Por 25 votos a 14, Assembleia rejeita convite para denunciante de desvios na Educação do Paraná

“Bancada do Camburão” derruba sessão para não convocar denunciante de roubo na educação do PR

Polícia Federal deverá investigar corrupção na educação do Paraná

Garganta Profunda de Londrina: ‘Corrupção na Educação do Paraná vai para o televisivo Fantástico’

Demitido da Educação, privatizador continua ‘mamando’ na Copel

Os secretários Mauro Ricardo (Fazenda) e Pepe Richa (Infraestrutura) tem algo em comum com Fernando Xavier (ex-Educação): os três mamam nas tetas da Copel, cada um, R$ 7,3 mil por mês para fazer quase nada.
Os secretários Mauro Ricardo (Fazenda) e Pepe Richa (Infraestrutura) tem algo em comum com Fernando Xavier (ex-Educação): os três mamam nas tetas da Copel, cada um, R$ 7,3 mil por mês para fazer quase nada.
O ex-secretário da Educação, Fernando Xavier Ferreira, demitido após dois meses no cargo por “insuficiência técnica”, continua na presidência do Conselho de Administração da Copel (Companhia Paranaense de Energia).

A estatal de energia está próxima do fim, pois há clara intenção do governo Beto Richa (PSDB) de vender os ativos (privatizar) conforme relato do secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, posteriormente minimizada pelo Palácio Iguaçu.

Pois bem, Xavier continua “mamando” R$ 7,3 mil mensais de jetons na Copel mesmo depois de demitido da Educação. O valor é superior à média salarial dos professores, que também é inferior ao auxílio-moradia, de R$ 4,7 mil, pagos aos juízes e desembargadores.

O ex-secretário foi presidente da Telefônica, que incorporou a antiga Telesp e Telepar, com a privatização do sistema Telebrás no governo Fernando Henrique Cardoso. A Telefônica utiliza hoje a marca Vivo.

Quem também tem uma teta no conselho da Copel são os secretários da Fazenda e o titular da Secretaria de Infraestrutura, José Richa Filho, o Pepe, irmão do governador. O secretariado de Richa utiliza os conselhos de estatais para turbinar o salário, que é de R$ 23,6 mil por mês.

A farra dos supersalários no governo Beto Richa foi registrada ontem (20) aqui no Blog do Esmael. Portanto, chega-se à triste conclusão: aos comissionados e membros do primeiro escalão, tudo; aos servidores e professores que lutam pela reposição inflacionária de 8,17%, nada.

Em meio à greve de professores, suspeita de corrupção derruba cúpula da Secretaria da Educação no Paraná

Jaime Sunye, que denunciou suposto esquema na Educação envolvendo mais um amigo do governador, levou "xeque-mate" de Beto Richa que o demitiu da superintendência da SUDE; Maurício Fanini, parceiro de partida de tênis no Graciosa Country Club, também foi defenestrado da presidência da Fundepar; malfeito teria ainda a participação de fiscais da Paraná Educação; os três órgãos têm em comum o vínculo com a Secretaria de Estado da Educação (SEED); exonerações teriam ocorrido de forma sumária numa “operação abafa” do Palácio Iguaçu nas vésperas da assembleia geral da APP-Sindicato, na terça-feira (9), que vai decidir ou não pelo fim da greve dos educadores.
Jaime Sunye, que denunciou suposto esquema na Educação envolvendo mais um amigo do governador, levou “xeque-mate” de Beto Richa que o demitiu da superintendência da SUDE; Maurício Fanini, parceiro de partida de tênis no Graciosa Country Club, também foi defenestrado da presidência da Fundepar; malfeito teria ainda a participação de fiscais da Paraná Educação; os três órgãos têm em comum o vínculo com a Secretaria de Estado da Educação (SEED); exonerações teriam ocorrido de forma sumária numa “operação abafa” do Palácio Iguaçu nas vésperas da assembleia geral da APP-Sindicato, na terça-feira (9), que vai decidir ou não pelo fim da greve dos educadores.
O governador Beto Richa (PSDB) exonerou na quarta-feira (3) seu amigo Maurício Jandoi fanini Antonio da presidência do Instituto de Desenvolvimento Educacional (Fundepar), autarquia recriada sem muito alarde no início de 2015. Antes, porém, o moço ocupara a diretoria de Engenharia, Projetos e Planejamento da SUDE (Superintendência de Desenvolvimento Educacional).

O decreto nº 1602 que demite o colaborador e amigo do tucano será publicado no Diário Oficial do Estado nº 9466, desta segunda-feira, dia 8 de junho, véspera da assembleia geral dos professores e funcionários de escola em greve que lutam pela reposição de 8,17% na data-base.

A SUDE e a Fundepar são órgãos vinculados diretamente à Secretaria de Estado da Educação (SEED), que tem como tarefa zelar pelo bom funcionamento da infraestrutura nas 2,1 mil escolas da rede pública estadual. Pois bem, é aí que a porca começa torcer o rabo.

O demitido é suspeito de cometer desvios de recursos que seriam destinados à construção e reforma de escolas. Na lista de sacanagens estaria o pagamento a empreiteira de obras que nunca existiram. Segundo uma fonte do Palácio Iguaçu, o “valor” ainda está sendo periciado. O esquema também teria a participação de fiscais de uma terceira autarquia ligada à SEED, a Paraná Educação, que acabou incorporando as funções da extinta Secretaria de Obras (SEOP).

Maurício Fanini é amigo e parceiro de partida de tênis do governador no Graciosa Country Club. Ele foi diretor de Pavimentação na Prefeitura de Curitiba quando Beto Richa era secretário de Obras, na gestão de Cássio Tanighuchi (DEM), de quem o tucano fora vice-prefeito, o início dos anos 2000.

Bem relacionado com o governador, o ex-diretor da SUDE e ex-presidente da Fundepar também tinha uma boquinha de conselheiro de administração na Sanepar (Companhia de Saneamento do Paraná). Em 2013, Fanini relatou em reunião da empresa aluguel de salas comerciais, no valor de R$ 14 milhões, em favor de um dos doadores na campanha do amigo na eleição de 2010.

Nessa intrincada história quem também levou “xeque-mate” foi o superintendente da SUDE, o enxadrista Jaime Sunye, que denunciou o esquema do amigo do governador a seus superiores. A exoneração do denunciante aparecerá no decreto nº 1601, que também será publicado no Diário Oficial desta segunda-feira.

Mas que diabo tem Sunye como amigo do governador Beto Richa? Nada. Foi o autor das denúncias das supostas estripulias de Fanini.

“Eu descobri alguns equívocos e os levei aos meus superiores”, confirmou ao Blog do Esmael o ex-superintendente Jaime Sunye sem dar detalhes do processo administrativo interno na SEED. “Houve desvio de conduta”, sentenciou.

O enredo é recheado de “coincidências”, de acordo com a fonte palaciana. Primeiro, o ex-superintendente da SUDE levou o caso ao então secretário da Educação, Fernando Xavier, que foi demitido; depois, recorreu ao Procurador-Geral do Estado, Ubirajara Ayres Gasparin, que também foi defenestrado do cargo.

Sem respostas concretas à denúncia que fez, Jaime Sunye foi à secretária interina da Educação, Ana Seres Comin, que levou o caso ao governador Beto Richa. Para surpresa geral, o denunciante e o denunciado foram colocados dentro do mesmo saco e atirados ao mar.

Seria a solução encontrada por Beto Richa para encobrir mais um escândalo, às vésperas da assembleia dos educadores em greve?

PSD orienta Sciarra a deixar “urgentemente” o governo Beto Richa

psd_psdbIntegrantes da direção estadual do PSD sugeriram ao chefe da Casa Civil, Eduardo Sciarra, que entregue o cargo ao governador Beto Richa (PSDB). Os correligionários do pessedista temem que ele seja o próximo alvo de campanha de fritura, por causa do massacre dos professores, que levaram à demissão de Fernando Francischini (Segurança), Fernando Xavier (Educação) e César Kogut (PM).

Na Assembleia Legislativa, os dois principais deputados do partido — Chico Brasileiro e Ney Leprevost — já perfilam ao lado da oposição desde o início da legislatura em fevereiro. A bancada do PSD tem três parlamentares.

Nas redes sociais e no Centro Cívico, o chefe da Casa Civil já é “carinhosamente” chamado de Eduardo “Mete Bomba” Sciarra — em alusão à denúncia do deputado Tadeu Veneri (PT), líder da oposição, que da tribuna da Assembleia afirmou ter ouvido o secretário de Richa orientar “Mete mais bomba, mete mais bomba”.

No último dia 29 de abril, durante a votação no projeto que confisca a poupança previdenciária dos servidores, a PM atirou bombas, balas de borracha, gás lacrimogêneo e atiçou cães em manifestantes por mais de duas horas. Logo após o massacre, Beto Richa acusou professores e funcionários públicos de serem “black blocs”. Uma semana depois, arrependido, o tucano afirmou que foi “quem mais sofreu” com a surra nos educadores.

Pois bem, a cogitada saída de Sciarra do governo tem como objetivo 2018. “Mete Bomba” é lembrado para uma dobradinha, provavelmente na vice, com o senador Álvaro Dias (PSDB) visando o Palácio Iguaçu.

Richa pode ter massacrado professores “por nada”; MP pede suspensão do confisco da previdência

richa_mp_confiscoO governador Beto Richa (PSDB) pode ter dado um tiro no próprio pé, segundo reportagem da Folha de S. Paulo, edição deste sábado (9). De acordo com reportagem da jornalista Estelita Hass Carazzai, o Ministério Público pediu a suspensão da lei que confisca a poupança previdenciária dos servidores públicos do Paraná.

Ou seja, o governador tucano pode ter determinado o massacre dos professores no último dia 29 de abril “por nada” — caso o Tribunal Faz de Contas do Estado (TCE) acate pedido de cautelar formulado pela totalidade dos procuradores do MP.

O governador Beto Richa disse ontem (8) em entrevista à imprensa que “não tem ninguém mais ferido que eu”, depois de 9 dias do massacre no Centro Cívico. Ele vinha mantendo silêncio sepulcral acerca da covardia contra os educadores.

Na sociedade e na frente política também cresce o movimento pelo cancelamento da sessão que aprovou o confisco da previdência dos servidores públicos do estado. Portanto, o esforço de 31 deputados que votaram com o Palácio Iguaçu — e contra a voz das ruas — pode ter sido em vão.

Base governista defenestra Fernando Xavier; novo secretário da Educação será João Carlos Gomes

Professores prometem marchar sobre Beto Richa nesta terça-feira

lemos

Milhares de educadores marcharão nesta terça-feira, 5 de maio, exigindo a saída do governador Beto Richa (PSDB) do cargo. O magistério paranaense acredita que o tucano não tem mais condições de continuar à frente do executivo estadual, após o massacre do dia 29 de abril. Até o desfecho desse imbróglio as 2,1 mil escolas da rede pública continuam 100% paradas em todo o estado.

Amanhã, delegações de várias partes do estado e do país se reunirão a partir das 9 horas na Praça 19 de Dezembro – a tradicional Praça do Homem Nu – para um novo protesto no Centro Cívico, em frente à Assembleia Legislativa e do Palácio Iguaçu, onde ocorrerá um “Ato Nacional” contra a violência.

Richa quer minimizar a crise com a educação oferecendo a cabeça do secretário da pasta, Fernando Xavier, e do titular da Segurança, Fernando Francischini, conforme anunciou ontem (3) o deputado federal Valdir Rossoni, presidente do diretório regional do PSDB.

A mando de Richa, presidente do PSDB exige exoneração de Francischini e do secretário da Educação

As fotos do massacre são da estudante Danielle Serejo, da UTFPR.
As fotos do massacre são da estudante Danielle Serejo, da UTFPR.
O deputado federal Valdir Rossoni, presidente estadual do PSDB do Paraná, neste domingo (3), pelo Facebook, pediu as demissões do secretário da Educação, Fernando Xavier, e da Segurança Pública, Fernando Francischini.

Para preservar o “chefe” — o governador Beto Richa (PSDB) — do massacre contra os professores no último dia 29 de abril, Rossoni, que é ex-presidente da Assembleia Legislativa, se apressa em culpar os dois “mordomos”.

Rossoni apenas verbaliza o que pensa o governador, que não tem coragem de vir a público para assumir a responsabilidade pela tragédia do Centro Cívico.

“O secretário da Educação está fora do contexto da pasta. É um ótimo técnico, seria muito útil em outra área, mas não está preparado para a área da Educação”, sentenciou Rossoni, cotado para assumir a chefia da Casa Civil no lugar de Eduardo Sciarra (PSD).

Para Rossoni, que fez uma nota calibrada pelo Palácio Iguaçu, se fosse durante sua gestão, a Assembleia e o governo não passariam tamanho vexame internacional.

“A começar pelos responsáveis pelas atitudes desmedidas, pelos desmandos, pelos exageros [Francischini]. Que sejam exonerados ou que peçam para sair”, recomendou o xerife Valdir Rossoni.

O diabo é que os professores que foram massacrados não se contentam com as cabeças de Francischini e Xavier. Os educadores e servidores públicos, que foram alvo de covardes ataques de bombas e cães da PM, querem a ‘renúncia já’ do governador Beto Richa. O tucano não tem condições políticas e morais para continuar no cargo.

Leia a íntegra da opinião de Rossoni:

Palácio Iguaçu sonda João Carlos e Silvio Barros II para a Secretaria de Educação

joao_xavier_barrosDefinitivamente, o titular da Secretaria de Estado da Educação (SEED), Fernando Xavier, entrou (e ficou) na marca do pênalti, pois, até os ascensoristas do Palácio Iguaçu sabem que sua permanência no cargo está por um fio.

Abertamente, os palacianos sondam dois nomes para a Educação. O primeiro é o atual secretário de Ensino Superior, João Carlos Gomes, da região de Ponta Grossa.

O segundo cogitado para a SEED é Silvio Barros II, ex-prefeito de Maringá, secretário do Planejamento e cunhado da vice-governadora Cida Borghetti (PROS).

Durante a greve na educação, o secretário de Assuntos Estratégicos, Flávio Arns (PSDB), chegou a entrar no aquecimento com o objetivo de substituir Xavier na Educação. Não prosperou, mas o Palácio Iguaçu ainda busca um nome para a troca.

Deputados governistas sugerem demissão do secretário da Educação

Requião Filho pede informações sobre ‘supersalários’ no secretariado de Richa

requiao_supersalarios.jpgO deputado estadual Requião Filho (PMDB), nesta segunda-feira (23), no plenário da Assembleia Legislativa, vai apresentar um pedido de informações sobre os ‘supersalários’ dos secretários da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, e da Educação, Fernando Xavier.

Segundo o parlamentar peemedebista, há suspeita que o titular da Educação, cuja origem é o grupo educacional privado Positivo, tem assento em dez conselhos administrativos em empresas públicas do Paraná, o que lhe garantiria salário superior a R$ 110 mil ao mês.

Xavier foi alçado em fevereiro à  presidência do Conselho de Administração da Copel (Companhia Paranaense de Energia), um dos penduricalhos que reforçam o salário de R$ 23,6 mil como secretário da Educação.

Na mesma toada, o secretário da Fazenda, que defende com unhas e dentes o corte de salários e benefícios [dos outros], também conseguiu uma teta no Conselho de Administração da estatal de energia. Requião Filho acredita que ele, Mauro Ricardo, e o secretário da Educação, cada, estejam pendurados em pelo menos mais 9 cabides.

Para atravessar o Rubicão!, Beto Richa precisará demitir os secretários alienígenas! da Fazenda e Educação

Richa avisa que não vai recuar de projeto contra servidores públicos, diz deputado Professor Lemos