ues.jpgA exemplo da greve na educação fundamental, esta semana também foi agitada na greve das universidades estaduais do Paraná. Paradas desde o início de fevereiro, as sete instituições nem começaram o ano letivo de 2015, e, mesmo com governador Beto Richa (PSDB) “afrouxando a tanga” na aplicação de parte do seu “pacote de maldades”. Ainda não há previsão de fim da greve e início das aulas.

Na terça-feira (24), os reitores e reitoras se reuniram com o governador Beto Richa e os secretários da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, e da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, João Carlos Gomes. Na quarta-feira (25) foi a vez dos sindicatos dos professores e servidores reunirem com o governo, representado pelo secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, João Carlos Gomes.

Na tentativa de pôr fim à greve, o governo prometeu a abertura do orçamento de custeio; o pagamento do 1/3 de férias em parcela única na folha salarial de março; arquivamento do projeto de alteração do sistema previdenciário estadual; a retomada das nomeações de novos professores e agentes universitários, entre outras questões da pauta dos servidores.

Mesmo assim as propostas não agradaram os trabalhadores que estão apresentando indicativo pela continuidade da greve. O principal ponto de insatisfação é a insistência do governo no projeto de autonomia financeira das universidades, que na prática significa a desobrigação do estado com o custeio das instituições.

Na quinta-feira (26), o Conselho Universitário da Unioeste decidiu por unanimidade suspender o calendário acadêmico da universidade. Nas demais universidades, estão sendo convocadas assembleias dos grevistas para hoje e para o início da próxima semana, mas nada indica que a greve esteja perto fim.

Assim como na greve da educação fundamental, a avaliação é que o governo quer sacrificar a educação e os servidores de carreira, em benefício dos servidores comissionados e de alta escalão. Falta dinheiro para educação, mas sobra para publicidade, para o auxílio moradia de juízes e conselheiros do TCE, e por aí vai.

Fica difícil contornar a revolta dos servidores com tamanha desfaçatez.

Compartilhe esta informação
  • Print
  • Facebook
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • email
  • Live
  • PDF
  • RSS

richa_alpe_hermes.jpgVirou piada as novas promessas que o governador Beto Richa (PSDB) fez esta semana com o objetivo de desmobilizar a greve dos professores nas universidades e escolas, funcionários de órgãos do serviço público. A paralisação da educação, comandada pela APP-Sindicato, completou hoje 19 dias.

Pois bem, os grevistas distribuem nas redes sociais um vídeo com a “repercussão internacional do movimento paredista no Paraná”. No “meme” (vídeo bem-humorado que se espalha na internet), um conferencista comenta sobre os protestos contra o governo tucano.

No viral, o conferencista se mata de rir ao discorrer que Richa pagará os salários e férias atrasados no dia 1º de abril, Dia da Mentira, e, que, para convencer os educadores a encerrarem a greve, registrará as promessas em cartório.

Confira o vídeo:

Compartilhe esta informação
  • Print
  • Facebook
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • email
  • Live
  • PDF
  • RSS

frente_previdencia_pr.jpgA velha mídia pouca importância deu esta semana à batalha contra o confisco de R$ 8 bilhões, pelo governador Beto Richa (PSDB), da poupança previdenciária dos servidores públicos do Paraná. Coincidência ao “sumiço” do tema dos veículos de comunicação locais, o tucano repentinamente reapareceu às páginas e telejornais. Mais uma coincidência: o Palácio Iguaçu vai torrar R$ 15 milhões em propaganda somente no mês de abril para o combate ideológico contra os grevistas.

Mas há luz no fim do túnel. No Congresso Nacional, parte da bancada paranaense foi na terça (24) ao ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, para consultar o mérito e a legalidade da proposição do governador do Paraná sobre a utilização do fundo da Paranáprevidência. Richa quer utilizar R$ 8 bilhões dos servidores para cobrir rombo no caixa.

Formaram a Frente em Defesa da Previdência do Paraná a senadora Gleisi Hoffmann (PT), o senador Roberto Requião (PMDB) e os deputados federais Christiane Yared (PTN), Enio Verri (PT), Toninho Wandscheer (PT), Zeca Dirceu (PT), Aliel Machado (PCdoB) e João Arruda (PMDB). Os parlamentares solicitaram ao ministro um parecer com uma análise preventiva sobre a proposição que faz a fusão de fundos previdenciários do Estado, extinguindo o Fundo da Paranáprevidência.

A tendência é que o Ministério da Previdência diga “NÃO” ao confisco dos R$ 8 bilhões do fundo previdenciário dos funcionários públicos paranaenses. Segundo os integrantes da Frente, se Richa pôr a mão no dinheiro dos servidores os prefeitos também seriam estimulados a fazer o mesmo. (mais…)

Compartilhe esta informação
  • Print
  • Facebook
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • email
  • Live
  • PDF
  • RSS

do Brasil 247

Pressionado por onda de manifestações populares e com o segundo maior déficit em 2014, governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), classifica má gestão como um ato de coragem e diz que “o que interessa para a população são as obras”: “As dívidas, nós vamos administrando”; questionado sobre possível ‘estelionato eleitoral’ para se reeleger, ele diz: "Mas ninguém me perguntou se eu ia mexer na previdência"; pacote de ajustes financeiros do tucano prevê a retirada de R$ 8 bilhões do fundo previdenciário destinado ao pagamento dos aposentados e pensionistas e que passaria ao caixa único do governo.

Pressionado por onda de manifestações populares e com o segundo maior déficit em 2014, governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), classifica má gestão como um ato de coragem e diz que “o que interessa para a população são as obras”: “As dívidas, nós vamos administrando”; questionado sobre possível ‘estelionato eleitoral’ para se reeleger, ele diz: “Mas ninguém me perguntou se eu ia mexer na previdência”; pacote de ajustes financeiros do tucano prevê a retirada de R$ 8 bilhões do fundo previdenciário destinado ao pagamento dos aposentados e pensionistas e que passaria ao caixa único do governo.

Com o segundo maior deficit de 2014 do País e uma dívida de R$ 1,5 bilhão com fornecedores, governador do Paraná, Beto Richa (PSDB) nega má gestão e diz que endividamento foi ato de coragem:

“O que interessa para a população são as obras. As dívidas, nós vamos administrando”, declarou em entrevista à Folha de S. Paulo.

Questionado sobre possível estelionato eleitoral para se reeleger, ele diz: “Mas ninguém me perguntou se eu ia mexer na previdência”; pacote de ajustes financeiros do tucano prevê a retirada de R$ 8 bilhões do fundo previdenciário destinado ao pagamento dos aposentados e pensionistas e que passaria ao caixa único do governo.

Ele atribui a situação no Estado à economia do País: ‘O Paraná não é uma ilha. No ano passado, nosso orçamento não se confirmou, porque foi baseado em projeções e expectativas anunciadas pela própria presidente. “A economia está aquecendo, vai crescer 5%…” Não houve isso’.

Abaixo, leia a íntegra da entrevista de Beto Richa: (mais…)

Compartilhe esta informação
  • Print
  • Facebook
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • email
  • Live
  • PDF
  • RSS

Governador Beto Richa lidera guerra ideológica contra funcionários públicos amparada em R$ 15 milhões de propaganda só para o mês de abril. O tucano tem se reunido com vários setores da sociedade, a exemplo dos empresários do G7, que estiveram ontem no Palácio Iguaçu, com o objetivo de rotular os professores e servidores como "vagabundos que entraram em greve para manter privilégios". Os mais desavisados têm caído na conversa em troca de cafezinho e tapinhas nas costas.

Governador Beto Richa lidera guerra ideológica contra funcionários públicos amparada em R$ 15 milhões de propaganda só para o mês de abril. O tucano tem se reunido com vários setores da sociedade, a exemplo dos empresários do G7, que estiveram ontem no Palácio Iguaçu, com o objetivo de rotular os professores e servidores como “vagabundos que entraram em greve para manter privilégios”. Os mais desavisados têm caído na conversa em troca de cafezinho e tapinhas nas costas.

O governador Beto Richa (PSDB) assumiu pessoalmente o comando da guerra ideológica contra os educadores e funcionários públicos em greve no Paraná. Ontem (26), por exemplo, o tucano abriu as portas do Palácio Iguaçu para receber o conhecido G7 — grupo de entidades empresariais formadas pelas federações da Indústria (Fiep), da Agricultura (Faep), do Comércio (Fecomercio), dos Transportes (Fetranspar) e das Associações Comerciais (Faciap), além da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) e da Associação Comercial do Paraná (ACP).

Nessas reuniões petit comité que contam com as presenças do chefe da Casa Civil, Eduardo Sciarra (PSD), secretário do Planejamento, Silvio Barros II (PHS), e a vice-governadora Cida Borghetti (PROS), Richa et caterva descem o sarrafo no funcionalismo público e nos professores em greve. “Assédio moral”, enojou-se um participante desses encontros.

Para formar uma opinião contrária aos professores e funcionários de escolas em greve, bem como aos servidores da Justiça, Agricultura, universidades, Detran, etc., o governador do PSDB argumenta que está sendo vítima do corporativismo, pois estaria apenas cortando “privilégios” de categorias que não costumam trabalhar.

Como resultado dessa guerra ideológica, vários setores da sociedade com preguiça mental já rotulam os professores como “vagabundos que entraram em greve para manter privilégios”.

No começo deste mês, a primeira-dama e secretária da Família, Fernanda Richa, na mesma toada do marido, sugeriu pelas redes sociais que professores “ganham muito” e “produzem pouco” (clique aqui para relembrar).

Paralelamente às palestras no Palácio Iguaçu, Richa determinou a contratação de agência de propaganda – ao custo de R$ 15 milhões – para o combate na comunicação. Não é à toa que a velha mídia, nesta quarta, se esforçou para esvaziar a marcha dos 50 mil da educação e dos servidores públicos. Num passe de mágica a imprensa — nativa e nacional — conseguiu esconder nada mais nada menos que 40 mil manifestantes. Os telejornais, os jornalões e as emissoras de rádios alinhadas ao tucanato contabilizaram apenas 10 mil. (mais…)

Compartilhe esta informação
  • Print
  • Facebook
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • email
  • Live
  • PDF
  • RSS
Charge de Marcelo Lopes, da Embap/UNESPAR, especial para o Blog do Esmael.

Charge de Marcelo Lopes, da Embap/UNESPAR, especial para o Blog do Esmael.

Compartilhe esta informação
  • Print
  • Facebook
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • email
  • Live
  • PDF
  • RSS

capaJornais do Paraná

Gazeta do Povo: Em meio à crise financeira, Assembleia vai aumentar verba para os deputados

Bem Paraná: Há 2 mil voluntários que podem te ajudar em casa de calamidade

Jornal Metro: Ameaçado, Janot terá reforço na segurança

Jornal de Londrina: Protesto nas estradas perde força; ministro faz ameaças

Folha de Londrina: Proposta do governo fracassa e grevistas ampliam bloqueio

O Diário (Maringá): Greve dos professores vai pelo menos até quarta-feira

Diário dos Campos: MP propõe ação contra advogado da prefeitura

Jornal da Manhã: Acipg e AMCG entregam proposições a deputados

Tribuna do Interior: Paralisação continua

O Paraná: Sem-terra já organizam nova invasão da Araupel

Gazeta do Paraná: Dia tenso com a Força Nacional e sem acordo para acabar com a greve

Jornal Hoje: Decisão do TSE salva mandato de Edgar Bueno

Diário do Noroeste: Produtores de mandioca vão debater crise no setor

Tribuna de Cianorte: PR 323 tem três pontos de bloqueios na região

Umuarama Ilustrado: Caminhoneiros fazem novos protestos e dizem que paralisação vai continuar

Tribuna do Norte: Caminhoneiros mantêm bloqueio mesmo com proibição da Justiça

Jornais de outros estados

Globo: Ajuste pode cortar 28% do orçamento até o fim do ano

Folha: Dilma faz novo arrocho para equilibrar contas

Estadão: Governo limita gastos a R$ 75 bi até abril e inclui PAC nos cortes

Correio Braziliense: Voo da alegria é tapa na cara do brasileiro

Valor: Governo faz ajuste com corte de investimentos

Estado de Minas: O risco a bordo

Zero Hora: Governo reage a bloqueios com cobrança de multas

Compartilhe esta informação
  • Print
  • Facebook
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • email
  • Live
  • PDF
  • RSS

Comando de greve da APP-Sindicato decidiu convocar assembleia geral para o dia 4 de março. Até lá, a greve continua nas 2,1 mil escolas do Paraná.

Comando de greve da APP-Sindicato decidiu convocar assembleia geral para o dia 4 de março. Até lá, a greve continua nas 2,1 mil escolas do Paraná.

Depois de um dia inteiro de reuniões e avaliações sobre a greve na educação, o comando do movimento da APP-Sindicato decidiu no final desta tarde convocar uma assembleia geral da categoria para a próxima quarta-feira, dia 4 de março, em Curitiba.

Os educadores terão a tarefa de interromper ou continuar o movimento paredista, que nesta quinta (26) completou 18 dias.

Até lá, segundo a APP, os comandos de greve regionais debaterão as propostas do governo com todos os educadores.

Na terça-feira, dia 3, acontece uma nova reunião do Comando Estadual de Greve ampliado com a participação do Conselho Estadual da APP-Sindicato.

O local da assembleia ainda não foi definido.

Compartilhe esta informação
  • Print
  • Facebook
  • Twitter
  • Google Bookmarks
  • email
  • Live
  • PDF
  • RSS
Copyright © 2009 Blog do Esmael. Todos os direitos reservados.
(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});