13 de março de 2015
por Esmael Morais
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Coluna do Ricardo Mac Donald: “Que fase, Beto Richa!”

Ricardo Mac Donald*

Desde Ney Braga, portanto há mais de 50 anos, governadores do Paraná tiveram altos e baixos, mas nada perto do que acontece com o atual.

Meses após vencer as eleições no primeiro turno, numa eleição com fortes contendores, Beto Richa vê se desmanchar a simpatia da população à  sua figura, um revés na carreira até aqui vitoriosa, como deputado estadual, prefeito de Curitiba por duas vezes, e governador reeleito.

Os paranaenses tinham absorvido as medidas amargas impostas no final do ano passado, mas nada autorizava que o governo dobrasse a dose. Foi o que rompeu o dique, despejando uma reação nunca vista em terras paranaenses.

A partir daí, foi um nunca acabar de notícias ruins para o governador: as greves se generalizaram; a folgada maioria no Legislativo foi sendo consumida, ao ponto de 19 deputados seguirem orientações contrárias aos interesses do governo; e deu-se marcha ré em todas as propostas, jogando fora o esforço em aprová-las, com direito a passeio de camburão.

Os aprendizes de feiticeiro julgavam que o pacote n.!º 2 seria um passeio!, mas lançaram o governador à s feras, consumindo quase todo o seu capital político em 60 dias de gestão.

Como a desgraça nunca anda desacompanhada, aparece um tarado que tatua o nome Beto Richa para mostrar falsa intimidade com o poder; um cunhado com fortes críticas pessoais ao seu governo na internet; além de ações policiais que terão grande repercussão, como as de Londrina e do Oeste do Paraná, etc.

Até o Luciano Ducci, que não respirava sem a licença do Beto e que deve a ele sua carreira política, se acha no direito de por as manguinhas de fora. Em sua propaganda eleitoral se atribui diversas façanhas (só não conta que não as pagou) e critica a desintegração do transporte metropolitano.

Ora! Todos sabem que a desintegração ocorreu porque o governo do Estado não teve condições de manter o subsídio e o convênio com a Comec, dados ao Luciano em sua tentativa frustrada de reeleição.

E com o fim do convênio, a URBS (em razão de sua competência) só pode administrar o transporte público de Curitiba.

Chutando o balde, como chutou, só demonstra o caráter que possui e confirma o péssimo momento que atravessa o governador. Que fase!

*Ricardo Mac Donald Ghisi é advogado, secretário Municipal de Governo de Curitiba. Escreve à s sextas no Blog do Esmael.

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