6 de setembro de 2014
por Esmael Morais
23 Comentários

Peemedebista Requião lança propaganda com Dilma no Paraná antes da petista Gleisi

Gleisi Hoffmann vinha evitando mostrar a bandeira do PT e Dilma em sua campanha, bem como esconder a presidenta no rádio e na TV, mas, na última quinta-feira (4) dirigentes petistas reagiram ao que eles consideram "campanha cor-de-rosa, chocha e broxa". Ao lançar primeiro o material de propaganda com Dilma, Roberto Requião atrai eleitores historicamente identificados com o petismo. Esse gesto esvazia mais a candidatura de Gleisi, que oscila entre 11% e 14% nas pesquisas de opinião.

Gleisi Hoffmann vinha evitando mostrar a bandeira do PT e Dilma em sua campanha, bem como esconder a presidenta no rádio e na TV, mas, na última quinta-feira (4) dirigentes petistas reagiram ao que eles consideram “campanha cor-de-rosa, chocha e broxa”. Ao lançar primeiro o material de propaganda com Dilma, Roberto Requião atrai eleitores historicamente identificados com o petismo. Esse gesto esvazia mais a candidatura de Gleisi, que oscila entre 11% e 14% nas pesquisas de opinião.

O Comitê Suprapartidário conseguiu distribuir no Paraná materiais de campanha do senador Roberto Requião (PMDB), candidato ao governo do estado, e da presidenta Dilma Rousseff (PT), que disputa a reeleição, antes mesmo de a senadora Gleisi Hoffmann (PT) mostrar a correligionária no horário eleitoral da televisão. ... 

Leia mais

6 de setembro de 2014
por Esmael Morais
70 Comentários

Capa da Veja é a “bala de prata” das eleições de 2014?

via Brasil 247

A capa da revista Veja deste fim de semana, que traz a delação premiada do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, tem a mesma estratégia !“ e até a estética, com fundo vermelho !“ já usada com Marcos Valério, em setembro de 2012. O objetivo da “edição memorável”, como chama a própria publicação em carta ao leitor, é fazer com que o escândalo atual tenha, no imaginário nacional, o mesmo peso do chamado mensalão e mude o rumo das eleições de 2014.

Costa, que foi preso duas vezes durante investigação da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, começou a falar na sexta-feira 29, depois de um acordo de delação premiada com a Justiça para diminuir sua pena. Os depoimentos têm sido longos, os primeiros de cerca de quatro horas, relatou ontem o serviço Broadcast da Agência Estado. De um homem eficiente a todos na diretoria de Abastecimento e refino da petroleira entre 2004 e 2012, Costa contou temer, quando soube que a delação estava sendo noticiada na imprensa, ser uma espécie de ‘arquivo vivo’.

O esquema partia de grandes empresas !“ a maior citada por ele é a Camargo Corrêa !“ que, para fechar contratos milionários com a Petrobras, transferiam parte do lucro a funcionários da estatal, a partidos da base do governo e a políticos. Estes, antes de receber, tinham o dinheiro lavado por doleiros. Por envolver nomes que, na Justiça, teriam foro privilegiado, o assunto passou a ser acompanhado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Nas mais de 40 horas de depoimento à  Polícia Federal, Paulo Roberto Costa menciona, segundo a revista, governadores, como Sergio Cabral (PMDB), ex-governador do Rio, Roseana Sarney (PMDB), atual governadora do Maranhão, e o falecido Eduardo Campos (PSB), ex-governador de Pernambuco; seis senadores, o ministro Edison Lobão, de Minas e Energia, e pelo menos 25 deputados federais como parte do esquema. Nesta sexta-feira 5, a imprensa divulgou que o número de deputados poderia chegar a 62.

Entre os deputados estão Cândido Vanccarezza (PT-SP) e João Pizzolatti (PP-SC); entre os senadores, Ciro Nogueira (PP-PI) e Romero Jucá (PMDB-RR). O ex-ministro das Cidades e ex-deputado federal Mário Negromonte, do PP, é citado como destinatário da propina.

O texto de Veja compara o esquema atual com o chamado mensalão !“ “lembrará em muito outro grande escândalo recente da política” !“ e envolve o ex-presidente Lula, que teria conversas diretas com Paulo Roberto Costa. A verdade é que, como um diretor importante da maior estatal do País, nada há de anormal em tratar com o presidente da República. E apesar dos depoimentos, nenhuma prova do envolvimento dos políticos mencionados foi apresentada até aqui.

Leia mais

6 de setembro de 2014
por Esmael Morais
14 Comentários

Coluna do Ricardo Gomyde: Para onde vai o Brasil?

Ricardo Gomyde*

Boa parte dos problemas econômicos brasileiros se deve ao fato de o país nunca ter investido de verdade em um caminho definido de desenvolvimento. Nunca instituímos, para valer, uma economia planejada e um Estado de bem-estar-social. Em 2002, elegemos Luis Inácio Lula da Silva e começamos a experimentar a sensação de que havíamos enfim atravessado aquele deserto. Desde então, o Brasil avançou em muitos setores essenciais para o progresso social. Hoje, aquele tempo em que o povo não era levado em conta parece distante. Parece!

Digo parece porque surgiram, no debate eleitoral atual, os que propõem o retrocesso, o retorno ao longo inverno antidemocrático !” primeiro com a ditadura militar e, depois, mais mitigado, com a “era FHC” !”, em que o povo era chamado apenas para pagar as contas dos desastres provocados pela administração do Estado voltada para os privilégios de uma ínfima minoria da sociedade. O debate, resumidamente, tem sido assim: de um lado, estão os que veem a questão social como prioridade; de outro, estão os defensores do “mercado”.

à‰ óbvio que quando se fala em mercado! o conceito tem pouco a ver com aqueles de Adam Smith, considerado um dos principais pais! da economia moderna; as estruturas de classes nas sociedades já não são nem sombra do que foram quando o capitalismo dava seus primeiros passos. Hoje, mercado!, para os que sonham em levar o Brasil para o retrocesso, é sinônimo de ciranda financeira, especulação à s custas do suor do povo. No fundo, esse debate traduz os conflitos sociais que atravessaram praticamente todo o século XX no Brasil.

Recentemente, em 24 de agosto, completaram-se 50 anos da morte de Getúlio Vargas, uma marcante figura da nossa história por ter liderado um processo fundamental para o desenvolvimento do país. Com a Revolução de 1930, iniciamos o aumento e a distribuição da renda nacional. Predominou, enquanto Vargas governou, a tese de que o Estado poderia estimular !” e mesmo condicionar !” o desenvolvimento econômico. Na margem oposta, estava outra corrente ponderável, com os professores Eugênio Gudin e Otávio de Bulhões à  frente, que negava a capacidade prática planejadora do Estado.

Desde então, esse debate passou a constituir um campo fértil de análises. No ciclo militar, contudo, o país sangrou e, do ponto de vista econômico, foi uma mediocridade (altos os índices de inflação e de desemprego e baixos os níveis de crescimento do PIB) em cujo legado é difícil encontrar qualquer coisa de positivo. Depois desse período, no rol da ruindade presidencial Fernando Henrique Cardoso (FHC) não foi muito diferente (reforma do setor público e estado mínimo). E chegamos à  eleição de Lula, que possibilitou a construção de sociedade relativamente harmônica, ou pelo menos equilibrada. Era uma boa premissa para se trabalhar em um projeto nacional, que avançou consideravelmente com a reeleição de Lula em 2006 e a eleição de Dilma Rousseff em 2010.

Hoje, na atual campanha eleitoral, sob o pretexto de que a economia é uma ciência exata, próceres da oposição difundem a esmo análises que são verdadeiras metafísicas, contendo uma falsa e vaga representação do mundo real. Querem, novamente, fazer ressoar pelo país aquelas ideias das campanhas publicitárias promovidas para vender as privatizações, as reformas que tiram direitos do povo e métodos autoritários para lidar com as reivindicações populares. Em seus prognósticos, questões como a melhoria dos níveis de renda, dos investimentos e do consumo popular não devem entrar como a alma da economia brasileira.

A experiência desse ciclo Lula-Dilma mostra que à  medida que problemas sociais são resolvidos outros surgem e exigem soluções efetivas. E essa contradição se reflete na luta política !” um relevante aspecto da disputa entre as forças interessadas no desenvolvimento do país e os agrupamentos ligados aos interesses financeiros. Daí a prioridade para a união de todas as forças comprometidas com o combate à  bandeira dos conservadores para fundar no presente a racionalidade política que poderá ajudar na construção de um processo capaz de fazer nosso país seguir avançando e promovendo mudanças.

*Ricardo Gomyde, especialista em políticas de inclusão social, Leia mais

Esmael Morais 2009-2018. O Blog do Esmael é liberto das excludentes convenções mercantis Copyright ©. O site não cobra pelos direitos autorais, portanto, pode e deve ser reproduzido no todo ou em parte, além de ser liberado para distribuição desde que preservado seu conteúdo e o nome do autor. | A política como ela é em tempo real.

Topo