Golpes, levantes no mundo árabe e terrorismo como show pirotécnico no Brasil

golpe_primavera_brunoBruno Meirinho (PSOL), em sua coluna desta sexta (22), faz um paralelo entre a recente crise na Turquia com o golpe no Brasil. “A crise que o ‘ocidente’ esperava que ficasse apenas no oriente médio já começa a criar fraturas do lado de cá”.

Coluna da Gleisi Hoffmann: As tragédias de cada dia, as dores de todos nós

Em sua coluna desta segunda-feira, a senadora Gleisi Hoffmann (PT) fala das recentes tragédias da lama em Mariana (MG) e dos atentados terroristas em Paris, França. Lembra também das diversas tragédias humanitárias em curso como resultados de guerras na África e Oriente Médio. Gleisi afirma que tantas mortes e sofrimento ocorrem pela ganância, intolerância religiosa e disputa de território. Afirma também que no caso de Paris, a reação dos governos ocidentais tende a piorar a situação, causando mais sofrimento e mortes de inocentes. Leia, comente e compartilhe.
Em sua coluna desta segunda-feira, a senadora Gleisi Hoffmann (PT) fala das recentes tragédias da lama em Mariana (MG) e dos atentados terroristas em Paris, França. Lembra também das diversas tragédias humanitárias em curso como resultados de guerras na África e Oriente Médio. Gleisi afirma que tantas mortes e sofrimento ocorrem pela ganância, intolerância religiosa e disputa de território. Afirma também que no caso de Paris, a reação dos governos ocidentais tende a piorar a situação, causando mais sofrimento e mortes de inocentes. Leia, comente e compartilhe.

Gleisi Hoffmann*

Momentos difíceis mostram o nível de evolução da humanidade. A empatia, possibilidade de nos colocarmos no lugar do outro, é o que nos faz sentir dor, repulsa, indignação pelas injustiças, covardias e tragédias. Recentemente nos afetaram o acidente irresponsável de Mariana, Minas Gerais, e os atentados em Paris.

Mariana chocou o Brasil. Como pode uma empresa nacional que aufere lucros tão altos pela exploração de minérios, tratar com tanto desdém a vida da população e a segurança do Meio Ambiente?! Ter um mar de lama varrendo vidas e comprometendo o futuro?!

O terrorismo em Paris chocou o mundo. Por que pessoas inocentes têm de morrer pela luta insana de ideias, crenças e territórios?!

Também foi impactante a foto do garoto sírio morto numa praia da Europa, e a migração de refugiados da guerra na Síria que tentam salvar suas vidas, arriscando tudo para chegar a um lugar de paz. Também causa repulsa a falta de solidariedade de países, que por medo, limitações ou xenofobia, repelem a entrada de seres humanos em seu território.

A guerra na Ucrânia, no Líbano, os conflitos na África, igualmente nos atingem. Assim como as chacinas e violência em nosso país. Toda empatia tem seu grau regulado pela proximidade do acontecimento, do grupo ou população envolvida, pelas responsabilidades elencadas e intensidade de divulgação nas mídias. De qualquer forma todas, em maior ou menor grau, causam-nos dor.

Coluna da Gleisi Hoffmann: “Deixem passar as pessoas!”

imigrantes
A senadora Gleisi Hoffmann (PT), em sua coluna nesta segunda-feira, fala sobre a crise migratória que tem origem no oriente médio com milhares de pessoas tentando a qualquer custo fugir e entrar na Europa. Ele lembra que o mundo atual dito globalizado não existem mais fronteiras para o capital e para as mercadorias, mas as pessoas encontram barreiras cada vez mais fortes para impedir a migração, mesmo que seja para fugir da guerra ou da fome. Nesse ponto, segundo Gleisi, o Brasil mais uma vez se mostra um país avançado e tolerante, recebendo os refugiados da Síria, assim como do Haiti, Angola e República do Congo. Leia, ouça, comente e compartilhe!

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Gleisi Hoffmann*

Nessa semana, o mundo assistiu a cenas tristes, cuja origem está no preconceito e na intolerância. Porque é muito triste que uma criança tenha morrido para que o mundo acorde para o problema da migração.

Vivemos tempos contraditórios. As ideias de livre comércio são amplamente vitoriosas no mundo todo. As fronteiras se abrem cada vez mais para que passem os produtos e mercadorias que são trocados em escala mundial.

Ao mesmo tempo, cada vez mais barreiras se erguem para dificultar ou impedir a passagem das pessoas, mesmo em situações extremas, como agora, para fugir de guerras, da fome e da falta de condições dignas para a vida. Assim, o limite que nos separa da barbárie é tênue e perigoso, colocando em risco a vida, a liberdade e a diversidade. Não podemos nos deixar guiar pelo ódio.

E não é preciso ir muito longe para observar isso. Ao lado de cada um de nós, há um amigo ou conhecido que tem preconceito com pobres, ou outro que xinga mulheres, ou ainda há quem não goste de negros, quem abuse dos mais fracos, ou que julgue alguém por antecipação. E é este tipo de pensamento que está causando a morte de sírios e doutras etnias. Um pensamento de quem olha para essas pessoas em busca de uma vida melhor, longe da guerra, e tem a capacidade de dizer que eles vêm para roubar empregos, dinheiro, espaço.

Felizmente, há esperança. De acordo com matérias divulgadas nesta semana, o Brasil já concede mais vistos para refugiados sírios do que países europeus. São milhares de sírios que chegaram legalmente ao nosso país desde 2011, sem falar de outras etnias vítimas de conflitos e que encontraram no Brasil um refúgio, como Haiti, Angola e República do Congo.

Em Curitiba, os haitianos já se tornaram parte da nossa população. Muitos dos refugiados sírios rejeitados pelos Estados Unidos também estão em Curitiba – uma cidade que, em sua origem, foi formada por imigrantes, cujos antepassados já passaram por situações semelhantes.

Discurso de Dilma na ONU revolta direita brasileira. Veja por quê

do Brasil 247

O discurso da presidente Dilma Rousseff na abertura da Assembleia-Geral das Nações Unidas conteve verdades óbvias, mas inconvenientes; diante dos líderes mundiais, ela teve a coragem de dizer que mais violência, como os bombardeios aos países onde se escondem militantes do Estado Islâmico, irá gerar mais violência; "O uso da força é incapaz de eliminar as causas profundas dos conflitos. Isso está claro na persistência da Questão Palestina, no massacre sistemático do povo sírio, na trágica desestruturação nacional do Iraque", disse ela; no entanto, para a mídia brasileira, com destaque para o Globo, Dilma foi quase confundida com uma militante jihadista disposta a decapitar cabeças; segundo Merval Pereira, discurso de Dilma produziu nele o sentimento de "vergonha alheia"; o que dizer então do Globo?
O discurso da presidente Dilma Rousseff na abertura da Assembleia-Geral das Nações Unidas conteve verdades óbvias, mas inconvenientes; diante dos líderes mundiais, ela teve a coragem de dizer que mais violência, como os bombardeios aos países onde se escondem militantes do Estado Islâmico, irá gerar mais violência; “O uso da força é incapaz de eliminar as causas profundas dos conflitos. Isso está claro na persistência da Questão Palestina, no massacre sistemático do povo sírio, na trágica desestruturação nacional do Iraque”, disse ela; no entanto, para a mídia brasileira, com destaque para o Globo, Dilma foi quase confundida com uma militante jihadista disposta a decapitar cabeças; segundo Merval Pereira, discurso de Dilma produziu nele o sentimento de “vergonha alheia”; o que dizer então do Globo?
Há tempos um discurso presidencial não irritava tanto a direita brasileira, como aconteceu nesta quarta-feira. Em Nova York, ao abrir a Assembleia-Geral das Nações Unidas, a presidente Dilma Rousseff teve coragem para enfrentar um tema sensível, no momento em que países do Ocidente, tendo os Estados Unidos à  frente, lideram uma nova ação militar contra países como Síria e Iraque, onde se escondem militantes do Estado Islâmico. De acordo com a presidente Dilma, uma nova onda de violência, que não enfrente a raiz dos problemas, irá apenas gerar uma escalada ainda maior de violência.

Eis o que disse a presidente Dilma sobre a questão: