14 de Março de 2018
por Redacao
Comentários desativados em Fantasma da fome volta a rondar o país com esvaziamento do Bolsa Família promovido por Temer

Fantasma da fome volta a rondar o país com esvaziamento do Bolsa Família promovido por Temer

O golpe de Estado que derrubou a presidente Dilma Rousseff  impôs uma agenda de retorno ao neoliberalismo que, através de um ajuste fiscal regressivo e desumano, promoveu um brutal corte nos programas sociais, aumentou o desemprego e jogou milhões de brasileiros na miséria e indigência. As ações recentes do governo golpista de Temer indicam um crescente esvaziamento do Bolsa Família, com a extinção de 4,3 milhões de pessoas do programa, que agora deve se chamar Bolsa Dignidade. Leia mais

4 de Janeiro de 2018
por esmael
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Temer elege os pobres como ‘inimigos número 1’ ao atacar o Bolsa Família

Depois de doar R$ 10 bilhões da Petrobras aos “fundos abutres” norte-americanos, Michel Temer quer compensar essa parte do desfalque diminuindo o Bolsa Família, programa de combate à pobreza reconhecido mundialmente. Ou seja, o governo comporta-se como “Hobin Hood ao contrário” que tira dos pobres para dar ao rico sistema financeiro. Leia mais

7 de novembro de 2016
por esmael
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Coração de pedra, Temer CORTA 5 milhões de pessoas do Bolsa Família, mas mantém ricos no Bolsa Empresário de R$ 270 bi

temer_dilma_bolsaO governo golpista de Michel Temer (PMDB) deu mais uma mostra a que veio: para ferrar os mais pobres e privilegiar os mais ricos.

16 de agosto de 2016
por esmael
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Enio Verri: O golpe atenta muito menos contra Dilma do que os interesses da Nação

enio_temerO deputado Enio Verri (PT-PR), em sua coluna desta terça (16), afirma que o golpe de Michel Temer (PMDB) representa mais perigo concreto para os brasileiros do que ao PT ou à presidente Dilma Rousseff. Segundo o colunista, o governo provisório significa um atraso sem precedentes. Abaixo, leia, comente e compartilhe a íntegra do texto:

12 de agosto de 2016
por esmael
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Ministro trapalhão da Saúde leva sabugada da própria filha; assista ao vídeo

vic_ricardo_cidaA pré-candidata à Prefeitura de Curitiba, Maria Victória (PP), filha do ministro trapalhão da Saúde, Ricardo Barros, deu uma sabugada no pai ao contestá-lo sobre a afirmação de que os homens procuram menos serviço médico por “trabalharem mais do que as mulheres” e serem provedores do lar. Abaixo, assista:

17 de junho de 2016
por esmael
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Coração de pedra, Temer paga Bolsa Família ‘sem’ reajuste concedido por Dilma

temer_meirelles_bolsa_familiaO interino Michel Temer (PMDB) fez uma opção preferencial pelos mais riscos, pois nesta sexta-feira (17) o governo provisório começou o pagamento do Bolsa Família sem o reajuste de 9% que Dilma Rousseff havia concedido.

5 de Abril de 2016
por esmael
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Governo Dilma decide partir para o ataque contra golpismo da Globo

#GovInforma: O Globo despreza a verdade com preconceito disfarçado

do Blog do Planalto

Ao cravar em sua primeira página que ‘Dilma usará o Bolsa Família para se defender do impeachment’, o jornal induz o leitor a pensar que o programa que retirou 36 milhões de pessoas da miséria, e contribuiu para mover outras 40 milhões à nova classe média, será usado como moeda de troca na Câmara contra o processo de impeachment. Engano.

Tão enganoso quanto o equívoco original da reportagem: tentar antecipar uma linha de defesa que não se cumpriu – no jargão jornalístico, uma clássica barriga.

Os argumentos da defesa apresentada pelo chefe da Advocacia-Geral da União, ministro José Eduardo Cardozo, são cristalinos. Num deles, lembra que nas alegadas pedaladas fiscais não há qualquer ato da presidenta da República que possa ser configurado como crime de responsabilidade relacionadas a atos de 2015. Noutro, mostra que os decretos de crédito suplementar – também objeto do pedido de impeachment – estão de acordo com a meta de superávit primário. Não aumentaram o gasto público e permitiram a todos os poderes reprogramar uma determinada política pública de acordo com a realidade.

A reportagem do Globo optou pela pressa na antecipação da defesa pelo preconceito contra as conquistas da população mais necessitada do país. População que foi, é e continuará sendo prioridade do governo da presidenta Dilma – como passou a ser desde que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumiu a Presidência da República, em 2003.

Ao distorcer a informação, O Globo despreza a verdade e amplia o preconceito contra a parcela mais pobre da população.

1 de Março de 2016
por admin
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Coluna do Enio Verri: 36 anos do PT, um partido que não foge à luta

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Enio Verri*

Contra aqueles que torcem pelo fim do Partido dos Trabalhadores, o PT completa 36 anos, de muita história, conquistas e avanços para todos os brasileiros. Uma vida repleta de lutas e batalhas contra o conservadorismo e as injustiças sociais que permeiam o Brasil desde sua colonização.

Fundado em 1980 e formado pela representação ampla de diferentes forças e setores sociais da sociedade – sindicatos, movimentos populares, intelectuais, etc –, a agremiação sempre será reconhecida pela sua importância e centralidade nos avanços sociais, fim da miséria e protagonismo brasileiro pelo mundo, mesmo contra a tentativa de criminalização.

Convivendo desde a sua origem com perseguições ideológicas, pessoais e acusações arbitrárias, o partido, que novamente sofre com o ódio seletivo, se renova e amplia seus quadros, reconhecendo as políticas de inclusão e desenvolvimento social que concederam dignidade a milhares de brasileiros e brasileiras.

Trata-se do partido, que ao lado de movimentos sociais, lutou pela redemocratização, igualdade e direito ao voto, tornando-se voz ativa no combate as injustiças em todas as esferas no País. Uma agremiação marcada pela sua contribuição intelectual e de mobilização popular.

Que mesmo sob críticas e preconceitos de grandes empresas midiátic

29 de Fevereiro de 2016
por admin
Comentários desativados em Coluna da Gleisi Hoffmann: Para quem se governa

Coluna da Gleisi Hoffmann: Para quem se governa

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Gleisi Hoffmann*

Nas democracias, após o processo eleitoral, o governante eleito deve governar para todos, sem dúvida alguma. Entretanto, como as eleições são um processo de escolha entre candidatos e programas, um sai vitorioso. É esse que deve dar a linha ao governo, estabelecer suas prioridades. Caso contrário, não teríamos uma disputa eleitoral e sim uma formatação consensual.

Numa disputa eleitoral dificilmente se ganha, principalmente tratando-se de presidência da República no Brasil, com um único partido. Daí a importância das alianças, que agregam ideias coincidentes, não hegemônicas ou idênticas. Isso quer dizer que no governo essa coalizão vitoriosa também irá se manifestar e disputará, entre si, o programa de governo vitorioso, puxando-o mais para um lado do que para o outro.

Assim, torna-se mais necessário ainda ter consciência do que foi a linha mestra que deu vitória nas urnas, para não ficar à deriva das disputas internas, estimulando a oposição a querer interferir nos rumos do governo e fortalecer suas posições.

O governo da presidenta Dilma tem, e sempre teve, la

19 de dezembro de 2015
por esmael
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Deputada contrária ao Bolsa Família e primeira-dama de Curitiba batem boca nas redes sociais

Nem o espírito de Natal está sendo capaz de segurar a troca de farpas entre a deputada Maria Victória (PP) e a primeira-dama de Curitiba, Márcia Fruet.

Tudo começou com a parlamentar defendendo corte no programa Bolsa Família em sua coluna publicada no Blog do Esmael. Para ela, o o governo federal “dá o peixe” ao invés de “ensinar a pescar”.

Márcia Fruet, mulher do prefeito Gustavo Fruet (PDT), rebateu Maria Victória pelo Facebook: “Dizem que temos que ensinar a pescar, não dar o peixe. Mas, quando já lhes tiraram o anzol, o barco, a vara, é preciso, sim, dar o peixe”, escreveu citando o ex-presidente uruguaio José Pepe Mujica.

Em carta aberta, Maria Victória observou que a primeira-dama de Curitiba “colocou a própria indignação acima da esperança”.

“Minha esperança de juventude jamais será derrotada por nada, nem por ninguém”, rebateu a deputado Maria Victória, que é pré-candidata à Prefeitura de Curitiba.

A seguir, leia a carta aberta de Maria Victória para Márcia Fruet:

“Minha opinião sobre o programa Bolsa Família na semana passada gerou repercussões de todo lado e de muita gente. Sinal claro de que esse assunto mexe com as pessoas e, por isso mesmo, deve ser debatido e esclarecido. Mas um ponto de vista, particularmente, me chamou a atenção: o texto divulgado pela primeira dama de Curitiba, Márcia Fruet, que colocou a própria indignação (contra o que entendeu ser a minha opinião), acima da esperança (de ser compreendida por mim em seus argumentos).

Respeito toda a experiência alegada pela Primeira Dama de Curitiba com os mais pobres e suas necessidades.

Sou jovem, sim, cara Primeira Dama Márcia, tenho 23 anos, mas aprendi desde muito cedo a não temer polêmicas e muito menos a emitir minha opinião. Tenho na convivência familiar, a liberdade de pensar. E, mais ainda, a coragem de discordar.

Pertenço a uma geração que começa a lutar por um argumento básico, esquecido pela grande maioria dos gestores públicos brasileiros, o que explica, em grande parte, a situação do Brasil atual: eficiência.

A política precisa, urgente e sem rodeios, de eficiência. A economia, idem. A Educação também. E, mais particularmente, cara Pr

15 de dezembro de 2015
por esmael
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Ricardo Barros quer cortar o Bolsa Família, mas preservar Eduardo Cunha

O deputado federal Ricardo Barros (PP-PR), vice-líder do governo na Câmara, é o relator do Orçamento de 2016. Dentre as maldades do parlamentar está o corte de R$ 10 bilhões do programa Bolsa Família, invejado no mundo inteiro, para aumentar o fundo dos partidos políticos.

Pelo fato de sempre mamar numa teta de olho na outra, o ex-deputado André Vargas, o apelidou carinhosamente de “Leitão Vesgo”.

Barros faz jus à fama, pois na Câmara apoia a presidente Dilma Rousseff (PT), diz-se até contra o impeachment, entretanto, nesta terça-feira (15), no Conselho de Ética, votou a favoravelmente ao deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), contra a admissibilidade do processo de cassação do presidente da Casa — que quer arrancar o couro da petista viva.

“Leitão Vesgo” também mama gostoso no governo do Paraná, pois indicou a mulher, Cida Borghetti (PROS), para a vice Beto Richa (PSDB) e seu irmão Silvio Barros II ocupa a estratégica Secretaria de Estado do Planejamento.

Resumo da ópera: Ricardo Barros quer fulminar os pobres, porém quer acender uma vela para Cunha, outra para Dilma e uma terceira para Richa.

15 de dezembro de 2015
por esmael
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Gaeco prende irmão da vice-governadora Cida Borghetti

O ex-vereador de Curitiba, Juliano Borghetti, foi preso na manhã desta terça-feira (15) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

O ex-parlamentar é irmão da vice-governadora Cida Borghetti (PROS) e cunhado do deputado federal Ricardo Barros (PP), vice-líder do governo, que defende corte de R$ 10 bilhões no orçamento do Bolsa Família.

O Gaeco, braço policial do Ministério Público, desenvolve operação que é desdobramento da “Quadro Negro”, que investiga desvio de recursos destinados à construção de escolas.

Em julho deste ano, o ex-diretor de Diretoria de Engenharia, Projetos e Orçamentos da Secretaria de Estado da Educação (SEED), Maurício Jandoi Fanini Antonio, amigo do governador Beto Richa (PSDB), foi preso pelo mesmo motivo que supostamente Borghetti caiu hoje: desvio de recursos da educação.

Há exatamente dois anos, Juliano Borghetti foi exonerado pelo governador Beto Richa da autarquia EcoParaná, vinculada à  Secretaria de Estado do Turismo, depois de seu envolvimento em briga entre torcidas organizadas. Na época, o irmão da vice-governadora também foi preso.

14 de dezembro de 2015
por admin
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Coluna da Maria Victória: Pelo corte no programa Bolsa Família

“A pior ditadura não é aquela que aprisiona o homem pela força,
mas sim pela fraqueza, fazendo-o refém das próprias necessidades”
Júlia Lícia

Maria Victoria Borghetti Barros*

Sou suspeita em falar sobre esse assunto, já que a proposta do corte no programa assistencialista Bolsa Família no orçamento do Governo Federal para o ano de 2016 é do deputado federal Ricardo Barros, meu pai. Mas sinto que devo emitir minha opinião: É triste ver o Governo Federal dando o peixe, ao invés de ensinar a pescar, ainda mais para mim, totalmente favorável ao investimento em educação a longo prazo no Brasil, acreditando ser a única salvação para o futuro de uma geração mais preparada e digna de ser brasileira.

O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome afirma que 72% da população adulta beneficiada pelo Programa possui renda declarada, seja com emprego de carteira assinada ou com trabalho no mercado informal. O cartão Bolsa Família funciona como complemento de renda, ou seja, é demagogia dizer que as pessoas beneficiadas voltarão à miséria.

Significa somente que o PT perderá parte de seu eleitorado, amarrado e costurado por assistencialismo, populismo puro. Ao invés de dar condições dessas pessoas se capacitarem profissionalmente, e assim, caminharem com as próprias pernas, o Governo faz com que elas fiquem na dependência de tal benefício.

O Governo Federal precisa colocar as contas em ordem para sair da crise. É preciso permitir que investimentos voltem a ser realizados para gerar empregos e renda, fazendo o país voltar a crescer. Só assim, e sem a corrupção que escandaliza a cada dia, poderemos ver o Brasil e sua população receber e ser o que, de fato, merece.

Temos um déficit no orçamento da União superior a R$ 30,5 bilhões. Cortes tem que ser feitos e não tem mágica, e não é com cortes vultosos na Educação, como os R$ 7 bilhões anunciados no início do ano, além da diminuição de turmas do Pronatec, programa voltado para o ensino técnico e profissional, é que o problema será resolvido.

*Maria Victoria Borghetti Barros é deputada estadual, pré-candidata a prefeita de Curitiba pelo PP, vice-presidente da Comissão de Educação na Assembleia Legislativa do Paraná. Ela escreve às segundas-feiras no

14 de dezembro de 2015
por admin
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Coluna da Gleisi Hoffmann: Contra o corte do Bolsa Família

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Gleisi Hoffmann*

Com todo respeito ao ministro Joaquim Levy, não é razoável impor um superávit primário agora ao orçamento de 2016, ainda que seja de 0,7%. Assim como é uma sandice cortar 10% do Bolsa Família, principalmente porque entramos em um período de aumento do desemprego e piora da economia no país.

Diz-se que as contas públicas estão descontroladas, mas nada se fala do custo dos juros que as dilaceram!

Não é possível, razoável, justificável, impor uma economia no orçamento para pagar juros, cujos custos já acumulam mais de R$ 400 bilhões ao ano, e beneficiam cerca de 1% da população, em razão da alta da Selic, e reduzir o Bolsa Família, um programa que custa ao ano R$ 25 bilhões e beneficia 20% da população. Que inversão é essa?!

Atrás de discursos bonitos feitos pelos mercados sobre equilíbrio fiscal, lição de casa, gastar o quanto se ganha, enfeitados pelo argumento fácil de que basta vontade para vencer na vida, vem a velha receita de manter para os ricos e retirar dos pobres!

Não podemos aceitar passivamente esse tipo de argumentação, achando que faz parte da natureza das coisas!

Ora, o desequilíbrio financeiro que vivemos nada tem a ver com o Bolsa Família, com aumento de recursos para educação, sempre tão cobrados pela sociedade, com os investimentos no social. Tem a ver com juros, com a exorbitante Selic de 14,25%, arbitrada pelo Banco Central, que se transforma em quase 300% ao ano para quem usa cheque especial!

Será que precisamos de uma taxa de juros tão alta para equilibrar as operações de crédito subsidiadas pelo governo, como diz o mercado, ou temos subsídios para o crédito porque o sistema financeiro não gosta de correr riscos e por isso não empresta?!

A última pérola para o discurso vicioso seria o Banco Central, como ventila-se, aumentar mais os juros para conter a inflação. Com o PIB no chão, o consumo das famílias em baixa e o crédito minguando, qual seria o efeito de um aumento da Selic?!

Com certez

2 de dezembro de 2015
por esmael
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Por unanimidade, comissão da Câmara pró-Bolsa Família aprova repúdio a Ricardo Barros

da Agência do Brasil
Por unanimidade, 30 deputados da Comissão de Seguridade Social aprovaram hoje (2) uma moção de repúdio a qualquer redução no orçamento do Programa Bolsa Família. A atitude foi tomada em meio a uma série de críticas, tanto de deputados governistas quanto da oposição, ao corte de R$ 10 bilhões no programa, proposto pelo relator do Orçamento, deputado Ricardo Barros (PP-PR). A unanimidade foi possível porque o relator já havia se ausentado da comissão, destinada a ouvir a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello.

“Continuo apreensiva [com o assunto], porque este seria um prejuízo muito grande para o Brasil, mas estou agora certa de que contamos com o apoio de um conjunto de deputados muito importante, que vão defender essa ideia e comprovar que temos de avançar com o país e com o Bolsa Família”, destacou a ministra.

“Não retire isso do povo brasileiro”, pediu o deputado Odorico Monteiro (PT-CE). “O que temos de tirar é essa percepção, no Brasil, de que desigualdade é normal”, acrescentou o deputado cearense.

Números

Segundo ela, caso a proposta de corte de R$ 10 bilhões no orçamento destinado ao Bolsa Família seja efetivada, 23 milhões de pessoas podem deixar o programa. Deste total, 11 milhões são menores de 18 anos, e 3,7 milhões, crianças e jovens de até 17 anos. Com isso, 8 milhões podem voltar à situação de extrema pobreza, o equivalente a 2,52 milhões de famílias. A Bahia pode ser o estado mais prejudicado por esse corte, com 706.061 famílias – ou 2,27 milhões de pessoas – saindo do programa.

O relator defendeu o corte. “O que proponho é um enxugamento, para que quem não precisa do Bolsa Família não o receba mais. E para que quem precisa dele, o receba. Tenho recebido os parabéns dos funcionários de limpeza, motoristas e de pessoas humildes por isso. Eles estão de acordo com essa reestruturação do programa. Se fizermos essa redução, ninguém que realmente precisa deixará de receber”, disse Ricardo Barros durante a audiência, após assistir à apresentação de Tereza Campello.

Segundo a ministra, 23,4% da população estava em situação de pobreza e 8,3%, em extr

2 de novembro de 2015
por admin
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Coluna da Gleisi Hoffmann: O direito de comer pode ser negociado para “recuperar” a economia?

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Gleisi Hoffmann*

Não é de hoje que o programa Bolsa Família sofre ataques. Quando foi lançado dizia-se que era o bolsa esmola e incentivo para a vagabundagem; as críticas mais à esquerda diziam que era paternalismo, programa compensatório.

No auge do governo Lula, quando ele tinha quase 90% de popularidade, o Bolsa Família foi politicamente disputado a tapas. O PSDB jurava que a iniciativa era sua, da gestão FHC, que tinha iniciado o projeto piloto. Os radicais de esquerda começaram a defendê-lo como um grande feito social, que minimamente combatia a desigualdade.

Agora, com as necessidades de ajustes ao orçamento, o programa sofre novos ataques. Desta feita, o relator geral do Orçamento da União, deputado Ricardo Barros, do PP do nosso Estado, propõe cortar R$ 10 bilhões do programa com a desculpa de equilíbrio fiscal e de que “todos” têm de dar sua contribuição. Mas o relator não propõe cortar as emendas parlamentares, ou o Fundo Partidário. Muito pelo contrário, neste caso ele propõe aumento.

Setores mais conservadores, inclusive do nosso Paraná, aplaudem a iniciativa. Ato contínuo, o governador Beto Richa, que nunca tem posicionamento firme e convicto sobre qualquer assunto, anunciou que cortaria pela metade o Programa Família Paranaense, ação da qual se gabava por complementar o Bolsa Família no Estado em “expressivos” R$ 10,00.  Vamos lembrar que este “programa” do Paraná foi uma das vitrines de sua campanha à reeleição! Será que mantém o intento ou recua, por medo de pressão, como fez no caso de fechamento de escolas?

Descompromisso do governo paranaense à parte, o fato é que o Bolsa Família, um dos programas mais bem sucedidos no mundo para o enfrentamento à pobreza no curto prazo, está na mira daqueles que nunca passaram necessidade na vida, que acham que o direito a comer pode ser negociado para recuperar a economia!

O Brasil só saiu do mapa da miséria e da fome, e pela primeira vez forma uma geração sem fome no Brasil, porque um homem pobre, sofrido pela fome, operário metalúrgico, assumiu o comando do país. Só quem sentiu a dor da fome, como Lula, tem sensibilidade para garantir um prog

29 de outubro de 2015
por esmael
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Deputado João Arruda usa ‘humor’ para defender Bolsa Família

Arruda_Bolsa_BarrosO deputado federal João Arruda (PMDB), coordenador da bancada do Paraná em Brasília, nesta quinta-feira (29), utilizou o ‘humor’ para explicar que o governo da presidenta Dilma Rousseff (PT) manterá intacto o programa Bolsa Família.

“É mais fácil nascer pelo em ovo do que cortarem o Bolsa Família”, disse o parlamentar em um “meme” que distribuiu nas redes sociais.

Para o peemedebista, o benefício é um marco civilizatório para o país e o mundo.

Arruda se refere no meme ao colega de bancada paranaense, deputado Ricardo Barros (PP), relator do orçamento da União em 2016, que prevê corte de R$ 10 bilhões do programa Bolsa Família.

12 de outubro de 2015
por admin
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Coluna da Gleisi Hoffmann: Feliz dia das Crianças!

criancas

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Gleisi Hoffmann*

Estava na Casa Civil quando a presidenta Dilma decidiu que o Bolsa Família deveria ser complementado para quem tivesse crianças de até 6 anos de idade. Depois o programa foi estendido para as famílias que tinham filhos de até 15 anos.

Nascia ali o “Brasil Carinhoso”, nome fantasia do programa, que fazia referência ao desenho infantil Ursinho Carinhoso, com o objetivo de beneficiar quem mais sofria com a pobreza extrema: crianças na primeira infância.

Os dados eram tristes. A maior pobreza era negra/parda, feminina e infantil. O Bolsa Família já tinha interferido muito nesse cenário, retirando milhões de pessoas da miséria. Mas a prevalência da pobreza extrema ainda ficava nos 2 milhões de famílias com crianças de 0 a 6 anos de idade.

A decisão de Dilma foi que todas as famílias, beneficiárias do Bolsa Família, que tivessem crianças de até  6 anos, receberiam uma complementação de renda por pessoa. Além disso, essas crianças têm hoje acesso gratuito as vitaminas, principalmente ao sulfato ferroso que previne anemias, além da promoção das campanhas de vacinação e dos medicamentos de asma, que são distribuídos gratuitamente. Anemia e asma eram as principais causas de internamento de crianças.

Outra frente para proteger os pequenos brasileiros foi o investimento em creches. T

21 de setembro de 2015
por admin
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Coluna da Gleisi Hoffmann: Dilma desagrada mercado porque mantém programas sociais

Gleisi Hoffmann*

Passamos a semana tentando entender as análises de economistas, articulistas de mercado, empresários, políticos, movimentos sociais, intelectuais de esquerda sobre o ajuste fiscal anunciado pelo governo da presidenta Dilma na segunda-feira passada.

Em comum, quase todos, sob sua perspectiva, criticaram o pacote; mas o mercado, este ente quase invisível, além das críticas mais fortes, externou decepção total.

Analistas esperavam um grande corte nas despesas, aquele chamado corte na carne, que para o mercado seria em cima de programas sociais, como bolsa família, programas de educação, saúde e assim por diante. É sempre assim, quando as coisas apertam, sobra para os mais fracos.

Entretanto, a presidenta Dilma não deixou isso acontecer. Primeiro porque o orçamento de despesas já sofreu um forte ajuste em 2015 e o orçamento de 2016, objeto do atual ajuste, foi feito com base em 2015, com os cortes já feitos.

Para se ter ideia do corte de despesas, vale lembrar que o orçamento de 2015 foi inferior em R$ 40 bilhões em relação ao de 2014. Além disso, está com R$ 80 bilhões contingenciados, sem execução. Por isso não é verdade que a proposta da presidenta é em cima do aumento da carga tributária. O ajuste começou no início deste ano, e foi pesado para as despesas, mas preservando os programas sociais mais estruturantes.

Cortar programas sociais só aumenta o drama dos mais pobres. Por isso a presidenta poupou esses programas. Mesmo o Minha Casa Minha Vida que sofreu ajuste, não foi para diminuir o programa, mas para adequá-lo a uma nova fonte de subsídio e a criação de mais uma faixa de financiamento.

Temos um problema de despesas com aumento exponencial que é a taxa de juros, que chega a 14,25%. Já pagamos, neste primeiro semestre de 2015, R$ 130 bilhões a mais de juros em relação ao mesmo período do ano passado. Mas sobre isso o mercado cala!

Mesmo os empresários, que costumavam reclamar dos juros, ficaram calados, porque quando a presidenta executou uma política que levou os juros para a casa dos 7,5%, eles não sustentaram. Aliás, muitos perderam dinheiro porque tinham mais retorno de aplicações financeiras do que de sua produção. Este é um dos motivos de termos uma indústria com baixa competitividade. Os juros precisam baixar, e rápido.

Se isto não acontecer, qualquer corte de despesa ou aumento de impostos não fará