Até o “mercado” reagiu mal à prisão de Lula

A prisão do ex-presidente Lula vai se revelando um mau negócio até para a direita e os neoliberais que fazem de tudo pelo “mercado”. As primeiras reações de euforia com a subida na bolsa e a queda do dólar, deram lugar às incertezas de um país dividido e caótico.

A condenação de Lula foi anunciada pela mídia golpista como um “bom negócio” para o país. Abriria caminho para a eleição de um presidente de centro (leia-se direita); comprometido com os desejos do mercado financeiro.

Mas o cenário deste início de semana é de incerteza, com a profunda divisão do país, além do caos político e jurídico. Na segunda-feira (9), primeiro dia útil após a prisão do ex-presidente, o Ibovespa, principal índice de ações do Brasil, caiu 1,75%. Já o dólar teve alta de 1,57%.

Lula parece ser uma ameaça para o mercado, e sua possível saída disputa presidencial seria desejável para os rentistas. Porém, a direita neoliberal não tem nenhum candidato que empolgue, ou apresente viabilidade eleitoral.

O ilegítimo Temer e seu ex-ministro da recessão, Henrique Meirelles, têm 1% das intenções de voto. O ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), teria 7%. Jair Bolsonaro tenta se cacifar como um candidato desse setor, mas não desperta confiança no mercado (sempre ele).

Além do mais, a prisão de Lula ao arrepio da Constituição mergulha o País num abismo de incertezas, impedindo qualquer possibilidade de estabilidade em curto, médio e longo prazo.

As candidaturas do mesmo campo de Lula, Boulos (PSOL) e Manuela D’Ávila (PCdoB), já se comprometeram com a luta pela liberdade e o direito de Lula disputar a eleição. Ciro Gomes (PDT) tenta herdar parte do espólio lulista e, ao mesmo tempo, atrair eleitores de centro; emitindo sinais confusos tanto para a esquerda como para a direita. O que resta, enfim, é a fragmentação.

Resumindo, se Lula na disputa representava uma ameaça aos interesses neoliberais; retirado de forma golpista, figura como um fantasma assombrando qualquer um que ouse avançar sobre seu legado.

Com informações do Portal Vermelho.

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