Governadora do Paraná continua expurgando aliados do tucano Beto Richa

Governadora demite homens de confiança de Beto Richa

Deputado do DEM dá ultimato a Richa: “Xô com os impostos abusivos”

Que imposto, que nada; deputado Plauto Miró, fiel escudeiro de Richa na Assembleia, se rebelou esta semana porque descobriu que o governador já trabalha para fazer seu chefe de gabinete, Deonilson Roldo, próximo conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE); último a saber da articulação, parlamentar do DEM, que acredita ter preferência na fila, subiu na tribuna quarta-feira para sapecar o secretário da Fazenda e o aumento de impostos; nesta sexta, o 1º secretário distribuiu artigo fuzilando o “pacote de maldades 3; abaixo, leia na íntegra.
Que imposto, que nada; deputado Plauto Miró, fiel escudeiro de Richa na Assembleia, se rebelou esta semana porque descobriu que o governador já trabalha para fazer seu chefe de gabinete, Deonilson Roldo, próximo conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE); último a saber da articulação, parlamentar do DEM, que acredita ter preferência na fila, subiu na tribuna quarta-feira para sapecar o secretário da Fazenda e o aumento de impostos; nesta sexta, o 1º secretário distribuiu artigo fuzilando o “pacote de maldades 3″; abaixo, leia na íntegra.

O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa do Paraná, deputado Plauto Miró Guimarães Filho (DEM), continua cerrando fileira com a oposição contra o “pacote de maldades 3” do governador Beto Richa (PSDB).

Nos próximos dias, os parlamentares serão colocados novamente dentro de um camburão para votar mais aumentos de impostos e projetos que atacam a democracia e o conceito de escola pública, por exemplo.

Plauto sublevou-se porque, segundo ele, a sociedade não aguenta mais estes aumentos [de impostos] propostos pelos governos federal e estadual. Especificamente, ele ergueu a voz na Assembleia contra as maldades de Richa (clique aqui).

Ao bradar contra os aumentos dos impostos, Plauto Miró também se levanta contra uma rasteira que estaria sendo urdida nos corredores do Palácio Iguaçu. De acordo com uma fonte na Assembleia, o chefe de gabinete do governador, Deonilson Roldo, articula para ser o próximo conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE). O parlamentar acredita que a vez na fila é dele, por isso a revolta “contra os impostos”.

O deputado do DEM não aborda essas questões de bastidores, mas, convenhamos, para quem votou cegamente todos os pacotes de maldades anteriores, sem nenhum remorso e não disse um “a” em solidariedade aos professores massacrados no Centro Cívico, Plauto ficou muito “valente” de uma hora para outra. Não é verdade?

A seguir, leia a íntegra do artigo “Chega de impostos abusivos!” do deputado Plauto Miró Guimarães:

Coluna do Reinaldo de Almeida César: A dura realidade das polícias do Paraná

policias
Em sua coluna desta quarta-feira, Reinaldo de Almeida César relembra o período da redemocratização, em que o Paraná viveu uma época “de ouro” na política, e tinha um dos times de jornalistas mais competentes do cenário nacional trabalahndo no Jornal Folha de Londrina. Ele puxa por essa memória para comentar uma matéria recente do mesmo jornal que honra os “bons tempos” e o bom jornalismo, mostrando a crise de desestruturação enfrentada pelas polícias do Paraná. Leia, ouça, comente e compartilhe.

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Reinaldo de Almeida César*

Num tempo de ouro da política do Brasil e do Paraná, em plena redemocratização, o jornal Folha de Londrina tinha um timaço de jornalistas de primeira linha, que poderiam ter assinado editoriais em qualquer jornalão do mundo.

Sob o olhar atento do divertidíssimo João Milanez e sempre com a atenta percepção dos irmãos Maccarini, a partir da sede de Londrina até o imóvel que abrigava a sucursal de Curitiba na rua Augusto Severo, um grupo de jornalistas geniais cravou um marco no que houve de melhor na mídia impressa do Paraná, transformando um jornal de âmbito municipal em referência no jornalismo nacional.

Lembro-me de como li e reli tantos textos tamborilados pelo talento de Nilson Monteiro, Luis Geraldo Mazza, Pedro Arlant, Malu Maranhão, Sandro Guidalli, Vanderlei Rebello, Tereza Martins, Thomas Trauman, Deonilson Roldo e do doce poeta Zeca Correa Leite.

***

Esse espírito do bom jornalismo, livre de amarras, liberto das verbas oficiais e, por isso mesmo, crítico e fiel à verdade factual, às vezes ainda dá as caras por aqui.

Na semana que passou, na edição de quinta-feira, a Folha de Londrina estampou matéria de capa que honrou os melhores momentos do passado recente do jornal.

Em ótima matéria assinada por Rafael Fantin, a Folha de Londrina mostrou a dura realidade das polícias do Paraná, repercutindo estudos feitos pelo IBGE.

Artigo especial de João Arruda: Falta ‘colhões’ ao governador Beto Richa

arruda_colhoesJoão Arruda*

No Paraná, falta ao governador Beto Richa (PSDB), herdeiro e destruidor de um patrimônio político construído por um dos mais respeitados democratas das últimas décadas, seu pai, José Richa, aquilo que Collor de Mello disse, quando presidente: “colhões, aquilo roxo”. Não toma decisões e aceita tudo sem, antes, fazer um minucioso estudo. Há, quem sustente, que quem manda no governo é seu chefe de gabinete, o jornalista Deonilson Roldo.

Foi o que aconteceu com o projeto de ajuste fiscal que enviou à Assembleia Legislativa, feito nas coxas, por um forasteiro, Ricardo Costa, que virou secretário de Finanças. Importou da Bahia ou São Paulo, ninguém sabe, também não importa, sem qualquer conhecimento da estrutura do estado e de seus habitantes. Não se preocupou em ouvir a sociedade, achando que poderia passar por cima de tudo como rolo compressor. Deu no que deu.

Com mão de ferro fez com que o funcionalismo engolisse, goela abaixo, reestruturação do ParanáPrevidência para poder sacar perto de R$ 8 bilhões do fundo previdenciário e saldar dívidas que já somam mais de R$ 3 bilhões. Foi um desastre. O funcionalismo, amparado pela maioria de professores, foi à frente do Legislativo paranaense protestar e foi um horror: pancadaria, violência e desgaste ao governador.