6 de outubro de 2015
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Coluna do Marcelo Araújo: ‘Área Calma’ humanizada com rodízio ou pedágio urbano?

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Marcelo Araújo*

A partir de 16 de novembro está programado o início da fiscalização eletrônica na ‘Área Calma’ de Curitiba, através de uma dúzia de radares fixos que estão sendo instalados, e mais radares estáticos (com tripés) que podem ser montados em qualquer ponto.

Esse número representa 10% do total de equipamentos instalados na cidade, mas ainda parece não ter ficado claro se serão relocados de outros lugares que não contarão mais com a fiscalização, ou se serão acrescidos aos já existentes. Isso implicaria numa matemática complexa para reajustar o valor pago pela ocupação dos atuais equipamentos, que em vez de nova licitação, se eterniza algo que era para ser momentâneo. Por mais absurdo que pareça, já se falou em desapropriar os equipamentos atuais, lembrando que a obsolescência é o maior fator de desvalorização de dispositivos eletrônicos. Merece esclarecimento!

São Paulo também faz um controle mais efetivo de velocidade no que resolveu chamar de Área 40, que se dá em vários bolsões. Mas, segundo a prefeitura, Curitiba quer ir além do mero controle da velocidade, quer sim humanizar a área.

Humanizar, segundo reportagem da Folha de São Paulo, significa oferecer mais espaço ao ser humano desnudo de um veículo, aumentando áreas de calçadas, pracinhas, etc. Bastariam obras como essas para a velocidade reduzir naturalmente, mas o pulo do gato estaria no desestímulo ao uso do automóvel, que tem um péssimo índice de ocupação de pessoas por veículo, e dessa forma havendo menor número de veículos passaria a ter mais sentido a fiscalização da velocidade.

Aí de duas uma, ou as duas!!! Rodízio ou Pedágio Urbano. E para isso o aparato eletrônico tem uma ferramenta sublime, que é o OCR (Optical Character Recognition), ou leitor ótico de caracteres, que permite ao próprio equipamento ‘ler’ a placa dos veículos sem a necessidade de um ser humano para isso.

São Paulo já controla o rodízio, a circulação de vans para fretamento e veículos pesados exatamente dessa forma. Por coincidência a Lei 12.587/12, conhecida por Lei da Mobilidade Urbana em seu Art. 23, III abre a possibilidade para essa cobrança.

Vê-se que nosso Rei (figura decorativa) tem um primeiro ministro bem perspicaz. Sabemos que na monarquia o Rei é o chefe de Estado, enquanto o premier é o Chefe de Governo (no caso Secretário) e um deles (o ator ou o ventríloco) poderia abrir o jogo da tal humanização proposta. É rodízio ou pedágio urbano?

De multa eu entendo!

*Marcelo Araújo é advogado, presidente da Comissão de Trânsito, Transporte e Mobilidade da OAB/PR. Escreve nas terças-feiras para o Blog do Esmael.

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22 de setembro de 2015
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Coluna do Marcelo Araújo: ‘Área Calma’ em Curitiba, novidade ou engodo?

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Marcelo Araújo*

Hoje não poderia ser outro o assunto: Área Calma de Curitiba. E ao final do texto haverá duas conclusões possíveis: ou nosso prefeito é extremamente inteligente, perspicaz e manipulador ou é um retardado.

Se ele de fato acredita piamente que inventou uma coisa nova ele é retardado, por pensar que está retardando a velocidade. Se ele sabe que não inventou nada e mesmo assim conseguiu uma manchete na Gazetona de sábado com metade da primeira página, mais um artigo na página 2 do mesmo periódico e colocou uma população inteira discutindo a invenção da roda, o cara é esperto.

Vamos analisar friamente: todas as vias do polígono chamado de Área Calma é de vias coletoras ou vias locais, conforme definição do anexo I do Código Brasileiro de Trânsito (CTB) por sua característica de distribuição numa região da cidade. Pelo artigo 61 do CTB, quando não há sinalização regulamentadora de velocidade, nas vias coletoras a velocidade será 40Km/h e nas locais 30Km/h. A via local é aquela destinada apenas ao acesso local ou áreas restritas, como o caso da Rua Monsenhor Celso embaixo do focinho da Gazeta, e que não tem saída para a Pedro Ivo. Portanto, em via Leia mais

15 de setembro de 2015
por admin
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Coluna do Marcelo Araújo: Os três patetas e o ‘Centro Acalmado’

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Marcelo Araújo*

Curitiba parece que é um grande reduto de pessoas ansiosas, nervosas e irritadas, de tanto que se fala em calma, calma, calma.

Nosso prefeito quando não sabe o que fazer ou não tem opinião já inicia sua fala dizendo que tal assunto (qualquer assunto) precisa ser visto com calma, sem pressa, com muita prudência, e chega a confundir o público se é cauteloso ou ‘covardão’.

No trânsito a moda começou com a Via Calma da Avenida Sete de Setembro, que na minha opinião poderia ser Via com Faixas Calmas, vez que na mesma via a canaleta do ônibus tem velocidade superior, o que é fator de risco aos pedestres diante da aproximação distinta dos veículos.

Agora a novidade seria o ‘Centro Acalmado’, que é uma área no centro da cidade (ou um polígono pra ficar mais bonitinho) cujas vias teriam sua velocidade limitada a 30, 40 ou 50Km/h. Não, não significa que haverá vias de 30, outras de 40 e outras de 50 e sim que até agora não se decidira qual dessas velocidades seria implantada no tal polígono.

O legislativo municipal está curioso sobre os critérios e estudos que não chegaram a um consenso, mas que o prefeito pediu encarecidamente que isso ocorresse até o início da Semana Nacional de Trânsito ainda deste ano (18 a 25 de setembro).

Ao que me parece as velocidades de 40 ou 50Km/h sequer são atingidas pela maioria dos motoristas, e as exceções ocorreriam apenas com aqueles que arrancam bruscamente ou que aceleram quando se forma uma ‘clareira’ em meio ao trânsito intenso, pois de outra forma dificilmente a velocidade média de 15Km/h é ultrapassada nessa área.

Da mesma forma seria necessária uma intensa fiscalização em praticamente todas as vias com equipamentos fixos, ou em todas aleatoriamente com radar estático.

De qualquer maneira, é estranha essa indefinição pois a fiscalização de velocidade implica na realização de estudos técnicos prévios nos termos da Resolução 396 do Contran, além da colocação de placas de velocidade máxima quando o veículo adentra por uma transversal, bem como do encaminhamento de tais estudos às JARI e ao Conselho Estadual de T Leia mais

8 de setembro de 2015
por admin
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Coluna do Marcelo Araújo: Uber, a mídia defende o ilícito

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Marcelo Araújo*

O Uber continua rendendo debate. O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) exarou conclusão que o Uber favorece a concorrência entre as ofertas de transporte e com isso o consumidor. Mas o Cade ainda não se manifestou sobre os sacoleiros que trazem produtos importados mais baratos e com isso favorecem a concorrência e os consumidores.

Já a Presidenta Dilma também deu o ar da graça sobre o assunto, reconheceu que prejudica o trabalho dos taxistas mas jogou a conta para os estados e municípios. Muito, mas muito mal informada.

A legislação que define o que é categoria ‘aluguel’ é federal e que considera infração transporte remunerado em veículo particular é federal, a legislação consumeirista é federal, a legislação trabalhista é federal. Ou seja, se os estados e municípios nada fizerem é naturalmente proibido pela legislação federal. Como diria Fred Flintstone: ‘Dilllllmaaaaaa!!!!’

Na Audiência Pública realizada na Câmara Municipal por proposição do Vereador Chico do UBERaba, que combate o aplicativo, o Prefeito saiu da toca pelo pronunciamento do Diretor de Transportes da Urbs, que foi categórico que entende ilegal e que irá fiscalizar e coibir o uso do aplicativo caso venha para Curitiba. Dessa vez devo reconhecer, mandou bem!

Ninguém precisa me falar dos benefícios do Uber, são notórios. Assim como ninguém precisa me falar que os produtos trazidos por sacoleiros do Paraguai ou de Miami são mais baratos, e que sapatos Leboutin e bolsas LV falsê podem fazer as vezes aos olhos menos atentos.

Sendo bem objetivo: somente veículos da categoria aluguel (placa vermelha) podem realizar transporte remunerado, seja de cargas ou passageiros, coletivo ou individual (moto, automóvel, microônibus, ônibus). Quem exerce atividade remunerada de transporte precisa se declarar EAR (exerce atividade remunerada) perante o Detran, e além do exame médico periódico tem a exigência do psicológico, que para os demais é apenas na primeira habilitação. Ao que sei, o Uber não é gratuito.

Se há relação de consumo, contrato de transporte ainda que não escrito, o transportador tem responsabilidade objetiva em garantir o transporte em segurança, significando que é responsável pelo transportado mesmo que não seja culpado por um acidente. Aliás, consumidor reclamara pra quem, Procon ou manda uma carinha de chateado para o Uber?

E caso o veículo tenha seguro, num carro particular cuja seguradora verifique seu uso comercial, possivelmente negaria uma indenização pelo agravamento do risco e ausência de informações. Se o argumento é reserva de mercado, que impede as pessoas de trabalhar, apenas me respondam o que dizer para os que não forem selecionados por ‘feiura’, ‘obesidade’, ‘vestuário’, e até modelo do veícu Leia mais

1 de setembro de 2015
por Esmael Morais
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Coluna do Marcelo Araújo: ‘Ranking’ de multas na Secretaria de Trânsito de Curitiba

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Marcelo Araújo*

Dia desses na Boca Maldita dois senhores travavam um acalorado debate sobre o ‘impeachment’, da presidenta, do governador e até do nosso prefeito. Mas, um deles questionou o que o prefeito havia feito. O outro respondeu: NADA! A prática delitiva comissiva se responde pelo que fez. Na omissiva pelo que não fez. Mas a comissiva por omissão é quando se responde pelo resultado (como se tivesse feito, e não pela mera omissão) por ter o dever de fazer. Pela tese do nosso prefeito, já muito falada, leva vantagem quem não se envolver em escândalos, então melhor é não fazer NADA!

Como todos sabem, fui acusado de difamar a prefeitura pela secretária de trânsito porque teria supostamente dito que haveria cotas de autuações. Jamais falei em cotas ou metas. Aliás, quando se estabelecem cotas ou metas é estabelecido um teto, um limite a ser alcançado, e atingido esse limite não haveria mais necessidade de buscar mais resultado, salvo na teoria da nossa presidenta, que mesmo não tendo meta, quando atingida, irá dobrá-la!

O estímulo à competitividade, sem metas nem cotas, portanto sem limites, tem melhor resultado quando é feito um ranking, uma planilha de resultados. Isso vale para competição esportiva, para emagrecimento, para estudos, etc.

Na época em que fiz o famoso 2º grau no Colégio Bom Jesus havia o ‘listão dos 10 cobras’ que era publicado em cada prova, cada avaliação ou simulado de vestibular e lembro com orgulho de ter me mantido entre os 5 melhores nos três anos do curso. Há até empresas que colocam a foto do funcionário do mês em destaque.

Creio que ficou claro que para obtenção de melhores resultados não é necessário estabelecer cotas ou metas, bastando fazer e divulgar entre os envolvidos o resultado individual, e é isso que passou a ser feito em Curitiba com os agentes. Não significa que não haja infrações para serem autuadas, nem que haja indústria de multas já que há vasta matéria prima.

Isso causa um desconforto entre os agentes e ouso dizer que ficam com a segurança pessoal em risco, especialmente com um prefeito omisso. Semana passada, completou um ano da morte do primeiro agente durante o trabalho. Agora fazem blitzes sem material de proteção nem treinamento.

Usam o radar estático virando verdadeiros alvos. Já falei, não é piada pronta, é tragédia anunciada, aliás, comissivo por omissão. Em São Paulo os agentes da CET não suportaram a pressão e denunciaram o caso, e agora o Ministério Público está apurando como mostra o vídeo abaixo.

De multa eu entendo!

*Marcelo Araújo é advogado, presidente da Comissão de Trânsito, Transporte e Mobilidade da OAB/PR. Escreve nas terças-feiras para o Blog do Esmael.

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25 de agosto de 2015
por Esmael Morais
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Coluna do Marcelo Araújo: Um “Raio X” da Secretaria de Trânsito de Curitiba

Marcelo Araújo*

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Depois de tomar conhecimento da representação criminal que a Secretária de Trânsito fez contra este humilde vivente, achei necessário fazermos um balanço da atual Setran. Quanto à representação citada ela poderia seguir para o arquivamento por diversos motivos. Seguindo o trâmite normal iríamos inicialmente a uma audiência conciliatória, sentar frente a frente.

Bem, se queria me ver bastaria ligar ou mandar um convite, que sob a proteção de São Jorge iria com maior prazer. ‘paifioespirtosantamém!!!’. Vamos ao que interessa:

I – Ninguém falou em cotas, nem existem. O que está havendo é o levantamento diário da quantidade de autuações lavradas pelos agentes, e de forma velada acaba criando um ranking. Com isso as autuações em alguns casos chegaram a triplicar. Basta fazer o levantamento dos agentes que mais autuaram nos últimos dois meses (cujo controle está sendo diário) e comparar com o que eles faziam nos primeiros dois meses do ano;

II – Os agentes estão participando diretamente das blitzes fazendo abordagens, pedindo documentos, absolutamente expostos. Estão fazendo isso sozinhos ou acompanhados pela Guarda Municipal e na Linha Verde pela PRF, com a diferença que estes usam coletes balísticos enquanto os agentes usam colete de algodão da Hering. Não é ilegal o procedimento, mas receberam treinamento específico para isso. Não bastou a morte de um agente baleado e outro recentemente agredido e ameaçado de forma covarde para entender que esse procedimento não é piada pronta, é tragédia anunciada. Sindiurbano, help!!!

III – Se o prefeito anunciar a renovação da frota de viaturas como mais uma obra, tal qual roçada de mato e troca de lâmpadas receba a notícia com cautela, pois o que está ocorrendo de fato é que o contrato da empresa que locava os carros para a Setran venceu na semana passada e de forma orquestrada foi feito um aditivo ao contrato da COTRANS que já atende a Prefeitura, evitando com isso uma licitação. Bem bolado!

IV – Um iPhone 6 custava uma fábula ano passado, uns R$ 6.000,00. Atualmente, mesmo novo, já caiu pela metade, e se for usado menos ainda. Daqui um ano um novo será bem mais barato e o usado baratíssimo. Equipamentos eletrônicos sofrem brutal desvalorização pela obsolescência. Você acharia razoável desapropriar equipamentos eletrônicos com mais de 10 anos de uso, como radares por exemplo? Sem a propriedade intelectual? Só me passou pela cabeça se alguém poderia ter essa ideia maluca…

De multa eu entendo!

*Marcelo Araújo é advogado, presidente da Comissão de Trânsito, Transporte e Mobilidade da OAB/PR. Escreve nas terças-feiras para o Blog do Esmael. Leia mais

18 de agosto de 2015
por Esmael Morais
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Coluna do Marcelo Araújo: Uma conversa franca com o Prefeito

Marcelo Araújo*

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Hoje pretendo ter uma conversa franca com nosso prefeito Gustavo Fruet (PDT) sobre um de seus colaboradores, pois se a comida não está boa não adianta discutir na cozinha, melhor falar com o gerente.

Sua colaboradora responsável pelo trânsito fez uma representação criminal contra mim e a deixou em edital ao lado do relógio-ponto dos agentes. Essa desnecessária exposição poderia se constituir numa forma de intimidação a mim ou aos agentes, alguma forma infantil de demonstração de força, mas acabou expondo a fragilidade e despreparo de sua equipe.

Para que tal documento não vire motivo de chacota vou sugerir que seja retirado dessa exposição ridícula. Explico os motivos:

1 – A crítica ou opinião contrária à atuação estatal é exercício democrático da liberdade de expressão, não consistindo em crime contra a honra. O cidadão tem o direito pleno de fiscalizar a atuação estatal e se opor ao que considerar errado. A crítica a procedimentos públicos inadequados não encerra animus difamandi, ao contrário, se volta para o aperfeiçoamento dos poderes públicos.

2 – Após decisão do STF, declarando a inconstitucionalidade da Lei de Imprensa, não há que se falar, de acordo com a melhor doutrina, em crime contra a honra de Órgão Público. É efetivo que o agente público pode ser vítima de difamação, mas não o Órgão Público referido genericamente. A referência genérica acaba por revelar a crítica à atuação estatal. Além do mais o Executivo Municipal se manifesta em juízo através da Procuradoria do Município, cujo procurador é muito competente mas foi preterido. Também não creio que haja outorga de poderes para falar em nome de toda uma equipe.

3 – Difamação é infração penal de menor potencial ofensivo, de competência do Juizado Especial Criminal, não havendo justificativa para a apuração pela Procuradoria Geral de Justiça, ensejando tão somente a lavratura de termo circunstanciado, notadamente quando o noticiado não possui foro privilegiado. Sou cidadão comum, meu caso seria de delegacia, mas passo a acreditar que a quantidade de candelas do brilho faz algumas pessoas menos iluminadas a me ver maior que sou.

4 – A notitia criminis que objetiva a instauração de investigação por crime contra a honra, deve trazer mínimos elementos probatórios, sob pena de inexistir justa causa para a apuração fática. Em síntese, se existe vídeo ou áudio, tal elemento deve ser apresentado e não apenas referido. A inexistência de dados empíricos mínimos leva ao necessário arquivamento da pretensão.

Não falei em cotas e muito menos fiz referência a qualquer pessoa. A reportagem, no caso concreto, abordou um caso de várias autuações que foram feitas por um dos agentes recentemente reintegrado aos quadros, e que qualquer pessoa perceberia a impropriedade das autuações, basta apurar.

Mas, para afastar qualquer suspeita que os agentes possam estar sofrendo pressões ou sendo vítimas de ‘bullying’ devido ao pequeno número de autuações (como os agentes da CET/SP denunciaram recentemente) basta informar o número de autuações mês a mês de janeiro/15 a julho/15, bem como quais foram os agentes que mais autuaram nos últimos 2 meses, e quantas autuações esses mesmos agentes fizeram no início do ano.

Vereador Professor Gaudino (PSD Leia mais

28 de julho de 2015
por Esmael Morais
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Coluna do Marcelo Araújo: Prefeito, faz um favor? Não faça nada!!!

lutiMarcelo Araújo*

Nosso prefeito sofre duras críticas por fazer uma administração pífia, fraca, sem realizações, omissa. Ele mesmo já admitiu que sua estratégia é apenas não se envolver em escândalos. Depois da notícia que vou comentar hoje, em vez de criticar essa postura estática e seu estado de latência, eu venho aqui pedir, ou melhor implorar, NÃO FAÇA NADA!

Estou chegando a conclusão que é mais seguro para a cidade que o prefeito se preocupe apenas em não responder ações criminais e escândalos, somente ações civis públicas como ele mesmo afirmou no jantar do Instituto dos Advogados, e procure repousar e torcer para que cada minuto não dure mais que 30 segundos. Minha preocupação é que o próximo prefeito gaste muito tempo, e mais dinheiro, desfazendo as (des) obras. Vamos à última.

A tal ciclofaixa da Marechal Floriano foi duramente criticada na campanha eleitoral, e muito ironizada pelo anãozinho filho do Gepetto (Pinóchio), o qual deitou-se nela para dizer que era pequena, estreita. Vamos a um momento mais pretérito, em outubro de 2007  nosso amigo Goura pintava uma ciclofaixa com as próprias mãos na Augusto Stresser em protesto.

Hoje o candidato do anão é prefeito e o Goura está na coordenação de mobilidade da SETRAN. Espero que o convite para integrar o governo (como o Danilo e o Miranda) não tenha sido apenas para adoçar os lábios dos cicloativistas para o beijo da morte.

Pois agora a prefeitura anuncia que vai colocar faixas de estacionamento ao lado direito da ciclofaixa da Marechal cedendo a uma suposta pressão dos comerciantes por vagas de estacionamento. Sim, essa pressão existe porque na condição de Secretário eu estive na região e sei o que se enfrentou para implantar a ciclofaixa. Leia mais

14 de julho de 2015
por Esmael Morais
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Coluna do Marcelo Araújo: Uber – Nosso prefeito vai ficar omisso???

uberMarcelo Araújo*

O prefeito de Curitiba está com uma bela oportunidade de não concorrer ao ‘Troféu Equilibrista’ nem ‘Mister Simpatia’, que é tomar uma posição firme sobre o Uber. Esse é um tema que não admite meio-termo, e estando de um lado estará confrontando o outro. Numa superficial explicação, o Uber é uma plataforma virtual que busca aproximar pessoas interessadas em dispor de seu veículo particular para transportar pessoas que precisam se deslocar.

De um lado a tecnologia, a possibilidade de ter mais veículos disponíveis para o transporte e mobilidade, mais barato que um táxi comum, dentro do conceito de carona solidária e que o estado não deve interferir no transporte privado e setores da imprensa já demonstraram simpatia. De outro os profissionais, taxistas, sujeitos ao regramento do poder público, mais oneroso, com uma frota que por vezes não consegue atender a demanda, com limitações territoriais de embarque fora do município, etc.

Minha opinião técnica: o transporte realizado através do aplicativo não é gratuito, é remunerado, e não se pode realizar transporte remunerado em veículos registrados na categoria particular (placa com fundo cinza), apenas em veículos da categoria ‘aluguel’ (placa vermelha), constituindo-se em infração de trânsito. Leia mais

7 de julho de 2015
por Esmael Morais
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Coluna do Marcelo Araújo: A bike do prefeito com pneus furados

paraciclosMarcelo Araújo*

O gesto do prefeito de Curitiba de ir de bicicleta para assumir a Prefeitura parecia um marco histórico. Os bicicletários públicos, cuja licitação se deu na gestão anterior possibilitou ao prefeito fazer algo que se tornou habitual, que é inaugurar obras e projetos que herdou, nesse caso no primeiro mês do mandato. Ninguém contava é com a famosa ‘mãozinha podre’.

O guerreiro cicloativista Goura Nataraj comemorava então o que seriam espaços de convivência. Hoje, na coordenação de mobilidade da Setran, ele certamente encontra na yoga o equilíbrio para não deixar a desesperança, ou o desespero, tomar conta; mesmo com a falência do projeto em menos de três anos por falta de apoio do poder público, do qual faz parte.

Outra prática que as pessoas estão demorando um pouco para perceber é que o prefeito contabiliza como crédito a ilusão, tal como vender garrafas de ar com devolução do casco.

A ‘faixa preferencial’ de bicicletas na Via Calma é um exemplo. Não existe o conceito de ‘faixa preferencial’. Ou ela é exclusiva e outros veículos não podem utilizá-la ou é uma faixa comum que pode ser compartilhada por todos, e a preferência e proteção decorrem do fato de ser um veículo não motorizado. Leia mais

16 de junho de 2015
por Esmael Morais
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Coluna do Marcelo Araújo: “Gestão Fruet é marcada pela omissão”

omissaoMarcelo Araújo*

Na minha coluna publicada em 19/05 aqui no Blog do Esmael tratei da invasão de área por parte da Polícia Rodoviária Federal que interferiu no trânsito da Avenida Batel para acompanhar uma carreata de bólidos esportivos, e a apatia e inércia do prefeito.

Alguns leitores entenderam que eu estaria tratando de um assunto irrelevante.

Na inspeção do Grupo de Controle da Atividade Policial do Ministério Público Federal realizado nesta segunda-feira (15) que acompanhamos, o assunto foi por mim levantado, e foi reconhecida a impropriedade do procedimento, ao ponto de ser instaurada sindicância para apurar a responsabilidade de quem autorizou indevidamente a intervenção viária numa via não rodoviária. Nenhuma palavra da prefeitura, apenas sua postura contemplativa!

Na madrugada desta terça-feira, como diria o repórter Sandro Dalpícolo, o ‘frio aumentou’, devido à queda acentuada da temperatura, prelúdio do inverno que se aproxima. Esperamos sinceramente que o prefeito tenha perdido o mal hábito de tirar os agasalhos e cobertores dos moradores de rua. Leia mais

9 de junho de 2015
por Esmael Morais
14 Comentários

Coluna do Marcelo Araújo: “Fruet e o discurso bumerangue”

bumerangMarcelo Araújo*

Muitos leitores têm a impressão que sou muito rigoroso com nosso querido prefeito nos meus comentários, e que eu teria alguma inimizade com ele. Muito pelo contrário, o conheço desde os tempos da faculdade na UFPR e já fui seu eleitor. Mas devo admitir que aprendi com ele que por uma eleição ele faz qualquer coisa, diz qualquer coisa, não respeita amigos.

Gosto dele como pessoa e creio na sua honestidade, mas como chefe de Poder Executivo (de qualquer esfera) ele não é digno de confiança. Ele também ensinou como ser rigoroso com os outros, e no caso do seu antecessor qualificou-o de omisso, incompetente, estagnado, etc. Parece até que ele colocou tudo discurso num bumerangue e o lançou, e o objeto voltou e escalpelou seu couro… (des)cabeludo!

Vamos a dois exemplos que podem ser rememorados. Leia mais

21 de abril de 2015
por Esmael Morais
30 Comentários

Coluna do Marcelo Araújo: “Transporte metropolitano só voltará ser integrado com renúncia do prefeito Fruet”

marcelo_rit_ratinho_fruetMarcelo Araújo* ... 

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14 de abril de 2015
por Esmael Morais
14 Comentários

Coluna do Marcelo Araújo: “Na ‘Prefs’ de Guga não falta capivara nem circo”

Marcelo_Prefs_Fruet
Marcelo Araújo* ... 

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2 de fevereiro de 2015
por Esmael Morais
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Coluna do Marcelo Araújo: Para começar bem o ano

marau.jpgMarcelo Araújo* ... 

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26 de agosto de 2014
por Esmael Morais
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Em nota oficial, Pango contesta coluna de Marcelo Araújo

Recebemos uma nota da! empresa Pango Mobile Parking contestando a coluna de Marcelo Araújo publicada na última segunda feira. Publicamos seu inteiro teor a seguir:

Nota Oficial

A Pango Mobile Parking informa que as afirmações publicadas no blog do Esmael Morais, na coluna do advogado Marcelo Araújo, nesta última segunda-feira (25), não retratam a veracidade dos fatos e os reais objetivos do teste da solução de pagamento eletrônico de estacionamento rotativo Pango Mobile Parking.

A Pango Mobile Parking é uma empresa multinacional privada, presente em mais de 50 cidades do mundo, e utiliza verba própria para a realização dos testes e procedimentos operacionais nos locais de interesse, não constando em seu escopo de atuação ou estratégica a busca por investidores para alavancar suas operações. A Pango Mobile Parking também não compactua e jamais se alinharia a uma operação direcionada ou ao chamado balcão de negócios, conforme o colunista afirma.

A Secretaria Municipal de Trânsito (Setran) está desenvolvendo um projeto de modernização do sistema de controle do estacionamento regulamentado, respaldado por portaria divulgada em Diário Oficial !“ onde convida empresas a apresentar suas tecnologias !“, e ainda por uma comissão avaliadora multidisciplinar de técnicos do executivo municipal e diversos acadêmicos das renomadas Universidade Federal do Paraná e Universidade Positivo.

Com relação à s acusações de utilização do mobiliário urbano, as placas acopladas à  sinalização do EstaR, são apenas para indicar que as vagas fazem parte do teste regulamentado pela administração municipal. Vale ressaltar, ainda, que a realização do referido teste não onera em nada ao município e os usuários, que estão tendo a oportunidade de conhecer uma das melhores tecnologias desenvolvidas e utilizadas há quase uma década em importantes cidades do mundo.

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23 de junho de 2014
por Esmael Morais
Comentários desativados em Coluna do Marcelo Araújo: Faixa exclusiva de ônibus e mágoas

Coluna do Marcelo Araújo: Faixa exclusiva de ônibus e mágoas

Marcelo Araújo, em sua coluna nesta segunda, ironiza o colega das sextas ao afirmar que o secretário Ricardo Mac Donald se magoa fácil!; especialista em trânsito e multa diz que há confusão na Prefeitura de Curitiba entre definição de faixa e via; colunista também

Marcelo Araújo, em sua coluna nesta segunda, ironiza o colega das sextas ao afirmar que o secretário Ricardo Mac Donald se magoa fácil!; especialista em trânsito e multa diz que há confusão na Prefeitura de Curitiba entre definição de faixa e via; colunista também “tira uma onda” sobre a profusão de cores nas pinturas das sinalizações horizontais nas cidades, entre as quais a azul no Rio: Tim? Empresa aérea? Smurfs?!; em Curitiba destacam-se as cores amarela, verde e branca; Nada a ver com a Copa!, garante; leia o texto e compartilhe.

Marcelo Araújo* ... 

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17 de março de 2014
por Esmael Morais
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Coluna do Marcelo Araújo: “Acorda, prefeito Gustavo Fruet”

Marcelo Araújo, em sua coluna nesta segunda, pede para o prefeito de Curitiba "acordar" no que diz respeito ao estacionamento de bicicletas de entrega; 3!º lugar no SESC Triathlon, deste domingo, o colunista também observou a sinalização em Matinhos, no Litoral; segundo ele, o prefeito Eduardo Dalmora merece "aplausos" pela implantação de estacionamento na perpendicular ao meio-fio, no entanto, criticou a prefeitura pela sinalização de estacionamento de "táxi"; "Placa esta que não existe desde 197, e que desde então deve ser usada a placa com a letra

Marcelo Araújo, em sua coluna nesta segunda, pede para o prefeito de Curitiba “acordar” no que diz respeito ao estacionamento de bicicletas de entrega; 3!º lugar no SESC Triathlon, deste domingo, o colunista também observou a sinalização em Matinhos, no Litoral; segundo ele, o prefeito Eduardo Dalmora merece “aplausos” pela implantação de estacionamento na perpendicular ao meio-fio, no entanto, criticou a prefeitura pela sinalização de estacionamento de “táxi”; “Placa esta que não existe desde 197, e que desde então deve ser usada a placa com a letra “E””, ensina o especialista em multas; leia o texto.

Marcelo Araújo* ... 

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10 de março de 2014
por Esmael Morais
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Coluna do Marcelo Araújo: Lobby na Prefeitura de Curitiba e indústria da multa na Linha Verde

Marcelo Araújo, em sua coluna desta segunda, suspeita de lobby dos secretários municipais Ricardo Mac Donald e Fernando Klein, da Prefeitura de Curitiba, a favor dos transportadores de carga; colunista, que é especialista em multa e trânsito, estranha que, repentinamente, de mil multas diárias a veículos pesados cessaram-se reclamações na Linha Verde; ele ainda questiona ainda a existência da indústria da multa na capital: os radares estão certos ou errados? Estão ligados ou desligados? E as pessoas que foram indevidamente multadas, como ficam?!; leia o texto.

Marcelo Araújo, em sua coluna desta segunda, suspeita de lobby dos secretários municipais Ricardo Mac Donald e Fernando Klein, da Prefeitura de Curitiba, a favor dos transportadores de carga; colunista, que é especialista em multa e trânsito, estranha que, repentinamente, de mil multas diárias a veículos pesados cessaram-se reclamações na Linha Verde; ele ainda questiona ainda a existência da indústria da multa na capital: os radares estão certos ou errados? Estão ligados ou desligados? E as pessoas que foram indevidamente multadas, como ficam?!; leia o texto.

Marcelo Araújo* ... 

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3 de março de 2014
por Esmael Morais
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Coluna do Marcelo Araújo: “As bravatas e o continuísmo do ‘xerife’ Fruet”

Advogado Marcelo Araújo, em sua coluna desta segunda-feira de Carnaval, ironiza o prefeito Gustavo Fruet que, no auge da greve dos ônibus, ameaçou prender sindicalistas e empresários pela prática de locaute!; Falou e tomou Doril, sumiu. Coube à  vice-prefeita, Mirian Gonçalves, assumir as negociações e pôr fim à  greve dos ônibus!, registrou o especialista em multas; colunista também observa que Fruet realiza uma gestão de continuidade quando o assunto é trânsito e multas eletrônicas: Se continua a ocupação dos equipamentos da Consilux é porque a solução encontrada na gestão anterior !” do prefeito Luciano Ducci !” foi correta e assim parece que vai continuar!, espinafra; leia o texto.

Advogado Marcelo Araújo, em sua coluna desta segunda-feira de Carnaval, ironiza o prefeito Gustavo Fruet que, no auge da greve dos ônibus, ameaçou prender sindicalistas e empresários pela prática de locaute!; Falou e tomou Doril, sumiu. Coube à  vice-prefeita, Mirian Gonçalves, assumir as negociações e pôr fim à  greve dos ônibus!, registrou o especialista em multas; colunista também observa que Fruet realiza uma gestão de continuidade quando o assunto é trânsito e multas eletrônicas: Se continua a ocupação dos equipamentos da Consilux é porque a solução encontrada na gestão anterior !” do prefeito Luciano Ducci !” foi correta e assim parece que vai continuar!, espinafra; leia o texto.

Marcelo Araújo* ... 

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