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Governador Ratinho Júnior faltará à manifestação de Bolsonaro em Copacabana, no Rio

O governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), não comparecerá à manifestação convocada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na praia de Copacabana, no Rio, com início previsto para as 10h deste domingo (21/4). Este evento promete reunir uma multidão de apoiadores, seguindo a linha de manifestações anteriores, como aquela ocorrida em São Paulo, no último dia 25 de fevereiro.

Para garantir o sucesso e a organização do evento, estão sendo tomadas diversas medidas logísticas e estratégicas. No entanto, os apoiadores do ex-presidente não arriscam um número de pessoas e eles contam com o tempo bom, sem previsão de chuva, para atrair mais público no dia de amanhã.

Dois trios elétricos serão utilizados durante o ato. O primeiro, com capacidade para 70 pessoas, será reservado para os governadores Claudio Castro (PL-RJ), Jorginho Mello (PL-SC) e Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), senadores e deputados federais.

Embora tenha sido convidado, Ratinho Júnior faltará outra vez à convocação de Bolsonaro. Na manifestação da Avenida Paulista, em 25 de fevereiro, o governador paranaense preferiu uma viagem para os Estados Unidos à companhia do ex-presidente em público.

O segundo trio, com capacidade para cem pessoas, abrigará os demais participantes do evento. Essa divisão visa garantir a comodidade e segurança dos presentes, além de facilitar a mobilidade durante o ato, explicam os organizadores.

A organização do evento está sendo conduzida por pessoas ligadas ao ex-presidente. Sóstenes, integrante da bancada evangélica no Congresso e residente no Rio de Janeiro, está responsável por fazer o contato com os políticos para o evento. Por sua vez, o pastor Silas Malafaia, líder da Igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo, está encarregado do roteiro, ordem dos discursos e outros preparativos gerais. Esta estrutura organizativa já foi testada e bem-sucedida em eventos anteriores, como o realizado em São Paulo no último mês de fevereiro.

Tanto a Prefeitura do Rio de Janeiro quanto o governo estadual estão cientes e envolvidos na organização do evento. O centro de operações municipal em breve divulgará na internet informações detalhadas sobre o esquema especial relacionado ao ato. Além disso, os organizadores se reuniram com as autoridades locais na quinta-feira (19/4) para discutir questões de segurança e o esquema de trânsito para o domingo.

Este ato no Rio ocorre em um contexto político marcado por tensionamentos e polarizações agudizados.

Ao contrário do evento anterior em São Paulo, que ocorreu logo após o depoimento do ex-presidente à Polícia Federal em uma investigação sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado, o apoio recente de Elon Musk a Bolsonaro e as críticas ao Supremo Tribunal Federal, em especial ao ministro Alexandre de Moraes, têm alimentado o entusiasmo dos bolsonaristas. O momento promete ser de manifestação e posicionamento político fervoroso.

Com a aproximação do evento, a expectativa é de que Copacabana se transforme em palco de manifestações e discursos políticos contrários ao governo do presidente Lula, ao PT e ao ministro do STF Alexandre de Moraes. No entanto, em vídeo publicado nas redes sociais, o ex-presidente Bolsonaro pediu para que as pessoas não levassem cartazes e faixas.

Mesmo sem os apetrechos de divulgação, a verve de Bolsonaro nas redes sociais não está sendo nada amistosa. No vídeo publicado para convocar o ato, o ex-presidente afirma que a manifestação no Rio acontecerá “no momento em que o mundo todo toma conhecimento de o quanto está ameaçado a nossa liberdade de expressão” e de “quanto estamos perto de uma ditadura”.

Segundo o ex-presidente Jair Bolsonaro, será um “ato pacífico em defesa da democracia pela nossa liberdade”. Ele pediu para que seus seguidores não levem cartazes ou faixas porque, explicou, será “apenas uma fotografia” para o mundo.

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