15 de agosto de 2016
por Esmael Morais
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GUERRA DE FANTASMAS: Fruet acusa ex-prefeito Greca de ser “fantasma” de Renan no Senado

greca_renan_fruetO prefeito Gustavo Fruet (PDT) vai pedir na Justiça a cassação da aposentadoria de R$ 12 mil concedida ao ex-prefeito Rafael Greca (PMN), pela Prefeitura de Curitiba, desde 1º de janeiro de 2016, depois de ter sido fantasma de Renan Calheiros (PMDB-AL) no Senado. Leia mais

2 de dezembro de 2015
por Esmael Morais
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Scalco vai coordenar campanha de reeleição de Fruet em 2016

scalco_macO ex-ministro e ex-presidente de Itaipu Binacional, Euclides Scalco, um dos cardeais do PSDB nacional, será o coordenador-geral da campanha de reeleição do prefeito Gustavo Fruet (PDT) em Curitiba.

Scalco ainda não foi confirmado oficialmente para a missão, pois isso só ocorrerá após o Carnaval de 2016.

Uma capivara sabida que come as gramas da Prefeitura de Curitiba informou ao Blog do Esmael que a escolha de Scalco seria uma maneira de enfraquecer e diminuir a influência do capitão Ricardo Mac Donald na campanha e num eventual segundo mandato. Leia mais

24 de novembro de 2015
por Esmael Morais
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Prefeitura de Curitiba quer desobrigação de repassar “plus” de R$ 20 mi ao mês para a previdência

O secretário Municipal de Governo de Curitiba, Ricardo Mac Donald, em entrevista ao Blog do Esmael, nesta terça-feira (24), jurou de pés juntos que a gestão do prefeito Gustavo Fruet (PDT) não pretende confiscar os recursos do Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de Curitiba (IPMC) — que pertencem aos 30 mil servidores municipais.

Segundo o secretário, o que se discute é a retirada de um plus de R$ 20 milhões mensais, que é adicionado aos 11% de contribuição dos funcionários, mais os 22% que cabe ao executivo municipal.

“O que se está se debatendo é o plus previsto na lei 12.821/2008, da época do então prefeito Beto Richa (PSDB), que representa R$ 20 milhões ao mês, além dos 22% já sagrados pela legislação”, assegurou.

De acordo com Mac Donald, essa lei antiga já tirou da fonte 00 (orçamento direito), em três anos de gestão Gustavo Fruet, a fabulosa quantia de R$ 474 milhões. “Essa obrigatoriedade de colocar esse dinheiro é que está sendo debatida em comissão paritária. Jamais discutimos retirar dinheiro desse fundo”, explicou.

O secretário de Governo disse ainda que a comissão paritária é formada por 4 sindicatos e pelo mesmo número de servidores da Prefeitura de Curitiba. “Estamos permanentemente em conversa com os funcionários”, revelou.

Mac Donald revelou que a Prefeitura discute a possibilidade de contribuir com o fundo de previdência com “imóveis”, ao invés de dinheiro.  “A lei federal permite a contrapartida com bens imóveis na contribuição”.

O capitão do time do prefeito Gustavo Fruet contou ainda que o Ministério da Previdência considera o IPMC “entre os 15 melhores do país”.

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15 de agosto de 2015
por Esmael Morais
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Blog do Esmael transmite ao vivo protesto deste domingo

esmael_tv15_protestoO repórter César Setti vai comandar neste domingo (16), a partir das 14 horas, direto dos estúdios da TV 15, um time de comentaristas para o protesto contra a presidenta Dilma Rousseff e o PT. ... 

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3 de abril de 2015
por Esmael Morais
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Coluna do Ricardo Mac Donald: “Como nasce um pelego – Parte final”

O secretário Municipal de Governo de Curitiba, Ricardo Mac Donald, encerra hoje sua participação como colunista fixo no Blog do Esmael; em 1 ano e meio, o capitão do time do prefeito Gustavo Fruet dividiu bola, chutou canelas e também levou alguns totozinhos; faz parte do jogo; hoje, o colunista finaliza sua saga contra o que ele considera "peleguismo" dos sindicalistas destas plagas; “Viagens internacionais, jantares em restaurantes caros e virar comensal do palácio é o sonho de consumo dessa gente”, espinafrou na saideira; leia o texto e compartilhe.

O secretário Municipal de Governo de Curitiba, Ricardo Mac Donald, encerra hoje sua participação como colunista fixo no Blog do Esmael; em 1 ano e meio, o capitão do time do prefeito Gustavo Fruet dividiu bola, chutou canelas e também levou alguns totozinhos; faz parte do jogo; hoje, o colunista finaliza sua saga contra o que ele considera “peleguismo” dos sindicalistas destas plagas; “Viagens internacionais, jantares em restaurantes caros e virar comensal do palácio é o sonho de consumo dessa gente”, espinafrou na saideira; leia o texto e compartilhe.

Ricardo Mac Donald* ... 

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31 de março de 2015
por Esmael Morais
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Preterido por Richa no Trabalho, Rossi assume conselho de R$ 10 bilhões

rossi_calote_richaHá males que vêm para o bem, diz o ditado. Que o diga o sindicalista Paulo Rossi, presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), o “pelego de estimação” do secretário Municipal de Governo de Curitiba, Ricardo Mac Donald.  ... 

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20 de março de 2015
por Esmael Morais
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Paulo Rossi: “O prefeito Fruet também frequentava o ‘Comitê Lealdade'”

O fantasma do “Comitê Lealdade” formado por dissidentes do PRTB, em 2008, para apoiar a reeleição do então prefeito Beto Richa (PSDB), voltou neste início de outono a assombrar os políticos curitibanos.

O presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Paulo Rossi, nesta sexta, pediu direito de respostas em cima da coluna do secretário Municipal de Governo, Ricardo Mac Donald, que enxergou viés político-eleitoral na greve dos garis encerrada ontem.

Mac Donald afirmou na coluna que conhece a ficha do dirigente Manassés Oliveira, do Siemaco, sindicato dos trabalhadores na limpeza pública, ex-comandante do “Comitê Lealdade” financiado com recursos de caixa 2. “Vemos uma greve política com objetivo de desgastar a administração municipal”, disparou.

Pois bem, Paulo Rossi divulgou esta tarde fotos de quando o então deputado Gustavo Fruet era assíduo frequentador do mesmo “Comitê Lealdade”.

“Ao invés de tentar desqualificar o trabalho de dirigentes que lutam pela classe que representam, o secretário deveria cobrar a empresa que detém a coleta de lixo, a CAVO, importante doadora de recursos em campanhas eleitorais, reconhecimento do trabalho dos garis”, contra-atacou o presidente da UGT.

A seguir, leia a íntegra do direito de resposta:

Prezado amigo e blogueiro Esmael Morais,

No seu respeitado blog desta sexta-feira, o secretário de governo(?) da Prefeitura de Curitiba, Ricardo Mac Donald, na coluna semanal, tenta vincular a greve dos garis, encerrada ontem, quinta-feira, ao fato do companheiro Manassés Oliveira, presidente do Siemaco – Sindicato que representa a categoria, então vereador em 2008, ter participado do “Comitê Lealdade” de apoio à reeleição do prefeito Beto Richa(PSDB).

O mesmo secretário e colunista nas horas vagas tenta fugir das responsabilidades do município em garantir salários e condições dignas de trabalho aos trabalhadores da limpeza urbana da capital paranaense, imputando ao movimento paredista a sua relação com grupos de oposição ao atual prefeito.

Ao invés de tentar desqualificar o trabalho de dirigentes sindicais que lutam pela classe que representam, o p Leia mais

20 de março de 2015
por Esmael Morais
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Coluna do Ricardo Mac Donald: “A greve do lixo em Curitiba”

Ricardo Mac Donald, em sua coluna desta sexta, afirma que  conhece a ficha dos dirigentes do Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação de Curitiba (Siemaco); ele se refere ao presidente da entidade, Manassés Oliveira, ex-comandante do Comitê Lealdade na campanha de reeleição do então prefeito Beto Richa (PSDB), em 2008, financiado com recursos de caixa 2; capitão do time do atual prefeito Gustavo Fruet (PDT) não tem dúvidas: “Vemos uma greve política com objetivo de desgastar a administração municipal”; leia a íntegra do texto.

Ricardo Mac Donald, em sua coluna desta sexta, afirma que conhece a ficha dos dirigentes do Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação de Curitiba (Siemaco); ele se refere ao presidente da entidade, Manassés Oliveira, ex-comandante do Comitê Lealdade na campanha de reeleição do então prefeito Beto Richa (PSDB), em 2008, financiado com recursos de caixa 2; capitão do time do atual prefeito Gustavo Fruet (PDT) não tem dúvidas: “Vemos uma greve política com objetivo de desgastar a administração municipal”; leia a íntegra do texto.

Ricardo Mac Donald* ... 

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18 de março de 2015
por Esmael Morais
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Gomyde não consegue registrar chapa à Federação de Futebol mesmo com apoio de Richa

O governador Beto Richa e o presidente do PCdoB, Ricardo Gomyde, foram derrotados na Federação Paranaense de Futebol pelo cachorrinho poodle Hugo Henrique, que pertence ao senador Álvaro Dias (PSDB). A vitória sobre a dupla foi comemorada ontem com jantar especial para o cãozinho.

O governador Beto Richa e o presidente do PCdoB, Ricardo Gomyde, foram derrotados na Federação Paranaense de Futebol pelo cachorrinho poodle Hugo Henrique, que pertence ao senador Álvaro Dias (PSDB). A vitória sobre a dupla foi comemorada ontem com jantar especial para o cãozinho.

O presidente estadual do PCdoB, Ricardo Gomyde, teve sua chapa indeferida ontem à noite (17) pelo Conselho Eleitoral da Federação Paranaense de Futebol (FPF). Ele não conseguiu reunir as assinaturas necessárias para concorrer na eleição de sábado (21). ... 

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13 de março de 2015
por Esmael Morais
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Ducci: ‘Faltam ideias a Fruet’

fruet_ducci.jpgO deputado federal e ex-prefeito Luciano Ducci (PSB) não gostou da coluna do secretário Municipal de Governo de Curitiba, Ricardo Mac Donald, que nesta sexta (13) apontou o antecessor do prefeito Gustavo Fruet (PDT) como “caloteiro” em “diversas façanhas”.

“Falta certidão negativa do Tribunal de Contas, prefeito [Gustavo Fruet] com baixa popularidade, ruas com buracos, praças com mato, ônibus que pegam fogo, sem manutenção”, analisou o ex-prefeito.

Mac Donald também ironizou a participação de Ducci em programa eleitoral da TV: “se acha no direito de por as manguinhas de fora” [por conta da queda na popularidade de Beto Richa].

A seguir, leia a íntegra da nota de Luciano Ducci: Leia mais

13 de março de 2015
por Esmael Morais
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Coluna do Ricardo Mac Donald: “Que fase, Beto Richa!”

Ricardo Mac Donald*

Desde Ney Braga, portanto há mais de 50 anos, governadores do Paraná tiveram altos e baixos, mas nada perto do que acontece com o atual.

Meses após vencer as eleições no primeiro turno, numa eleição com fortes contendores, Beto Richa vê se desmanchar a simpatia da população à  sua figura, um revés na carreira até aqui vitoriosa, como deputado estadual, prefeito de Curitiba por duas vezes, e governador reeleito.

Os paranaenses tinham absorvido as medidas amargas impostas no final do ano passado, mas nada autorizava que o governo dobrasse a dose. Foi o que rompeu o dique, despejando uma reação nunca vista em terras paranaenses.

A partir daí, foi um nunca acabar de notícias ruins para o governador: as greves se generalizaram; a folgada maioria no Legislativo foi sendo consumida, ao ponto de 19 deputados seguirem orientações contrárias aos interesses do governo; e deu-se marcha ré em todas as propostas, jogando fora o esforço em aprová-las, com direito a passeio de camburão.

Os aprendizes de feiticeiro julgavam que o pacote n.!º 2 seria um passeio!, mas lançaram o governador à s feras, consumindo quase todo o seu capital político em 60 dias de gestão.

Como a desgraça nunca anda desacompanhada, aparece um tarado que tatua o nome Beto Richa para mostrar falsa intimidade com o poder; um cunhado com fortes críticas pessoais ao seu governo na internet; além de ações policiais que terão grande repercussão, como as de Londrina e do Oeste do Paraná, etc.

Até o Luciano Ducci, que não respirava sem a licença do Beto e que deve a ele sua carreira política, se acha no direito de por as manguinhas de fora. Em sua propaganda eleitoral se atribui diversas façanhas (só não conta que não as pagou) e critica a desintegração do transporte metropolitano.

Ora! Todos sabem que a desintegração ocorreu porque o governo do Estado não teve condições de manter o subsídio e o convênio com a Comec, dados ao Luciano em sua tentativa frustrada de reeleição.

E com o fim do convênio, a URBS (em razão de sua competência) só pode administrar o transporte público de Curitiba.

Chutando o balde, como chutou, só demonstra o caráter que possui e confirma o péssimo momento que atravessa o governador. Que fase!

*Ricardo Mac Donald Ghisi é advogado, secretário Municipal de Governo de Curitiba. Escreve à s sextas no Blog do Esmael.

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11 de março de 2015
por Esmael Morais
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De Almeida César para Francischini: achei que estivesse falando de seu chefe, o governador Beto Richa!

O delegado da Polícia Federal, Reinado de Almeida César, ex-secretário de Segurança do Paraná no primeiro mandato do governador Beto Richa (PSDB), escreveu na semana passada um artigo especialmente para o Blog do Esmael, intitulado O Caveirão do Chorume!, sobre o episódio da entrada dos deputados governistas na Assembleia Legislativa dentro de um veículo blindado chamado caveirão!.

O atual secretário, Fernando Francischini, que orquestrou o episódio do caveirão para tentar garantir a votação mesmo com a Assembleia tomada, sentiu-se ofendido e partiu para o! ataque! no Twitter contra Almeida César.

“Escovinha no cabelo e bolsinha Lui Vitton, pode! Pro cara que a maior experiência dele foi carregar a mala do Sarney criticar e fácil! rsrs”, tuitou Francischini na semana passada.

Em resposta, o ex-secretário enviou uma mensagem ao Blog do Esmael com algumas recomendações e comparações que publicamos a seguir. achei que ele estivesse falando de seu chefe, o governador, sabidamente um homem cioso de sua imagem!, fuzilou o delegado Almeida César. Abaixo, leia a íntegra da tréplica.

Como paranaense, fico preocupado.

Alguns requisitos são fundamentais para quem comanda a pasta da Segurança e, por conseguinte, as forças de polícia. O equilíbrio, a temperança e o espírito democrático para saber conviver com a divergência, certamente estão entre eles.

Não quero polemizar com o atual secretário de segurança, Fernando Destito Francischini, que parece não ter entendido o artigo que escrevi sobre a desastrada operação de enfurnar jovens deputadas e experientes deputados num Caveirão.

No artigo, faço até uma certa defesa do secretário, ao lançar dúvida sobre quem teria sido o autor da patética ideia.

Mas, depois, ao ler o texto chulo e destemperado do atual secretário, postado no twitter, fiquei com a certeza que ele tem dificuldades de compreender o vernáculo pátrio e, mais ainda, com línguas faladas no exterior.

Não quero polemizar, mas, vamos à  verdade factual:

1) Quando comecei a ler o texto agressivo e virulento do secretário no twitter, achei que ele estivesse falando de seu chefe, o governador, sabidamente um homem cioso de sua imagem, sempre com o cabelo bem cortado e que cultiva o hábito da elegância no vestir, sempre adornado com roupas, gravatas, cintos, sapatos e relógios das mais caras grifes internacionais, mesmo quando visita rincões de pobreza por este Paraná afora.

2) Trabalhei em várias missões externas, sempre por delegação do Diretor-Geral da PF. Assim, trabalhei no gabinete de segurança da presidência da República (Lula, PT), coo Leia mais

6 de março de 2015
por Esmael Morais
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Duelo entre delegados da Polícia Federal vira baixaria no governo Richa

francischini_richa_ronaldinho.jpgA discussão sobre a Segurança Pública desceu à  cloaca nesta sexta-feira (6) no Paraná. O quiproquó começou hoje cedo, quando o delegado da Polícia Federal Reinaldo de Almeida César, ex-secretário da pasta no primeiro mandato do governador Beto Richa (PSDB), escreveu um artigo especial para o Blog do Esmael criticando o atual titular no cargo, Fernando Francischini, por transportar deputados estaduais dentro de um camburão da PM (clique aqui para ler O Caveirão do Chorume!). ... 

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6 de março de 2015
por Esmael Morais
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Coluna do Reinaldo de Almeida César: “O Caveirão do Chorume”

Reinaldo de Almeida César* (interino)

Tivesse acontecido no Rio, o GLOBO daria em manchete que deputados chegaram no Caveirão. à‰ assim que o veículo é conhecido por lá. Agora, se houve frouxos intestinais em uma de suas excelências na chegada à  Assembleia por aqui, já é outra estória. Ficou para o folclore político nativo.

Não consigo aceitar a tese de que o uso do camburão foi ideia do secretário Francischini.

O secretário é um policial experimentado. Foi tenente da PM, Agente e Delegado da PF. Tem pleno conhecimento que qualquer manual raso, básico mesmo, define as restritas hipóteses de emprego de veículo de transporte de tropas especiais.

O secretário Francischini sabe como poucos manejar as ferramentas do marketing pessoal. Em menos de uma década de vida pública, tornou-se fonte qualificada de jornalistas e até publicou um livro sobre possíveis façanhas de sua carreira policial. Ele é um self made man na política local. Difícil achar no cenário político do Paraná quem tenha melhor senso de oportunidade da notícia.

O uso do Camburāo seria um enorme risco de imagem para o secretário e para os passageiros daquela insensatez.

Deu no que deu. A imagem dos deputados saindo do Camburão ainda custará muito aos nobres parlamentares.

Acho que alguém deve ter vendido a doença para vender o remédio. Pintaram aos ilustres deputados um quadro de terror, o povo ensandecido cortaria cabeças e promoveria empalamentos à  luz do dia, em plena praça.

Por outro lado, se desse tudo certo na viagem do Camburão, os ilustres deputados ficariam devendo favores para todo sempre ao patrono da medida, que, além disso, faturaria na mídia. Beleza. O problema é que tinha tudo para dar errado. E deu. Alguém apontou a alça e a massa de mira para o próprio pé. E, dedo leve, acionou o gatilho.

Só quem é da lide democrática, com militância no movimento estudantil, sindical ou social, sabe que há emoção, dinâmica e evolução em movimentos de massa. O Camburão acirrou os ânimos, jogou gasolina na fogueira.

à‰ sofrível ver as imagens do secretário Francischini tomando um safanão na porta do Camburão. O peso dos anos é cruel para todos nós. O secretário visivelmente fora de forma, trôpego, cambaleante, tentando se livrar, correndo para se esconder atrás do cordão policial, para só então, depois e recomposto, aparecer valente ordenando o caminho aos deputados. Parecia um General Radamés, à s avessas, em versão bufa.

Não foi boa orientação colocar o secretário no plano tático, conduzindo no local uma operação daquela natureza. Melhor seria o secretário ter coordenado o gabinete de crise, próximo ao perímetro, nas cercanias do teatro de operações, recebendo informações, prospectando e avaliando cenários, tomando decisões, aconselhando o governador. Isto é absolutamente imprescindível para preservar a autoridade e manter íntegro o comando.

A presença e proatividade do secretário em hora e local errado teve um custo alto. Experimente colocar “FRANCISCHINI DANà‡OU” no Google ou Youtube. Pode escolher a versão que lhe apetecer, de valsa a funk, passando por um secretário milongueiro, bailando tango.

O secretário sempre sonhou em titularizar a pasta da Segurança. Lutou por isso, da forma como poucos fariam. A temerária operação Camburāo/Caveirão poderia colocar em risco sua permanência no cargo, algo que lhe é tão caro. Afinal de contas, secretário de Segurança, em momentos de crise, é como fusível elétrico. Sacrifica-se para não se perder o todo. Fleury demitiu do cargo de secretário de Segurança, em São Paulo, seu melhor amigo, Pedro Franco de Campos, para se safar do desgaste do Carandiru. àlvaro Dias não teve o mesmo pragmatismo, apiedou-se e manteve Antonio Lopes de Noronha na SESP.

Fleury terminou o governo e se elegeu deputado federal, com grande votação. àlvaro levou mais de uma década para ser novamente vitorioso nas urnas e até hoje, passados trinta anos, o fato ocorrido em seu governo ainda tem recall negativo junto aos professores.

Não consigo, então, conceber ter sido ideia do secretário Francischini esta sandice de colocar deputados no Camburão e tomar a dianteira das ações.

Acho mesmo que alguém, na antevéspera do Carnaval vestiu a fantasia de Erasmo Dias e assim decidiu. São os mistérios insondáveis do governo.

Para saciar nossa curiosidade, algum dia Leia mais

6 de fevereiro de 2015
por Esmael Morais
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Coluna do Ricardo Mac Donald: “2014 !“ o ano que não acabou”

traiano_mac_donald.jpgRicardo Mac Donald* ... 

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22 de dezembro de 2014
por Esmael Morais
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Coluna do Marcelo Araújo: !¿!¡Prefeito Gustavo Fruet, por que te calas!?

fruet_danilo_marcelo.jpgMarcelo Araújo* ... 

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