18 de setembro de 2015
por admin
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Na contramão do país, vereadores de Palmeira (PR) podem reajustar os próprios salários; justo ou injusto?

palmeiraEsse é o tipo de notícia que causa revolta em bastante gente, mas não em todos. Os vereadores de Palmeira podem reajustar os próprios salários. Virou tendência nacional defender a diminuição dos salários dos políticos. Muitos defendem que os políticos sequer deveriam receber salários. Os mais radicais acham que eles nem deveriam existir.

Só que por trás da criminalização da política, da noção de que nenhum político presta, existe uma sofisticada estratégia de concentração do poder político. Pois, na medida que as pessoas conscientes enxergam a atividade política como algo sujo, criminoso, cada vez menos essas pessoas vão participar da vida política, sobrando mais espaço para a verdadeira bandidagem.

Vamos tomar um exemplo. Os deputados estaduais recebem cerca de R$ 26 mil por mês, parece muito, não é? O confisco da previdência aprovado pela maioria dos parlamentares (31 contra 20), em 29 de abril, foi de R$ 8 bilhões. O que custa mais caro?

Voltando a Palmeira, pequeno município com 32 mil habitantes na região dos Campos Gerais; os vereadores podem reajustar os próprios salários para R$ 5.500,00, assim como o do presidente da Câmara para R$ 7.900,00, o do prefeito para R$ 17 mil, para o vice-prefeito R$ 8.500,00 e para os secretários municipais R$ 6.140,00.

15 de Abril de 2015
por esmael
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Prisão de Vaccari criminaliza o PT e todos os partidos políticos do país

alckmin_vaccari_aecioDiferente do que imagina o mais desavisado, a prisão de João Vaccari Neto, tesoureiro nacional do PT, na manhã desta quarta (15), não é apenas mais um capítulo da luta contra o partido de Lula e da presidenta Dilma. Pelo contrário. Trata-se de mais um passo rumo à criminalização da política como um todo. Em perspectiva, atinge todas as legendas de todos os matizes ideológicas. Leia mais

4 de Abril de 2014
por esmael
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Coluna do Ricardo Mac Donald: “Procura-se prefeito”

Ricardo Mac Donald, em sua coluna desta sexta-feira, na terceira parte da série "A difícil arte de governar" aborda a dificuldade que municípios têm para encontrar candidatos a prefeito nas eleições; Pensava eu que poderia ser algum pacto das elites da cidade!, confessa, para logo em seguida cai na realidade citando o caso da renúncia do prefeito de São Jorge do Oeste, no Paraná, Lori Gaio, do PV, declarando incapacidade de enfrentar a burocracia e a desilusão com a limitação imposta a suas ações; segundo o capitão do prefeito Gustavo Fruet (PDT), os burocratas e gestores têm medo decidir e, logo depois, responder com seu patrimônio; A Sanepar, no passado, chegou a instituir um seguro para garantir assistência jurídica aos seus diretores em ações que viessem a responder!, relata o colunista; leia o texto.

Ricardo Mac Donald, em sua coluna desta sexta-feira, na terceira parte da série “A difícil arte de governar” aborda a dificuldade que municípios têm para encontrar candidatos a prefeito nas eleições; Pensava eu que poderia ser algum pacto das elites da cidade!, confessa, para logo em seguida cai na realidade citando o caso da renúncia do prefeito de São Jorge do Oeste, no Paraná, Lori Gaio, do PV, declarando incapacidade de enfrentar a burocracia e a desilusão com a limitação imposta a suas ações; segundo o capitão do prefeito Gustavo Fruet (PDT), os burocratas e gestores têm medo decidir e, logo depois, responder com seu patrimônio; A Sanepar, no passado, chegou a instituir um seguro para garantir assistência jurídica aos seus diretores em ações que viessem a responder!, relata o colunista; leia o texto.

Ricardo Mac Donald*

A burocracia conspira para retardar todas as ações dos poderes constituídos. O emaranhado de normas foi estudado no nascedouro, em Portugal, pelo professor Pedro Cesar Fonseca, ex-reitor da UFRS e pesquisador da FINEP, que detectou um estranho fenômeno: em várias cidades não há nenhum candidato a prefeito. Ninguém mais quer assumir esse ônus, pois, se o Executivo não age responde por omissão, se age vem o batalhão dos observantes! a questionar seus atos. Leia mais