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Lula jura que não irá fazer reforma ministerial “neste instante”, mas deixa ministros na marca do pênalti

O presidente Lula (PT) afirmou que não há planos para uma reforma ministerial “neste instante”. Ele comparou seus ministros a um time de futebol, destacando que estão desempenhando seus papéis conforme sua visão. A declaração foi dada em resposta a questionamentos sobre possíveis mudanças na composição de seu governo.

Lula concedeu uma entrevista nesta terça-feira (23/4), no Palácio do Planalto, denominado “Café com Jornalistas”.

De acordo com Lula, é como se um técnico de futebol não anunciasse quais jogadores pretende substituir antes mesmo da partida começar. Ele enfatizou que está satisfeito com o desempenho de sua equipe ministerial e que, portanto, não há previsões para alterações nesse cenário.

Além disso, o presidente Lula abordou a relação entre seu governo e o Congresso Nacional, minimizando os atritos e destacando uma situação de “muita tranquilidade” política. Ele confirmou ter tido uma conversa com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), em meio a um momento de tensão entre os poderes Executivo e Legislativo.

Esse diálogo ocorreu em um contexto no qual o ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, foi alvo de críticas por parte de Lira, que o chamou de “incompetente” e o acusou de divulgar “notícias falsas” sobre o Congresso. Apesar disso, o presidente Lula afirmou sua decisão de manter Padilha no cargo, mesmo diante das discordâncias.

A situação se agravou ainda mais quando o governo demitiu o superintendente regional do Incra em Alagoas, Wilson César de Lira Santos, primo de Arthur Lira. Essa medida aumentou a tensão entre os poderes e gerou um clima de descontentamento.

As especulações de uma ampla reforma ministerial se arrasta desde dezembro, quando Lula cogitava trocar alguns auxiliares. O presidente estudou aproveitar a ida do então ministro Flávio Dino para o Supremo Tribunal Federal (STF) e a entrada de Ricardo Lewandowski na Justiça para realizar outras mudanças.

Embora jure o contrário, Lula ainda matém na marca do pênalti os ministérios petistas Secretaria da Comunicação Social da Presidência (SECOM), Casa Civil e a Articulação Política. Os demais cargos, cedidos ao Centrão, dificilmente sofrerão alterações por motivos óbvios.

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