27 de julho de 2015
por esmael
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Coluna da Gleisi Hoffmann: “Apesar da crise” é o novo “Imagina na Copa”

Gleisi Hoffmann*

Encontrei no domingo pela manhã um conhecido com quem havia trabalhado na área de orçamento na Câmara dos Deputados, em Brasília, na década de 90. Depois dos cumprimentos, foi logo dizendo: “Situação feia que está no Brasil, é uma pena, acho que vou para Espanha!” Devo ter olhado com uma cara estarrecida, porque logo ele emendou: “Sim, Espanha! Tenho cidadania e lá eles já tiraram o nariz pra fora.”

Minha reação foi automática: “Aqui nunca estivemos com o nariz tampado, aliás, sempre respiramos com relativa facilidade diante de uma das maiores crises que o mundo viveu! Do que você está falando?!” – “Do futuro”, disse ele. “Do futuro dos meus filhos, um é engenheiro e outro arquiteto”.

Desconheço completamente que estejamos com uma crise de emprego na área de engenharia e arquitetura. Aliás, nem de perto temos ou teremos o nível de desemprego da Espanha, que atingiu 20% (entre os jovens, quase 40%). Temos setores com maior desemprego, mas temos rede de proteção social, continuamos com salário mínimo, com poder de compra e programas de governo que auxiliam a economia.

“É, mas a Espanha tem infraestrutura, o Brasil não tem e não conseguirá ter, porque não tem dinheiro para investimento”, insistiu ele.

Apesar de ser servidor público, trabalhar com orçamento, apresenta grande desinformação. Temos atualmente cinco mil quilômetros de estradas sendo duplicadas, resultado das concessões feitas em 2013; quarenta terminais portuários sendo construídos, com investimentos que ultrapassam R$ 11 bilhões! Seis aeroportos concedidos com obras sendo realizadas. Aliás, nossos aeroportos continuam cheios!

Recentemente, foi lançado o Plano de Investimentos em Logística II. Mais de 300 empresas se habilitaram para fazer estudos de concessão de rodovias e 90 para concessão de quatro novos aeroportos. Os filhos de meu conhecido com certeza não ficarão desempregados.

Mas ele não está sozinho nessa retórica pessimista, de lamentar contra o país e apostar no pior. Nossa imprensa, pelo menos parte considerável dela, está nesta linha já faz tempo. Só dados negativos têm espaço. Quem ouve, assiste e lê a mídia sente-se na pior economia do planeta, na crise mais perversa, na situação sem saída. Quando são obrigados a dar dados positivos da economia, e não são poucos, vêm com o bordão “apesar da crise…” Lembram do “imagine na copa”? Pois é, um leitor do meu face lembrou. Resolvi homenageá-lo com o título deste artigo.

É o “apesar da crise” que usam para dizer que a produção e a exportação de frango batem recordes; que a agricultura está com boa produtividade, o preço da saca de soja está bom e continuamos vendendo bem; que há demanda por carne suína brasileira e abrimos novos mercados para a carne bov

15 de junho de 2015
por esmael
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Coluna da Gleisi Hoffmann: Graças ao governo federal, o Paraná tem investimentos

Gleisi Hoffmann*

Há algum tempo corre a discussão, diria a acusação, de que o governo federal discrimina o Paraná, não faz investimentos, não garante as obras importantes à infraestrutura do Estado.

Isso é mentira. Infelizmente essa conversa voltou com a divulgação da segunda fase do PIL – Programa de Investimento em Logística, na semana passada, em Brasília. Diga-se, por justiça, que ela concentra-se no governo do Estado e em algumas entidades, que conhecem a realidade dos investimentos, mas optam por um discurso político fácil.

É claro que queremos muitos e mais investimentos para o nosso Estado. O Paraná contribui muito com o PIB nacional, seja por sua produção, seja por sua arrecadação. Mas é de má fé dizer que o Paraná não recebe investimentos ou é discriminado pelo governo federal.

Neste último Plano federal, o Paraná vai contar com investimentos de aproximadamente R$ 11 bilhões. Se levarmos em conta critérios como população, PIB, extensão territorial, por exemplo, e que 20 dos 27 Estados receberão investimentos, veremos que esse montante não pode ser considerado discriminatório com nosso Estado.

São investimentos em parcerias público-privadas que vêm ao encontro de antigas reivindicações, como a duplicação da BR-476, trecho Lapa/União da Vitória; duplicação da BR-116 da Fazenda Rio Grande ao município de Rio Negro; faixas adicionais na BR-101, divisa com Santa Catarina; investimentos para melhorar as ferrovias existentes, como novos pátios, aumento de capacidade de tráfego, novos ramais ferroviários, redução de interferências urbanas. Soma-se a isso a licitação de seis terminais no Porto de Paranaguá, aumentando o número de berços, dando mais capacidade de movimentação portuária.

Todas essas obras vão somar-se a outras já previstas no PAC e que estão em fase de licitação, contratação ou ordem de serviço, como a BR-163, entre Toledo e Marechal Cândido Rondon e o trecho de Cascavel a Marmelândia; a segunda ponte Internacional em Foz do Iguaçu; o Contorno Sul de Curitiba; o novo acesso ao Porto de Paranaguá; a finalização da Estrada da Boiadeira no trecho Tuneiras do Oeste a Porto Camargo; construção da BR-153, trecho Alto do Amparo a Imbituva.

Para que não pairem dúvidas, é bom relacionar as obras já concluídas no Paraná com recursos federais, hoje o terceiro Estado com maior investimentos em rodovias pelo DNIT, o departamento do Ministério dos Transportes responsável pela área. São elas: BR-153 – Construção do trecho Ventania – Alto do Amparo; BR-153 – Adequação de Capacidade União da Vitória – Divisa PR/SC; BR-153 – Construção e Vias Marginais no Perímetro Urbano de Ventania; BR-163 – Restauração e Adequação do

4 de Abril de 2015
por esmael
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Santayanna questiona Moro e a Lava Jato: cadê o bom senso?

santayannaDa Justiça, o que principalmente se espera é bom senso

Por Mauro Santayanna, na Rede Brasil Atual, via Brasil 247

Quando suas decisões afetam não apenas o réu e sua vítima, mas centenas, milhares de cidadãos, o promotor deve acusar e o juiz, julgar, com a mente e o coração voltados para o que ocorrerá, in consequentia.

Nos últimos anos, a nação tem tido, na área de obras públicas, bilhões de reais em prejuízo. E isso não apenas devido a falhas de gestão – que, com a exceção dos Tribunais de Contas, não devem ser analisadas pelo Judiciário – ou de casos de corrupção, alguns com mais de 20 anos.

Houve também a paralisação – a caneta – de grandes obras de infraestrutura. Belo Monte, a terceira maior hidrelétrica do mundo, em construção na Amazônia em um momento que o país precisa desesperadamente de energia, teve suas obras judicialmente suspensas por dezenas de vezes, o que também contribuiu para que se somassem meses, anos de atraso ao seu prazo de entrega; e também para a multiplicação de seus custos.

11 de dezembro de 2014
por esmael
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Sciarra rejeita Planejamento e emperra novo secretariado de Richa

sciarra_pepe_rossoni.jpgO deputado federal Eduardo Sciarra (PSD) rejeitou ontem à  noite convite do governador Beto Richa (PSDB) para assumir a Secretaria do Planejamento. Leia mais

7 de novembro de 2014
por esmael
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Governo federal oferece verbas para aeroportos, mas Beto Richa refuta

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O deputado federal João Arruda (PMDB) ocupou a tribuna da Câmara nesta quinta-feira (06) para falar sobre o Programa de Investimentos em Logística do governo federal que, segundo o parlamentar, vem possibilitando a realização de importantes obras de infraestrutura como rodovias, ferrovias, portos e aeroportos.

Mas, segundo o parlamentar, o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), e seu irmão, o Secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, preferem refutar a ajuda federal e depois se fazem de discriminados pela União. à‰ o que aconteceu no caso recente envolvendo a possibilidade de estruturação dos aeroportos de Bandeirantes e União da Vitória.

30 de setembro de 2014
por esmael
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Rachaduras de viaduto novo na PR-445 em Londrina estão aumentando

O Blog do Esmael já havia noticiado semana passada as rachaduras de um viaduto prestes a ser inaugurado junto com a duplicação da PR-445 em Londrina, repercutindo matéria do Portal Bonde. Na ocasião o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) do governo do Estado garantiu que as fendas não colocam em risco a estrutura.

O vereador Roberto Fu (PDT) visitou as obras na manhã desta terça-feira (30) e constatou que as rachaduras do viaduto estão aumentando. ! De acordo com ele, a espessura aumentou de 2 cm para 6 cm nos últimos dias; “é assustador”, destacou.

Fu convocou representantes do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e do Sindicato da Construção Civil (Sinduscon) para dar explicações sobre as rachaduras, mas ninguém apareceu. “A comunidade está sem respostas”, observou. O engenheiro da obra também faltou ao encontro.

O problema deve voltar a ser discutido em reunião marcada para a tarde da próxima segunda-feira (6) na Câmara Municipal. “Espero que os responsáveis pela obra participem do encontro e prestem esclarecimentos”, afirmou.

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea-PR) visitou o viaduto na última semana, constatou as rachaduras e enviou ofício ao DER pedindo providências. O departamento, por sua vez, garantiu que o problema será resolvido em 20 dias pela empresa responsável pelas obras. Conforme a assessoria de imprensa do DER, as fendas foram causadas pela falta de nivelamento do solo, que será readequado.

via Portal Bonde, editado.

27 de setembro de 2014
por esmael
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Crea encontra rachaduras em viaduto novo da PR-445 em Londrina

via Portal Bonde

Fiscais do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea-PR) visitaram parte das obras de duplicação da PR-445 e encontraram rachaduras no muro de contenção de um viaduto localizado entre a rodovia e a avenida Dez de Dezembro (zona sul de Londrina).

Os fiscais foram até o local após o recebimento de uma denúncia. O Crea constatou o problema, fotografou as rachaduras e enviou as imagens, além de documentos sobre a visita, para a superintendência regional do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), órgão responsável por acompanhar as obras de duplicação da PR-445.

“Não temos o poder legal de embargar a estrutura ou pedir a paralisação das obras. Só podemos verificar e pedir providências aos órgãos competentes”, explicou o chefe do setor de fiscalização do Crea no norte do Paraná, Rubens Galera.

O DER informou, via assessoria de imprensa, que a empresa responsável pela construção do viaduto já foi notificada para reparar as rachaduras. De acordo com o órgão, a terceirizada tem 20 dias para executar as melhorias. O DER garantiu, ainda, que as fendas foram causadas por problemas no solo e não colocam em risco a estrutura.

O Governo do Estado pretende inaugurar 10 quilômetros de duplicação da PR-445, entre a Universidade Estadual de Londrina (UEL) e o município de Cambé, na tarde da próxima segunda-feira (29).

27 de setembro de 2014
por esmael
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Coluna do Ricardo Gomyde: Agricultura, mais comida e mais renda

Ricardo Gomyde*

A Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad) prevê que o Brasil logo será o maior país agrícola do mundo. O ritmo de crescimento da produção brasileira de alimentos deixa claro que a virada está prestes a ocorrer; a receita com as exportações do setor foi de US$ 101,5 bilhões em 2013, valor 4% superior ao do ano anterior e novo recorde !” em termos nominais !”, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Os pesquisadores da entidade dizem que nos últimos 14 anos (de 2000 a 2013) a agricultura brasileira tem contribuído fortemente para a geração de divisas para o país. No período, o volume exportado cresceu quase 230% e os preços externos, 101%. O saldo comercial (receitas das exportações menos gastos com importações) mais que quintuplicou, com crescimento de 468%.

Em 2000, o país ocupava o sexto lugar no ranking e hoje já é o terceiro maior exportador de produtos agrícolas do mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos e União Europeia. Os dados merecem ser comemorados, mas é preciso fazer uma profunda reflexão sobre esse fenômeno. Nesse período, sem descuidar da necessidade de aumentar a distribuição da produção brasileira internamente, combatendo a fome com vigor, os produtos que saíram do país levaram consigo mais valor agregado.

Até então, o Brasil era um exportador medíocre, um perna-de-pau que vendia lá fora muito menos do que podia. Não dávamos a devida importância para o setor, a ponto de promover, nos anos 1990, um verdadeiro desmonte da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), um dos principais institutos de produção de conhecimento do país. O empenho para recuperar a capacidade da empresa desde os anos 2000 foi um dos grandes responsáveis por essa posição de destaque que o Brasil conquistou no mercado agrícola mundial.

Também não construímos uma competência brasileira no comércio exterior. Era fácil para uns poucos de sempre produzir qualquer coisa e vender de qualquer jeito para qualquer um. Hoje damos mostra de que temos condições de encarar gente que sempre causou medo no competitivo mercado mun

28 de julho de 2014
por esmael
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Moradores de Pontal se mobilizam por nova estrada de acesso ao município

O Paraná tem um litoral muito bonito e cada vez mais frequentado por veranistas daqui do Estado, de outros estados e de diversos países mundo. Num breve passeio pela Ilha do Mel é possível encontrar turistas europeus, orientais, norte-americanos e de outros países da nossa América Latina. Pontal do Paraná, o jovem município de belíssimas praias, é reconhecido pela preservação de uma ampla faixa de restinga ao longo de toda a sua costa e recebe centenas de milhares de veranistas todos os anos. Mas Pontal do Paraná e o acesso à  Ilha do Mel sofrem de um problema crônico que é a falta de uma estrada apropriada. Os moradores e veranistas sofrem com os constantes congestionamentos que duram horas na única estrada que margeia as praias, a PR 412.

Cansados de esperar, os moradores e empresários locais estão se organizando no movimento Eu Amo Pontal !“ Estrada Já!! sob a liderança da Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Pontal do Paraná (ACIAPAR). O movimento fará coletas de assinaturas dos moradores e veranistas em apoio à  construção da estrada. Também será buscado o apoio e o compromisso dos candidatos a governador e parlamentares oriundos e! com base no litoral.

Segundo Gilberto Espinosa, presidente da ACIAPAR, a falta de acesso adequado faz com que as pousadas percam turistas, os restaurantes percam clientes, e em casos mais graves, como acidentes ou emergências médicas, a dificuldade de transporte pode matar. A ausência de uma estrada transitável estrangula o desenvolvimento local, fazendo com que muitas praias continuem desertas, dificultando a geração de emprego e renda para a população local!, afirmou Espinosa.

g414523

O Governo do Estado já elaborou o planejamento para a construção de uma nova estrada, chamada de faixa de infraestrutura, pois inclui ferrovia, rede elétrica, rede de gás e canal. O projeto está na fase do estudo de impacto ambiental, com edital aberto desde o dia 17 de julho e no dia 03 de setembro será feita a abertura dos envelopes com as propostas. Por isso, a primeira fase da campanha será a intensa coleta de assinaturas durante o mês de agosto, para mos