8 de fevereiro de 2016
por admin
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Coluna da Gleisi Hoffmann: As boas notícias do início de 2016

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Gleisi Hoffmann*

O preço que pagamos pela energia vai reduzir! É isso mesmo, a partir de março teremos, em média, 3% a menos na conta da luz. Pode parecer pouco, mas a aposta de grande parte do mercado é de que iria subir!

A taxa de juros não subiu! É verdade que ainda está muito alta, mas a avaliação majoritária era de que aumentaria meio ponto percentual. Mesmo não tendo sido uma decisão unânime do Banco Central, o indicativo que temos é de que não subirá no futuro. Espera-se, sinceramente, que comece um processo de redução.

O governo anunciou R$ 85 bilhões em crédito, que vão ajudar a animar a economia. Esse é um dinheiro que já está no mercado, não causará mais inflação e o juro será menor mesmo sem subsídio. São os recursos das ditas pedaladas fiscais, que a presidenta devolveu aos bancos públicos de uma só vez. Com isso, terão mais crédito a agricultura, microempresas, pequenas e médias empresas exportadoras. E não venha o mercado afirmar que não há demanda por crédito. Os bancos privados deixam de emprestar e quando o fazem, é com juros estratosféricos.

O dólar está estabilizando na casa dos R$ 4,00. Isso melhora a competitividade brasileira e faz nossa balança comercial permanecer positiva. Exportamos mais do que importamos.

Nossas reservas internacionais continuam a ser a sexta maior do mundo. São U$ 370 bilhões que protegem o país da especulação. Isso é o diferencial que temos diante de outras crises já enfrentadas pelo Brasil.

Vamos controlar a inflação este ano. A maioria dos analistas avalia que ficaremos perto da meta superior, cerca de 7%, mesmo com a alta deste início de ano, ligada ao reajuste das tarifas de ônibus, mensalidades escolares e preço de alguns alimentos.

As medidas de ajuste foram tomadas em 2015. Houve economia de mais de R$ 100 bilhões no orçamento, despesas foram reduzidas sem afetar os programas sociais. Muitas medidas foram discutidas e aprovadas pelo Congresso, aumentando receita e diminuindo despesas. O novo ministro da Fazenda também informou que colocará em dia o pagamento aos fornecedores de serviços e produtos prestados em convênios com a União.

E uma noticia interessante publicada foi de que as companhias aéreas bateram o recorde de passageiros no final de 2015. Nunca haviam transportado tantas pessoas como nessa temporada.

Apesar disso, a análise majoritária do mercado é de que o Brasil está em recessão, por ter queda no PIB pelo terceiro ano consecutivo, podendo cair mais em 2016 do que o previsto. A queda do PIB vai acontecer, já estava precificado. A economia internacional também vai sofrer reveses, atingindo parceiros importantes do Brasil, como China e Estados Unidos.

O que não pode continuar acontecendo é a apologia ao pessimismo e a desconfiança. Muitas medidas e muitas coisas foram feitas. Temo Leia mais

24 de novembro de 2015
por Esmael Morais
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Paranaense preside fundo nacional com R$ 12 bi para investimentos; governo Richa não apresenta projeto

Diz o ditado que um raio não cai no mesmo local. Pode ser que sim, pode ser que não, mas o fato é que o Conselho do Fundo de Investimentos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FI-FGTS), cujo saldo atual para investimentos é de R$ 12 bilhões, será presidido nesta quarta-feira (25), em Brasília, pelo sindicalista Paulo Rossi, presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), seção Paraná.

O governo de Beto Richa (PSDB), até agora, não apresentou nenhum projeto para o FI-FGTS, mas outros estados, como Espírito Santo, por exemplo, pleiteará amanhã R$ 1 bi, sendo R$ 700 milhões para a Energisa, que atua no setor de energia, e mais R$ 409 milhões de reais para a CESAN (Companhia Espírito Santense de Saneamento).

O diabo é que os deputados quebram o pau na Assembleia Legislativa para “decidir” quem é o pai da subida do estado à posição de quarta maior economia do país, superando o Rio Grande do Sul. Mas, na vida real, Richa sequer tem projetos.

É vergonhoso dizer que o governador tucano não fez um investimento sequer com dinheiro do estado em infraestrutura, enquanto o sindicalista, numa só canetada, vai liberar R$ 1 bi de recursos dos trabalhadores. No entanto, o FI-FGTS não socorre quem dorme de toca.

Rossi, indicado pela UGT, é um dos 12 membros do conselho que atua de forma tripartite (6 indicados pelo governo federal, 3 pelas confederações patronais e 3 pelas principais centrais sindicais), na gestão da aplicação dos bilionários recursos oriundos do FGTS.

Amanhã será a primeira vez que um dirigente do estado do Paraná presidirá o FI-FGTS, que possui ativos de mais de 60 bilhões em investimentos em infraestrutura nas aéreas de rodovias, portos, aeroportos, hidrovias, saneamento e energia.

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15 de junho de 2015
por Esmael Morais
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Coluna da Gleisi Hoffmann: Graças ao governo federal, o Paraná tem investimentos

Gleisi Hoffmann*

Há algum tempo corre a discussão, diria a acusação, de que o governo federal discrimina o Paraná, não faz investimentos, não garante as obras importantes à infraestrutura do Estado.

Isso é mentira. Infelizmente essa conversa voltou com a divulgação da segunda fase do PIL – Programa de Investimento em Logística, na semana passada, em Brasília. Diga-se, por justiça, que ela concentra-se no governo do Estado e em algumas entidades, que conhecem a realidade dos investimentos, mas optam por um discurso político fácil.

É claro que queremos muitos e mais investimentos para o nosso Estado. O Paraná contribui muito com o PIB nacional, seja por sua produção, seja por sua arrecadação. Mas é de má fé dizer que o Paraná não recebe investimentos ou é discriminado pelo governo federal.

Neste último Plano federal, o Paraná vai contar com investimentos de aproximadamente R$ 11 bilhões. Se levarmos em conta critérios como população, PIB, extensão territorial, por exemplo, e que 20 dos 27 Estados receberão investimentos, veremos que esse montante não pode ser considerado discriminatório com nosso Estado.

São investimentos em parcerias público-privadas que vêm ao encontro de antigas reivindicações, como a duplicação da BR-476, trecho Lapa/União da Vitória; duplicação da BR-116 da Fazenda Rio Grande ao município de Rio Negro; faixas adicionais na BR-101, divisa com Santa Catarina; investimentos para melhorar as ferrovias existentes, como novos pátios, aumento de capacidade de tráfego, novos ramais ferroviários, redução de interferências urbanas. Soma-se a isso a licitação de seis terminais no Porto de Paranaguá, aumentando o número de berços, dando mais capacidade de movimentação portuária.

Todas essas obras vão somar-se a outras já previstas no PAC e que estão em fase de licitação, contratação ou ordem de serviço, como a BR-163, entre Toledo e Marechal Cândido Rondon e o trecho de Cascavel a Marmelândia; a segunda ponte Internacional em Foz do Iguaçu; o Contorno Sul de Curitiba; o novo acesso ao Porto de Paranaguá; a finalização da Estrada da Boiadeira no trecho Tuneiras do Oeste a Porto Camargo; construção da BR-153, trecho Alto do Amparo a Imbituva.

Para que não pairem dúvidas, é bom relacionar as obras já concluídas no Paraná com recursos federais, hoje o terceiro Estado com maior investimentos em rodovias pelo DNIT, o departamento do Ministério dos Transportes responsável pela área. São elas: BR-153 – Construção do trecho Ventania – Alto do Amparo; BR-153 – Adequação de Capacidade União da Vitória – Divisa PR/SC; BR-153 – Construção e Vias Marginais no Perímetro Urbano de Ventania; BR-163 – Restauração e Adequação do trecho Mal. Cândido Rondon – Guaíra; BR-163 – Adequação na Travessia Urbana de Mal. Cândido Rondon; BR-163 – Construção do Contorno Oeste de Cascavel; BR-277 – Revital Leia mais

7 de novembro de 2014
por Esmael Morais
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Governo federal oferece verbas para aeroportos, mas Beto Richa refuta

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O deputado federal João Arruda (PMDB) ocupou a tribuna da Câmara nesta quinta-feira (06) para falar sobre o Programa de Investimentos em Logística do governo federal que, segundo o parlamentar, vem possibilitando a realização de importantes obras de infraestrutura como rodovias, ferrovias, portos e aeroportos.

Mas, segundo o parlamentar, o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), e seu irmão, o Secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, preferem refutar a ajuda federal e depois se fazem de discriminados pela União. à‰ o que aconteceu no caso recente envolvendo a possibilidade de estruturação dos aeroportos de Bandeirantes e União da Vitória. Leia mais