Categorias realizam assembleia na próxima quarta-feira, dia 25, para definir os rumos da paralisação iniciada dia 15 de abril
Na sexta-feira, dia 19, ocorreu uma mesa de negociação entre representantes do governo Lula (PT) e profissionais da educação, incluindo professores e técnicos administrativos de instituições federais de ensino. O resultado dessa reunião foi a decisão unânime dos profissionais em manter a paralisação, em virtude da ausência de previsão de reajuste salarial para o ano corrente, justificada pelo governo pela falta de espaço orçamentário.
A decisão de manter a greve foi motivada pela indignação dos profissionais diante do anúncio de um reajuste de 0% para o ano de 2024. A Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil, em pronunciamento após a reunião, deixou claro que a palavra de ordem é a continuidade da greve. As entidades representativas planejam realizar reuniões com suas bases para reafirmar essa posição.
Uma nova decisão sobre os reajustes propostos pelo governo será objeto de discussão em uma assembleia das categorias, prevista para ocorrer até a próxima quarta-feira, dia 25. Enquanto essa deliberação não ocorre, a greve permanece em vigor, demonstrando a determinação dos profissionais em lutar por seus direitos.
O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), em comunicado após a negociação, expressou uma visão crítica da situação, avaliando que o ano de 2024 representa um período de prejuízo para a categoria. Segundo o Andes, a mobilização da greve conseguiu fazer o Governo se movimentar, saindo de uma inércia de meses. Essa mobilização também possibilitou que demandas antigas da categoria fossem atendidas, indicando que a luta dos profissionais pode gerar conquistas significativas.

A paralisação atingiu pelo menos 23 instituições federais entre os dias 15 e 19 de abril, e outras 11 indicaram que também vão aderir à greve nos próximos dias. Entre as principais reivindicações dos professores estão um reajuste salarial de 22%, a ser parcelado em três vezes, e a alocação de um orçamento público adequado para as universidades e institutos federais, além da reestruturação da carreira docente.
Em resposta às demandas dos profissionais da educação, o governo Lula apresentou uma proposta que inclui um reajuste salarial de 9% a partir de janeiro de 2025 e mais 3,5% em maio de 2026. Além disso, a proposta contempla reajustes em benefícios como auxílio-alimentação, auxílio-saúde per capita, auxílio-creche, entre outros. Contudo, o reajuste para o ano de 2024 foi mantido em 0%, o que gerou insatisfação entre os grevistas.
A definição dos próximos passos e uma possível revisão das posições das categorias serão temas centrais da assembleia prevista para ocorrer até quarta-feira, dia 25. Enquanto isso, a greve continua como forma de pressionar o governo a atender às demandas dos profissionais da educação.
A manutenção da greve pelos profissionais da educação reflete a determinação em lutar por melhores condições salariais e de trabalho. A mobilização da categoria demonstra a importância do diálogo e da negociação para alcançar avanços significativos na valorização dos profissionais da educação e na qualidade do ensino público no Brasil.
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.





Sou TAE. O governo perdoou dívida de igrejas e deu reajuste aos PF e PRF. Queremos tudo o que nos devem.
Parabéns à união da categoria, uma das greves mais retas e unificadas que já vi.
Absurdo não os mesmos pseudo prol ao trabalhador. São os mesmos que ajudaram o Golpe na presidente Dilma. Esqueceram que o ministro Guedes falou alto e bom som.” Colocamos uma granada no bolso deles” . Essa greve e para dar golpe do governo do presidente Lula. São covardes porque não fizeram isso no governo fascista!