20 de Maio de 2015
por esmael
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Coluna do Reinaldo de Almeida César: “Arranja dois pau pra eu”

reinaldo_vava_richaReinaldo de Almeida César*

Corria o ano de 2007 e a Polícia Federal botou seu bloco na rua com mais uma operação arrasa quarteirão.

Denominada “Xeque-Mate”, de repressão ao jogo ilegal, caça-níquel e videobingo, a operação fez descer para as carceragens da PF mais de 80 pessoas e indiciou mais de 100, tendo como principal palco de operações a cidade de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

Na investigação, foram presos Dario Morelli e um ex-deputado estadual do Paraná chamado Nllton Cezar Servo. Este último, aliás, era até uma figura de bom papo, agradável, quando andou por aqui, pela nossa Alep, na década de 1990. Até aí, nada demais, foi mais uma das centenas de operações da PF, executada com sucesso e com o aplauso da sociedade.

O que chamou mesmo a atenção, à época, foi que ela quase custou o pescoço do Diretor-Geral da PF, o Delegado Paulo Lacerda, o mesmo que havia comandado as investigações que derrubaram PC Farias e Fernando Collor.

O alvoroço todo ocorreu, porque um dos presos, Dario Morelli, possuía uma casa de bingo no litoral de São Paulo e era amigo muito próximo do então Presidente Lula. Haviam feito amizade há mais de vinte anos, em vizinhança no ABC, em São Paulo. Lula seria, inclusive, padrinho de batismo do filho de Morelli.

O honrado Paulo Lacerda conhecia todo o planejamento e os detalhes da “Xeque-Mate”, mas, para preservar o sigilo das investigações, só comunicou ao Ministro da Justiça Tarso Genro que a operação estava sendo deflagrada, no início da manhã em que ocorreram os cumprimentos dos mandados de busca e as prisões.

Aí é que o bicho pegou.