10 de fevereiro de 2019
por Esmael Morais
Comentários desativados em Flávio Dino: espionagem do governo Bolsonaro contra Igreja Católica é um escândalo

Flávio Dino: espionagem do governo Bolsonaro contra Igreja Católica é um escândalo

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), condenou neste domingo (10) o que ele considera espionagem do governo Bolsonaro contra a Igreja Católica. ... 

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24 de outubro de 2018
por Esmael Morais
Comentários desativados em Comunicado da CNBB “exorta a que se deponham armas de ódio e vingança”

Comunicado da CNBB “exorta a que se deponham armas de ódio e vingança”


Em comunicado divulgado nesta quarta-feira (24/10), a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) alertou os fiéis da Igreja católica para o crescente clima de violência “estimulado por notícias falsas” nas eleições presidenciais.

A CNBB exorta “a que se deponham armas de ódio e de vingança, que têm gerado um clima de violência estimulado por notícias falsas, discursos e posturas radicais, que colocam em risco as bases democráticas da sociedade brasileira. Toda atitude que incita à divisão, à discriminação, à intolerância e à violência deve ser superada. Leia a nota na íntegra:

POR OCASIÃO DO SEGUNDO TURNO DAS ELEIÇÕES DE 2018

Jesus Cristo é a nossa paz! (cf. Ef 2,14)

“O Brasil volta às urnas para eleger seu novo presidente e, em alguns Estados e no Distrito Federal, seu governador. Fiel à sua missão evangelizadora, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por meio de seu Conselho Episcopal Pastoral (Consep), reunido em Brasília-DF nos dias 23 e 24 de outubro, vem ratificar sua posição e orientações a respeito deste importante momento para o País.

Eleições são ocasião de exercício da democracia que requer dos candidatos propostas e projetos que apontem para a construção de uma sociedade em que reinem a justiça e a paz social. Cabe à população julgar, na liberdade de sua consciência, o projeto que melhor responda aos princípios do bem comum, da dignidade da pessoa humana, do combate à sonegação e à corrupção, do respeito às instituições do Estado democrático de direito e da observância da Constituição Federal.

Na missão de pastores e profetas, nós, bispos católicos, ao assumirmos posicionamentos pastorais em questões sociais, econômicas e políticas, o fazemos não por ideologia, mas por exigência do Evangelho, que nos manda amar e servir a todos, preferencialmente aos pobres. Por isso “a Igreja reivindica sempre a liberdade, a que tem direito, para pronunciar o seu juízo moral acerca das realidades sociais, sempre que os direitos fundamentais da pessoa, o bem comum ou a salvação humana o exigirem (cf. Gaudium et Spes, 76). Não podemos nos calar quando a vida é ameaçada, os direitos desrespeitados, a justiça corrompida e a violência instaurada” (CNBB – Mensagem ao Povo de Deus – 19 de abril de 2018). Inúmeros são os testemunhos de bispos que, na história do país, se doaram e se doam no serviço da Igreja em favor de uma sociedade democrática, justa e fraterna.

A CNBB reafirma seu compromisso, sobretudo através do diálogo, de colaborar na busca do bem comum com as instituições sociais e aqueles que, respaldados pelo voto popular, forem eleitos para governar o País.
Exortamos a que se deponham armas de ódio e de vingança que têm gerado um clima de violência, estimulado por notícias falsas, discursos e posturas radicais, que colocam em risco as bases democráticas da sociedade brasileira. Toda atitude que incita à divisão, à discriminação, à intolerância e à violência deve ser superada. Revistamo-nos, portanto, do amor e da reconciliação, e trilhemos o caminho da paz! Por intercessão de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, invocamos a bênção de Deus para o povo brasileiro.

Brasília-DF, 24 de outubro de 2018.

Dom Murilo S. R. Krieger
Arcebispo de São Salvador
Presidente da CNBB em exercício

Dom Guilherme Antônio Werlang
Bispo de Lajes
Vice-presidente da CNBB em exercício

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo auxiliar de Brasília
Secretário-geral da CNBB Leia mais

16 de outubro de 2018
por Esmael Morais
Comentários desativados em Manifesto de Pastorais e de organizações ligadas à Igreja Católica defende a preservação da Democracia

Manifesto de Pastorais e de organizações ligadas à Igreja Católica defende a preservação da Democracia

Entidades e comissões pastorais ligadas à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) apresentaram na segunda-feira (15) uma nota pública que manifesta preocupação com o surgimento de uma escalada antidemocrática no país, em particular com o rumo da conjuntura política que atravessa a disputa eleitoral do 2° turno. O documento intitulado  “Democracia: mudança com Justiça e Paz” ressalta a necessidade da preservação dos valores democráticos e da solução das controvérsias políticas pela via do diálogo entre os atores políticos. Confira a nota na íntegra:

DEMOCRACIA: MUDANÇA COM JUSTIÇA E PAZ

Há trinta anos a Constituição Federal entrou em vigor. Os constituintes objetivaram instituir “um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias”.

No processo eleitoral em curso, um movimento antidemocrático fere estes valores supremos assegurados pela Constituição e apela ao ódio e à violência, colocando o povo contra o povo. Demoniza seus opositores, classifica-os de comunistas e bolivarianos, menospreza a população do Nordeste brasileiro e tenta semear o ódio e o medo. Esta atitude já se concretiza por meio de agressões e assassinato contra os que manifestam posições divergentes.

A Constituição sai ferida com esta intolerância que nega a diversidade do povo brasileiro, estimula preconceitos e incentiva o conflito social. Estes candidatos e seus seguidores, que pregam a tortura e a pena de morte, sustentam que as mulheres podem ter menos direitos que os homens, usam de violência contra a população LGBT, discriminam negros, índios e quilombolas com insultos, racismo e xenofobia. Em resumo, atacam a democracia pelo desprezo dos seus valores republicanos.

O Brasil é um país de desigualdades sociais profundas em que os ricos estão cada vez mais ricos à custa dos pobres cada vez mais pobres.

O candidato deste movimento quer se valer de eleições democráticas em sentido contrário para dar legalidade e legitimidade a um governo que pretende militarizar as instituições, garantir impunidade aos abusos policiais, armar a população civil e reduzir ou cortar programas de direitos humanos e sociais. Em poucas palavras, é o abandono do Estado Democrático de Direito.

O Brasil é um país de desigualdades sociais profundas em que os ricos estão cada vez mais ricos à custa dos pobres cada vez mais pobres. Estes candidatos antidemocráticos atendem às imposições do sistema financeiro e da política neoliberal que atacam direitos sociais, ambientais e o patrimônio do país. As possíveis consequências deste programa são: o fim do décimo terceiro salário, a diminuição do Bolsa Família, a extinção das cotas nas universidades e a privatização sumária das estatais. Na verdade, tais medidas constituem a intensificação do Governo Temer, que está produzindo desemprego, sofrimento e abandono da população.

Tais políticas, já receberam veemente condenação do reconhecido líder mundial, o Papa Francisco: “Assim como o mandamento ‘não matar’ põe um limite claro para assegurar o valor da vida humana, assim também hoje devemos dizer ‘não a uma economia da exclusão e da desigualdade social’. Esta economia mata.” (Evangelii Gaudium, 53).

Este movimento apoia um candidato que pretende ser um político novo, salvador da pátria, que está no Congresso há quase trinta anos, trocou de partido oito vezes e não aprovou um projeto sequer para melhorar as condições de vida do nosso povo, votando contra todas as políticas sociais que beneficiariam os trabalhadores e trabalhadoras, principalmente, os mais pobres.

Nosso Brasil pode ter divergências, porém sem ódio. Há necessidade do crescimento da economia com diminuição da desigualdade.

Por tudo isso, nós, integrantes de organizações da sociedade civil, portadores da convicção da inafastável dignidade da pessoa humana, fundamento dos direitos humanos, não podemos nos omitir. Respeitamos todos aqueles que, por motivos variados, tenham votado no 1º turno sem atentar para estes valores, mas queremos dialogar francamente com todos. A possibilidade de se instalar um governo como esse movimento deseja, retoma o passado de ditadura já superado.

Nosso Brasil pode ter divergências, porém sem ódio. Há necessidade do crescimento da economia com diminuição da desigualdade. Com base nestes valores, temos o dever fraterno de alertar a todos os nossos concidadãos e concidadãs, para que sua escolha no 2º turno contemple os princípios aqui defendidos e o candidato que os representa, integrante de uma ampla frente democrática pluripartidária, para assegurar um futuro de Justiça e de Paz para o Brasil.

Brasília, 15 de Outubro de 2018

Cáritas Brasileira

CBJP – Comissão Brasileira Justiça e Paz

CCB – Centro Cultural de Brasília

CIMI – Conselho Indigenista Missionário

CJP-DF – Comissão Justiça e Paz de Brasília

CNLB – Conselho Nacional do Laicato do Brasil

CPT – Comissão Pastoral da Terra

CRB – Conferência dos Religiosos do Brasil

FMCJS – Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Social

OLMA – Observatório De Justiça Socioambiental Luciano Mendes De Almeida

Pastoral Carcerária Nacional

Pastoral da Mulher Marginalizada

Pastoral Operária

SPM – Serviço Pastoral do Migrante

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17 de agosto de 2018
por editor
Comentários desativados em Pastorais e órgãos da CNBB voltam a denunciar a tragédia do golpe de 2016

Pastorais e órgãos da CNBB voltam a denunciar a tragédia do golpe de 2016

Organismos e pastorais que integram a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) apresentaram na terça-feira (14) o manifesto público

“Resistência democrática, Unidos pela Justiça e Paz” ... 

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27 de junho de 2018
por Redacao
Comentários desativados em Bispos manifestam preocupação com privatização da Petrobras, Eletrobras e da água

Bispos manifestam preocupação com privatização da Petrobras, Eletrobras e da água

Na última reunião do Conselho Permanente da CNBB, realizada entre os dias 19 e 21 de junho, bispos de diversas regiões do país debateram a necessidade de defender a soberania dos bens do Brasil. O bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Leonardo Ulrich Steiner, alertou que não se pode perder a soberania sobre os “bens que estão ligados à Eletrobras e à Petrobras: água, petróleo, gás e energia elétrica”.

O tema tem sido abordado na CNBB desde o ano passado. Durante a 52ª Assembleia do Conselho Episcopal Regional Nordeste 2 da CNBB, em setembro de 2017, os bispos de Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte posicionaram-se a respeito da privatização da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), que é vinculada à Eletrobras, estatal na lista de privatizações pelo Governo Federal.

Para os bispos, a ação causará “um grande impacto”, afetando especialmente as populações ribeirinhas, agricultores familiares e ao meio-ambiente. O Conselho Regional convocou toda a sociedade a uma maior reflexão sobre as consequências da privatização da Chesf, “que viria causar danos irreparáveis ao meio ambiente e à sociedade”.

Neste ano, em um trecho da mensagem aos trabalhadores e trabalhadoras, no dia 1º de maio, a presidência da CNBB salientou que a solução para a crise que abate o País não pode provocar a perda de direitos dos trabalhadores e sublinhou a questão da soberania: “Nos projetos políticos e reformas, o bem comum, especialmente dos mais pobres, e a soberania nacional devem estar acima dos interesses particulares, políticos ou econômicos”.

*Com informações do site da CNBB Leia mais

4 de junho de 2018
por Redacao
Comentários desativados em Assassinatos e massacres cresceram no campo em 2017, informa Relatório da CPT

Assassinatos e massacres cresceram no campo em 2017, informa Relatório da CPT

A Comissão Pastoral da Terra (CPT) lançou na tarde desta segunda-feira (4), em Brasília, a 33° edição do relatório anual de 

Conflitos no Campo Brasil 2017 ... 

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23 de maio de 2018
por Esmael Morais
Comentários desativados em Gleisi relata reunião da Frente de Esquerda (PDT, PT, PSB, PCdoB, PSOL e PCB)

Gleisi relata reunião da Frente de Esquerda (PDT, PT, PSB, PCdoB, PSOL e PCB)

A presidenta nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, relatou reunião da Frente de Esquerda — PDT, PT, PSB, PCdoB, PSOL e PCB –que ocorreu nesta quarta (23), na sede nacional do PDT, em Brasília.

O balanço político da atuação da Frente Pela Democracia, Soberania e pelos Direitos do Povo, no Congresso Nacional, segundo Gleisi, é positivo, pois, prossegue ela, conseguiu barrar a reforma da previdência e a privatização da Eletrobras.

A dirigente petista antecipou que a Frente buscará ampliar seu alcance atraindo a OAB e a CNBB para bandeiras comuns em defesa da nação.

A próxima reunião da Frente de Esquerda será no dia 26 de junho, em Brasília, na sede nacional do PCdoB.

Assista ao vídeo:

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26 de abril de 2018
por Esmael Morais
Comentários desativados em A imprensa é um partido, diz a CNBB

A imprensa é um partido, diz a CNBB

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) enviou carta aos bispos da Igreja Católica afirmando que a imprensa é dominada por monopólios econômicos e atua como partido político — o ‘Partido do Ódio’. Bingo!

“A imprensa, dominada por oligopólios econômicos, atua em uníssono como um partido político, a impor uma “verdade única” e a insuflar a radicalização dos discursos de ódio. As redes sociais se transformam num patíbulo.”

A carta da CNBB coloca na conta da velha mídia golpista a escalada de ódio, violência e divisão do país.

Evidentemente que a mídia partidária esconde a carta do povo brasileiro.
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13 de abril de 2018
por Redacao
1 Comentário

CNBB em carta ao Papa Francisco alerta para a “grave crise política” no país

Reunidos na 56ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, em Aparecida (SP), a CNBB divulgou na quinta-feira (12) uma carta a ser enviada para o Papa Francisco, levando saudações do episcopado e as temáticas que estão sendo discutidas durante o encontro da cúpula da igreja católica no país. O texto  menciona a grave crise institucional, econômica e social que passa o Brasil no momento. Trata também da unidade do episcopado brasileiro com o sumo pontífice.

Segundo o cardeal,  Dom Orani Tempesta,  a carta, aprovada em plenário, foi elaborada por uma comissão e representa a opinião de todos os bispos presentes em Aparecida (SP). O evento da CNBB ocorre dias depois da missa oficiada em São Bernardo do Campo em memória de Marisa Letícia da Silva, o que motivou furiosos ataques da extrema-direita aos bispos e padres católicos presentes naquela celebração. Leia a carta na íntegra.

 

CARTA AO PAPA FRANCISCO ... 

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1 de abril de 2018
por Redacao
Comentários desativados em Igreja Católica é alvo de fascistas nas redes sociais em plena Páscoa

Igreja Católica é alvo de fascistas nas redes sociais em plena Páscoa

A demência fascista não tem limites e atira em tudo que se move na direção dos direitos humanos. Neste domingo(1) em que a comunidade cristã comemora a Páscoa, as milícias digitais do fascismo operam nas redes sociais uma tosca campanha contra a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).  Em páginas nas redes sociais, surgiram argumentos atribuindo um caráter comunista à atuação da CNBB, organismo da Igreja Católica. Um dos motivos do ódio dos fascistas foi a escolha do tema da campanha da Fraternidade 2018: “Fraternidade e a superação da violência”.

Uma internauta publicou mensagem nas redes em que afirma: “Católicos, não sigam orientações da CNBB e de padres comunistas. Não se deixem enganar pelo papa comunista. Esse papa que telefonou pra família da vereadora comuna morta no Rio, nunca fez nenhuma ligação para famílias de vítimas dessa guerra. Quem é cristão SIGA CRISTO!”.

O colunista Ancelmo Góis, do jornal 

O Globo ... 

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29 de outubro de 2016
por Esmael Morais
23 Comentários

Ana Júlia, 16 anos: da ocupação ao Congresso Nacional; veja a agenda da estudante nesta 2ª feira

Em menos de uma semana, a vida da estudante Ana Júlia Ribeiro, de 16 anos, deu uma guinada de 180º depois de seu pronunciamento na Assembleia Legislativa (clique aqui para relembrar). Da ocupação que participava, no Colégio Estadual Senador Manuel Alencar Guimarães, o SESMAG, em Curitiba, ela vai cumprir uma extensa agenda nesta segunda-feira (31), em Brasília, que inclui reuniões e novos pronunciamentos no Congresso Nacional, CNBB, UNICEF e Ministério Público Federal. Leia mais

19 de agosto de 2016
por Esmael Morais
13 Comentários

EUA estatizam presídios enquanto Brasil pensa em privatizar para encarcerar mais

privatizacao_presidiosOs Estados Unidos fulminaram essa semana a tese do liberalismo ao anunciar o fim dos presídios privados. A estatização norte-americana é uma ducha de água fria nas pretensões do interino Michel Temer (PMDB), que planeja privatizar as penitenciárias brasileiras. Leia mais

20 de março de 2016
por Esmael Morais
76 Comentários

Igreja Católica: ‘Não Vai Ter Golpe’; assista ao vídeo

Se depender da Igreja Católica, todo coxinha golpista vai arder no fogo do inferno (as orelhas do ministro Gilmar Mendes e do juiz Sérgio Moro devem ter ficado vermelhas hoje).

O bispo da Diocese de Crateús (CE), Dom Ailton Menegussi, afirmou que a Igreja não aceitará golpes no país.

“Não aceitamos que partido político nenhum aproveite-se dessa crise para dar golpe no país”, disse em sermão a fiéis no município de Tauá, sertão cearense.

Assista ao vídeo:

O religioso falou em nome da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Menegussi afirmou que ninguém concorda com corrupção e todos os bispos apoiam que investigações sejam feitas, denúncias apuradas e, uma vez provadas, não antes, que se punam os culpados.

“Mas os culpados não são desse partido ou daquele só, não. Tem corrupto em tudo que é partido”, assegurou.

O bispo de Crateús disse ainda que a corrupção não foi inventada de 15 anos para cá. “Não sejamos inocentes, o que está acontecendo é que agora se está permitindo que as coisas apareçam”.

“Não vamos apoiar troca de governo, de pessoas interesseiras, que querem se apossar porque são carreiristas. Tem muita gente posando de santinho, mas que nunca pensou em pobre. Fazem discurso bonito porque querem o poder. E com isso a CNBB não concorda”, exortou o bispo Ailton Menegussi. Leia mais

4 de junho de 2014
por Esmael Morais
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Bispos da CNBB panfletam contra Copa nas 12 sedes; será que vão para o céu?

via Brasil 247

A Pastoral do Turismo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) vai distribuir panfletos nas 12 cidades-sede da Copa do Mundo com críticas à  gestão do governo para a competição.

Os panfletos dão “cartão vermelho” à  inversão de prioridades no uso do dinheiro público do país para eventos como a Copa do Mundo, e critica o fato de o governo delegar responsabilidades públicas a grandes corporações e entidades privadas que se apropriam do esporte.

A CNBB ressalta, no entanto, que o governo só marcará o “gol da vitória” quando ninguém for perseguido por trabalhar em espaço público, e direitos dos consumidores e torcedores forem respeitados.

Os folhetos foram impressos em três idiomas (português, espanhol e inglês) e mostram a preocupação da Igreja com oito pontos que merecem “cartão vermelho”.

O primeiro deles é “a exclusão de milhões de cidadãos ao direito à  informação e à  participação nos processos decisórios sobre as obras que foram realizadas para a Copa”.

Outros pontos criticados são a remoção de famílias e comunidades para a construção de obras dos estádios ou de mobilidade, a inversão de prioridades para com o dinheiro público que deveria servir, prioritariamente, para a saúde, educação, saneamento básico, transporte e segurança.

Além disso, os panfletos falam em desigualdades urbanas e degradação ambiental, a apropriação do esporte por entidades privadas e grandes corporações.

A entidade enumera iniciativas que representam um “gol da vitória”: a garantia de que a população de bairros populares e moradores de rua tenham direito de permanecer em suas localidades; que ninguém seja perseguido por trabalhar em espaço público; que movimentos sociais não sejam criminalizados. Leia mais