21 de outubro de 2015
por admin
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Coluna do Rafael Greca: Curitiba sem botão de socorro

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Rafael Greca*

Na noite da última sexta, 16, ferviam os bares e fervilhavam as ruas do Batel. As calçadas da Vicente Machado, Carlos de Carvalho e praça da Espanha estavam em superlotação. Noite amena, 18º C, sem chuva. No ar, a doce expectativa da paixão, para muitos jovens a única diversão possível na crônica falta de um lazer orientador.

Olhando pela janela, o bairro parecia vivo, alto astral, ponto de encontro gerador de ânimo, anima e renda, um local por certo merecedor de atenção e que deveria estar cercado de cuidados e muito bem protegido, como deve acontecer em pontos de concentração.

Contudo, no começo da madrugada sobreveio a tragédia: um aziago tiroteio.

Na ex-alameda Taunay, entre a Vicente Machado e a Carlos de Carvalho, tombou Mateus Godoy Bueno, de apenas 16 anos, alvejado por 4 tiros. Foi supostamente executado por traficantes.

O jovem chacinado tombou embaixo de um outdoor com uma foto da “Tour Eiffel” de Paris, cena que nos remeteu às viagens internacionais do nosso governador Beto Richa, fora do Paraná há 10 dias.

Apenas a mãe chorou pela vida abreviada do filho assassinado. Triste. Outros dois jovens, personagem do mesmo trágico acerto de contas, foram recolhidos ao Evangélico, com gravíssimos ferimentos. Lamentável.

A sensação de insegurança não impera apenas no cobiçado Batel. A insegurança pública está generalizada, distribuindo o horror e a dor também em outros pontos de Curitiba.

Como no Tarumã, onde outro jovem, Dionatan Henrique Peruzzo, de 19 anos, tombou morto a tiros, ao amanhecer de sábado, na saída da balada country Victória Villa.

Como no Sambaqui, entre o Bairro Novo e Vila Osternack, onde o taxista William Felipe Cardoso, de 23 anos e apenas três meses na praça tombou esfaqueado nas costas, no pescoço e no abdômen, no último domingo.

Estamos vivendo dentro uma série de terror?

A Polícia, ou o que sobrou da Polícia, apareceu apenas para fazer o B.O…

Digo “o que sobrou da Polícia”, porque sabemos que o Paraná tem o 2º menor número de PMs por Habitante no Brasil: 1 PM para cada 630 paranaenses — abaixo da média nacional de 1 PM para cada 473 habitantes.

No Brasil, o Paraná está em penúltimo lugar no número de efetivo policial por h Leia mais

23 de junho de 2015
por Esmael Morais
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Coluna do Marcelo Araújo: “Curitiba e as Bicicletas”

bicicletasMarcelo Araújo*

Alguns leitores assíduos têm me cobrado em seus comentários um artigo sobre ciclistas. Sinto-me qualificado para falar do assunto, pois passei minha infância e adolescência na Vila Hauer (Bairro Hauer desde 1975) e comecei a pedalar nas ruas desde os 8 anos de idade, quando saía escondido de casa com minha Caloi Berlinetta só para descer pela passarela da Marechal Floriano.

Treinava equilíbrio atravessando feiras livres com a bike sem colocar os pés no chão, até que um dia quase fui linchado. Até hoje, 38 anos depois, continuo adepto da bicicleta para deslocamentos, e pratico triathlon desde os 19 anos.

O Código de Trânsito estabelece um princípio de proteção dos veículos de maior porte sobre os de menor porte, os motorizados sobre os não motorizados, e todos em relação ao pedestre.

Em Curitiba, a Setran está lançando um programa para proteger os ciclistas, punindo motoristas que cometam infrações relacionadas ao trânsito de bicicletas, mas não podemos esquecer que os ciclistas cometem diversas infrações, e por vezes são causadores dos acidentes nos quais as vítimas graves ou fatais são os próprios ciclistas, mas não há meios de punir com multas. Leia mais

5 de maio de 2015
por Esmael Morais
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Coluna do Marcelo Araújo: “Maio, mês das ‘Mães Curitibanas’ de outrora”

marcelo_gestante

Marcelo Araújo*

As Leis 10.098/2000 e 10.741/2003, bem como as Resoluções 302, 303 e 304 do Conselho Nacional de Trânsito estabelecem e regulamentam a destinação de vagas para deficientes e pessoas com mobilidade reduzida e também para idosos, nos percentuais de 2% e 5% das vagas disponíveis, respectivamente.

Apesar da infração pelo estacionamento irregular em tais vagas ser considerada de natureza leve, no mesmo enquadramento de quem não coloca cartão de estacionamento, a sociedade passou a tratar tais vagas como sagradas e quem as utiliza indevidamente passou a ser demonizado. Leia mais

20 de março de 2015
por Esmael Morais
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Paulo Rossi: “O prefeito Fruet também frequentava o ‘Comitê Lealdade'”

O fantasma do “Comitê Lealdade” formado por dissidentes do PRTB, em 2008, para apoiar a reeleição do então prefeito Beto Richa (PSDB), voltou neste início de outono a assombrar os políticos curitibanos.

O presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Paulo Rossi, nesta sexta, pediu direito de respostas em cima da coluna do secretário Municipal de Governo, Ricardo Mac Donald, que enxergou viés político-eleitoral na greve dos garis encerrada ontem.

Mac Donald afirmou na coluna que conhece a ficha do dirigente Manassés Oliveira, do Siemaco, sindicato dos trabalhadores na limpeza pública, ex-comandante do “Comitê Lealdade” financiado com recursos de caixa 2. “Vemos uma greve política com objetivo de desgastar a administração municipal”, disparou.

Pois bem, Paulo Rossi divulgou esta tarde fotos de quando o então deputado Gustavo Fruet era assíduo frequentador do mesmo “Comitê Lealdade”.

“Ao invés de tentar desqualificar o trabalho de dirigentes que lutam pela classe que representam, o secretário deveria cobrar a empresa que detém a coleta de lixo, a CAVO, importante doadora de recursos em campanhas eleitorais, reconhecimento do trabalho dos garis”, contra-atacou o presidente da UGT.

A seguir, leia a íntegra do direito de resposta:

Prezado amigo e blogueiro Esmael Morais,

No seu respeitado blog desta sexta-feira, o secretário de governo(?) da Prefeitura de Curitiba, Ricardo Mac Donald, na coluna semanal, tenta vincular a greve dos garis, encerrada ontem, quinta-feira, ao fato do companheiro Manassés Oliveira, presidente do Siemaco – Sindicato que representa a categoria, então vereador em 2008, ter participado do “Comitê Lealdade” de apoio à reeleição do prefeito Beto Richa(PSDB).

O mesmo secretário e colunista nas horas vagas tenta fugir das responsabilidades do município em garantir salários e condições dignas de trabalho aos trabalhadores da limpeza urbana da capital paranaense, imputando ao movimento paredista a sua relação com grupos de oposição ao atual prefeito.

Ao invés de tentar desqualificar o trabalho de dirigentes sindicais que lutam pela classe que representam, o p Leia mais

14 de novembro de 2014
por Esmael Morais
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Fundação Cultural responde manifesto dos artistas de Curitiba

Moinho Rebouças 5

A Fundação Cultural de Curitiba (FCC) publicou na noite de ontem (13) uma resposta ao Manifesto Acorda Cultura Curitiba! elaborado e assinado por artistas, trabalhadores e militantes da cultura e das artes da capital. A resposta foi rápida e veio menos de 24 horas depois da publicação do manifesto.

O texto publicado pela FCC tenta desqualificar os interlocutores e diz não reconhecer a legitimidade da publicação!, pois o manifesto seria um conjunto de informações falsas e desencontradas. Mesmo assim, após a introdução, a FCC! tenta! responder a maioria os questionamentos feitos pelos artistas.

Pela manhã de hoje, mais de 930 pessoas já haviam aderido ao manifesto. Conferindo os assinantes é possível encontrar nomes conhecidos e respeitados das artes e da militância política local. Os organizadores do manifesto fixaram por objetivo inicial obter uma audiência com o prefeito Gustavo Fruet (PDT). Resta acompanhar e conferir as dimensões que o movimento virá a tomar.

Leia a seguir a resposta da Fundação Cultural de Curitiba: Leia mais

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