Blog do Esmael

A política como ela é em tempo real.

22 de julho de 2016
por esmael
5 Comentários

Golpes, levantes no mundo árabe e terrorismo como show pirotécnico no Brasil

golpe_primavera_brunoBruno Meirinho (PSOL), em sua coluna desta sexta (22), faz um paralelo entre a recente crise na Turquia com o golpe no Brasil. “A crise que o ‘ocidente’ esperava que ficasse apenas no oriente médio já começa a criar fraturas do lado de cá”.

8 de julho de 2016
por esmael
15 Comentários

“Plínio de Arruda Sampaio, um exemplo sempre vivo”, por Bruno Meirinho

bruno_plinio_PSOLO colunista Bruno Meirinho (PSOL) faz uma homenagem ao ex-presidenciável Plínio de Arruda Sampaio, morto no dia 8 de julho de 2014, aos 84 anos. Para o articulista, Plínio deixou um legado ao país e à juventude, sobretudo na luta pela justiça social. Abaixo, leia, comente e compartilhe a íntegra do texto:

1 de julho de 2016
por esmael
6 Comentários

‘Fruet abandonou o usuário para ficar do lado da máfia do transporte’, diz colunista

fruet_transporte_meirinhoO advogado Bruno Meirinho (PSol), em sua coluna desta sexta (1º), dispara contra a omissão do prefeito Gustavo Fruet (PDT) diante da ação da “quadrilha do transporte” que, segundo o colunista, “segue ilesa em Curitiba”.

Para Meirinho, o chefe do executivo municipal abandonou o usuário para ficar do lado da máfia do transporte. “Nenhuma reação, à exceção dos esforços para que a população ande mais de bicicleta. Somos reféns do cartel? Vamos andar de bici!”, ironiza o articulista, que pergunta qual a relação entre essa quadrilha e a Prefeitura de Curitiba. Abaixo, leia, comente e compartilhe a íntegra do texto:

24 de junho de 2016
por esmael
7 Comentários

Perdão à dívida de estados revela que interino Temer vai impedir reivindicações do povo

richa_temer_meirinhoO colunista Bruno Meirinho (PSol) afirma nesta sexta (24) o usurpador Michel Temer (PMDB) deixará a bomba das dívidas estaduais estourar no sucessor, o que contraria o “engodo” da lei de responsabilidade, que, segundo ele, uma cantilena ideológica tucana para enterrar a chama da esperança popular. Abaixo, leia, comente e compartilhe a íntegra do texto:

17 de junho de 2016
por esmael
13 Comentários

Bruno Meirinho: Não basta ao prefeito ser ético, é preciso que ele seja transparente

fruet_meirinhoBruno Meirinho (PSol), em sua coluna desta sexta (17), defende o empoderamento dos curitibanos para decidir os destinos da cidade. Segundo ele, o atual prefeito Gustavo Fruet (PDT) se destaca pelo “notável imobilismo” e que se sustenta com a imagem “ética” percebida pela opinião pública, que, ainda de acordo com o colunista, teme os ratos, cobras e lagartos, enfim, “a turma da mão grande”.

Meirinho acusa a gestão pedetista pela falta de transparência, pois, de acordo com ele, as caixas pretas ainda precisam ser abertas. É nesse contexto que o articulista sugere que a Prefeitura de Curitiba se abra à participação popular. Para Meirinho, não basta o prefeito ser ético, é preciso que ele também seja transparente. Leia, comente, compartilhe a íntegra do texto abaixo:

10 de junho de 2016
por esmael
16 Comentários

“Sistema S”: um antro de golpistas falidos e de sonegadores de impostos

meirinho_pato

Bruno Meirinho (PSol), tal qual o cientista, disseca na coluna de hoje (10) a principal entidade do “Sistema S” — a famigerada FIESP — onde localizou um antro de indignados que exibem sua própria decadência e sua má-fé. Segundo o colunista, que nomina alguns diretores, a entidade bancada com dinheiro público não tem donos de indústria entre a cúpula — a começar pelo presidente Pato Skaf, “sem indústria” desde o início dos anos 2.000. Meirinho prossegue afirmando que outros ou são falidos e conhecidos sonegadores de impostos ou banqueiros que estão em organização errada. Mas eles têm unidade quando o assunto é golpe de Estado. Leia, comente, compartilhe a íntegra do texto abaixo:

3 de junho de 2016
por esmael
16 Comentários

Uma política de herdeiros no Paraná e no Brasil

meirinho_arruda_requiao_filhoO advogado Bruno Meirinho (PSol-PR), em sua coluna de hoje (3), critica a política como herança no Paraná. Ele afirma que há perpetuação das mesmas famílias no poder local. O colunista destaca que o mesmo fenômeno se repete no Congresso Nacional, ou seja, os atuais parlamentares “são filhos, netos ou sobrinhos de outros políticos”. “Por isso houve tantos votos dedicados às famílias na sessão de votação do impeachment”, ironiza. Ainda no cenário do estado, Meirinho enaltece a origem popular do PMDB, mas faz ressalva sobre os primos Requião Filho e João Arruda, que, segundo o colunista, “certamente foram eleitos sob o prestígio de Roberto Requião, já que eles, pessoalmente, não demonstram grandes talentos”. Leia, comente e compartilhe a íntegra do texto abaixo:

27 de maio de 2016
por esmael
7 Comentários

Bruno Meirinho: Precisamos falar sobre a cultura do estupro

bruno_estupro_frota_mendonca

Bruno Meirinho (PSol), em sua coluna desta sexta (27), anota que há uma cultura do estupro impregnada na sociedade, que despreza a integridade e a autonomia do corpo da mulher, especificamente. Ele cita como exemplo dessa banalização uma entrevista do ator pornô Alexandre Frota, novo conselheiro para a Educação do interino Michel Temer (PMDB), na qual descreveu de “forma engraçada” como estuprou uma mulher. Colunista afirma que não se trata de ser politicamente correto considerar abominável a cultura do estupro, muitas vezes tolerada pelas Globo da vida. “…vejo que a conduta de deputados e senadores sempre se chamaram de “excelência” mesmo quando estão se xingando, me parece um desses apegos ao politicamente correto que poderiam ser abolidos. Xinguem-se com liberdade!”, escreve Meirinho. Abaixo, leia, comente e compartilhe a íntegra do excelente texto:

20 de maio de 2016
por esmael
4 Comentários

As contas de Cunha na Suíça é o golpe

cunha_meirinhoO advogado Bruno Meirinho, nesta sexta (20), ironiza o novo depoimento de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) no Conselho de Ética da Câmara. No colegiado, o deputado afastado negou ontem que tivesse contas na Suíça. “Parece conta bancária, tem cheiro de conta bancária, tem cor de conta bancária, enriquece igual a conta bancária, mas não é”, zomba o colunista, que complementa: é igual ao golpe praticado por Temer; tem cheiro, cor e comportamento de golpe, mas é apenas “impeachment”. Meirinho critica ainda a mídia “engana-que-eu-gosto”, que aderiu ao golpe, e o retrocesso no SUS, bem como o despreparo do ministro Ricardo Barros (PP-PR), que é um dos maiores especialistas em saúde do próprio bolso. “Não se sabe sobre seus conhecimentos em saúde púbica”, fuzila o colunista. Leia, comente e compartilhe a íntegra do texto.

13 de maio de 2016
por esmael
8 Comentários

Governo interino de Michel Temer reencarna a República Velha

michel_temerO colunista Bruno Meirinho afirma que ascensão do presidente interino, Michel Temer, significou uma marcha à ré (retrocesso) na História em quase 130 anos. “O governo Temer resgata a República Velha em toda a sua essência, a começar pela ausência de mulheres no ministério”, crava o analista, que vê o interino como a “reencarnação” daquele período da política do café com leite da política brasileira. Meirinho observa ainda que, antes de 1930, as mulheres não tinham direito ao voto nem de participar da política que era tarefa de “notáveis”. Abaixo, leia, opine e compartilhe a íntegra da coluna:

4 de março de 2016
por admin
3 Comentários

Coluna do Bruno Meirinho: A velha política, o poder de Eduardo Cunha e a delação de Delcídio

Bruno Meirinho*

Atualmente, quase ninguém na Câmara dos Deputados considera prudente apoiar o presidente do colegiado, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Declarado réu pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Cunha é considerado persona non grata pela maioria dos partidos que anteriormente o apoiava, com exceção do leal “Solidariedade”, do deputado Paulinho da Força, que celebra Eduardo Cunha como “guerreiro do povo brasileiro”.

Cunha foi eleito pelo plenário da Câmara com 267 votos, maioria absoluta dos deputados. Seus votos não foram obtidos exclusivamente nos partidos nanicos do “baixo clero”, mas também entre grandes agremiações “ideológicas”, como DEM e PSDB.

O presidente da Câmara sustenta que não precisa renunciar, mesmo sendo réu em ação penal no STF. Em última análise, o deputado pode ter razão, afinal, obteve seu cargo em uma eleição dentre os deputados. E a culpa desse “acidente” é do bloco de oposição ao governo, que tem feito qualquer coisa para derrubar Dilma, até mesmo eleger Cunha para a presidência da Câmara. Arrependidos, deveriam cogitar que o vale-tudo não vale a pena.

Mas, ao contrário, continuam sustentando o discurso surrado do impeachment, liderados pelo derrotado Aécio Neves. Propõem substituir esse governo por outro, baseado nas experiências dos anos de FHC, de 1994 em diante. Experiências essas que também têm sido inspiração para o governo Dilma.

A esperada delação do senador Delcídio Amaral é outro fato que abala a estabilidade política em Brasília. Oriundo do PSDB e

1 de janeiro de 2016
por admin
2 Comentários

Coluna do Bruno Meirinho: Que venha o ano novo

novoBruno Meirinho*

No ano de 2016, será necessário concluir as tarefas inacabadas de 2015, a primeira delas, a queda de Eduardo Cunha.

A permanência do presidente da Câmara dos Deputados na posição está com os dias contados. A depender da denúncia, Eduardo Cunha poderá ser afastado da presidência da Câmara e do próprio cargo de deputado. A decisão está nas mãos do ministro Teori Zavascki do STF.

Um misto de esperteza e burrice, Eduardo Cunha foi capaz de obter uma fortuna em propinas e também comparecer voluntariamente a uma sessão de uma CPI, para a qual não foi convocado (por isso, voluntariamente), e na qual fez questão de esclarecer, por vontade própria, que não possuía contas no exterior, uma mentira que, depois, foi desmascarada em rede nacional.

Outro assunto que continuará em 2015 será o impeachment da Dilma. Baseado nas chamadas pedaladas fiscais, constatadas pelo ex-deputado Augusto Nardes, do famigerado PP, partido mais denunciado em processos de corrupção. Augusto Nardes foi o responsável no TCU por elaborar um relatório sobre o orçamento da Dilma, e resolveu achar problema nas pedaladas, praticadas impunemente por diversos governos.

25 de dezembro de 2015
por admin
1 Comentário

Coluna do Bruno Meirinho: O valor humano do Natal

natalsBruno Meirinho*

O exemplo de Cristo, motivação sagrada do Natal, fica em segundo plano diante do consumismo que dominou a celebração deste dia.

Em uma sociedade que passou a considerar a religião algo careta ou uma crendice, o evento sagrado foi incorporado às celebrações “mundanas” do ano novo que, em si, não têm nada de errado. Mas essa mistura tem afastado qualquer valor imaterial desta data.

O que nos falta é considerar com a importância que merece o significado deste dia, ainda que tenha sido definido em data arbitrária, ainda que utilizado para substituir, no passado, datas de confraternização pagãs ligadas ao solstício de dezembro.

O fato de o natal ter se tornado uma festa global, que domina o mundo ocidental, é, seguramente, fruto de uma hegemonia cristã de séculos e que não merece defesa, já que foi constituída sobre práticas violentas e intolerantes.

18 de dezembro de 2015
por admin
3 Comentários

Coluna do Bruno Meirinho: Para onde vai Curitiba

Download áudio Bruno Meirinho

Bruno Meirinho*

O novo Plano Diretor (PD) de Curitiba, sancionado essa semana pelo prefeito Gustavo Fruet (PDT), poderia ter celebrado a grande festa da democracia urbana, poderia ter sido um instrumento não só para organizar a cidade, mas também as novas e latentes forças políticas que depositaram nesta administração uma vontade de mudança.

No entanto, essas oportunidades foram desperdiçadas. O prefeito teve a faca e o queijo na mão, mas, ao deixar tarefa tão importante nas mãos de um IPPUC pouco preocupado com as tarefas importantes da cidade, permitiu que se realizasse um trabalho medíocre, insosso, sem orientação central.

De fato, o processo político de elaboração, discussão e votação do PD revela dois aspectos fundamentais do planejamento urbano contemporâneo de nossa cidade. Primeiro, que os principais agentes do planejamento não estão dispostos nem preparados a planejar a cidade de forma democrática. Segundo, a atuação técnica dos principais órgãos municipais − com destaque ao IPPUC − está consumida por uma ideologia autoritária e elitista que já morreu há muito tempo.

Enumeramos, por comodidade narrativa, os principais fatos pelos quais concluímos que o processo do PD foi excludente e autoritário:

1) Deveria o processo de revisão do PD, por força de lei, ter sido coordenado pelo Concitiba (Conselho da Cidade de Curitiba, formado por membros do executivo, legislativo e da sociedade civil), mas foi conduzido exclusivamente pelo IPPUC. O IPPUC deve ser órgão de assessoramento, mas é fonte de vontade política, de defesa de interesses consolidados, sobretudo dos capitais imobiliários e dos empresários do transporte coletivo. Em ambiente realmente democrático, o conhecimento técnico põe-se a serviço da vontade política, e não o contrário, como ocorre por aqui.

2) Pois bem, como a Prefeitura apresentou sua proposta do PD apenas ao fim do processo, em janeiro de 2015, quando toda as audiências e eventos ocorreram durante o ano de 2014, as discussões e sugestões da sociedade civil ocorreram sem parâmetros concretos, sempre em relação ao antigo PD, e nunca em relação a propostas do IPPUC e demais órgãos, já que não estavam sendo divulgados. Neste sentido, tanto faz se foram 50 encontros ou 5000 com a comunidade, já que o objeto discutido era desconh

4 de dezembro de 2015
por admin
2 Comentários

Coluna do Bruno Meirinho: Uma cidade refém dos empresários do transporte coletivo

Download

Bruno Meirinho*

A atual situação da gestão do transporte coletivo em Curitiba é emblemática: de um lado, temos todos os elementos demonstrando a absoluta irregularidade dos contratos com as empresas, dos benefícios indevidos aos empresários e uma tarifa abusiva; de outro, os empresários dizendo o funcionamento é “deficitário” e que a tarifa precisa aumentar mais ainda.

Talvez nenhuma outra conjuntura teria permitido dizer, com tanta clareza, como essas empresas de transporte formam uma verdadeira máfia. E o mais grave: talvez nunca sentimos de forma tão evidente como a cidade é refém dessa máfia.

Por um lado, o prefeito Gustavo Fruet (PDT) faz muito pouco para enfrentar o esquema das empresas do transporte. É vergonhosa a resistência meramente cenográfica da prefeitura e da Urbs frente às empresas. Simulam “enfrentamentos”, entram com ações perdidas na justiça, mas ignoram a parte mais importante: as pessoas na rua. Diante das manifestações de 2013, Fruet preferiu a passividade, desperdiçando a energia de todos que naquele momento se indignaram contra o cartel.

Por outro lado, é preciso ter clareza de como a cidade é refém das empresas de transporte coletivo. Mesmo que tivéssemos uma prefeitura mais corajosa e disposta a enfrentar as empresas, seguramente as consequências do enfrentamento seriam os locautes frequentes e outras condutas criminosas dos empresários do transporte coletivo.

É claro que condutas criminosas dos empresários poderiam ser punidas, mas isso levaria tempo, e, ainda que durassem apenas alguns dias, o maior dano já teria sido causado à cidade: o caos no transporte coletivo.

O mais trágico é que já não estamos muito longe do caos. Com a desintegração metropolitana, as tarifas abusivas, o descumprimento dos itens contratuais pelos empresários (como a renovação da frota), a burocracia kafkiana do cartão transporte, entre outros elementos do bizarro serviço de transporte coletivo da cidade, como ainda podemos temer o caos? Tem como ficar pior?

Já foi notado por muita gente, na CPI do transporte coletivo – com a atuação corajosa dos vereadores Bruno Pessuti (PSC) e Jorge Bernardi (REDE) – e na investigação do Tribunal de Contas do Estado, que a licitação do transporte coletivo de Curitiba teve uma série de absurdos. Entre eles, o episódio em que a cidade pagou, “voluntariamente”, uma “indenização” aos empresários do transporte coletivo que ganharam a licitação.

Há dois modelos de concessão de serviços públicos a empresas privadas,

27 de novembro de 2015
por admin
6 Comentários

Coluna do Bruno Meirinho: Ao Mestre Pop nossa solidariedade

Downlaod

Bruno Meirinho*

Aconteceu na Câmara Municipal de Curitiba. O vereador Zé Maria (SD) tenta se justificar: “foi só uma piada”. Antes disso, em uma sala em que estavam reunidos alguns vereadores, ele perguntou ao vereador Mestre Pop, um dos poucos vereadores negros da câmara, “Sabe por que preto entra em igreja evangélica?”.

Diante do silêncio, Zé Maria insistiu mais uma vez, e então respondeu: “Para poder chamar o branco de irmão”, e então caiu na risada. Nenhum dos outros vereadores riu. Alguns demonstraram reprovação.

Indignado, Mestre Pop decidiu que faria um boletim de ocorrência, para denunciar o crime cometido por Zé Maria. E está claro que o vereador Zé Maria de fato cometeu uma grave conduta racista, que não se espera de ninguém, muito menos de uma pessoa eleita pela sociedade.

Desde sempre, “piadas” dessa natureza nunca tiveram graça, e já há algum tempo a sociedade tem rejeitado esse tipo de postura, reconhecidamente agressiva. Zé Maria está, no mínimo, desatualizado, mas seu comportamento também reflete uma grave alienação: o vereador não nota que, a sua volta, não se tolera mais isso? Falta ao parlamentar ter mais contato com as pessoas!

A postura de Zé Maria é ainda mais marcante por ser contraditória com sua militância. O vereador se autodenomina defensor das pessoas com deficiência, que também estão em busca de respeito pela sociedade e vítimas de práticas de marginalização e preconceito semelhantes àquelas sofridas pelos negros.

Na sua página na internet, o vereador reivindica um tripé: “respeito, inclusão e dignidade”. Faltou a Zé Maria o verdadeiro compromisso com esses valores, e a solidariedade entre os grupos marginalizados. Solidariedade, aliás, que é o nome do seu partido.

E o episódio aconteceu no mês da consciência negra, que alguns querem minimizar. A urgência da questão também é visível na composição da câmara: são 38 vereadores, dos quais menos de 10% são negros.

Pode-se dizer, talvez, que o Mestre Pop seja o único negro da legislatura. E a realidade é nacional: dos deputados federais, cerca de 20% são negros, proporção semelhante entre os senadores; e na Assembleia Legislativa do Paraná, nenhum negro.

Por tudo isso, não se pode mais tolerar comportamentos como este do vereador Zé Maria. Seu comportamento deve ser apurado, com o rigor que o cargo exige. Acima de tudo, Mestre Pop merece toda a nossa solidariedade.

*Bruno Meirinho é advogado, foi candidato a prefeito de Curitiba. É o coordenador local da Fundação Lauro Campos, instituição de formação pol

20 de novembro de 2015
por admin
6 Comentários

Coluna do Bruno Meirinho: Dia da Consciência Negra; memória, reparação e justiça

Download

Bruno Meirinho*

O dia 20 de novembro é o dia da consciência negra. A data é registrada em memória a Zumbi dos Palmares, líder do quilombo situado em Alagoas, que foi assassinado em 20 de novembro de 1695.

Os quilombos eram locais onde se reuniam os escravos que conseguiam fugir das fazendas. Nesses locais, estabeleciam comunidades que conseguiram preservar sua cultura até os dias de hoje.

Por isso, Zumbi dos Palmares é amplamente reconhecido como o símbolo da resistência dos escravos de origem africana, e também de todos os negros, razão pela qual o dia da sua morte ficou registrado como o Dia Nacional da Consciência Negra, reconhecido pela Lei Federal 12.519/2011, que, entretanto, não reservou esse dia como feriado. Zumbi também é considerado um herói nacional, homenageado no Livro dos Heróis da Pátria.

Embora a lei federal não designe esse dia como feriado, vários estados e municípios instituíram, por lei, o feriado do dia 20 de novembro, como uma expressão do respeito ao dia da consciência negra, ao lado do dia do trabalhador, da proclamação da república, e da independência do Brasil, datas que celebram a formação do Brasil enquanto nação.

Entretanto, para outros estados e municípios, instituir o dia da consciência negra é considerado um tema polêmico. A oposição contra o feriado geralmente parte de associações empresariais, comerciais e industriais.

A argumentação dessas entidades empresariais se dirige à ameaça de queda na produtividade e nos lucros. Criticam o excesso de feriados no Brasil.

O argumento do excesso de feriados, entretanto, não resiste à comparação com outros países, como, por exemplo, os Estados Unidos, a Alemanha e a França, que costumam ter mais feriados que o Brasil, e não são países de baixa produtividade.

A questão do impacto econômico do feriado também é um assunto duvidoso. Para alguns setores da economia, definitivamente pode haver algumas dificuldades, mas o impacto, provavelmente, não seria suficiente para justificar o veto ao feriado.

Isso porque outros fatores podem ter impactos muito mais relevantes para a economia do que os feriados, como os juros altos, o déficit na correção dos salários em relação à inflação, o aumento dos preços controlados de produtos essenciais (água, luz, combustível e transporte), a redução do poder de compra das aposentadorias e, até mesmo, o clima.

Além disso, ainda que os feriados signifiquem perdas para alguns setores

23 de outubro de 2015
por admin
11 Comentários

Coluna do Bruno Meirinho: Por uma ‘Cidade sem catracas’

Download

Bruno Meirinho*

No último dia 20 de outubro, anunciei ao Partido Socialismo e Liberdade minha pré-candidatura a prefeito de Curitiba, função pela qual concorri nas eleições de 2008 e 2012.

Desde 2008, com nossa campanha “Curitiba sem catracas”, temos apresentado nossa tese sobre a cidade. Criticamos o mito da cidade modelo e denunciamos a segregação, como em 2012, inspirados por Caetano Veloso e Maiakovski, em que nossa campanha anunciava: “Gente é pra brilhar”.

Em todas as campanhas, lançamos também vereadoras e vereadores, com o objetivo de conquistar um espaço na câmara municipal, que ainda não tem um representante do PSOL. Estamos confiantes que no ano de 2016 poderemos conseguir esse resultado.

Sinto que todo esse processo tem sido um grande aprendizado para o nosso partido. As campanhas representam um esforço muito grande de toda militância, mas que todos nós assumimos com grande disposição.

Pretendemos que nossas campanhas representem não apenas a opinião dos membros do PSOL, mas também o pensamento das diversas pessoas que se identificam com as ideias da esquerda. Afinal, sabemos que as alternativas de candidaturas à esquerda são escassas, especialmente quando outros partidos que defendem ideais de esquerda coligam-se com partidos da direita, sem qualquer programa.

Nas eleições que participamos, construímos humildemente um programa para a cidade. Com esse programa, pretendemos colocar em prática políticas públicas que possam construir uma cidade mais justa e solidária.

Desprivatizar a cidade pode ser a atitude mais importante a ser tomada em uma prefeitura socialista. Hoje, somos reféns dos empresários do transporte, das empresas concessionárias dos serviços públicos, do mercado imobiliário e dos proprietários de terras, dos bancos, e, até mesmo, do excesso de carros.

Uma cidade privatizada, como a cidade de Curitiba, é uma cidade hostil, pois perdeu o maior valor do espaço urbano: ser o cenário do encontro. Nosso programa é desprivatizar a cidade e, para isso, é fundamental que haja ampla participação popular. Por meio da participação, as pessoas podem ser aquilo que elas realmente são, afastando a influência do poder econômico.

Por tudo isso, eu pretendo me candidatar a prefeito de Curitiba nas eleições de 2016. Por ora, sou pré-candidato, aguardando a decisão do partido. Reflito sobre Paulo Leminski: “Isso de querer ser exatamente aquilo que a gente é, ainda vai nos levar além”.

*Br

16 de outubro de 2015
por admin
11 Comentários

Coluna do Bruno Meirinho: A Urbs une o inútil com o desagradável

Download

Bruno Meirinho*

“Aplicar princípios empresariais à administração pública”. Nos anos 80, chegou com tudo o pensamento que defende a aplicação, no setor público, do comportamento empresarial como a melhor maneira de alcançar eficiência e produtividade.

O raciocínio desse pensamento é o seguinte: os empresários se esforçam para conquistar clientes, para isso melhoram seus serviços, seu atendimento e sua eficiência. Na administração pública, por outro lado, ocorre o contrário: burocratizada e ineficiente, o setor publico é avesso à criatividade, pois não tem necessidade de atrair clientes.

Tem algumas verdades aí, porém, deve-se lembrar de que ao lado de eventuais vantagens do setor privado, também encontramos problemas: a precarização do trabalho, o lucro acima de tudo, o assédio moral, etc.

Os vícios do ambiente empresarial são a parte indesejada da cultura do setor privado. A combinação ideal seria: a visão criativa e dinâmica do setor privado somado com as condições de trabalho adequadas, uma vantagem típica do setor público. Unir o útil ao agradável.

Mas quando vemos a situação atual das instituições públicas transformadas pela cultura empresarial, a frustração é total. Vamos falar do caso da URBS S/A, uma sociedade de economia mista do município de Curitiba, responsável pela gestão do transporte coletivo.

A URBS tem ficado em evidência pelos sucessivos erros na gestão do transporte coletivo na cidade. Aumentos abusivos das tarifas, benefícios imorais aos empresários do setor, falhas no controle de qualidade dos serviços e escândalos de corrupção são as manchetes mais frequentes, quando se fala em URBS, que se tornou um aparelho burocrático subserviente aos empresários do transporte.

Mais recentemente, a região metropolitana de Curitiba sofreu com a desintegração do transporte metropolitano, uma das marcas da propaganda oficial da cidade. Tudo isso, com razão, é atribuído à URBS, a empresa pública responsável pelo tema.

Ocorre que a URBS é uma “sociedade de economia mista”, um tipo de empresa pública organizada a partir de regras e princípios empresariais privados.

E estouram na URBS denúncias de demissões arbitrárias, como a demissão de um funcionário que foi testemunha em um processo de assédio sexual movido contra um dos chefes da empresa. Em outro caso, um funcionário que se recusava a assinar documentos flagrantemente ilegais foi para a “geladeira”, e chegou a ser removido para uma claustrofóbica sala “sem janelas”, que passou a ser seu local de trabalho, tudo como punição tácita pela insubordinação.

Com esse tipo de cultura empresarial no espaço público, nos deparamos com a fórmula inversa da combinação entre criatividade e trabalho digno. É o inútil com o desagradável: a empresa de economia mista com condutas de assédio moral e sexual sobre os trabalhadores, e totalmente ineficiente na gestão do serviço público.