1 de janeiro de 2018
por Esmael Morais
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29 de setembro de 2015
por admin
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Coluna do Enio Verri: Paraná revive desastres do governo Lerner

Enio Verri*

Desde que assumiu o governo do Estado, em 2011, Beto Richa foge da comparação com o ex-governador Jaime Lerner como o diabo foge da cruz. Escaldado pela desaprovação de Lerner junto aos paranaenses, por ele ter feito um governo marcado pela explosão das desigualdades regionais e principalmente pela implantação do pedágio mais caro do mundo, Richa sempre adotou um oportuno discurso de distância ideológica. A prática, entretanto, mostra que a gestão tucana se resume a uma versão 2.0 do governo Lerner.

A evidência mais recente do caráter lernista do governo Richa está estampada na capa da Gazeta do Povo desta segunda-feira (28). Reportagem do jornalista Fernando Jasper mostra que 90% dos recursos do programa Paraná Competitivo, criado em 2011 para estimular o desenvolvimento econômico do Estado por meio de benefícios fiscais, foram ou serão aplicados em cidades da Região Metropolitana de Curitiba e dos Campos Gerais.

Isso significa que R$ 22,1 bilhões, do total de R$ 24,8 bilhões viabilizados pelo programa, serão investidos nas duas regiões mais ricas do Paraná, que juntas detêm 51,3% do PIB estadual. Enquanto isso, as demais oito regiões metropolitanas, que concentram 48,7% do PIB, ficam com apenas 8,3% dos investimentos do Paraná Competitivo.

Quando o governo anunciou a criação do programa eu era líder da oposição na Assembleia Legislativa. Entre considerações elogiosas pela iniciativa de fomentar o desenvolvimento econômico do Estado, fui também o autor de incontáveis críticas ao Paraná Competitivo, pois entendia que o programa não previa incentivos diferenciados para indústrias se instalarem nas localidades mais pobres, justamente aquelas que mais necessitam da interferência governamental para alavancar o progresso. “Que empresa vai escolher a região central ou pelo Vale do Ribeira se os incentivos fiscais oferecidos pelo governo são os mesmos para os Campos Gerais e Região Metropolitana de Curitiba?”, repetia.

A previsão da oposição, de que o Paraná Competitivo potencializaria a atividade industrial e a concentração de riqueza nas regiões mais desenvolvidas, se confirmou. Assim como Lerner fez, Richa aumenta o abismo econômico entre as regiões do Estado, ignorando que municípios localizados em regiões mais pobres precisam de incentivos diferenciados para crescer.

Tal como Lerner, Richa também mantém com as concessionárias de pedágio uma relação de cumplicidade e leniência. Em vez de defender os interesses da populaç Leia mais