4 de março de 2016
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Coluna do Bruno Meirinho: A velha política, o poder de Eduardo Cunha e a delação de Delcídio

Bruno Meirinho*

Atualmente, quase ninguém na Câmara dos Deputados considera prudente apoiar o presidente do colegiado, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Declarado réu pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Cunha é considerado persona non grata pela maioria dos partidos que anteriormente o apoiava, com exceção do leal “Solidariedade”, do deputado Paulinho da Força, que celebra Eduardo Cunha como “guerreiro do povo brasileiro”.

Cunha foi eleito pelo plenário da Câmara com 267 votos, maioria absoluta dos deputados. Seus votos não foram obtidos exclusivamente nos partidos nanicos do “baixo clero”, mas também entre grandes agremiações “ideológicas”, como DEM e PSDB.

O presidente da Câmara sustenta que não precisa renunciar, mesmo sendo réu em ação penal no STF. Em última análise, o deputado pode ter razão, afinal, obteve seu cargo em uma eleição dentre os deputados. E a culpa desse “acidente” é do bloco de oposição ao governo, que tem feito qualquer coisa para derrubar Dilma, até mesmo eleger Cunha para a presidência da Câmara. Arrependidos, deveriam cogitar que o vale-tudo não vale a pena.

Mas, ao contrário, continuam sustentando o discurso surrado do impeachment, liderados pelo derrotado Aécio Neves. Propõem substituir esse governo por outro, baseado nas experiências dos anos de FHC, de 1994 em diante. Experiências essas que também têm sido inspiração para o governo Dilma.

A esperada delação do senador Delcídio Amaral é outro fato que abala a estabilidade política em Brasília. Oriundo do PSDB e Leia mais

2 de dezembro de 2015
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Coluna do Alvaro Dias: Congresso precisa avançar para o Brasil ser passado a limpo

Alvaro Dias*

Neste triste momento que vivemos, no Congresso Nacional e no País, há missões que são espinhosas, mas inevitáveis. O Senado Federal, na esteira do que decidiu o Supremo Tribunal Federal, viveu um desses momentos que podemos considerar trágicos, mas no cumprimento de uma responsabilidade que não se transfere.

Esse levantar de tapete pela Operação Lava Jato sinaliza para um novo tempo neste País. O Supremo Tribunal Federal certamente ressuscitou esperanças ao decidir à luz da Constituição e da legislação vigente no País de forma implacável, determinando a prisão inclusive de um colega senador.

São episódios negativos que enlutam a alma brasileira, mas certamente deles temos que retirar também o que há de positivo: a valorização do Supremo Tribunal Federal e a reconquista da confiabilidade e da credibilidade, ao adotar uma postura implacável diante dos escândalos de corrupção que envolvem os que têm foro privilegiado.

O STF sinaliza para essa postura nova, quando afirma que a impunidade não derrotará a justiça. E cabe também ao Congresso Nacional refletir sobre a sua responsabilidade. Não podemos ficar distanciados desses avanços promovidos pela Operação Lava Jato na esteira do trabalho da Polícia Federal e do Ministério Público.

Há projetos de lei que não podem dormitar nas gavetas do Congresso. É importante o aprimoramento da legislação. Não podemos fazer prevalecer a tese de que a Operação Lava Jato é uma voz solitária, que ecoa no deserto. É preciso que Congresso Nacional responda às expectativas da sociedade brasileira aprovando propostas de lei que signifiquem o endurecimento à corrupção.

O Ministério Público apresenta dez medidas de combate à corrupção, mas há medidas já em tramitação no Congresso Nacional, como, por exemplo, a proposta de emenda constitucional que torna automática a perda de mandato do parlamentar condenado; o projeto que transforma a corrupção em crime hediondo e a proposta que acaba com manobras protelatórias nos julgamentos, entre outros.

Temos que assumir a nossa responsabilidade, votando a favor ou contra. Somos eleitos para decidir e não para cultivar a indefinição, sobretudo em matérias dessa importância. Precisamos avançar nesse momento tão importante para que o País possa ser passado a limpo.

*Alvaro Dias é senador pelo PSDB e líder da Oposição no Senado Federal. Ele escreve nas quartas-feiras para o Blog do Esmael sobre “Ética na Política”.

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27 de novembro de 2015
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Coluna do Marcelo Belinati: Prisões do senador e do banqueiro, o País está mudando?

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Marcelo Belinati*

Desde pequeno (hoje tenho 44 anos), ouço a frase que no Brasil só os mais pobres vão para a cadeia.

Sem querer entrar no mérito da culpabilidade ou não do Senador Delcídio Amaral e do Banqueiro André Esteves, já que todos têm direito a ampla defesa e também não tenho acesso a todos os fatos que motivaram essa decisão judicial, entendo que a partir dessa decisão estabeleceu-se um marco histórico.

Desde a redemocratização do país, em 1985, é a primeira vez que um Senador, no exercício efetivo do mandato, vai preso. Um Banqueiro, então, é uma coisa quase que impensável, dado o seu poderio econômico e político.

O fato é que o cidadão brasileiro, a dona de casa, o trabalhador, o comerciante, o profissional liberal, o aposentado, os pequenos e médios industriais, a sociedade como um todo, sente com toda razão, um misto de indignação e revolta com o estado atual de coisas que estão acontecendo em nosso país.

Se por um lado temos umas das mais altas cargas tributárias do mundo, por outro os serviços públicos são de qualidade ruim. A corrupção endêmica e capilarizada desde os mais altos escalões até as mais baixas esferas governamentais – sejam elas municipais, estaduais ou federais -, aumenta ainda mais o sentimento de indignação e constrói a percepção das pessoas que a classe política, de um modo geral, não merece um mínimo de crédito.

Apesar disso tudo, sou um otimista por natureza. Acredito demais no Brasil!!!

Nosso país é fantástico em todos os sentidos, pois temos um povo bom, generoso e acolhedor, trabalhador na sua essência. Temos infindáveis recursos naturais, talvez como nenhum outro país no mundo. Uma enormidade de terras agricultáveis e tecnologia avançada nessa área. Capacidade técnica para transformação de produtos e uma indústria de ponta. Enfim, temos todas as condições necessárias para fazermos o país avançar, voltar a crescer e se desenvolver, tornando-se uma nação mais justa, humana e igualitária.

Os fatos narrados, a prisão de pessoas de tamanha importância, apesar de lamentáveis do ponto de vista político e também pessoal para os envolvidos e seus familiares, reestabeleceram uma chama de esperança nos cidadãos e cidadãs brasileiros de que é possível, sim, construirmos uma nação diferente.

Uma nação com transparência e clareza de ações e atitudes, com instituições fortes, preservan Leia mais