Blog do Esmael

A política como ela é em tempo real.

9 de maio de 2016
por esmael
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Dilma: “O processo está suspenso”

dilma_universidadesA presidente Dilma Rousseff recebeu a informação da anulação do processo de impeachment durante evento no Palácio do Planalto que anunciava a criação de novas universidades federais no país.

“Eu não tenho essa informação oficial. Eu estou falando aqui porque eu não poderia, de maneira alguma, fingir que não sabia. O processo está suspenso”, anunciou.

Sob gritos de guerra “não vai ter golpe”, a plateia comemorou.

3 de maio de 2016
por esmael
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Manifestantes protestam contra impeachment em revezamento da Tocha Olímpica

da Agência Brasil

tocha_protestoUm grupo de manifestantes protesta contra o processo de impeachment de Dilma Rousseff durante o revezamento da Tocha Olímpica. Os manifestantes ergueram, em frente ao Palácio do Planalto, faixas com a frase “Não ao golpe”, escrita em diversas línguas – árabe, russo, alemão, espanhol e inglês. Alguns seguem atletas e demais condutores da tocha, que vai percorrer vários pontos da capital federal.

19 de abril de 2016
por esmael
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Renan: ‘Não vai ter golpe no Senado’

lewandowski_renan‘Não vai ter golpe no Senado’. Eis o resumo da conversa tida ontem (18) entre o presidente da Câmara Alta, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski. Eles debateram o rito do impeachment na Casa. “No Senado, com certeza não vai ter voto em função do que a família quer ou não. O julgamento será de mérito, se há ou não crime de responsabilidade”, avisou Renan.

12 de abril de 2016
por esmael
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Senador Requião “vaza” carta contra golpe do vice Temer

Carta aos Governadores e Deputados Federais,

À margem de ideologias e de querelas político-partidárias, o governo ou governos anunciados para depois do impeachment prenunciam consequências econômicas e sociais desastrosas para a sociedade brasileira. Já vivemos a maior crise econômica de nossa história, com uma contração da economia de cerca de 8% em dois anos, e a perspectiva concreta de taxas de desemprego sem precedentes levando a um progressivo estágio de degeneração social com conflitos no campo e nas cidades, e de convulsões sociais generalizadas.

A maioria dos Estados está literalmente falida. Salários de servidores estão sendo cortados ou adiados, obras públicas estão sendo paralisadas, funções fundamentais dos governos estaduais tem sido canceladas. É preciso reconhecer com franqueza que a crise se deve sobretudo à política econômica adotada a partir de 2015 na forma de um ajuste fiscal absolutamente injustificável no contexto de uma depressão econômica. Embora involuntariamente, a operação Lava Jato também contribuiu para o agravamento da crise.

Mas o impeachment, isoladamente, não resolverá esses problemas. Da mesma forma a derrota do impeachment, sem outras consequências, não os resolverá. O fato é que temos uma estreita margem de manobra entre uma alternativa e outra. A derrota do impeachment dará à Presidenta Dilma uma oportunidade de rever sua política conforme a demanda universal daqueles que lhe dão apoio. A aprovação do impeachment, por sua vez, pela palavra de seus proponentes principais, significará um aprofundamento do ajuste depressivo.

A Ponte para o Futuro pregada pelo PMDB de Temer é um pacto regressivo que visa a destruir os direitos sociais básicos conquistados pelo povo brasileiro em 88. Mais grave ainda é a política fiscal anunciada pelo senador José Serra, sob forma de projeto de lei congelando o teto da dívida pública e portanto impedindo a realização de investimentos deficitários em tempos de recessão e depressão. A consequência direta disso seria a quebra definitiva dos Estados, estrangulados que estão pela draconiana Lei de Responsabilidade Fiscal, que ele considera cláusula pétrea.

A síntese da crise se manifesta na questão fiscal, ainda manejada segundo os cânones neoliberais, de interesse exclusivo dos especuladores financeiros. A desorganização orçamentária do Governo federal e dos Estados reflete a quebra da soberania nacional em questões financeiras. A política econômica brasileira, com exceção dos anos 2009 e 2010, renunciou voluntariamente ao crescimento. A despeito de recessão e da depressão, nos recusamos a recorrer ao investimento deficitário e ao aumento temporário da dívida, embora sabendo que, numa depressão, a única saída é recorrer ao déficit público temporário, até que a economia volte a crescer de novo.

Se essa posição ideológica prevalecer – e é certo

6 de abril de 2016
por esmael
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Partido Progressista confirma presença no ‘enterro’ do impeachment de Dilma

O presidente nacional do Partido Progressista, Ciro Nogueira (PP-PI), nesta quarta-feira (6), anunciou que a agremiação estará presente no ‘enterro’ oficial do golpe — ou impeachment — contra a presidente Dilma Rousseff.

No começo desta semana, o senador Roberto Requião (PMDB-PR) já havia solenemente decretado a “morte” do movimento golpista no Congresso Nacional.

O PP tem 48 deputados e seis senadores no exercício do mandato e nesta amanhã comunicou que “fica” no governo.

Extraoficialmente, agora o Palácio do Planalto contaria com 321 deputados para barrar o impeachment no plenário da Câmara. O governo necessitaria de apenas 172 para arquivar o pedido do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Já os oposicionistas precisariam de 342 votos, ou 2/3, de um total de 513 parlamentares na Casa, hoje, considerada matematicamente impossível até mesmo para os golpistas liderados pela velha mídia.

Abaixo, leia a matéria da Agência Brasil sobre o “fico” do PP:

Com 48 deputados e seis senadores, PP apoiará governo Dilma, diz Ciro Nogueira

Karine Melo – Repórter da Agência Brasil

O presidente do Partido Progressista, senador Ciro Nogueira (PP-PI), anunciou hoje (6) que o partido permanecerá na base de apoio ao governo da presidenta Dilma Rousseff, pelo menos, até a conclusão do processo na Câmara dos Deputados. O PP tem hoje 54 parlamentares: 48 deputados e seis senadores em exercício. Há ainda três deputados licenciados.

O partido tinha nesta quarta-feira uma reunião do Diretório Nacional para decidir sobre a permanência no governo, mas, segundo Ciro Nogueira, os próprios parlamentares que pediram o encontro, desistiram da ideia. “Existia um documento assinado por 24 senadores e deputados pedindo o rompimento com o governo. Essa reunião estava marcada para as 14h, mas quando fizemos um levantamento preliminar dos 57 votantes mais de 40 queriam a permanecia do partido na base”, disse o senador com o documento que pede o cancelamento da reunião nas mãos.

O senador Ciro Nogueira disse

31 de março de 2016
por esmael
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Ministro ‘supersincero’ do STF sobre o PMDB: ‘Meu Deus do céu! Essa é a nossa alternativa de poder’

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, nesta quinta-feira (31), reverberou o que muitos brasileiros pensam sobre o golpe contra o mandato de Dilma Rousseff e a alternativa oposicionista à atual presidente da República.

“Quando, anteontem, o jornal exibia que o PMDB desembarcou do governo e mostrava as pessoas que erguiam as mãos, eu olhei e: Meu Deus do céu! Essa é a nossa alternativa de poder. Eu não vou fulanizar, mas quem viu a foto sabe do que estou falando”, afirmou o ministro.

Na terça-feira (29), em apenas três minutos, uma reunião do diretório nacional do PMDB aprovou o “rompimento” com o governo federal. Entretanto, conforme registrou o Blog do Esmael, peemedebistas seguiam indicando pessoas para cargos em agências estatais.

Hoje à tarde, por 9 votos a favor e um contra, o STF confirmou a cassação da jurisdição do juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, de investigar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O relator do processo, ministro Teori Zavascki, criticou o magistrado paranaense pela divulgação de escutas telefônicas ilegais com conversas entre Lula e a presidente Dilma Rousseff.

31 de março de 2016
por esmael
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Brasil sai hoje às ruas contra o golpe

Hoje, 52 anos após o golpe militar de 1964, o Brasil volta às ruas para defender a democracia ameaçada.
Há em curso no país mais uma tentativa de golpe contra o Estado Democrático de Direito.

Reconhecidos ladrões da República querem a deposição de Dilma Rousseff, uma mulher honesta, que nada roubou.

Para usar a expressão do ministro Marco Aurélio Mello, do STF, “impeachment sem crime é golpe”.

Os golpistas querem violar mais de 54 milhões de votos conferidos a presidente democraticamente eleita na eleição de 2014.

É importante que as forças vivas e pensantes da sociedade saiam hoje às ruas, em todo o país, para que as trevas não voltem rondar nossas liberdades democráticas.

A covardia de alguns setores da sociedade, em 31 de março de 1964, mergulhou o Brasil numa sanguinária ditadura de 21 anos.

Portanto, não deixe hoje a história se repetir, pois, segundo Marx, isso a primeira vez isso ocorre como tragédia e a segunda como farsa.

O Blog do Esmael vai transmitir ao vivo nesta tarde a marcha contra o golpe.

28 de março de 2016
por esmael
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Coluna da Gleisi Hoffmann: A criminalização da política, a lista da Odebrecht e o golpe

Gleisi Hoffmann*

O conteúdo generalizado da lista da Odebrecht parece que não agradou a setores da mídia que há dois anos se esforçam por criminalizar as doações de campanha feitas para o PT e para aliados do governo. Como explicar, depois de ter sistematicamente enxovalhado essas doações, que os partidos da oposição, que os arautos da moralidade, os condutores do impeachment, também receberam recursos empresariais de campanha, e de uma empresa que está sendo investigada na operação Lava Jato?!

Enquanto as investigações atingiam fortemente apenas políticos do PT e aliados, as coisas iam de “vento em popa”. Afinal, são os pais da corrupção e quase que os únicos a receberem recursos privados para campanhas eleitorais.

A lista da Odebrecht, com nomes de políticos de vários partidos, mostra claramente o funcionamento do sistema eleitoral brasileiro. As campanhas foram financiadas até aqui, em sua grande maioria por empresas. As grandes colaboram com mais pessoas e maiores doações, mas há também médias e pequenas. É crime? Não, a doação privada estava prevista em nossa legislação desde sempre. Ano passado o Supremo Tribunal Federal mudou a legislação. Agora, apenas pessoas físicas e o próprio candidato poderão financiar campanhas. Melhorou, embora o mais correto fosse o financiamento público de campanha.

Portanto, nem a empresa, ou as pessoas listadas na relação, por essas doações, cometeram irregularidades ou crime, a priori. Ocorre que, desde o início da operação Lava Jato, as doações de campanha foram fortemente associadas a propinas, principalmente de dinheiro da Petrobras, que era desviado. Como o foco estava somente no PT, tudo bem, o partido está no governo há muitos anos, então é líquido e certo que a propina era para seus membros e suas campanhas.

Não se procurou, e acredito que intencionalmente, mostrar que a maior parte do dinheiro desviado da Petrobras foi para enriquecimento ilícito de pessoas que muito pouco tinham a ver com o PT. Diretores, ex-diretores e funcionários da empresa. Doleiros, empresas offshore e políticos que enriqueceram fortemente, com recursos mandados ao exterior e contas ocultas. Para as campanhas eleitorais, era muito menos e, até aqui, se destacavam os recursos concentrados no PT.

Por isso dissemos tantas vezes que as investigações eram seletivas – atingiam quase que exclusivamente o PT – e jogavam para a criminalização da política, ao não mostrar o funcionamento do sistema, financiado por empresas, e o fato de que os desvios eram predominantemente para intere

22 de março de 2016
por esmael
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Dilma anuncia resistência ao golpe

A presidente Dilma Rousseff fez o mais duro discurso contra o golpe, nesta tarde, no Palácio do Planalto, no ato de juristas pela legalidade e em defesa da democracia. “Não vai ter Golpe”, garantiu ao denunciar de forma mais contundente que seu governo sofre ameaça.

“Estamos num regime presidencialista. E o impedimento só pode se dar em caso de crime de responsabilidade. Não cometi nenhum crime”, disse a presidente.

Dilma denunciou ao mundo que o que está em curso é um golpe contra a democracia. “Eu, jamais, renunciarei!”, assegurou, sinalizando que resistirá à tentativa de sua derrubada.

“A Justiça brasileira fica enfraquecida quando se ferem direitos constitucionais, mas confio que a Suprema Corte saberá garantir com imparcialidade e cidadania as condições do Estado Democrático de Direito”.

A presidente Dilma disse que quer tolerância, diálogo e paz, mas disse que será firme na defesa da legalidade e do Estado Democrático de Direito.

20 de março de 2016
por esmael
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Igreja Católica: ‘Não Vai Ter Golpe’; assista ao vídeo

Se depender da Igreja Católica, todo coxinha golpista vai arder no fogo do inferno (as orelhas do ministro Gilmar Mendes e do juiz Sérgio Moro devem ter ficado vermelhas hoje).

O bispo da Diocese de Crateús (CE), Dom Ailton Menegussi, afirmou que a Igreja não aceitará golpes no país.

“Não aceitamos que partido político nenhum aproveite-se dessa crise para dar golpe no país”, disse em sermão a fiéis no município de Tauá, sertão cearense.

Assista ao vídeo:

O religioso falou em nome da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Menegussi afirmou que ninguém concorda com corrupção e todos os bispos apoiam que investigações sejam feitas, denúncias apuradas e, uma vez provadas, não antes, que se punam os culpados.

“Mas os culpados não são desse partido ou daquele só, não. Tem corrupto em tudo que é partido”, assegurou.

O bispo de Crateús disse ainda que a corrupção não foi inventada de 15 anos para cá. “Não sejamos inocentes, o que está acontecendo é que agora se está permitindo que as coisas apareçam”.

“Não vamos apoiar troca de governo, de pessoas interesseiras, que querem se apossar porque são carreiristas. Tem muita gente posando de santinho, mas que nunca pensou em pobre. Fazem discurso bonito porque querem o poder. E com isso a CNBB não concorda”, exortou o bispo Ailton Menegussi.

19 de março de 2016
por esmael
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O discurso de Lula proibido na Globo

O Blog do Esmael divulga o discurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula censurado pela TV Globo.

Lula não disse ontem à noite, na Avenida Paulista, nenhum palavrão que merecesse a censura. “Eu vou lá no governo para fazer a coisa que tem que fazer”, avisou.

Se der certa a presença do ex-presidente no ministério, inviabiliza-se o ódio e a derrubada do governo Dilma Rousseff.

Portanto, prender ou impedir Lula é a mesma coisa que derrubar o governo democraticamente eleito.

Abaixo, assista ao vídeo do discurso:

19 de março de 2016
por esmael
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AO VIVO: Requião realiza no Paraná comício contra o golpe; assista

O senador Roberto Requião (PMDB-PR) comanda neste sábado (19), no município de Telêmaco Borba, região dos Campos Gerais do Paraná, comício em defesa da democracia e contra o golpe.

O Blog do Esmael, em parceria com a TV 15, transmite o evento ao vivo para o Brasil e o mundo.

“Eu só defendo o golpe contra o Beto Richa”, ironizou o senador ao comparar o tratamento diferenciado que o governador tucano recebe da velha mídia e de parte do judiciário.

Durante a semana, Requião alertou que uma eventual derrubada do governo de Dilma Rousseff –legitimamente eleito — causaria muitas mortes no país.

Assista ao vivo:

18 de março de 2016
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Um mar vermelho contra o fascismo no Brasil #NãoVaiTerGolpe

Bandeiras de movimentos populares tremulam nesta sexta-feira (18), de Norte a Sul, em nome do Estado Democrático de Direito. Um mar vermelho toma conta das principais ruas de todo país contra o perigo do fascismo e de ataque aos direitos fundamentais dos indivíduos brasileiros.

Em São Paulo, milhares já se concentram na Avenida Paulista, onde é esperado o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva — novo ministro da Casa Civil –, principal alvo da Lava Jato, força-tarefa que luta pela derrubada do governo democraticamente eleito da presidente Dilma Rousseff.

Em Curitiba, são esperadas 30 mil pessoas na primeira marcha do país pelo “Fora Moro”. A concentração dos manifestantes ocorre na Praça Santos Andrade (UFPR), de onde sairão em marcha até a tradicional Boca Maldita.

Belo Horizonte, Recife, Fortaleza, São Luís, Salvador, dentre outras capitais, também responde ao apelo em defesa da democracia.

18 de março de 2016
por esmael
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Curitiba realiza hoje primeira marcha no país pelo “Fora Moro”

O juiz Sérgio Moro será alvo nesta quinta-feira (18), em Curitiba, de megamanifestação de movimentos sociais, sindicatos e partidos políticas. Será o primeiro protesto popular no país pelo “Fora Moro”.

A marcha de logo mais, a partir das 18 horas, tem importância simbólica porque a capital paranaense sedia as operações da força-tarefa da Lava Jato. 

Nos meio político, jurídico, artístico, intelectual, o magistrado já não desfruta de unanimidade como dantes, pois o veem como autoritário e uma ameaça concreta ao Estado Democrático de Direito.

As forças vivas da sociedade enxergam o juiz e sua entourage não mais alguém que busca a justiça, mas, pelo contrário, derrubar um governo democraticamente eleito para instituir uma ditadura policialesca.

A concentração da manifestação “Fora Moro” ocorrerá às 18 horas na Praça Santos Andrade (UFPR) e, em seguida, a marcha rumará para a tradicional Boca Maldita — centro nervoso da política curitibana.

O primeiro “Fora Moro” do país ocorrerá em clima muito tenso. Em menos de 24 horas, a sede da Central Única dos Trabalhadores (CUT) foi alvo de ataques. A entidade é uma das organizadoras da manifestação de hoje.

O governador Beto Richa (PSDB), cujos correligionários tucanos e funcionários da comissionada “Tenda Digital” estão a serviço dos “camisas amarelas”, colocou ontem (17) a Polícia Militar de prontidão em Curitiba e na Região Metropolitana.

A expectativa é que ao menos 30 mil pessoas irão às ruas da capital paranaense nesta sexta-feira contra o golpe jurídico-midiático.

16 de março de 2016
por esmael
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Lula como “primeiro-ministro” é certeza de que #NãoVaiTerGolpe

A confirmação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na chefia da Casa Civil da Presidência da República, no lugar de Jaques Wagner, lhe conferirá o status informal de primeiro-ministro. Além disso, é a segurança de que #NãoVaiTerGolpe.

O gesto de Lula, ao aceitar o cargo, esvazia a tentativa de golpe arquitetada consórcio Renan Calheiros (PMDB-AL)/Eduardo Cunha (PMDB-RJ)/Aécio Neves (PSDB-MG)/José Serra (PSDB-SP), mentes do mal no Congresso Nacional.

Nesta quarta-feira (16), o Supremo Tribunal Federal (STF) tem na pauta a análise da constitucionalidade da Proposta de Emenda à Constituição nº 20-A, de 1995, que institui o parlamentarismo no país. O projeto foi desengavetado pelo deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), em conluio com o quatrilho descrito acima. Mas, com a indicação de Lula, novo primeiro-ministro de fato, a tendência é o Congresso e a Corte Máxima perderem interesse pela causa.

A presença do ex-presidente Lula, além de esvaziar o golpe oposicionista, poderá dar mais estabilidade política se realmente houver mexida na economia em favor dos trabalhadores. Não faz sentido o governo aprofundar o arrocho da atual política mantida pela presidente Dilma Rousseff. Só terá valido a pena a volta de Lula se ele colocar um freio de mula no apetite dos bancos, baixar os juros, retomar o crédito e trabalhar uma agenda desenvolvimentista.

Lula como ministro da Casa Civil anima a tropa petista para a marcha antigolpe nesta sexta-feira, dia 18, em todo o país. O Blog do Esmael, em parceria com a TV 15 ,vai transmitir ao vivo a mobilização para o Brasil e o mundo a partir das 18 horas.

13 de março de 2016
por esmael
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“Não vai ter golpe” é sensação no Rio

Um avião com uma faixa dizendo “Não Vai Ter Golpe”, assinada pela Frente Brasil Popular, foi a sensação hoje pela manhã no Rio de Janeiro.

O clima é de velório nas manifestações pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff, pois o número de manifestantes pró-golpe é menor em relação a março de 2015.

A Globo, que é a emissora patrocinadora do golpismo, no afã de aumentar a quantidade de pessoas nas ruas, utilizou uma lupa para turbinar o protesto contra a democracia.

Em Curitiba, também não está diferente do resto do país. Tem menos gente concentrada na Praça Santos Andrade em comparação a março — ápice do movimento dos coxinhas em todo o país. Na Avenida Paulista, em São Paulo, a quantidade de manifestantes ficou aquém do esperado.