20 de maio de 2018
por Esmael Morais
Comentários desativados em O slogan de Temer é aquele sem a vírgula: O Brasil voltou 20 anos em 2!

O slogan de Temer é aquele sem a vírgula: O Brasil voltou 20 anos em 2!

Para o deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB), sob Temer, o Brasil caminha para trás. “Ele promoveu o desmonte de programas sociais, aprovou o congelamento dos investimentos públicos por 20 anos, permitiu a aprovação do projeto do senador Jose Serra que abriu o pré-sal aos estrangeiros, fez uma reforma trabalhista que penaliza os trabalhadores”, escreve, para então perguntar: “Cadê os paneleiros?” ... 

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15 de maio de 2018
por Esmael Morais
Comentários desativados em De volta à miséria

De volta à miséria

O deputado Enio Verri (PT-PR) denuncia o retorno à miséria na mesma semana em que Michel Temer anunciou que o Brasil voltou 20 anos em 2. ... 

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18 de janeiro de 2018
por Esmael Morais
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Caixa sob ataque da Globo

Tudo bem que vice-presidentes da Caixa sejam afastados em nome da moralidade pública, etc., mas a modificação no estatuto do banco público para dificultar a “ingerência política” é de uma vigarice ímpar. É nestes momentos de crise que a Globo parasita costuma atacar. ... 

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16 de agosto de 2016
por Esmael Morais
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Enio Verri: O golpe atenta muito menos contra Dilma do que os interesses da Nação

enio_temerO deputado Enio Verri (PT-PR), em sua coluna desta terça (16), afirma que o golpe de Michel Temer (PMDB) representa mais perigo concreto para os brasileiros do que ao PT ou à presidente Dilma Rousseff. Segundo o colunista, o governo provisório significa um atraso sem precedentes. Abaixo, leia, comente e compartilhe a íntegra do texto: Leia mais

2 de junho de 2016
por Esmael Morais
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Interino Michel Temer sofre mais duas importantes derrotas em menos de 24 horas

temer_melo_boullosO presidente provisório Michel Temer (PMDB) colecionou mais duas derrotas em menos de 24 horas. A penúltima diz respeito à volta do jornalista Ricardo Melo, por determinação do Supremo, à presidência da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

A antepenúltima ocorreu ainda ontem à noite (1º), quando o golpista recuou diante da ocupação do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), na ocupação do gabinete da Presidência da República em São Paulo. Leia mais

1 de junho de 2016
por Esmael Morais
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Começou a repressão aos movimentos sociais no governo provisório de Michel Temer; assista

Após ocupação do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) no prédio do escritório da Presidência da República, em São Paulo, a Polícia Militar reprimiu violentamente manifestantes por soltar rojão para o alto na Avenida Paulista. Quatro foram detidos e agredidos brutalmente.

Os manifestantes querem a continuidade do programa habitacional do Minha Casa Minha Vida e pedem a saída do governo golpista de Michel Temer (PMDB). Leia mais

18 de maio de 2016
por Esmael Morais
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Ministro interino que cortou 11 mil casas bateu panela na Câmara em homenagem aos “coxinhas”

ministro_paneleiroO ministro interino das Cidades, Bruno Araújo (PSDB-PE), antes de cancelar a construção de 11.250 unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida, ainda na Câmara, bateu panela no plenário pelo impeachment da presidente eleita Dilma Rousseff (PT). Leia mais

17 de maio de 2016
por Esmael Morais
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Coração de pedra, ministro interino tucano suspende construção de 11 mil unidades do Minha Casa

do Brasil 247
bruno_casasO ministro das Cidades, Bruno Araújo (PSDB-PE), revogou nesta terça-feira (17) uma portaria editada pelo governo Dilma Rousseff que autorizava a Caixa Econômica Federal a contratar a construção de até 11.250 unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida. Leia mais

6 de maio de 2016
por Esmael Morais
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Guilherme Boulos avisa a tigrada golpista: “nenhum passo atrás”; assista

boulosO coordenador da Frente Povo Sem Medo, Guilherme Boulos, em discurso nesta sexta-feira (6), advertiu a tigrada golpista: “nenhum passo atrás, não tem arrego. E barraremos nas ruas esse golpe e qualquer retrocesso aos programas e direitos sociais”. Abaixo, assista ao vídeo: Leia mais

1 de março de 2016
por admin
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Coluna do Enio Verri: 36 anos do PT, um partido que não foge à luta

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Enio Verri*

Contra aqueles que torcem pelo fim do Partido dos Trabalhadores, o PT completa 36 anos, de muita história, conquistas e avanços para todos os brasileiros. Uma vida repleta de lutas e batalhas contra o conservadorismo e as injustiças sociais que permeiam o Brasil desde sua colonização.

Fundado em 1980 e formado pela representação ampla de diferentes forças e setores sociais da sociedade – sindicatos, movimentos populares, intelectuais, etc –, a agremiação sempre será reconhecida pela sua importância e centralidade nos avanços sociais, fim da miséria e protagonismo brasileiro pelo mundo, mesmo contra a tentativa de criminalização.

Convivendo desde a sua origem com perseguições ideológicas, pessoais e acusações arbitrárias, o partido, que novamente sofre com o ódio seletivo, se renova e amplia seus quadros, reconhecendo as políticas de inclusão e desenvolvimento social que concederam dignidade a milhares de brasileiros e brasileiras.

Trata-se do partido, que ao lado de movimentos sociais, lutou pela redemocratização, igualdade e direito ao voto, tornando-se voz ativa no combate as injustiças em todas as esferas no País. Uma agremiação marcada pela sua contribuição intelectual e de mobilização popular.

Que mesmo sob críticas e preconceitos de grandes empresas midiáticas, mantêm-se combativo e protagonista nas principais conquistas dos trabalhadores, Leia mais

15 de fevereiro de 2016
por admin
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Coluna do Luiz Cláudio Romanelli: O desmanche dos programas de proteção social no Brasil

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A desigualdade dos direitos é a primeira condição para que haja direitos.
Friedrich Nietzsche

Luiz Cláudio Romanelli*

Na surdina e sem despertar qualquer reação dos movimentos sociais, o governo federal vai rasgando as bandeiras da campanha à reeleição, promovendo cortes nos principais programas sociais que foram a vitrine dos governos de Lula e da própria Dilma. Pior, tudo que vem sendo construído desde a promulgação da Constituição de 1988.

Em 2015, contrariando frontalmente os compromissos assumidos na campanha, o governo mudou as regras do seguro desemprego, do abono salarial e da concessão de pensão por morte do trabalhador. Contrariando as promessas, também cortou recursos dos programas sociais.

Levantamento realizado pelo jornal O Estado de São Paulo e publicado na última segunda-feira, dia 8, revela que em 2015, 8 dos 9 principais programas sociais do governo perderam recursos. E em 2016 a situação será ainda pior.

No Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico do Governo Federal (Pronatec), uma das principais bandeiras da última campanha eleitoral, e que aqui no Paraná articulei a implantação, foram aplicados R$ 5,3 bilhões em 2014.

No ano passado o valor caiu para R$ 4,7 bilhões e este ano a previsão é de investir R$ 2,6 bi, uma redução de -44 %. Isso sem falar nas dívidas pendentes de regularização junto aos parceiros públicos e privados.

O programa Brasil Carinhoso, que repassa verba para creches que recebem crianças beneficiadas pelo Bolsa Família, foi um dos mais prejudicados. Segundo os dados levantados pelo “Estadão”, em 2014, foram investidos R$ 766 milhões, valor reduzido para R$ 406 milhões em 2015 (-47%). No Orçamento para 2016, há previsão de gastos menores ainda, R$ 344 milhões.

Nem o programa Minha Casa, Minha Vida escapou. O programa registrou um pequeno corte R$ 200 milhões em 2015.  Em 2014 foram investidos R$ 16,7 bi no programa, enquanto que em 2015 o valor caiu para R$ 16,5. Ja para 2016, estão previstos R$ 6,9 bi, um corte de 58%.

Dos oito programas sociais afetados, quatro tiveram corte nominal e outros qu Leia mais

23 de dezembro de 2015
por admin
Comentários desativados em Governador Beto Richa termina 2015 com protestos pelo #ForaBetoRicha

Governador Beto Richa termina 2015 com protestos pelo #ForaBetoRicha

O governador Beto Richa (PSDB) foi alvo de intensos protestos de professores e servidores estaduais, nesta terça-feira (22), no município Ponta Grossa, região dos Campos Gerais, nas vésperas do Natal e no apagar das luzes de 2015.

Richa esteve na cidade para assinar a liberação de verbas para o Lago de Olarias e para participar da entrega de 1.127 casas populares.

Vale lembrar que as residências inauguradas pelo governador são do programa Minha Casa Minha Vida, do governo federal. Ou seja, além de tudo, Beto Richa ainda faz cortesia com o chapéu de Dilma Rousseff — que ele e seu partido estão tentando derrubar.

Professores rede pública estadual de ensino, da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e do Movimento Popular Fora Beto Richa realizaram protestos nas duas solenidades. Ou seja, o governo do PSDB iniciou como terminou este ano: sob intensos protestos.

Aliás, os protestos contra o governador vindos da educação pública estadual, básica e superior, são cada vez mais frequentes. O tucano escolheu os educadores como ‘inimigos número 1’, por isso aplicou contra eles uma série de maldades durante o ano de 2015.

Tivemos o confisco da previdência dos servidores, o massacre de 29 de abril e a sonegação da data-base. Mais recentemente, as universidades estaduais começaram a fechar as portas por falta de recursos, isso sem falar na demissão de cerca de 30 mil professores PSS.

Os professores da UEPG representados pelo Sinduepg levaram faixas com a seguinte frase “Docentes na luta contra o confisco da poupança previdenciária”.

Para a presidente do Núcleo regional da APP-Sindicato, Vera Rosi, os educadores jamais vão esquecer os atos de Richa contra a educação, especialmente o dia 29 de abril, quando professores foram massacrados pela Polícia Militar, no Centro Cívico de Curitiba.

“Ric Leia mais

10 de dezembro de 2015
por admin
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Movimento por Moradia de Curitiba organiza mobilização sábado contra golpe na democracia

mpm

O Movimento Popular por Moradia (MPM) promete reunir centenas de trabalhadores sem-teto, neste sábado (12), em Curitiba, durante assembleia de mobilização contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT).

A manifestação de sábado terá concentração às 10 horas na Ocupação Nova Primavera, no bairro Cidade Industrial de Curitiba (CIC). Leia mais

3 de dezembro de 2015
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Coluna do Reinaldo de Almeida César: A sanha arrecadatória estilo “biruta de aeroporto” de Beto Richa

Reinaldo Almeida César*

Depois de fazer de Curitiba a campeoníssima da inflação pela escorchante elevação de impostos, depois de raspar a ParanaPrevidência e de meter a mão grande no Fundo Especial de Segurança Pública do Estado do Paraná (FUNESP), o governo estadual agora anuncia um bingão de prêmios, a fim de manter o entusiasmo dos incautos consumidores que acreditaram no Programa Nota Paraná e que saíram, eufóricos, pedindo a inclusão do CPF ao tilintar das caixas registradoras.

O risco de frustração dos que aderiram é enorme. Os sedutores descontos antes acenados, agora são revelados com a frieza da realidade. Estão muito longe dos percentuais prometidos. O que se esperava ver se materializar em generosos reais de retorno, pode se tornar míseras moedas de  centavos.

Nesta sanha arrecadatória, o governo não teve freios inibitórios em colocar no balcão da feira, em oferta, dezenas de imóveis que pertencem ao patrimônio dos paranaenses.

Até mesmo a Granja do Canguiri — não fosse a boa intervenção do líder Romanelli (PMDB) — teria sido passada nos cobres.

Dizem alguns historiadores que foi o excesso de pudor e de caráter de Bento Munhoz da Rocha Netto que impediu a construção da ala residencial no Palácio Iguaçu, pelo constrangimento de ter sido governador já residente em imóvel próprio em Curitiba antes de assumir o cargo, ainda que parnanguara de nascimento.

O afoito gestor que pensou em se livrar do Canguiri, em troca de algum dinheiro, talvez não conheça nossa história.

Como neste desiderato de vender dezenas de imóveis o governo também manteve seu estilo “biruta de aeroporto”, modificando e reduzindo, em contramarcha, a relação inicial dos imóveis, permito-me fazer um apelo à reflexão.

Ao invés de se desfazer do terreno que abrigou a sede histórica da quase bicentenária Polícia Civil na Barão do Rio Branco, que tal o governo se debruçar na retomada dos estudos apresentados pelo Programa Paraná Seguro, para que as áreas centrais de Curitiba que pertencem à Polícia Civil — como o terreno que agora se pretende vender e a área do 1. DP — sejam permutadas por áreas construídas na Vila Izabe Leia mais

7 de outubro de 2015
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Coluna do Rafael Greca: Mais Curitiba, menos Brasília

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Rafael Greca*

Quem inventou esta inominável dependência curitibana de Brasília? Não fui eu nem foi você. Quem colocou Curitiba na vala comum do pires na mão? Não fui eu nem foi você.

Que raios de discurso é este? Curitiba antes modelo, vai mesmo aceitar calada o título de cidade modelada? Não, mil vezes não. Não foi para isso que você deu o seu voto.

Curitiba está travada, imobilizada. Fruet faz Prefeitura sem frutos, infrutífera; resultado de suas escolhas calculistas e apostas políticas frustadas.

Chegou ao poder bafejado pelos ventos do PT, impulsionado pelos investimentos de Gleisi Hofmann, Paulo Bernardo, Angelo Vanhoni, André Vargas, os grandes escritórios de Brasília, as empresas empreiteiras então íntimas dos sorridentes poderosos do Planalto.

Havia uma expectativa de que os lucros da Copa e programas como “PAC”, “Minha Casa Minha Vida” e o Metrô (lançado aqui três vezes com a presença da presidente Dilma Rousseff), irrigassem as finanças curitibanas.

Em 2012, Ducci e Fruet celebraram o acordo dessa dependência. Chegaram a disputar nos tribunais o direito de ter o sorriso de Dilma nos seus tristonhos programas eleitorais. Hoje, a realidade mudou. Agora tentam se descolar da imagem que eles mesmo colaram, enquanto queimavam o filme.

A recessão/depressão está nas ruas. É visível na cena inaceitável do abandono social, em doentes deambulando pelas marquises dos prédios, traficantes e drogados — travestidos de moradores de rua — ameaçando o direito de ir e vir dos transeuntes e a paz social urbana.

Estamos esperando o Metrô, sentados à beira dos caminhos, nas filas do transporte coletivo desintegrado, com 183 ônibus de vida útil vencida. Na última quinta-0feira, 1º de outubro, às 13 horas, vi o incêndio de um ônibus alimentador do Bacacheri, na avenida Erasto Gaertner,em frente ao Sindacta. Aterrador.

A danosa desintegração do transporte público também faz mal à qualidade de vida do povo trabalhador. Isto particularmente me dói, e dói muito, porque em 1995, enquanto prefeito de Curitiba, criei a Rede Integrada Metropolitana de Transportes.

Quem antes pega Leia mais

21 de setembro de 2015
por admin
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Coluna da Gleisi Hoffmann: Dilma desagrada mercado porque mantém programas sociais

Gleisi Hoffmann*

Passamos a semana tentando entender as análises de economistas, articulistas de mercado, empresários, políticos, movimentos sociais, intelectuais de esquerda sobre o ajuste fiscal anunciado pelo governo da presidenta Dilma na segunda-feira passada.

Em comum, quase todos, sob sua perspectiva, criticaram o pacote; mas o mercado, este ente quase invisível, além das críticas mais fortes, externou decepção total.

Analistas esperavam um grande corte nas despesas, aquele chamado corte na carne, que para o mercado seria em cima de programas sociais, como bolsa família, programas de educação, saúde e assim por diante. É sempre assim, quando as coisas apertam, sobra para os mais fracos.

Entretanto, a presidenta Dilma não deixou isso acontecer. Primeiro porque o orçamento de despesas já sofreu um forte ajuste em 2015 e o orçamento de 2016, objeto do atual ajuste, foi feito com base em 2015, com os cortes já feitos.

Para se ter ideia do corte de despesas, vale lembrar que o orçamento de 2015 foi inferior em R$ 40 bilhões em relação ao de 2014. Além disso, está com R$ 80 bilhões contingenciados, sem execução. Por isso não é verdade que a proposta da presidenta é em cima do aumento da carga tributária. O ajuste começou no início deste ano, e foi pesado para as despesas, mas preservando os programas sociais mais estruturantes.

Cortar programas sociais só aumenta o drama dos mais pobres. Por isso a presidenta poupou esses programas. Mesmo o Minha Casa Minha Vida que sofreu ajuste, não foi para diminuir o programa, mas para adequá-lo a uma nova fonte de subsídio e a criação de mais uma faixa de financiamento.

Temos um problema de despesas com aumento exponencial que é a taxa de juros, que chega a 14,25%. Já pagamos, neste primeiro semestre de 2015, R$ 130 bilhões a mais de juros em relação ao mesmo período do ano passado. Mas sobre isso o mercado cala!

Mesmo os empresários, que costumavam reclamar dos juros, ficaram calados, porque quando a presidenta executou uma política que levou os juros para a casa dos 7,5%, eles não sustentaram. Aliás, muitos perderam dinheiro porque tinham mais retorno de aplicações financeiras do que de sua produção. Este é um dos motivos de termos uma indústria com baixa competitividade. Os juros precisam baixar, e rápido.

Se isto não acontecer, qualquer corte de despesa ou aumento de impostos não fará mais diferença daqui pra frente.

No lado da receita, a CPMF é com certeza o ponto mais polêmico. Penso que deveria ter uma faixa de isenção, para não atingir os de m Leia mais

16 de setembro de 2015
por admin
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Coluna do Alvaro Dias: O pacote de sacrifícios para o contribuinte

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Alvaro Dias*

O pacote de cortes e aumento de impostos anunciado pelos ministros da área econômica só reforça o quanto o governo do PT está caminhando para o descaminho do desgoverno e andando na contramão da realidade do País.

Ao que tudo indica, o governo não tinha noção das suas finanças internas e não sabia o que ocorria com as contas públicas do País. Foi preciso vir um alerta lá de fora, com o rebaixamento da nota do Brasil pela  Standard & Poor’s (S&P), para que as providências fossem adotadas. Se foi possível fazer cortes agora, por que o governo não cortou antes desse atestado de incompetência internacional?

Os cortes de R$ 26 bilhões no Orçamento da União contradizem todas as propostas feitas durante a campanha eleitoral e retiram recursos de áreas estratégicas, como a agricultura, que tem sustentado o pífio crescimento da economia brasileira. É uma decisão errática, porque o dinheiro investido na agricultura tem retorno garantido. É provável que as pedaladas fiscais, a que o governo vem recorrendo para maquiar as contas públicas, tenham comprometido também o caixa das instituições financeiras que financiam a agricultura no País.

Além de mexer com o campo, o governo também jogou um balde de água fria nas expectativas dos servidores públicos, que ficarão sem reajuste, e dos que almejam a estabilidade do serviço público, suspendendo os concursos.

Também alterou a forma de financiamento de programas como o Minha Casa, Minha Vida. Mas a parte de sacrifício que lhe cabia nessa crise, o governo ficou devendo. Anunciou um tímido corte de R$ 200 milhões com a redução do número de ministérios, deixando-nos com a certeza de que os quadros políticos, mantidos a preço de apoio, continuarão a inchar a esplanada dos ministérios.

O mais grave no pacote, porém, é a tentativa de recriação da CPMF. É uma trombada na realidade econômica e social do país. O Brasil precisa crescer economicamente, e aumentar impostos compromete ainda mais a capacidade de investimento do setor produtivo, que vai demitir mais e aprofundar a crise social do País.

Nós, da oposição, que derrubamos a CPMF em 2007, temos o dever de rejeitar novamente esse imposto perverso. Os brasileiros não podem pagar pelos erros do governo. Se o governo errou, que pague a conta.

*Alvaro Dias é senador pelo PSDB e líder da Oposição no Senado Federal. Ele escreve nas quartas-feiras para o Blog do Esmael sobre “Ética na Política”.

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17 de agosto de 2015
por Esmael Morais
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Coluna do Luiz Cláudio Romanelli: O legado da democracia

Luiz Claudio Romanelli*

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A primeira faixa que vi da manifestação deste domingo, 16 de agosto, em Curitiba, me deixou perplexo: “intervenção militar já!”

O dia foi marcado por manifestações de apologia ao golpe contra a democracia, nas principais cidades do Brasil. Um movimento, diga-se, articulado por grupos de direita, que se comunicam pelas redes sociais na internet, e velhas raposas da política que desejam um terceiro turno da eleição de 2014. Nunca é demais lembrar as palavras do filósofo e escritor Umberto Eco: “O drama da internet é que ela promoveu o idiota da aldeia a portador da verdade”.

Muito embora havia entre os manifestantes, cidadãos conscientes protestando contra a corrupção, contra à deterioração da economia e os cortes em direitos trabalhistas e sociais, m‎uitos foram as ruas, qual boiada desgovernada, para vociferar contra a presidente Dilma, o ex-presidente Lula, o PT, os partidos políticos, os políticos em geral, contra a própria democracia. O que mais se viu foram discursos autoritários e anticonstitucionais, discursos de ódio, que põem em jogo a ainda incipiente democracia brasileira.

Defendo o direito a livre manifestação, mas não compactuo com os que bradam pelo impeachment da presidente legitimamente eleita por mais de 54 milhões de eleitores, numa eleição acirrada, já com a Operação Lava Jato protagonizando o debate. ‎

‎Dias desses, li um texto muito bom de autoria do jornalista paranaense Otavio Duarte, no qual ele faz uma analise precisa e inteligente sobre o nosso país e lembra que “é bom ter distanciamento, perspectiva, e um pouco de história não faz mal a ninguém”, para concluir que embora ainda haja muito a fazer, “o Brasil hoje é muito melhor do que antes”.

Quem, como eu, viveu e combateu a ditadura, sabe bem que a melhoria na vida dos brasileiros é o grande legado da democracia.

Nos últimos 30 anos, entre erros e acertos, o Brasil implantou políticas públicas que transformaram o país. De uma Nação atrasada e pobre, nos tornamos um país admirado e respeitado mundialmente, com muitos desafios ainda à enfrentar, mas num outro patamar.

Sarney viabilizou e consolidou a transição democrática, Collor (apesar de todos os pesares) abriu o país ao mercado internacional. Itamar Franco estancou a inflação com a criação do Real, Fernando Henrique Cardoso criou as bases da estabilização econômica, regulamentou e implantou várias políticas sociais que estavam previstas na Constituição de 1988 – a carta que inaugurou a moderna democracia brasileira.

A Constituição trouxe inovações que hoje parecem triviais. Durante mais de 150 anos, os analfabetos – outrora um número expressivo da população – estiveram excluídos da vida política. Pois a Constituição garantiu a eles o direito ao voto, assim como aos jovens entre 16 e 18 anos. Também concedeu a todo cidadão o direito de saber todas as informações sobre ele próprio e sobre o governo.

Depois da Constituição, foram elaborados nos anos seguintes um novo Código Civil, o Código de Defesa do Consumidor, o Estatuto da Criança e do Adolescente e o Estatuto do Idoso. O racismo passou a ser considerado crime inafiançável. Há ainda um capítulo inovador sobre meio ambiente e uma legislação sobre a questão indígena que, se não evita conflitos pontuais, pelo menos protege a minoria.

Garantiu ainda verbas à educação e permitiu a universalização do ensino. Criou o Sistema Único de Saúde, que se não é o ideal garante o acesso de todos.

Nos oito anos do governo Lula, o Leia mais

10 de agosto de 2015
por Esmael Morais
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No Maranhão, Dilma ouviu do povo: “Não vai ter golpe!”; assista ao vídeo

dilmadinoA presidenta Dilma Rousseff (PT) participou hoje de uma cerimônia de entrega de moradias do Programa Minha Casa, Minha Vida, em São Luís, capital do Maranhão. Ela foi recepcionada pelo governador Flávio Dino (PCdoB), de quem ouviu que os maranhenses defendem a democracia e são contra qualquer tipo de golpe ensaiado. Durante a fala do governador, os presentes entoaram a palavra de ordem: “Não vai ter golpe!” conforme o vídeo abaixo. ... 

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7 de agosto de 2015
por Esmael Morais
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Dilma Rousseff: “Ninguém tira legitimidade que o voto me deu”