7 de setembro de 2016
por Esmael Morais
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Fruet pagará R$ 1 milhão por assédio sexual na Urbs, diz Justiça

fruet_abuso_urbsA gestão do prefeito Gustavo Fruet (PDT) fez acordo ontem (6), na Justiça do Trabalho, reconhecendo assédio sexual e moral na Urbs — empresa que gerencia o transporte em Curitiba. Os termos do acordo custarão R$ 1 milhão aos cofres municipais, conta que ficará para o próximo gestor. Leia mais

marcelo

20 de outubro de 2015
por Esmael Morais
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Coluna do Marcelo Araújo: Fruet tolera os “abusos no busão” da Urbs?

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Marcelo Araújo*

Na semana passada, o assédio moral e sexual deixaram discussões de tarifa e qualidade do transporte na coadjuvância entre as artes praticadas na Urbs.

A empresa não se manifesta publicamente sob o argumento da concessão do segredo de justiça do caso. O segredo de justiça busca principalmente proteger a fragilidade do ofendido diante da opinião pública, e no processo foi pedido do Ministério Público.

Ao perceber que tal condição protegia mais o ofensor que os ofendidos o MPT entendeu desnecessário, e foi então que o ofensor (Urbs) pediu sua manutenção, colocando em xeque os princípios de publicidade e transparência que devem reger a administração pública.

Mas, apesar de não ser mais segredo pra ninguém, não falaremos do processo propriamente, que é o que está sob sigilo. Como as demissões não são objeto do processo por serem posteriores a ele, falamos diretamente com os demitidos:

Pergunta: É verdade que você foi demitido logo após a Urbs ter recebido uma ordem judicial para parar de te assediar ?

Resposta – Advogado 1: “Fui intimado pelo Ministério Público para ser testemunha em um processo que trata de diversos casos de assédio moral e sexual ocorridos na Urbs. O Ministério Público reconheceu que o assédio existiu e ajuizou Ação Civil Pública para corrigir a situação. O Juiz se convenceu que havia realmente o assédio e deu uma liminar para que a Urbs parasse de assediar, que foi recebida pela empresa em 22/09/2015. Um dia depois, em 23/09/2015, fui demitido por justa causa, em nítida retaliação”

Pergunta: Devo entender que quem é assediado e não aceita isso sofre retaliações na Urbs?

Resposta – Advogado 2: Sim, quiseram mostrar o que acontece com quem depõe no MPT, até mesmo para intimidar outros assediados, um desrespeito ao Ministério Público e aos funcionários, que tem que aceitar o assédio quietos, pois caso contrário são demitidos, ainda que instituições como o Ministério Público e a Justiça do Trabalho reconheçam isso.assediados.

Pergunta: E quanto ao caso de assédio sexual? Sua indignação pode ser entendida como lesbofobia, vez que partiu d Leia mais

bruno_meirinho

16 de outubro de 2015
por Esmael Morais
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Coluna do Bruno Meirinho: A Urbs une o inútil com o desagradável

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Bruno Meirinho*

“Aplicar princípios empresariais à administração pública”. Nos anos 80, chegou com tudo o pensamento que defende a aplicação, no setor público, do comportamento empresarial como a melhor maneira de alcançar eficiência e produtividade.

O raciocínio desse pensamento é o seguinte: os empresários se esforçam para conquistar clientes, para isso melhoram seus serviços, seu atendimento e sua eficiência. Na administração pública, por outro lado, ocorre o contrário: burocratizada e ineficiente, o setor publico é avesso à criatividade, pois não tem necessidade de atrair clientes.

Tem algumas verdades aí, porém, deve-se lembrar de que ao lado de eventuais vantagens do setor privado, também encontramos problemas: a precarização do trabalho, o lucro acima de tudo, o assédio moral, etc.

Os vícios do ambiente empresarial são a parte indesejada da cultura do setor privado. A combinação ideal seria: a visão criativa e dinâmica do setor privado somado com as condições de trabalho adequadas, uma vantagem típica do setor público. Unir o útil ao agradável.

Mas quando vemos a situação atual das instituições públicas transformadas pela cultura empresarial, a frustração é total. Vamos falar do caso da URBS S/A, uma sociedade de economia mista do município de Curitiba, responsável pela gestão do transporte coletivo.

A URBS tem ficado em evidência pelos sucessivos erros na gestão do transporte coletivo na cidade. Aumentos abusivos das tarifas, benefícios imorais aos empresários do setor, falhas no controle de qualidade dos serviços e escândalos de corrupção são as manchetes mais frequentes, quando se fala em URBS, que se tornou um aparelho burocrático subserviente aos empresários do transporte.

Mais recentemente, a região metropolitana de Curitiba sofreu com a desintegração do transporte metropolitano, uma das marcas da propaganda oficial da cidade. Tudo isso, com razão, é atribuído à URBS, a empresa pública responsável pelo tema.

Ocorre que a URBS é uma “sociedade de economia mista”, um tipo de empresa pública organizada a partir de regras e princípios empresariais privados.

E estouram na URBS denúncias de demissões arbitrárias, como a demissão de um funcionário que foi testemunha em um processo de assédio sexual movido contra um dos chefes da empresa. Em outro caso, um funcionário que se recusava a assinar documentos flagrantemente ilegais foi para a “geladeira”, e chegou a ser removido para uma claustrofóbica sala “sem janelas”, que passou a ser seu local de trabalho, tudo como punição tácita pela insubordinação.

Com esse tipo de cultura empresarial no espaço público, nos deparamos com a fórmula inversa da combinação entre criatividade e trabalh Leia mais

9 de outubro de 2015
por Esmael Morais
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Trabalhadores da Urbs são demitidos por justa causa após testemunharem em ação de assédio moral e sexual

urbsDois trabalhadores da área jurídica da Companhia de Urbanização de Curitiba, a Urbs, que gerencia o transporte, foram demitidos por justa causa após terem testemunhado em uma ação trabalhista de assédio moral e sexual contra diretores da empresa que pertence à Prefeitura de Curitiba.

A ação é resultado de uma denúncia anônima feita ano passado para a Procuradoria Regional do Trabalho que instaurou procedimento investigatório para averiguar casos de assédio moral e sexual na empresa, ouvindo diversas testemunhas. A partir dessa investigação, o Ministério Público do Trabalho (MPT) propôs, em agosto de 2015, a ação civil pública para pôr fim aos abusos cometidos.

A demissão dos trabalhadores ocorreu em 23 de setembro, um dia após a Urbs ter sido notificada de liminar concedida pela Justiça do Trabalho, para que deixasse de assediar seus empregados. Leia mais

10 de agosto de 2015
por Esmael Morais
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Movimento ‘Vítimas do HSBC’ expõe a violência e o assédio moral contra trabalhadores de bancos

interno2bO Banco HSBC está se retirando do país após figurar em denúncias de corrupção e lavagem de dinheiro. Há uma semana foi anunciada a venda de toda a estrutura do HSBC no Brasil ao Banco Bradesco. Mas a história da presença do banco inglês no Brasil, que já começou nebulosa nos anos 90, quando o Bamerindus foi vendido por R$ 1 (um real) no governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), ainda está longe de terminar.

Foi lançado neste domingo (9) o movimento “Vítima do HSBC” que tem por objetivo expor a humilhação, assédio moral, terrorismo psicológico e ameaças de demissão praticadas contra os funcionários do banco como prática de gestão para alcance e superação de metas.

Segundo o movimento, essas práticas estão levando milhares de pessoas à depressão, doenças, fadiga, stress, frustração e até suicídio.

Os dados que embasam o movimento foram coletados através de pesquisa entre os bancários demitidos, e os que desenvolveram doenças físicas ou psíquicas em função do trabalho. Os arquivos de 4 mil trabalhadores e mais de mil e quinhentas ações trabalhistas foram analisadas, além de informações da Previdência e do Ministério de Saúde.

No site e na página Vítimas do HSBC no Facebook estão sendo publicados vídeos com depoimentos das vítimas do banco. As histórias são surpreendentes.

O movimento é uma iniciativa do Instituto Defesa da Classe Trabalhadora – Declatra, que se intitula uma instituição de pesquisas, debate, ação política e desenvolvimento de atividades acadêmicas e culturais e tem entre seus membros tem, os advogados Wilson Ramos Filho (Xixo) e Mirian Gonçalves (PT), vice-prefeita de Curitiba.

Confira o vídeo que apresenta o “Vítimas do HSBC”:  Leia mais

18 de maio de 2015
por Esmael Morais
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Educadores põem em xeque o mandato do governador Beto Richa

hermes_profsEsta segunda-feira (18) começou quente na capital e no interior do estado, pois professores e funcionários de escolas em greve realizam atos em frente os 32 Núcleos Regionais de Educação (NREs) e panfletagem para convocar a população à megamarcha de amanhã, terça-feira, dia 19, rumo ao Centro Cívico.

A ideia é trazer outros setores da sociedade para a rua, em apoio à greve no magistério. A prioridade da coordenação é chamar pais e alunos, que apoiam em massa os mestres paranaenses.

O fim de semana também foi bastante intenso em todo Paraná. Os educadores promoveram em várias cidades passeatas com o mote “Fora Beto Richa, impeachment já!”. Foi o caso de Irati, na região Sul, Fazenda Rio Grande, na região metropolitana, e Curitiba. Leia mais

17 de maio de 2015
por Esmael Morais
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Diretores de escolas denunciam ‘assédio moral’ no governo Richa

Nas vésperas da megamarcha dos educadores e servidores públicos do Paraná, que ocorrerá em Curitiba na próxima terça-feira, dia 19, os Núcleos Regionais de Educação (NRE) da Secretaria de Estado da Educação (SEED) estão pressionando diretores das 2,1 mil escolas do estado. As 32 regionais da área educacional convocaram os gestores para reuniões amanhã, segunda-feira, dia 18, às 8 horas.

Os chefes regionais do NRE cujas funções são em cargos em comissão têm a missão de ameaçar com processos administrativos e destituição os diretores que não obrigarem os professores a voltar imediatamente às salas de aula. O objetivo é promover um movimento “fura greve” e desarticular o protesto de terça na capital. O movimento organizado pela APP-Sindicato e mais 20 entidades da sociedade civil deverá reunir entre 30 e 50 mil pessoas.

A pressão dos NREs tem nome: assédio moral em cima dos diretores, que foram democraticamente eleitos pela comunidade escolar; somente professores, funcionários, pais e alunos podem colocar ou tirar os gestores de uma escola. O resto é balela e conversa para boi dormir.

Dito isto, chegou a informação ao Blog do Esmael de que os grevistas promoverão manifestações em frente aos 32 NREs, amanhã cedo, contra o assédio moral promovido pelo governo Beto Richa (PSDB). O professor Odair Rodrigues, de Fazenda Rio Grande, região metropolitana de Curitiba, disse que os educadores irão fazer atos em solidariedade aos diretores de escolas. “Assédio moral é crime previsto em lei. É mais um crime do governador tucano e sua matilha”, atacou.

O grupo do professor Odair estará a postos no NRE da Área Metropolitana Sul, no bairro Boqueirão, em Curitiba.

O Blog do Esmael vai acompanhar de perto essa história. E na terça, ao vivo, transmite ao vivo para o Brasil e o mundo, em parceria com a TV 15, mais uma marcha da educação e a primeira pelo “Fora Beto Richa, impeachment já!”.

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24 de março de 2014
por Esmael Morais
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Vereador denuncia assédio moral no porto de Paranaguá

Mais de 60 pais de família estão sendo tratados como lixo!, denunciou o vereador Márcio Costa (PRP), durante pronunciamento na Câmara Municipal de Paranaguá, na semana passada. Segundo ele, o problema envolve os trabalhadores do Sindicato dos Portuários do Paraná (Sintraport).

O parlamentar apresentou na Câmara uma moção de apoio contra o assédio moral que mais de 60 homens estão passando depois que a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) determinou que voltassem à s suas funções de origem.

De acordo com o vereador, os portuários foram retirados de suas atividades de amarração, operador de shiploader, mecânico, balanceiro, etc., para retornar a varrerem os armazéns com salários reduzidos, quase pela metade.

Eles encontravam-se em desvio de função há mais de 20 anos por determinação de gestões anteriores. Quando os forasteiros aqui chegaram, não sabiam nem que o navio boiava e agora tiram o brilho dos recordes do porto dividindo o trabalhador da glória e do sucesso!, disparou o vereador em plenário.

Estarei agora dividindo a responsabilidade, não só com o governo do estado, mas também com o governo da privatização da presidente Dilma e da ex-ministra Gleisi Hoffmann (PT), a “musa da privatização”, que nos estudos realizados pela Antaq, não pensou nos TPAs ou nos portuários, nem na infraestrutura da cidade. Pensou apenas em contemplar os investidores estrangeiros, tirando o patrimônio do povo com o termo “concessão”, apelido dado pelos petistas para privatizar!.

O vereador terminou seu pronunciamento pedindo que seu discurso fosse encaminhado aos senadores, deputados federais e estaduais e lembrou que serviços que estavam sendo feitos pelos p Leia mais