10 de outubro de 2015
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Coluna do Jorge Bernardi: “Richa e Fruet, mirem-se em Dilma cortando órgãos e comissionados”

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Jorge Bernardi*

Nunca na história deste país os chefes do Poder Executivo em nível federal, estadual e municipal estiveram tão mal avaliados pela opinião pública. A desaprovação chega a números absurdos: Dilma (PT), mais de 80%; Beto Richa (PSDB), no Paraná, mais de 70%; e Gustavo Fruet (PDT), em Curitiba, mais de 60% da população avaliam negativamente suas administrações.

Os brasileiros não aceitam deixar para o estado 151 dias trabalhados, ou 35,5% do PIB, Produto Interno Bruto, em impostos, diante dos serviços públicos de péssima qualidade que recebem. Ninguém quer manter os privilégios de uma minoria governante, que está com os dias contados.

Em todos os setores há manifestações contra esta casta de aproveitadores, sejam políticos, comissionados ou empresários corruptos e sonegadores. O povo brasileiro deixou de ter um comportamento passivo a passou a reclamar com razão, através das redes sociais e nas ruas.

A presidenta Dilma demonstrou que está atenta aos reclamos populares, ao extinguir 8 ministérios, 30 secretarias e 3 mil cargos comissionados. Também prometeu auditoria nos contratos de obras, prestação de serviços e de fornecedores da união. Já o gesto de cortar a própria remuneração e dos ministros em 10% teve um caráter simbólico de que o sacrifício vale para todos, começando pelos governantes, embora alguns classifiquem de demagógico.

E o governador do Paraná o que tem feito para enfrentar a crise e moralizar a administração pública? Até agora só se viu o aumento de impostos. O Paraná nos últimos meses tem tido os maiores índices de inflação do Brasil, acima de 12% ao ano contra a média nacional de 9%. Enquanto os paranaenses contribuem com R$ 18 reais de tributos a mais, o governo do estado economiza apenas R$ 1 real.

E o prefeito de Curitiba, o que fez? Nada também. Possui mais de 300 comissionados na Secretaria de Governo que geram uma despesa anual de cerca de R$ 40 milhões de reais, que não estão na estrutura administrativa da Prefeitura e podem ser extintos. Boa parte das 32 secretariais e órgãos de primeiro escalão se forem cortados, não farão falta.

Se medidas administrativas forem tomadas, Curitiba vai economizar R$ 50 milhões por ano, R$ 500 milhões numa década. Este dinheiro poderá ser investido em infraestrutura, segurança, saúde e educação. As medidas são simples. Cortar gasto desnecessário, gastar menos do que arrecada e só gastar depois de arrecadar. Infelizmente o governador e prefeito não parecem estão dispostos a se inspirar no exemplo da presidenta.

*Jorge Bernardi, vereador de Curitiba pelo PDT, é advogado e jornalista. Mestre e doutorando em gestão urbana, ele escreve aos sábados no Blog do Esmael.

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7 de outubro de 2015
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Coluna do Alvaro Dias: A reforma administrativa da barganha

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Alvaro Dias*

A reforma administrativa anunciada pela presidente da República, na semana passada, foi a confirmação de que o governo continua refém do balcão de negócios. Para tentar driblar as negociações pró-impeachment, a presidente cedeu, mais uma vez, ao apetite fisiológico por cargos da sua instável base aliada.

Com a crise político-econômica afetando todas as esferas da sociedade brasileira, o que esperávamos do governo era uma mudança radical e veemente, reduzindo o gigantismo da máquina pública. Mas a presidente mudou poucas peças do seu xadrez ministerial apenas para agradar aliados e garantir apoio no Congresso.

O governo anunciou, de forma espetaculosa, a redução de 39 para oito ministérios, mas fez fusões, mantendo as estruturas, ou seja, trocou seis por meia dúzia e, na prática, manteve os paralelismos e a superposição de ações.

Com a última pesquisa Ibope mostrando a aprovação de apenas 10% dos brasileiros, a estratégia desesperada da presidente foi anunciar mais espaço no governo para os aliados que ameaçavam pular do barco, privilegiando, dessa forma, a república do aparelhamento do Estado em detrimento dos quadros com qualificação técnica. O critério da competência foi sacrificado no altar da conveniência.

Atualmente, falta dinheiro para setores essenciais do País, porque os recursos públicos estão sendo utilizados para sustentar esse promíscuo esquema de governo que, para sua manutenção, leva boa parte do dinheiro arrecadado do povo brasileiro.

Somente o governo federal tem hoje cerca de 23 mil cargos comissionados, boa parte ocupado por pessoas que não prestaram concurso público.

Não canso de repetir que o País não vai retomar seu crescimento econômico enquanto ministérios e cargos forem usados como moeda de troca, e enquanto este modelo promíscuo de governança estiver sendo sustentado pela maioria dos políticos e dos partidos. A presidente Dilma, num momento de fragilidade, optou pelo pior caminho para sair da crise, mantendo o loteamento escancarado, consagrando a incompetência administrativa e deixando que dar respostas aos anseios da sociedade brasileira. Quem tem como matriz um modelo de relação desonesta entre os poderes, com a política do toma-lá-dá-cá, sabe que sempre estará nas mãos dos chantageadores que vendem apoio em troca de cargos.

*Alvaro Dias é senador pelo PSDB e líder da Oposição no Senado Federal. Ele escreve nas quartas-feiras para o Blog do Esmael sobre “Ética na Política”.

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5 de outubro de 2015
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Coluna da Gleisi Hoffmann: Reforma administrativa foi gol de Dilma

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Gleisi Hoffmann*

A despeito de certos analistas políticos dizerem que a mudança no ministério da presidenta Dilma é uma cessão de cargos em troca de apoio político contra o impeachment, o fato é que ela mudou, na sexta-feira, os rumos da conjuntura política e, mais do que isso, da economia, com seus anúncios.

É compreensível a reação por parte da grande mídia, seus analistas e jornalistas especializados. Afinal, ficaram agourando o governo desde antes de sua posse. Não poderiam reconhecer outro caminho.

Mas a presidenta Dilma trouxe o ex-presidente Lula para mais perto de seu entorno, realocou ministros e, como disse, atualizou a base política do governo para assegurar a governabilidade: “desde a redemocratização, governos de coalizão promovem mudanças quando necessárias”.

O movimento enfraquece a onda golpista da oposição, melhora a governabilidade e possibilita que as medidas enviadas ao Congresso Nacional, para melhorar a economia, sejam votadas.

A presidenta também surpreendeu ao anunciar uma reforma administrativa que reduz seu próprio salário e o de seus ministros, extingue três mil cargos de confiança, oito ministérios e 30 secretarias. Criou também a Comissão de Reforma Permanente do Estado. Pena que sobre isso nenhum jornal escreveu sequer uma linha. Importante ressaltar, novamente, que os programas sociais não sofreram cortes.

O anúncio da presidenta e as mudanças efetivadas já deram resultado na economia: a Bolsa de Valores subiu na sexta-feira e o dólar fechou em baixa. Tenho certeza de que também encontrará eco no Congresso Nacional.

Mas a ofensiva contra Dilma ainda continua, porque nesta semana o TCU vai fazer o julgamento das contas do ano de 2014. O relator, ministro Augusto Nardes, ex-deputado federal, que tem lado declarado na política, já divulgou que seu parecer será pela reprovação. Aliás, o motivo, as chamadas pedaladas fiscais, sempre existiu. Por que Nardes nunca levantou isso antes?! Uma corte de Contas não assume posição política. Essa é do Congresso Nacional. Ao TCU, que é órgão auxiliar do Congresso, cabe avaliação técnica. Menos entrevista, mais efetividade.

*Gleis Leia mais

24 de agosto de 2015
por Esmael Morais
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Dilma anuncia corte de dez ministérios

da Agência Brasil

dilma_ministeriosO ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, anunciou hoje (24) que o governo vai reduzir o número de ministérios do governo, baixando de 39 para 29 o total de pastas. A medida faz parte de um pacote de reforma administrativa apresentado hoje (24) a ministros durante a reunião da coordenação política com a presidenta Dilma Rousseff.

Os ministérios que serão extintos serão definidos até o fim de setembro por uma equipe do governo. “Nosso objetivo é chegar a uma meta de dez [ministérios]. Existem várias propostas possíveis para atingir essa meta. Precisamos ouvir todos os envolvidos, não tem nenhum ministério inicialmente apontado para ser extinto”, disse Barbosa. Leia mais

3 de dezembro de 2014
por Esmael Morais
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Quem é Mauro Ricardo Costa, virtual secretário da Fazenda de Beto Richa?

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Para tentar diminuir a crise financeira, o governador Beto Richa (PSDB) deverá importar Mauro Ricardo Costa para assumir a Secretaria de Estado da Fazenda e tentar melhorar a arrecadação e as finanças do governo.

Segundo fontes do Blog do Esmael no Palácio Iguaçu, Costa teria condicionado o convite à  reforma administrativa, taxação dos aposentados e aumento de impostos. Ele seria o “pai” da malvadeza contra os paranaenses.

O possível novo secretário ocuparia o cargo que hoje é do discreto Luiz Eduardo Sebastiani, que voltaria à  diretoria financeira da Copel.

Mauro Ricardo iniciou como auditor fiscal da Receita Federal e, desde o início dos anos 90, tem uma longa ficha de serviços prestados a governantes do PSDB e do DEM. Por onde passa recebe elogios de aliados, mas também costuma deixar um rastro de denúncias de irregularidades e desvios.

Irregularidades

Em 1999, na gestão de José Serra como ministro da Saúde, Mauro Ricardo foi presidente da Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Por irregularidades apuradas o Ministério Público ofereceu denúncia contra Mauro por crime de improbidade administrativa em um “esquema” que teria desviado R$ 56 milhões da Funasa, por meio da contratação de mão de obra terceirizada, inclusive para atendimento a “finalidades políticas”.

Em 2011, no posto de secretário Municipal de Finanças em São Paulo, na gestão Gilberto Kassab, Mauro Ricardo recebeu e arquivou a denúncia contra os fiscais que viriam a ser presos na administração de Fernando Haddad (PT).

Depois de uma passagem por Salvador, onde atuou como secretário de Finanças para o prefeito ACM Neto (DEM), agora Mauro Ricardo Costa poderá desembarcar no Paraná para tentar tirar o governo do estado da penúria.

Segundo Beto Richa, o melhor está por vir! (imagine o pior, caro leitor…).

Portanto, recomenda-se abrir bem os olhos com o forasteiro tucano!

Ligações com FHC, Serra e Aécio Leia mais

3 de dezembro de 2014
por Esmael Morais
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Ratinho Jr e família Barros antecipam 2018 em disputa por supersecretaria

barros_ratinho_richa.jpgDe olho em 2018, o deputado estadual eleito Ratinho Júnior (PSC), que deverá retornar à  Secretaria de Desenvolvimento Urbano (SEDU), trava nos bastidores uma guerra com o clã Barros pelo espólio! da quase extinta Secretaria de Indústria e Comércio.  ... 

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