11 de novembro de 2012
por esmael
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Para fazer marketing político, governo do Paraná engata mudança na matriz curricular das escolas

Ao custo do embrutecimento dos alunos, engata-se uma perversa mudança na matriz curricular em todas as séries do ensino fundamental e médio da rede pública do Paraná. As disciplinas de português e matemática passarão a contar com cinco aulas cada. As 10 disciplinas restantes da grade curricular terão que disputar quinze aulas restantes, ou seja, média 1,5 aulas para cada disciplina. Ou ainda algumas podem ser extintas.

As medidas foram decididas depois de o governo Beto Richa levar bomba no Ideb (àndice de Desenvolvimento da Educação Básica) 2011. A emenda pode sair pior que o soneto, pois, na prática, tentar-se-á transformar a Educação num verdadeiro departamento de marketing. Só propaganda. Nada de aprendizagem nas escolas. à‰ a lei do menor esforço (do governo, é claro).

Foi sob o tacão da dupla Meroujy Cavet e Flávio Arns, dublê de vice-governador e secretário da Educação, que o Ideb do Paraná despencou, conforme os números abaixo, divulgados em primeira mão aqui nesta página no dia 14 de agosto:

* Ensino Médio caiu de 3,9 (ano 2009) para 3,7 (ano 2011).
* Ensino Fundamental (séries finais) caiu de 4,1 (ano 2009) para 4,0 (ano 2011).
* Ensino Fundamental (séries iniciais) não cumpriu meta de 5,7 (ano 2011) e manteve-se em 5,2 (ano 2009).

Nesta segunda-feira (12), a direção da APP-Sindicato, que representa os interesses dos professores, informa que sentará com os gestores da Secretaria de Estado da Educação (SEED) !“ os piores que já passaram por ali desde que o Paraná deixou de ser 5!ª Comarca.

Quero resgatar o que disseram os mestres da Universidade Federal do Paraná (UFPR), a 28 de agosto de 2012, quando afirmaram em manifesto divulgado que os gestores da SEED não entendem nada de educação pública!.

Os professores da centenária UFPR, do Núcleo de Estudos sobre o Ensino da Filosofia, analisavam o desempenho do Paraná no Ideb e repudiavam as mudanças na matriz curricular pretendidas pela SEED.

Ao mesmo tempo, esta constatação é infundada, pois, além de não fazer uma avaliação correta do problema, ignora a importância das demais disciplinas, além da Língua Portuguesa e Matemática, que também trabalham com o desenvolvimento da capacidade de leitura, interpretação (Filosofia, Sociologia, História e Geografia) e cálculo (Física, Química). Trata-se de ser uma constatação! típica de gestores que estão mais preocupados com estatísticas do que com a qualidade do processo ensino-aprendizagem!, diz um trecho do documento.

Na época, os gestores da SEED atribuíram a queda no Ideb à  redução da carga horária nas disciplinas de português e matemática. Os professores da UFPR desmontaram essa tese enumerando possíveis causas:

1- Reprovação e evasão 18,4% (ensino médio) e 16,5% (Ensino Fundamental);

2- Ausência de bibliotecas, laboratórios de informática e de servidores;

3- Mantêm salas de aula superlotadas e em condições precárias de trabalho;

4- Adota uma política equivocada de fechamento e junção de turmas, colocando um número excessivo de alunos em uma mesma sala de aula;

5- Permite que professores PSS e QPM sem formação específica ou habilitados em outras áreas do conhecimento, deem aula de diversas disciplinas que não a de sua formação, para fazer de conta que o quadro de professores das escolas está completo;

6- Tem diminuído o número de funcionários e equipes pedagógicas nas escolas, tumultuando o ambiente escolar e precarizando o atendimento dos alunos;

7- Não tem um projeto de formação continuada e, quando oferta curso de formação, estes, quase sempre, são de baixa qualidade;

8- Realiza Semanas Pedagógicas de baixa qualidade formativa;

9- Não respeita o calendário de implantação da Lei do Piso Salarial Nacional do Magistério retroativo a janeiro de 2012, nem os 33% de hora atividade, desrespeitando a lei e a comunidade escolar;

10- No momento em que lutamos por redução de jornada em sala com aumento da hora atividade, o governo aprova resolução que permite ao professor trabalhar até 60 horas semanais;

11- A crescente condição de violência e indisciplina na escola à  qual estão submetidos todos os dias professores e alunos, tornando impossível a realização do trabalho pedagógico; e

12- Vêm realizando consultas públicas online, sem critérios objetivos de cientificidade e transparência, a fim de justificar a implementação de um plano de metas para a educação, evitando o debate aberto com os educadores. São essas algumas das situações objetivas com as quais se defrontam os educadores e estudantes no Paraná e que desaparecem da análise! da SEED.

Para a reflexão e compreensão do leitor !“ e da própria comunidade escolar !“ eu reproduzo abaixo, na íntegra, o manifesto dos professores da UFPR no qual afirmam que os gestores da SEED não entendem nada de educação pública!. Nada mais verdadeiro.

Manifesto do coletivo do NESEF/UFPR sobre o resultado Ideb do Paraná

POSICIONAMENTO DOS EDUCADORES E PESQUISADORES DO COLETIVO DO NESEF/UFPR[i] SOBRE AS DECLARAà‡à•ES DA SEED EM RELAà‡àƒO AO RESULTADO DO IDEB DO PARANà !“ 2012

Nós, educadores e pesquisadores da Educação Básica, vimos manifestar nossa preocupação em relação à  forma como a Secretaria de Educação do Estado do Paraná (SEED) avaliou os resultados do IDEB do Paraná divulgados pelo MEC, especialmente no que se refere ao Ensino Médio.

Recentemente em entrevista na imprensa a SEED divulgou nota manifestando sua preocupação sobre as quedas no àndice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) no Paraná. Segundo o governo, a culpa se deve ao fato de que: […] No Ensino Médio foi implantada pela Gestão da Secretaria, em 2009, a redução da carga horária na grade curricular semanal das escolas da rede estadual de ensino, das disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática, passando de quatro para três aulas e, em algumas situações, para duas aulas. Esta situação está sendo revista atualmente pela Secretaria!. (disponível em: http://www.nre.seed.pr.gov.br/goioere/modules/noticias/article.php?storyid=967).

Compreendemos que, ao discutir os índices do IDEB e propor qualquer altera

11 de novembro de 2012
por esmael
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Veja essa: Oposição quer resgatar a bandeira das privatizações

As direções do PSDB, DEM e PPS pretendem levantar, novamente, a bandeira das privatizações nas eleições presidenciais de 2014.

Sob o comando do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, os oposicionistas dizem que querem se resgatar projetos que lhe foram tomados pelo PT.

“O PT adotou nosso programa em sua integralidade. Procurou disfarçar, mudar o rótulo, trocar o invólucro. Mas abraçou e pôs em prática todas as nossas políticas, da rede de proteção social à s parcerias com a iniciativa privada na infraestrutura!, afirma o ex-governador Alberto Goldman, primeiro vice-presidente do PSDB.

Os partidos de oposição destacam o programa das parcerias com a iniciativa privada para grandes obras de infraestrutura, como portos, aeroportos, rodovias, ferrovias, hidrovias e hidrelétricas. Segundo eles, essas bandeiras foram vitoriosas no governo de FCH, mas apropriada pelo PT.

“Nosso grande desafio é levantar nossas bandeiras e mostrar para a opinião pública que tudo começou com o governo de Fernando Henrique, que teve à  frente o PSDB e o DEM, com nosso programa de privatizações. Temos o desafio de mostrar que fomos tão vitoriosos que se apropriaram de nossas ideias como se fossem deles. Pior: só foram perceber que era pre

11 de novembro de 2012
por esmael
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Artigo de Marcos Coimbra: “A mídia e os juízes”

por Marcos Coimbra*

Ainda há quem duvide quando ouve que a mídia brasileira é partidarizada. Que tem posição política e a defende com unhas e dentes.

Por opção ideológica e preferência político-partidária, ela é contra o PT. Desaprova os dois presidentes da República eleitos pelo partido e seus governos. Discorda, em princípio, do que dizem e fazem seus militantes e dirigentes.

A chamada grande imprensa! é formada por basicamente quatro grupos empresariais. Juntos, possuem um vasto conglomerado de negócios e atuam em todos os segmentos da indústria da comunicação. Têm um grau de hegemonia no mercado brasileiro de entretenimento e informação incomum no resto do mundo. à‰ coisa demais na mão de gente de menos.

Afirmar que ela faz oposição ao PT e a seus governos não é uma denúncia vazia, uma conversa de petista!.

Ficou famosa, pela sinceridade, a declaração da presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ) e diretora-superintendente do Grupo Folha, Judith Brito, segundo quem (…) os meios de comunicação estão fazendo de fato a posição oposicionista deste País, uma vez que a oposição está profundamente fragilizada!.

Disse isso em março de 2010 e nunca se retratou ou foi desautorizada por seus pares ou empregadores. Pelo contrário. Cinco meses depois, foi reconduzida, por aclamação!, à  presidência da ANJ. Supõe-se, portanto, que suas palavras permanecem válidas e continuam a expressar o que ela e os seus pensam.

A executiva falava de maneira concreta. Ela não defendia que a mídia brasileira fizesse uma oposição abstrata, como a que aparece no aforismo imprensa é oposição, o resto é armazém de secos e molhados!. Propunha que atuasse de maneira tipicamente política: contra uns e a favor de outros.

O que dizia é que, se a oposição partidária e in

11 de novembro de 2012
por esmael
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“Quer ser bom prefeito? à‰ só não roubar”

por André Gonçalves, via Gazeta do Povo

Em 2008, o prefeito de Realeza, cidade de 16 mil habitantes no Sudoeste do Paraná, foi questionado pela Justiça sobre a cor de uns ônibus enormes que começavam a circular pela cidade. Eduardo Gaevski é do PT e os veículos têm o mesmo vermelho do partido. A polêmica foi parar na Justiça e só acabou quando ele conseguiu explicar a origem dos dois biarticulados e dois articulados utilizados no transporte escolar. Eles haviam sido cedidos sem custo pelo então prefeito de Curitiba, Beto Richa, e apenas mantinham as mesmas cores de quando rodavam na capital.

Ainda assim, permanece a dúvida: como um prefeito de uma cidadezinha arranjou os ônibus, negociando com um político de um partido oposto ao seu? Essa é uma das peripécias administrativas de Gaevski, cuja gestão é citada como exemplo de boas práticas por uma das maiores entidades sociais de combate à  corrupção no Brasil, a Amarribo, representante no país da Transparência Internacional. Na semana passada, ele participou como convidado da 15.!ª Conferência Internacional Anticorrupção, em Brasília.

Gaevski é curto e grosso ao falar sobre o que diferencia as gestões municipais. Quer ser bom prefeito? à‰ só não roubar.! Outra ousadia, principalmente sob o ponto de vista do sistema político brasileiro: não comprometer nenhum cargo com indicação partidária ou pessoal. Não dá para colocar parente, nem gente que depois você não possa demitir.!

Por outro lado, o prefeito conta que chegou ao poder, em 2004, sem ter plano de governo. Pautou toda a administração na transparência !“ as contas da prefeitura estão expostas em um painel numa praça da cidade. E em ouvir a população. As pessoas queriam, em primeiro lugar, melhorar a saúde. Depois, que se criasse condições de estudo e emprego para que os jovens não saíssem da cidade.!

A primeira tarefa não foi fácil. Para entender o tamanho da confusão na saúde de Realeza, passou os três primeiros meses de gestão entregando senhas de consultas durante a madrugada. Descobriu que os médicos não cumpriam os horários e que havia desvios na entrega de medicamentos. à€ medida que o dinheiro parou de escoar pelo ralo da corrupção, a prefeitura conseguiu ampliar o quadro de médicos, dentistas, e

11 de novembro de 2012
por esmael
Comentários desativados em Redes sociais da internet são mais usadas pela classe média

Redes sociais da internet são mais usadas pela classe média

da Agência Brasil

A nova distribuição socioeconômica do país, com mais pessoas tendo acesso a bens de consumo, fez com que a classe C, ou classe média, passasse a ser maioria no uso de redes sociais na internet. A constatação foi feita por pesquisa do Instituto Data Popular (IDP), que será apresentada no Fórum Novo Brasil, amanhã (12) e terça-feira (13), em São Paulo. Um dos convidados é o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.

De acordo com a pesquisa, que ouviu 1,8 mil pessoas nas ruas de 57 cidades e 20 mil pela internet, 48% dos 75 milhões de internautas brasileiros são da classe média – assim considerada a família com renda mensal entre R$ 1.540 e R$ 2.313. A pesquisa informa que 44% estão nas faixas A e B, que compõem a classe alta, e 8% são dos estratos sociais D e E, de mais baixo poder aquisitivo.

11 de novembro de 2012
por esmael
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Requião, Pessuti e Romanelli querem a presidência do PMDB

Romanelli, Requião e Pessuti disputam a presidência do PMDB do Paraná.

O diretório estadual do PMDB realizará no próximo dia 15 de dezembro convenção para definir sua próxima direção. Três nomes disputam a presidência da agremiação. Apenas um sentará na poltrona. No confronto direto estão o senador Roberto Requião, o ex-governador Orlando Pessuti e o deputado Luiz Cláudio Romanelli, na cota do governador Beto Richa (PSDB). Leia mais

11 de novembro de 2012
por esmael
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Bandidos matam PMs por R$ 600 em São Paulo

por Humberto Trezzi, via Zero Hora

Policiais paulistas estão sendo assassinados por quantias ínfimas. Meros R$ 600 ou R$ 850, devidos por alguma quadrilha ao Primeiro Comando da Capital (PCC), a maior facção criminal dos presídios brasileiros. Isso não é teoria, mas realidade, comprovada em investigações.

A possibilidade de que dívidas na compra de drogas ou armas sejam anistiadas pela facção, mediante o assassinato de policiais, foi flagrada por promotores de Justiça do Grupo Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Em telefonemas desde uma penitenciária do oeste daquele Estado, grampeado pelo Ministério Público, bandidos lembram a quadrilheiros a necessidade de pagar a mensalidade do Partido do Crime (como é chamado o PCC). Uma das formas, para os que estão na rua, é matar policiais.

à‰ por isso que drogados em dívida podem estar por trás da onda de assassinatos que já ceifou a vida de 90 PMs, três agentes penitenciários e dois policiais civis este ano. Grande parte das mortes é encomenda do PCC, apontam investigações.

Um dos que ordenaram a morte de seis policiais militares é Roberto Soriano, o Betinho Tiriça, que passou a outros presidiários bilhetes encomendando o assassinato de integrantes das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), a tropa de elite da PM paulista.

Tiriça, que está trancafiado em cela isolada em Presidente Bernardes, em presídio a mais de 600 quilômetros da capital paulista, quer vingança por duas matanças cometidas por policiais da Rota este ano. A primeira, em agosto, quando seis assaltantes foram metralhados ao tentarem explodir caixas-eletrônicos em um supermercado. A outra, em setembro, quando a tropa de elite matou nove criminosos que se preparavam para “julgar” um suspeito de estupro, em Várzea Paulista (Grande São Paulo).

A grande prova material contra os atentados

11 de novembro de 2012
por esmael
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As domésticas que a abolição esqueceu

Mesmo com conquistas recentes, nem sempre empregadas têm direitos cumpridos

por Renata Mariz, via Correio Braziliense

As últimas quatro décadas limpando, lavando, passando e cuidando dos filhos dos outros trouxeram para Rita de Cássia Oliveira a possibilidade de sustentar a própria prole sozinha, ter alguns ex-patrões como amigos e acumular poucos bens. Alterações graves na coluna, conhecidas como bicos de papagaio, também são uma herança dos 40 anos de labuta. Mas nenhum registro dessa lida diária, que começou quando a potiguar de 53 anos tinha apenas 14, está impresso na carteira de trabalho. As páginas em branco do documento explicam mais que o fenômeno da informalidade no Brasil. Evidenciam, sobretudo, um olhar perverso da sociedade sobre uma ocupação existente desde o descobrimento do país. Das mucamas trazidas pelos portugueses à s empregadas domésticas de hoje, houve avanços inegáveis. Impossível ignorar, porém, que um ranço da servidão ainda paira sob essas trabalhadoras. Além de terem menos direitos garantidos por lei que os demais profissionais, conquistas recentes nem sempre são cumpridas.

Ter a carteira assinada, por exemplo, foi um direito conquistado só em 1972, trinta anos depois da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Mesmo assim, na última década, a proporção de profissionais sem contrato formalizado praticamente se manteve !” passou de 73,9% em 2001 para 69,3% em 2011. Embora o crescimento econômico, social e educacional do país provoque uma migração natural desses trabalhadores para outros setores, o emprego doméstico ainda reúne 7,1% de todos os ocupados no Brasil !” 6,6 milhões de pessoas. à‰ também a profissão mais exercida entre as mulheres. Quase 20% das brasileiras ganham a vida cuidando da casa dos outros. Uma Proposta de Emenda à  Constituição que visa igualar as domésticas a outros trabalhadores em termos de direitos, foi aprovada em comissão especial da Câmara dos Deputados na última semana. As críticas são acanhadas. Tra