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Greve dos educadores pressiona Curitiba nesta quarta

O prefeito Eduardo Pimentel (PSD) enfrenta, nesta quarta-feira (8), uma greve dos educadores municipais em Curitiba. O Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (SISMMAC) manteve a paralisação mesmo após liminar do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), e a cidade amanheceu espremida entre o chamado do sindicato às ruas e a promessa da prefeitura de atendimento normal em escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs).

Na noite de terça-feira (7), o SISMMAC informou que quase 2,5 mil professoras e professores participaram da assembleia que rejeitou por mais de 97% a proposta da prefeitura. O sindicato diz que a oferta não resolveu o estrangulamento da carreira, o auxílio-alimentação, o desconto previdenciário e as condições de trabalho nas unidades da rede.

Do lado da prefeitura, a gestão afirma que o diálogo segue aberto e que a rede recebeu reforço de 1,2 mil novos profissionais. Em nota oficial, o município informou que quase 7 mil servidores tiveram aumento dentro da carreira, mais de 2,3 mil avançaram de nível e que a proposta chegou a 30% de avanço no nível 1 e 25% nos níveis 2 e 3, além de melhoria no vale-alimentação.

Nos documentos enviados ao sindicato, a administração também prometeu implementar o Descongela com retroativo a janeiro pago em maio, instalar mesa de negociação sobre vale-refeição, vale-transporte e desconto das aposentadorias e ampliar o crescimento vertical. No ofício anexado pelo próprio SISMMAC, a prefeitura fala em elevar o percentual para 25% e atender aproximadamente 44% dos inscritos, ponto que o magistério considerou insuficiente.

Para o curitibano, o efeito imediato foi a incerteza. Enquanto a prefeitura dizia que as unidades seguiriam abertas, o SISMMAC contabilizou centenas de servidores na Praça 19 de Dezembro e informou que, até o fim da manhã, o município só havia detalhado atendimento normal em Santa Felicidade, Bairro Novo, Boa Vista e Matriz, sem quadro fechado das outras seis regionais. Isso empurra pais e mães a refazer a rotina de trabalho, transporte e cuidado dos filhos antes mesmo de o conflito ser resolvido.

O TJPR classificou a paralisação como abusiva em duas liminares, fixou multa diária de R$ 100 mil ao SISMMAC e de R$ 20 mil ao Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba (Sismuc), além de autorizar desconto dos salários de aderentes, segundo a prefeitura. Mesmo assim, o movimento foi mantido e ganhou as ruas na manhã desta quarta-feira (8).

A tensão não ficou restrita à capital. Servidores da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) protocolaram indicativo de greve na terça-feira (7), e a paralisação pode começar na sexta-feira (10) se o governo estadual não apresentar proposta para a reestruturação das carreiras. O Sistema FAEP afirma que a agência tem 761 servidores e responde por fiscalização no meio rural, sanidade animal e vegetal e conformidade do comércio agropecuário.

O Blog do Esmael obteve informação de que a possível greve pode afetar a ExpoLondrina 2026, marcada entre sexta-feira (10) e domingo (19). O movimento paredista poderá ter reflexos sobre fiscalização sanitária, transporte de cargas e exportações. Em comunicado encaminhado ao Blog do Esmael, o Sindefesa acrescenta temor sobre efeitos em agendas sensíveis da defesa agropecuária.

Portanto, Curitiba abre a quarta-feira com um impasse que já saiu da mesa de negociação e entrou na vida real. Quando a escola do bairro vira dúvida logo cedo, a conta chega primeiro às famílias. E, com a Adapar em estado de greve, o Paraná vê outro sinal amarelo acender, agora na engrenagem do agro.

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