei demovê-lo dessa ideia, a pedido do Palácio, numa longa conversa na minha residência. Jamais vou me esquecer o que ele, profético, me disse na ocasião, e que se confirmou logo ali na frente. Deixa pra lá, isso é tópico para um livro de memórias que ando escrevendo.

Estivemos juntos em momentos felizes, quando transmiti a ele a presidência do Centro Acadêmico “Hugo Simas” ou quando colamos grau, mas também em momentos tristes e de superação. Estava com Gustavo e seus familiares no Hospital Vita, na madrugada em que o médico Randas Batista nos deu a notícia da morte de Maurício Fruet. Anos depois, numa outra madrugada fria e chuvosa, agora

17 de junho de 2015
por esmael
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Coluna do Reinaldo Almeida César: ‘Gaeco dê uma olhada nos contratos de alimentação para os presos’

Reinaldo Almeida César*

Certa feita, o Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse que preferia morrer a cumprir pena nos presídios medievais brasileiros. Se ele conhecesse as carceragens da Polícia Civil no Paraná, certamente pediria para abreviar ainda mais esta morte.

O preso em delegacia de polícia deve lá permanecer, apenas e tão somente por um tempo mínimo, enquanto o inquérito policial não for concluído ou interessar para a investigação.

Passado este tempo mínimo, o detento deve ser imediatamente transferido para uma unidade prisional mantida pelo Estado, no sistema prisional.

Para isso, o governo deve investir no sistema, construir presídios, abrir concursos e estruturar, com segurança e boa remuneração, a carreira do agente penitencário. Deve liberar os investigadores da Polícia Civil para as atividades que lhes são próprias, na polícia judiciária, na investigação e no cumprimento dos mandados de prisão. No Paraná, já são mais de 25.000 mandados de prisão em aberto.

Delegacia de polícia deve ser local para acolher pessoas aflitas que buscam atendimento. Ninguém vai à distrito policial para fazer turismo ou tirar selfie. Vai porque está em desespero, em busca do amparo policial. A delegacia de polícia não pode ser um mini-presídio, sempre pronto à convulsões, enquanto a sociedade assiste, apavorada, fugas de encarcerados saindo pelos telhados e muros das delegacias, a todo instante.

Sempre me posicionei de forma pública e muito crítica pelo descaso do governo do Paraná com esta questão.

A imprensa registrou, no dia da minha saída da SESP, que ela tinha sido motivada também por acentuadas divergências que eu tinha, nesta questão, com a equipe da Secretaria de Justiça. Pura verdade.

Lembro-me de certa ocasião, um final de tarde de sábado, quando recebi um telefonema do então delegado-geral da Polícia Civil, Marcus Michelotto, me relatando indignado que acabara de haver recebido, também por telefone, uma reprimenda do ajudante de ordens do Governador, o Capitão PM Zancan, porque o governador tinha acabado de passar em frente ao 9º Distrito policial na Santa Quitéria e não tinha gostado de ver faixas do sindicato protestando contra o excesso de presos na carceragem.

Na segunda-feira pela manhã, de forma respeitosa mas muito firme, foi a minha vez de apresentar queixa e reflexão ao governador. Queixa, porque não se recomenda, na liturgia de cargos, que um ajudante de ordens chame às falas o chefe da Polícia Civil. Reflexão, porque disse à Sua Excelência, que os sindicalistas da Polícia Civil estavam certos.

Fico agora, feliz e entusiasmado com a posição do Ministério Público do Paraná, em vias de colocar um freio de arrumação neste descalabro, expedindo recomendações e cobrando cronograma de solução da SESP.

Aliás, agora depende somente da SESP, pois ela tem a faca e o queijo na mão, na medida em que o governo reuniu, numa canetada só, segurança pública e execução penal num único lugar. Basta a SESP, ela mesma, mais ninguém, abrir as portas do sistema penitenciário e esvaziar as carceragens policiais, transferido os presos de l

6 de maio de 2015
por esmael
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Coluna do Reinaldo Almeida César: Após massacre de professores, secretário tem que deixar a Segurança Pública para preservar governo Richa

francischini_massacre_reinaldo

Reinaldo Almeida César*

Não adianta, podem falar o que quiser, não vai colar.

Pode o governo se contorcer, pedir ajuda ao Cirque du Soleil, fazer cambalhotas.

Foi MASSACRE. TRAGÉDIA. VERGONHA. Ponto final.

Vamos parar com esses eufemismos, que mais parecem achados em loja de 1,99.

Não teve nada de confronto, manipulação da oposição, black blocs, policiais parados salvando a própria vida, cumprimento de ordem judicial.

Chega até mesmo dessa conversa mole de “uso desproporcional da força”.

Isso é termo técnico, insípido. Agride ainda mais quem já apanhou. O que houve foi “uso descomunal da força”, isso sim.

Durante mais de duas horas, houve centenas de disparos com munição de borracha e visada à meia altura, emprego de Pitbulls, bombas explodindo por todo canto e lançadas a esmo nas mais variadas direções, jatos d’água, helicóptero com voo rasante e despejando artefatos, professores caídos no chão dominados, apanhando. Mais de 200 feridos, muitos gravemente. Dizem estar vazio o paiol da PM. Querem mais?

Só não foi ainda pior, porque Nossa Senhora de la Salette estendeu seu manto de proteção para que não houvesse vítimas fatais.

Agora, quem quiser comprar a versão oficial, dada pela SESP quase uma semana após os fatos, fique à vontade. Sempre haverá notas de 3 dólares circulando.

Prefiro ficar com as informações isentas dadas pela Defensoria Pública e pela OAB que foram taxativas em afirmar o que todo mundo já suspeitava: nenhum, absolutamente nenhum dos detidos no dia do massacre foi identificado como black bloc.

Desculpem-me a presunção, mas eu já tinha certeza disso. Vou explicar o porquê.

A atual gestão da SESP é altamente midiática, toda pimpona, beira o histrionismo.

Este formato marqueteiro da SESP já estava caindo pelas tabelas, beirando o ridículo, pelas indignas apresentações de presos e por entrevistas televisivas com arma na cintura.

Ora, tivessem os policiais botado a mão em black blocs, alguém duvida que eles seriam execrados no mesmo dia, mostrados acorrentados como bichos à opinião pública e usados como antídoto para a enxurrada de críticas que se avistava?

E alguém tem dúvidas sobre quem estaria na linha de frente apresentando os black blocs algemados para os refletores e câmeras de TV?

29 de abril de 2015
por esmael
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Coluna do Reinaldo Almeida César: Professor não é black bloc nem vândalo; e a praça é do povo

reinaldo_colunaReinaldo Almeida César*

A praça é do povo, como o céu é do Condor, dizia o libertário e condoreiro Castro Alves.

Aqui em Curitiba também era.

Testemunhei e ouvi líderes como Leonel Brizola, João Amazonas, Ulisses Guimarães e Luis Carlos Prestes ecoarem suas convicções, livremente, nas imediações da Praça Osório, na Boca Maldita.

Recordo-me até do General João Baptista Figueiredo, o que dizia preferir o cheiro de cavalo ao do povo, mesmo sem qualquer cacoete para orador, soltar sua voz na Praça Rui Barbosa, em campanha política nos idos de novembro de 1982.

Guardo com emoção, até hoje, as imagens do comício de encerramento da campanha de José Richa ao governo, naquele mesmo ano de 1982, agora na Praça Santos Andrade.

Aos 17 anos recém completados, eu estava ali, na primeira fila, logo abaixo do palanque, com camiseta de campanha, na militância do “Comitê do Primeiro Voto”, dividindo os sonhos daqueles verdíssimos anos com o Paulo Salamuni, o Friedman Wendpap, os irmãos Ackel, entre outros. Chorei feito criança quando o comício terminou.

As luzes vanguardistas de Curitiba iluminaram o caminho na campanha das Diretas-Já, a partir da Praça Osório.

As Praças por aqui, como na profecia de Castro Alves, eram do povo.

Agora não.

Do dia para a noite, noite escura e de trevas, a Praça passou a ser daqueles que parecem não ter apreço pela democracia e pela liberdade.

Adonaram-se da Praça sem nenhum pudor, sem os freios inibitórios que orientam o juízo.

O Palácio Iguaçu diz que apenas cumpre ordens do Tribunal de Justiça.

A Assembleia diz que pediu medidas judiciais ao Tribunal de Justiça para proteger o patrimônio público.

O Tribunal de Justiça exara duas decisões: uma que manda impedir a entrada de manifestantes, outra que autoriza a entrada na ALEP.

Tudo jogo de cena.

Para completar a pantomima, só falta o TJ dizer que passou a bola para o Tribunal de Contas e aguarda manifestação. Aí então, esbaforidos, teríamos corrido toda a extensão da praça La Salete.

Vi e ouvi, na televisão, o presidente da ALEP falar sobre vândalos e o secretário da Casa Civil mencionar black blocs.

Passei os olhos com esmerada atenção em imagens, vídeos e fotos, que circularam em redes sociais, blogs e na mídia em geral.

Não identifiquei nem vândalos, muito menos black bloc nas legítimas manifestações.

Ontem, no noticiário da hora do almoço, fiquei sem palavras quando minha filhotinha, nos seus tenros 6 anos, me perguntou porque a polícia estava agredindo professoras que choravam.

Em silêncio obsequioso, lembrei-me da minha querida mãe, professora aposentada da rede estadual e do quanto eu devo ao ensino público, onde estudei e me graduei em Direito.

Mas, alto lá! Não aceito que ninguém aponte um dedo que seja à PM e aos policiais.

22 de abril de 2015
por esmael
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Coluna do Reinaldo Almeida César: Governo Richa dá calote até em concursos para contratar policiais

Reinaldo Almeida César*

Nada é mais importante, em gestão de segurança pública, do que o material humano de que se possa dispor.

Nenhuma tecnologia de ponta, equipamentos e armamentos de última geração, nada supera o investimento que se faça em efetivos e em quadros funcionais das forças de polícia.

Nem mesmo o lugar comum – dito pelos que não tem o que dizer – do chamado investimento em “inteligência policial” substitui o que realmente faz a diferença no cinturão de proteção da sociedade, representado pelos órgãos de segurança.

Estados nacionais ou federados que enfrentam pra valer o fenômeno da criminalidade violenta e urbana, incrementam seus efetivos policiais, promovem contratações com regularidade e oferecem carreiras com remunerações dignas e promoções que sejam realmente asseguradas.

Ao lado disso, assistência médica e psicológica ao policial e seus familiares e a perspectiva de uma merecida e segura aposentadoria, ao fim do período legal de trabalho, durante toda uma vida de dedicação.

Em contraparte, cuida-se da boa formação dos policiais no ingresso na carreira e ao longo dela, com oportunidades de aperfeiçoamento e capacitação, tudo isso sempre permeado pelos inflexíveis princípios da ética e da deontologia.

O servidor da área de segurança pública não é melhor, nem mais importante que os demais servidores públicos civis.

Porém, é o único que no ato de sua posse jura solenemente oferecer a própria vida no desempenho da função. Familiares despedem-se no café da manhã sem ter a certeza do regresso do policial com integridade, ao final do dia.

Estamos com uma triste estatística. O Paraná é o quarto estado em morte de policiais militares, perdendo apenas para São Paulo, Rio de Janeiro e Pará, a se confirmarem os dados apresentados pelo insuspeito 8. Anuário Brasileiro de Segurança Pública, apresentado em 2014.

Enquanto isso, o governo queima energia no controle de tatuagens e no uso do WhatsApp pelos policiais.

O Paraná tem um gravíssimo quadro de carência de policiais e quase inexistentes políticas de incentivo na carreira policial.

Fazemos divisa com três estados.

Em números aproximados, Mato Grosso do Sul tem 1/4 da população do Paraná e metade do nosso efetivo policial. Santa Catarina, tem quase metade da população do nosso estado e o mesmo efetivo policial.

Logo, matemática simples, precisaríamos ter o dobro do efetivo policial atual, apenas para ficar na comparação com estes dois estados vizinhos.

Porém, no cotejo com o último Estado que tem limite de território conosco, São Paulo, o cenário é ainda mais dramático. São Paulo tem 4 vezes mais habitantes que o Paraná e, respirem, 10 vezes mais policiais que nosso estado.

Para onde os prezados leitores acham que o crime organizado irá migrar?

Só existe um caminho para reforçar efetivos.

Investir pesado, abrir concursos, recrutar com seriedade e rigor, convocar e nomear.

Desde a apresentação e lançamento do programa PARANÁ SEGURO, em agosto de 2011, o governo diz ter feito um enorme esforço nesta linha.

Com caudalosa insistência, a palavra oficial do governo repete o número de 10.000 novos policiais contratados, ao longo deste período de gestão.

No entanto, tenho cá com meus botões que há uma enorme diferença entre incrementar efetivos policiais e meramente repor efetivo policial.

Nos últimos tempos, na PM, foram admitidos 655 (2011), 2581 (2012), 2577 (2013), 215 (2014) e 11 (2015) novos policiais e bombeiros militares.

Na via oposta, deixaram a corporação 787 (2011), 1198 (2012), 856 (2013), 800 (2014) e 216 (2015).

Isso resulta dizer que, na atual gestão, 6093 policiais militares ingressaram e 3857 deixaram a corporação.

Toquem-se as trombetas pelo e para o governo, o saldo é de 2236 novos policiais militares.

Entretanto, está muito, muito longe dos 10.000 policiais militares do discurso oficial que, repetido à exaustão, passa a falsa sensação de que este é um número de incremento no efetivo da PM, pois desconsidera o que sejam apenas reposições.

Na Polícia Civil, o quadro não é diferente.

Anunciou-se no lançamento do programa PARANÁ SEGURO, em agosto de 2011, que o governo contrataria 400 novos delegados de polícia.

O concurso ocorreu em 2013 e, de lá para cá, foram empossados apenas 62 delegados de polícia.

Somando-se estas seis dezenas de novos delegados e subtraindo-se os que foram deixando a corporação ao longo do tempo, especialmente pela aposentadoria, hoje

15 de abril de 2015
por esmael
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Coluna do Reinaldo Almeida César: “Agora só falta dizerem que indiquei Luiz Abi para trabalhar com Richa”

reinaldo_caramori_abi_richaReinaldo Almeida César*

Além-mar, o colunista Reinaldo Almeida César mandou nesta quarta-feira (15) duas mensagens ironizando os maledicentes a estibordo. Segundo ele, palacianos plantaram notinhas em blogs e jornais tentando jogar o fotógrafo Marcelo Caramori em seu colo.

“Não sou nascido nem criado em Londrina, nunca tive relação de amizade com Caramori”, pontua, para então fulminar seus detratores:

“Só falta agora os que dançam minueto ou manejam os vinhos caros e de boa cepa na Corte, propalarem que eu indiquei o suposto primo Luiz Abi para trabalhar com o então promissor deputado Beto Richa na Assembleia ou para que ele recebesse – suprema glória – a medalha Sarmento, a mais alta condecoração da Polícia Militar do Paraná”.

A seguir, leia a íntegra das mensagens de Almeida César:

1 de abril de 2015
por esmael
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Coluna do Reinaldo Almeida César: “Maior feito na segurança de Richa foi a apreensão de mil borboletas”

Reinaldo Almeida César*

Agentes penitenciários no Paraná fizeram protestos, com pauta legítima que merece nosso integral apoio.

Querem apenas condição digna e segura de trabalho. Não suportam mais conviver com tantas ameaças de rebelião, chorando a morte de colegas assassinados brutalmente, dentro e fora de presídios.

Agentes penitenciários são imprescindíveis na administração da justiça criminal. A classe deveria ser fortalecida, prestigiada, bem remunerada pelo governo. Novos concursos, com oportunidades de capacitação na carreira, ao lado de investimentos e novas vagas no sistema penitenciário deveriam ser realizados. Fortalecer a Secretaria de Justiça seria imperativo.

Assim foi prometido pelo então candidato Beto Richa por duas vezes, no “Metas de Governo 2011-2014” e, quatro anos depois, em “Plano de Metas 2015-2018”.

Numa época em que a palavra da classe política anda tão combalida, o governador Beto Richa ameaça estender esta falta de crédito também para documentos lavrados em cartório, algo tão sagrado no nosso traço cultural, pela herança dos meirinhos de Portugal.

Pergunto, em jogo rápido: quantos novos presídios você viu o governador Beto Richa construindo e inaugurando?

A equação é dramática. Crescem os crimes violentos, a polícia se desdobra de maneira heróica, o Ministério Público e o Judiciário fazem sua parte. Resultado, novas massas de encarcerados, que se somam a milhares de tantos outros já privados de liberdade.

Isso sem contar que o Paraná tem 25 mil mandados de prisão em aberto, segundo dados recentes do CNJ. Entre eles, os de Marcio Lima, da Receita Estadual e o de Ernani Delicato, do DETO, celebridades nos malfeitos da organização criminosa do norte do Estado.

O sistema carcerário deve ser assunto de primeira grandeza. Somente o Estado tem o monopólio do julgamento e da privação da liberdade. É assim e tem sido desde o pacto social desenhado por Rousseau.

A grande maioria dos estados brasileiros adota o formato clássico da Secretaria de Justiça na condução do sistema penitenciário. Alguns já avançaram e criaram até mesmo uma pasta autônoma, uma Secretaria de Administração Penitenciária, pela importância que o setor encerra.

Aqui, tudo diferente. No apagar das luzes do ano passado, o governo surpreendeu, decidindo andar décadas em marcha ré, em alta velocidade. A novidade que apresentou foi colocar a administração penitenciária na já complexa Secretaria de Segurança Pública, tão sacrificada pelo estrangulamento do FUNESP e de seu orçamento.

Assim, enquanto assistimos os crimes violentos dispararem em Curitiba e no Paraná, caixas eletrônicos explodirem pelos ares, vigilantes bancários e taxistas serem covardemente assassinados e o comércio de Curitiba registrar um assalto a cada duas horas, os policiais do Paraná agora são obrigados a deixar suas atribuições legais de lado para se ocuparem do reforço do sistema penitenciário, em flagrante desvio de função, empregando tempo e energia em escolta e vigilância de presos, que nada tem a ver com a função policial.

Logo, menor presença de polícia nas ruas fazendo policiamento preventivo e menos polícia judiciária investigando.

Visitar as custódias desumanas nos distritos policiais do Paraná, significa se deparar com a visão dos círculos e fossos descritos no primeiro livro de Dante.

Nesta surpreendente mudança de rota, o governo acenou aos agentes penitenciários com uma falsa sensação de que a passagem para a SESP seria, enfim, um cenário de redenção, a terra prometida.

Ledo engano, a Secretaria de Segurança tem muitos filhos para dar atenção. Em boa hora, aliás, desobrigou-se do DETRAN, dirigido pelo zootecnista Marcos Traad, outro suposto primo do governador, segundo informa um denso e bem elaborado trabalho acadêmico apresentado por Solange Fiuza e Evaristo Duarte, n

11 de março de 2015
por esmael
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De Almeida César para Francischini: achei que estivesse falando de seu chefe, o governador Beto Richa!

O delegado da Polícia Federal, Reinado de Almeida César, ex-secretário de Segurança do Paraná no primeiro mandato do governador Beto Richa (PSDB), escreveu na semana passada um artigo especialmente para o Blog do Esmael, intitulado O Caveirão do Chorume!, sobre o episódio da entrada dos deputados governistas na Assembleia Legislativa dentro de um veículo blindado chamado caveirão!.

O atual secretário, Fernando Francischini, que orquestrou o episódio do caveirão para tentar garantir a votação mesmo com a Assembleia tomada, sentiu-se ofendido e partiu para o! ataque! no Twitter contra Almeida César.

“Escovinha no cabelo e bolsinha Lui Vitton, pode! Pro cara que a maior experiência dele foi carregar a mala do Sarney criticar e fácil! rsrs”, tuitou Francischini na semana passada.

Em resposta, o ex-secretário enviou uma mensagem ao Blog do Esmael com algumas recomendações e comparações que publicamos a seguir. achei que ele estivesse falando de seu chefe, o governador, sabidamente um homem cioso de sua imagem!, fuzilou o delegado Almeida César. Abaixo, leia a íntegra da tréplica.

Como paranaense, fico preocupado.

Alguns requisitos são fundamentais para quem comanda a pasta da Segurança e, por conseguinte, as forças de polícia. O equilíbrio, a temperança e o espírito democrático para saber conviver com a divergência, certamente estão entre eles.

Não quero polemizar com o atual secretário de segurança, Fernando Destito Francischini, que parece não ter entendido o artigo que escrevi sobre a desastrada operação de enfurnar jovens deputadas e experientes deputados num Caveirão.

No artigo, faço até uma certa defesa do secretário, ao lançar dúvida sobre quem teria sido o autor da patética ideia.

Mas, depois, ao ler o texto chulo e destemperado do atual secretário, postado no twitter, fiquei com a certeza que ele tem dificuldades de compreender o vernáculo pátrio e, mais ainda, com línguas faladas no exterior.

Não quero polemizar, mas, vamos à  verdade factual:

1) Quando comecei a ler o texto agressivo e virulento do secretário no twitter, achei que ele estivesse falando de seu chefe, o governador, sabidamente um homem cioso de sua imagem, sempre com o cabelo bem cortado e que cultiva o hábito da elegância no vestir, sempre adornado com roupas, gravatas, cintos, sapatos e relógios das mais caras grifes internacionais, mesmo quando visita rincões de pobreza por este Paraná afora.

2) Trabalhei em várias missões externas, sempre por delegação do Diretor-Geral da PF. Assim, trabalhei no gabinete de segurança da presidência da República (Lula, PT), coordenei a segurança do candidato Geraldo Alckmin (PSDB), fui diretor de segurança do Superior Tribunal de Justiça e trabalhei na segurança da presidência do Senado, na gestão de QUATRO presidentes:

6 de março de 2015
por esmael
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Duelo entre delegados da Polícia Federal vira baixaria no governo Richa

francischini_richa_ronaldinho.jpgA discussão sobre a Segurança Pública desceu à  cloaca nesta sexta-feira (6) no Paraná. O quiproquó começou hoje cedo, quando o delegado da Polícia Federal Reinaldo de Almeida César, ex-secretário da pasta no primeiro mandato do governador Beto Richa (PSDB), escreveu um artigo especial para o Blog do Esmael criticando o atual titular no cargo, Fernando Francischini, por transportar deputados estaduais dentro de um camburão da PM (clique aqui para ler O Caveirão do Chorume!). Leia mais

25 de fevereiro de 2014
por esmael
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Coluna do André Vargas: “Só falta o governador Richa nomear o homem da sogra para a Segurança”

André Vargas, em sua coluna de hoje, relata as trapalhadas de Beto Richa que teria "nomeado" o delegado da PF José Iegas sem pedir sua disposição funcional ao Ministério da Justiça; "o governador desconhecia as normas do Ministério da Justiça que não permite que um membro de sua alta cúpula assuma um cargo público em outro órgão sem antes passar por um período fora da Polícia Federal", criticou; colunista disse ainda que a tragédia na área da segurança já era anunciada; o Paraná precisa de um comando e quem deveria comandar é o próprio governador Beto Richa que, ao contrário, prefere ficar chorando nos quatro cantos do Estado, dizendo que o governo federal não o ajuda. Mentira!; ao final, o vice-presidente da Câmara sugere que Beto Richa nomeará Ezequias Moreira, o homem da sogra, como interventor na Secretaria de Segurança Pública; Pois é só o que falta!, sapeca.

André Vargas, em sua coluna de hoje, relata as trapalhadas de Beto Richa que teria “nomeado” o delegado da PF José Iegas sem pedir sua disposição funcional ao Ministério da Justiça; “o governador desconhecia as normas do Ministério da Justiça que não permite que um membro de sua alta cúpula assuma um cargo público em outro órgão sem antes passar por um período fora da Polícia Federal”, criticou; colunista disse ainda que a tragédia na área da segurança já era anunciada; o Paraná precisa de um comando e quem deveria comandar é o próprio governador Beto Richa que, ao contrário, prefere ficar chorando nos quatro cantos do Estado, dizendo que o governo federal não o ajuda. Mentira!; ao final, o vice-presidente da Câmara sugere que Beto Richa nomeará Ezequias Moreira, o homem da sogra, como interventor na Secretaria de Segurança Pública; Pois é só o que falta!, sapeca.

André Vargas*

à‰ certo que o indivíduo não só tem o direito como o dever de auxiliar o Estado na organização de ações da segurança pública. Isto o torna um cidadão consciente e o compromete com a missão e o desempenho dos programas governamentais que visem à  redução da insegurança da população. No caso do Estado do Paraná, pergunto: como participar, se o governador pouco ou nada entende do assunto, não participa das ações nem como chefe maior do poder, não dá oportunidade e, o que é ainda mais lamentável, não consegue administrar tão vital e importante setor que mexe com a vida de todos nós? Leia mais