28 de julho de 2014
por Esmael Morais
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Moradores de Pontal se mobilizam por nova estrada de acesso ao município

O Paraná tem um litoral muito bonito e cada vez mais frequentado por veranistas daqui do Estado, de outros estados e de diversos países mundo. Num breve passeio pela Ilha do Mel é possível encontrar turistas europeus, orientais, norte-americanos e de outros países da nossa América Latina. Pontal do Paraná, o jovem município de belíssimas praias, é reconhecido pela preservação de uma ampla faixa de restinga ao longo de toda a sua costa e recebe centenas de milhares de veranistas todos os anos. Mas Pontal do Paraná e o acesso à  Ilha do Mel sofrem de um problema crônico que é a falta de uma estrada apropriada. Os moradores e veranistas sofrem com os constantes congestionamentos que duram horas na única estrada que margeia as praias, a PR 412.

Cansados de esperar, os moradores e empresários locais estão se organizando no movimento Eu Amo Pontal !“ Estrada Já!! sob a liderança da Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Pontal do Paraná (ACIAPAR). O movimento fará coletas de assinaturas dos moradores e veranistas em apoio à  construção da estrada. Também será buscado o apoio e o compromisso dos candidatos a governador e parlamentares oriundos e! com base no litoral.

Segundo Gilberto Espinosa, presidente da ACIAPAR, a falta de acesso adequado faz com que as pousadas percam turistas, os restaurantes percam clientes, e em casos mais graves, como acidentes ou emergências médicas, a dificuldade de transporte pode matar. A ausência de uma estrada transitável estrangula o desenvolvimento local, fazendo com que muitas praias continuem desertas, dificultando a geração de emprego e renda para a população local!, afirmou Espinosa.

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O Governo do Estado já elaborou o planejamento para a construção de uma nova estrada, chamada de faixa de infraestrutura, pois inclui ferrovia, rede elétrica, rede de gás e canal. O projeto está na fase do estudo de impacto ambiental, com edital aberto desde o dia 17 de julho e no dia 03 de setembro será feita a abertura dos envelopes com as propostas. Por isso, a primeira fase da campanha será a intensa coleta de assinaturas durante o mês Leia mais

28 de maio de 2014
por Esmael Morais
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Coluna do Ademar Traiano: Promessas de Gleisi atrasaram o Paraná

Ademar Traiano*

Os paranaenses têm uma qualidade que é muito elogiada no Brasil: promessa feita é promessa cumprida. Todos sabem que o fio do bigode! tem validade aqui no Paraná. Talvez por isto, vez por outra, o paranaense acaba acreditando em promessas feitas ao vento.

Nos últimos três anos, a União – sob a batuta de Gleisi Hoffmann, que chefiou a Casa Civil do governo federal – comprometeu-se com o estado em uma série de melhorias na área da infraestrutura, que não saíram do papel. Foram duplicações de rodovias federais, investimentos na modernização dos portos e a construção de uma nova linha ferroviária, que não foram e não serão concretizados em curto prazo de tempo. O que se dirá do projeto aeroviário da Infraero que até o momento é discurso e propaganda de televisão.

Todas estas demandas, pedidas pelo setor produtivo paranaense e também pela sociedade civil, foram encaminhadas ao governo federal em março de 2011. Muitas delas viraram promessas que foram dadas como certas por representantes dos ministérios e da Casa Civil. Mas, até hoje são incertezas, como é o caso da rodovia Boiadeira. Esta rodovia teve quatro datas de licitação anunciadas com muita pompa e barulho, mas nada de efetivo aconteceu.

O ritmo demorado e publicitário do governo federal também prejudicou o projeto de construção da rodovia duplicada da BR-101, cujo traçado é interrompido apenas no Paraná. Foram diversas justificativas da União, que atrasaram um projeto de extrema importância.

Hoje o estado conduz este projeto sozinho, além de ter em andamento o maior plano de duplicações de rodovias dos últimos 20 anos. Serão 267 quilômetros em obras entregues ou andamento ainda neste ano e outros 300 quilômetros que começarão em 2015.

A série de anúncios e esquecimentos da União afetou a construção da nova ferrovia entre Maracaju/Paranaguá/Pontal do Paraná. Este projeto é uma conquista do Governo do Paraná e do G7, grupo que reúne o setor produtivo. Em 2012, graças mobilização dos paranaenses, que conseguiram um traçado dentro do Estado.

A briga dos paranaenses permitiu que o Estado garantisse uma ligação importante entre as áreas produtoras de grãos do Brasil, facilitando o escoamento pelo porto de Paranaguá. Seria uma ferrovia moderna, que cruzaria e ampliaria a área de atuação da Ferroeste. Até mesmo um calendário da licitação foi anunciado pelo governo federal à  imprensa.

O assunto morreu nas entranhas da burocracia federal, mas não foi esquecido pelo governo do Estado. Para facilitar a vida dos produtores paranaenses, a Ferroeste recebeu investimentos, que permitiram adquirir mais locomotivas, além de recuperar as existentes. Por intervenção do governo estadual, o trajeto atual duplicou, graças a uma parceria, ganhando mais 250 quilômetros, levando safra do Oeste até Ponta Grossa.

Na área dos portos, os paranaenses fizeram sua lição de casa. Reuniram o setor produtivo e criaram um plano de desenvolvimento portuário. O Paraná foi primeiro estado brasileiro a estar 100% ajustado ao marco regulatório do setor e, portanto, preparado para fazer os arrendamentos de áreas. O governo federal puxou para si está responsabilidade e nada saiu do papel. Com exceção dos investimentos no exterior beneficiando os portos de Cuba e do porto projetado para o Uruguai, que devem competir com os portos brasileiros.

Diante das dificuldades, o Paraná não se encolheu e está investindo mais de R$ 470 milhões nos portos, com novos shiploaders, dragagem e melhorias na malha viária de acesso ao Porto de Paranaguá. Ao mesmo tempo Leia mais

24 de novembro de 2013
por Esmael Morais
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Requião: “Petistas e tucanos são tudo farinha do mesmo saco”; assista

O senador Roberto Requião (PMDB), em discurso no Senado, revisitou ditados populares brasileiros como “casa da mãe Joana”, “farinha do mesmo saco”, “pomo da discórdia”, “bicho-de-sete-cabeças”, “com o rei na barriga”, “favas contadas”, “fazer ouvidos de mercador”, dentre outras expressões usadas no dia a dia.

Sempre relacionando um adágio à  realidade brasileira, na política, Requião chegou a conclusão: “Petistas e tucanos são farinha do mesmo saco”.

O peemedebista critica o governo Dilma que disputa com a turma de FHC quem privatizou mais as empresas nacionais.

Roberto Requião se coloca como pré-candidato no PMDB à  sucessão de Dilma.

Assista ao vídeo:

Leia a íntegra do discurso de Requião:

Hoje, vou fazer um discurso diferente. Vou falar sobre os ditados populares, sobre o significado dos ditos populares.

Por exemplo, vou falar sobre a origem de ditados como: bicho-de-sete-cabeças, com o rei na barriga, favas contadas, fazer ouvidos de mercador, farinha do mesmo saco, casa-da-mãe-joana, elefante branco, pensando na morte da bezerra, andar à  toa, tapar o sol com peneira, Maria vai com as outras, Erro crasso, a toque de caixa, pomo da discórdia, ver passarinho verde.

E tantos outros.

Quer dizer, pretendo hoje uma conversa amena, lúdica, bem diversa dos temas que tenho aqui discutido.

Nada de finanças, de leilões de petróleo, de privatizações, de desindustrialização, de primarização da economia, de globalização neo-liberal, de jogos do mercado. Nada disso.

Pretendo uma agradável dissertação ao redor de um tema que tanto cativou o nosso Câmara Cascudo. Claro, vou procur Leia mais

8 de novembro de 2013
por Esmael Morais
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Requião sobre o BB: “Dilma parece mais entreguista que FHC”; assista

O senador Roberto Requião (PMDB-PR) questionou em discurso, nesta quarta (6), a presidente Dilma Rousseff sobre a abertura de participação estrangeira na composição acionária do Banco do Brasil. No começo, eram 5,5% de participações estrangeiras. Depois subiu para 12,5%. Depois subiu para 20%. E agora sobre para 30%!, afirmou.

Requião enfatizou que não se trata de aumento de capital, mas de venda de ações. Segundo ele, a medida vai servir de remessa de lucro para o exterior e para a predação do Brasil!.

Os depósitos judiciais e o dinheiro público no Brasil têm que ser necessariamente depositados em bancos públicos para se converter em empréstimos para o setor produtivo, para o país avançar!, disse.

Mas, se a senhora admite que 30% das ações estão em mãos de investidores estrangeiros e ainda temos os investidores nacionais, de repente o Banco do Brasil é um banco sob controle público com lucros fantásticos, mas que vai remunerar investidores estrangeiros, que apenas retiram capital do Brasil!, questionou o senador.

Requião citou ainda o leilão do Campo de Libra, a privatização dos portos, ferrovias e estradas para dizer que isto tudo me parece muito mais liberal e entreguista do que o governo do Fernando Henrique (Cardoso). E nós votamos, presidente Dilma, e trabalhamos pela senhora, porque era expectativa de todos que fizesse exatamente o contrário do que fazia o Fernando Henrique!.

Histórico – Em setembro de 2009, o Banco do Brasil havia informado a elevação do limite de 12,5% para 20%. Na época, a participação de investidores estrangeiros no BB estava em cerca de 11%, de acordo com dados que constavam no último balanço divulgado pela instituição financeira pública.

Antes disso, o primeiro decreto sobre o aumento de participação foi assinado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em maio de 2006, quando a parcela passou de 5,6% para 12,5%. As ações do Banco do Brasil correspondem a cerca de 4% do Ibovespa.

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