23 de junho de 2017
por Esmael Morais
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Governo Richa adianta que colocará a PM para assegurar votação do pacotaço de Greca

O governo Beto Richa (PSDB) vai jogar pesado para que o aliado Rafael Greca (PMN), prefeito de Curitiba, consiga aprovar na segunda-feira (26) o pacotaço desfavorável aos 33 mil servidores municipais de Curitiba. Para isso, o tucano disponibilizou todo o efetivo da Polícia Militar para conter manifestantes, se preciso, com a força física (leia-se “violência”). Leia mais

3 de setembro de 2016
por Esmael Morais
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Delegados ‘abrem fogo’ contra secretário de Beto Richa na Segurança Pública do Paraná

richa_policia_criseA Associação dos Delegados do Paraná (Adepol) ‘abriu fogo’ esta semana contra o secretário de Estado da Segurança, Wagner Mesquita, indicado para o cargo pelo antecessor Fernando Francischini (SD), em mais uma crise na área da segurança. Em documento, os policiais pedem a cabeça do titular da pasta (leia abaixo). Leia mais

13 de maio de 2016
por Esmael Morais
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PM-PR prepara greve contra Richa

richa_massacre3Os 23 mil policiais e bombeiros militares do Paraná deverão deflagrar greve geral nos próximos meses, informaram esta sexta-feira (13) fontes do Blog do Esmael no Palácio Iguaçu. O alvo são os constantes calotes do governador Beto Richa (PSDB) nas praças e oficiais da corporação.

O Blog do Esmael teve acesso a ríspidas mensagens do secretário da Segurança, Wagner Mesquita, postadas num grupo de WhatsApp. “Enquanto isso, mais uma vez recebi um ataque gratuito da ASSOFEPAR questionando cargos e salários na SESP….”, reclamou o secretário em relação à associação de oficiais militares.

A avaliação nos quartéis da PM é que essa briga com o secretário pode antecipar a greve, pois os policiais e bombeiros dizem que o governo deu calote neles de R$ 60 milhões. São valores relativos a promoções, tempo de serviço, aulas ministradas e transferências desde 2011. Leia mais

8 de abril de 2016
por Esmael Morais
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Coluna do Reinaldo de Almeida César: Sobre a (in)Segurança Pública do Paraná

MEM DE SÁ E A VIOLÊNCIA NO PARANÁ

Reinaldo de Almeida Cesar*

Conta o anedotário popular que, certo dia, numa sala de aula qualquer, a professora de Joãozinho – ele, sempre ele – perguntou-lhe na prova oral de história sobre “o que o governador-geral Mem de Sá fez pelo Brasil, na época colonial”.

Depois de ficar em silêncio por alguns segundos, não sabendo a resposta, Joãozinho encheu o peito e respondeu: “Professora, ele fez o que pode”.

***

O secretário Wagner Mesquita, que tantas vezes já elogiei aqui, candidata-se com muita velocidade a vestir os adereços de Mem de Sá, na visão do ladino Joãozinho, fazendo o que pode.

Numa escalada sem precedentes de crimes violentos patrimoniais por todo o Paraná, o secretário esforça-se, corre de um lado para outro, desdobra-se em busca de respostas à sociedade. Sem recursos, como Joãozinho, faz o que pode.

Policiais são assassinados em série, Londrina entra em pânico, e lá está o titular da SESP prometendo instituir força-tarefa e botar mais polícia na rua. Passados alguns dias, nada muda, e o governo até cassa a decisão judicial que mandava reforçar o efetivo policial na cidade.

Cascavel arde com os ônibus incendiados, e lá está o secretário montando o forte apache na cidade. Pergunte aos moradores do Oeste se sentiram alguma diferença, dias após a comitiva do secretário ter deixado a cidade.

Quem assistiu o primeiro e excelente “Tropa de Elite”, de José Padilha, sabe que enquanto a violência corre solta na periferia geográfica e social dos grandes centros, ela é desapercebida, passa a ser vista como corriqueira e quase normal, digamos até, tristemente compreensível. Agora, quando ela chega no andar de cima, a coisa muda de figura.

Foi o que aconteceu agora. Depois de uma série de assaltos em Curitiba, atingindo redes de supermercados e de farmácias, em salões de beleza onde até cabelo levaram, em conhecidas e tradicionais casas de comércio, depois que as residências de dez magistrados e oito promotores foram assaltadas, e depois de uma sequência de episódios violentos de arrastões com troca de tiros em restaurantes no Cabral, Juvevê e no Batel, a grande mídia já não teve mais como esconder: os crimes patrimoniais com violência explodiram em Curitiba.

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10 de março de 2016
por Esmael Morais
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Coluna do Reinaldo de Almeida César: “A verdade vos libertará”

Reinaldo de Almeida César*

Divirto-me até não mais poder, gargalhando às escancaras, ao observar as manifestações daqueles que, além de se sujeitarem a carregar a liteira no Palácio, ainda acham tempo para me agredir, não aceitando as observações críticas que faço, em relação ao atual governo, na área da segurança pública.

Também acho muita graça quando portadores de inveja ou fomentadores da intriga não se conformam quando elogio, naquilo que me merece, a gestão do secretário Wagner Mesquita.

Considero o secretário Mesquita um bom profissional, jeitoso, de boa conversa, com preparo técnico para o exercício da função. Tem perfil baixo, sabe valorizar a equipe e — importante para ele — está consciente das inevitáveis traições e decepções a que estará sujeito, de onde e quando menos esperar.

Essa consideração pessoal que faço ao secretário Mesquita, sem qualquer favor, não me inibe em dizer que as atuais condições das polícias civil, militar e criminalística, estão muito, muito longe das necessidades destas instituições.

Nada me fará deixar de cobrar o governo, para que valorize as carreiras dos profissionais da segurança pública, convertendo o reconhecimento em salários dignos para oficiais e praças da PM, para delegados, escrivães, investigadores e papiloscopistas da Civil, para médicos-legistas e peritos, entre outros. Leia mais