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CADERNOS REGIONAIS: LONDRINA
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Feltrin manda recado do “Além”: #ReduzFruet; ouça essa história

Chik Jeitoso, famoso macumbeiro que nunca errou uma previsão política, afirma que recebeu nesta madrugada o espírito de Feltrin, militante do PDT, morto em janeiro, que teria mandado inusitado recado para Gustavo Fruet reduzir a tarifa do ônibus; ouça essa história.

Chik Jeitoso, famoso macumbeiro que nunca errou uma previsão política, afirma que recebeu nesta madrugada o espírito de Feltrin, militante do PDT, morto em janeiro, que teria mandado inusitado recado para Gustavo Fruet reduzir a tarifa do ônibus; ouça essa história.

O bruxo e macumbeiro Chik Jeitoso afirmou, nesta quarta-feira (19), que incorporou o espírito do advogado Edson Feltrin, ex-presidente da Federação das Associações de Moradores de Curitiba (Femotiba), morto em 17 de janeiro de 2013, um dos “engenheiros” da vitoriosa campanha do prefeito Gustavo Fruet (PDT).

Segundo Jeitoso, do “Além”, Feltrin teria pedido para que o prefeito fique ao lado do povo, abra a caixa-preta da Urbs, e ainda recomendado que reduza o preço da tarifa do ônibus.

Para quem não sabe, Feltrin, dirigente do PDT curitibano, era cotado para assumir uma das secretarias na prefeitura da capital. De esquerda, oriundo dos movimentos sociais, sabia como poucos escutar o clamor das ruas.

Se até o falecido Feltrin está pedindo a redução da tarifa, que diabo impede Fruet de baixá-la?

Ouça o bruxo Chik Jeitoso falando a “incorporação” do espírito de Feltrin:

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Dançou o prefeito de Campina Grande do Sul (PR)

do portal Banda B

Justiça Eleitoral cassa mandato do prefeito Luiz Carlos Assunção (PSB), de Campina Grande do Sul, e determina posse do presidente da Câmara de Vereadores.

Justiça Eleitoral cassa mandato do prefeito Luiz Carlos Assunção (PSB), de Campina Grande do Sul, e determina posse do presidente da Câmara de Vereadores.

Uma decisão da Justiça Eleitoral de Campina Grande do Sul cassou, nesta terça-feira (18), o mandato de Luiz Carlos Assunção (PSB), prefeito da cidade que fica na região metropolitana de Curitiba. O político é acusado pelo crime de abuso de poder na reeleição e recebeu a pena de inelegibilidade por oito anos, além de ter que pagar uma multa de R$ 212,8 mil. Existe a possibilidade Assunção recorrer da decisão sem segunda instância.

Segundo informações do Tribunal Regional Eleitoral, Assunção teria realizado mais de mil cadastros no programa “Armazém da Família” sem autorização da lei e previsão orçamentária, quando era o prefeito da cidade no primeiro mandato. Isto teria influenciado diretamente no resultado das eleições, por conta da ampla divulgação do programa.

Também foi cassado o mandato de Nilson de Jesus Pires Falavinha (PSB), vice-prefeito de Campina Grande do Sul. Ele não teve inelegibilidade ou outras sanções. O presidente da Câmara de Vereadores do Município deve assumir o comando da prefeitura interinamente.

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Em Curitiba, vereador levanta cartaz na sessão para convocar protesto pela redução da tarifa

Vereador José Carlos Chicarelli surpreende, na sessão da Câmara, em Curitiba, ao levantar cartaz convocando protesto pela redução da tarifa do ônibus; as forças vivas da sociedade têm oportunidade de ouro para rediscutir a concessão do transporte coletivo e retomar a ideia da frota pública na capital de todos os paranaenses.

Vereador José Carlos Chicarelli surpreende, na sessão da Câmara, em Curitiba, ao levantar cartaz convocando protesto pela redução da tarifa do ônibus; as forças vivas da sociedade têm oportunidade de ouro para rediscutir a concessão do transporte coletivo e retomar a ideia da frota pública na capital de todos os paranaenses.

O vereador José Carlos Chicarelli (PSDC), sacou ontem pela manhã, durante a sessão na Câmara Municipal de Curitiba, um cartaz com os dizeres “Vem Pra Rua!” para convocar a população sair às pela redução da tarifa de ônibus.

A capital paranaense é uma das únicas do país que rejeita baixar o preço da tarifa. Em entrevista, o prefeito Gustavo Fruet (PDT) disse que não reduz de jeito nenhum o preço que hoje é de R$ 2,85 e R$ 1,50 a domingueira. Em março, antes do reajuste, a tarifa era de R$ 2,60 e R$ 1 a domingueira.

“Fruet abaixe as passagens de ônibus porque o povo quer uma resposta dos políticos”, avisou Chicarelli pelo Facebook, que ainda citou o senador Roberto Requião (PMDB): “o recado das ruas é para os políticos, as vais para Dilma são para todos”.

Na Câmara, esta semana, o vereador Jonny Stica, presidente municipal do PT, também havia pedido ao prefeito que abra a “caixa-preta” e disse que ser dono de empresa de ônibus em Curitiba é o melhor negócio do mundo.

“A caixa-preta do transporte coletivo é uma questão de mais de 20 anos. O desafio da nova gestão é rever o lucro extraordinário das empresas”, defendeu o petista.

A relação promiscua entre agentes públicos e empresas de ônibus vêm desde a década de 1940 e o setor — para não dizer mafioso — é um dos mais atrasados da economia que atravanca um serviço essencial, estratégico, à população (leia mais sobre isso clicando aqui). Por isso, é fundamental que as forças vivas da sociedade rediscutam a concessão do transporte coletivo e retome a ideia da frota pública na capital de todos os paranaenses.

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Fruet nem aí com protestos pela redução da tarifa em Curitiba

Na campanha, em 2012, quando precisava de votos, Fruet andava de ônibus e pedalava sua bicicleta pelas ruas centrais de Curitiba; agora, depois de eleito, se converteu em um dos principais guardiões da “caixa-preta” da máfia do transporte coletivo; o Partido dos Trabalhadores, principal aliado do prefeito, ensaia insurgir-se contra a manutenção do antigo “esquema” na Urbs; manifestantes, mobilizados pelas redes sociais, como Facebook, prometem não sair das ruas até reduzir o preço da tarifa do ônibus na capital paranaense.

Na campanha, em 2012, quando precisava de votos, Fruet andava de ônibus e pedalava sua bicicleta pelas ruas centrais de Curitiba; agora, depois de eleito, se converteu em um dos principais guardiões da “caixa-preta” da máfia do transporte coletivo; o Partido dos Trabalhadores, principal aliado do prefeito, ensaia insurgir-se contra a manutenção do antigo “esquema” na Urbs; manifestantes, mobilizados pelas redes sociais, como Facebook, prometem não sair das ruas até reduzir o preço da tarifa do ônibus na capital paranaense.

O prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT), torce o nariz para as manifestações de rua que pedem a redução no preço da tarifa de ônibus. Amanhã, quinta 20, dia de novo protesto, o pedetista concederá uma entrevista coletiva onde reafirmará que não vai baixar a passagem na capital — que custa R$ 2,85 e a domingueira R$ 1,50. Nesta quarta 19, em entrevista à repórter Camila Castro, no jornal Metro, o pedetista jura que a tarifa técnica de R$ 2,99 não lhe dá margem para a redução.

Por outro lado, lideranças do movimento reivindicam que os valores da tarifa retornem aos patamares de março, antes do reajuste, para R$ 2,60 e R$ 1 a domingueira. Cerca de 50 mil pessoas já confirmaram presença, pelo Facebook, na passeata de amanhã.

As redes sociais que Fruet despreza tem sido a principal ferramenta de mobilização dos manifestantes, segundo a repórter Amanda Kasecker, do jornal Bem Paraná, ao citar pesquisa do Datafolha, 81% dos que compareceram aos protestos se informaram pelo Facebook.

E na sexta-feira 21 mais de 60 mil pessoas prometem comparecer na “2ª Farofada do Transporte” para protestar pela redução da tarifa.

É bom frisar que várias capitais já reduziram ou cancelaram reajuste na tarifa: Cuiabá, Recife, João Pessoa, Porto Alegre, Goiânia, Manaus, Natal e Vitória. No Paraná, cerca de 30 cidades também reduziram o preço do ônibus.

Somente Fruet diz que não reduz. A máfia das empresas do transporte coletivo agradece. O prefeito tem sido um ótimo guardião da “caixa-preta” da Urbs – empresa que gerencia o transporte coletivo na capital –, entretanto, na campanha, prometera aos eleitores abri-la. O PT tem pressionado o prefeito pela transparência na empresa.

O movimento adianta que não deixará as ruas até que o prefeito de Curitiba atenda sua pauta. Esse papo de tarifa técnica e de planilha de custos engendrado ontem, em São Paulo, pelo prefeito Fernando Haddad (PT), não sensibilizou os manifestantes.

Mais uma vez, este blog dá a dica: #ReduzFruet.

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Charge do dia: O rumo dos protestos

Charge de Aroeira - O Dia (RJ).

Charge de Aroeira – O Dia (RJ).

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O que diz a velha mídia nesta quarta

metroJornais do Paraná

- Gazeta do Povo: País rediscute o custo do transporte após protestos

- Bem Paraná: Protestos em Curitiba e no País evidenciam poder das redes sociais

- Jornal Metro: Fruet diz que não tem como baixar passagem

- Folha de Londrina: Vestibular perde vez nas universidades

- O Diário (Maringá): Mais de 10 mil vão às ruas para protestar em Maringá

- Diário dos Campos: Ponta Grossa registra primeira morte do ano por gripe A

- Jornal da Manhã: Ponta Grossa registra 1ª morte no ano causada pelo vírus H1N1

- Tribuna do Interior: Justiça Eleitoral ganha três prédios na região

- O Paraná: Cadeias têm três vezes mais presos que vagas

- Gazeta do Paraná: “Brasil mais forte” deu recado ao governo

- Jornal Hoje: Maníaco ataca duas vezes em menos de 24 horas

- Gazeta do Iguaçu: UNILA terá curso de medicina em 2016

- Diário do Noroeste: Paranavaí debate projeto sobre lixo gerado pela construção civil

- Tribuna de Cianorte: ‘Vem Pra Rua’ expõe indignação de moradores com administração

- Umuarama Ilustrado: Mesmo violentos, protestos dão resultado em cinco cidades

- Tribuna do Norte: Beto Preto pede a ministro pressa em transposição férrea

Jornais de outros estados

- Globo: O Brasil nas ruas: Capitais já baixam tarifas de ônibus; protestos continuam

- Folha: Ato em SP tem ataque à prefeitura, saque e vandalismo; PM tarda a agir

- Estadão: Manifestantes tentam invadir Prefeitura; SP tem noite de caos

- Correio: Manifestações desnorteiam a velha política

- Valor: Mau humor atinge mercado e megaoferta é cancelada

- Estado de Minas: Noite de vandalismo depois de protesto pacífico em BH

- Zero Hora: Por dentro do protesto

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“Radical Chique” explica os protestos

Há um mês, Mirian Gonçalves assumiu a prefeitura de Curitiba devido viagem do prefeito Gustavo Fruet; dentre as personalidades que recebeu, em gabinete, estava a ministra Gleisi Hoffmann; a vice petista é mais radical que a moçada que protesta nas ruas, entretanto, é considerada chique (Foto: Jader Rocha).

Há um mês, Mirian Gonçalves assumiu a prefeitura de Curitiba devido viagem do prefeito Gustavo Fruet; dentre as personalidades que recebeu, em gabinete, estava a ministra Gleisi Hoffmann; a vice petista é mais radical que a moçada que protesta nas ruas, entretanto, é considerada chique (Foto: Jader Rocha).

A vice-prefeita de Curitiba, Mirian Gonçalves, do PT, a Radical Chique, em artigo postado no Facebook (sempre ele), questiona: “O que há de novo?”. A própria moça arrisca uma resposta: decisões centralizadas, solitárias, ao invés do compartilhamento. Será que a petista estaria mandando um recado para alguém especificamente?

Leia a integra da reflexa da vice “Radical Chique”: (mais…)

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André Vargas defende maior participação da juventude na política; ouça o áudio

André Vargas diz que mundo político ainda não entendeu os protestos que sacodem o país, mas defende maior participação da juventude na política; para ele, o movimento é legítimo e democrático.

André Vargas diz que mundo político ainda não entendeu os protestos que sacodem o país, mas defende maior participação da juventude na política; para ele, o movimento é legítimo e democrático.

O presidente em exercício da Câmara dos Deputados, deputado André Vargas (PT-PR), nesta terça-feira (18), disse que mais do que fazer avaliações de segurança pública, é preciso interpretar o movimento reivindicatório que acontece em todo o País. Vargas acompanhou ontem a tentativa de invasão do Congresso Nacional por manifestantes.

“Essa é uma manifestação com demandas reais, do mundo real, que deve ter críticas em relação aos governos, aos meios de comunicação. Na impede que amanhã aconteça outra manifestação espontânea em qualquer outro lugar”, avaliou Vargas. (mais…)

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Quer aprender fazer cartazes e grito de guerra para o protesto? As entidades estudantis ensinam

UPE e UPES prometem, nesta quarta, ensinar a pintar cartazes para os protestos pela redução na tarifa; uma das manifestantes dá o recado, dizendo que não cairá no conto da petição online e avisa que a juventude saiu do Facebook para as ruas. (Foto: Freddy Pinheiro).

UPE e UPES prometem, nesta quarta, ensinar a pintar cartazes para os protestos pela redução na tarifa; uma das manifestantes dá o recado, dizendo que não cairá no conto da petição online e avisa que a juventude saiu do Facebook para as ruas. (Foto: Freddy Pinheiro).

A União Paranaense dos Estudantes (UPE) e a União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (UPES), nesta quarta-feira (19), às 16 horas, na Praça Santos Andrade, em Curitiba, uma oficina para ensinar a confecção de cartazes para as passeatas “contra tudo e contra todos”.

Além de aprender fazer os cartazes, o aspirante à manifestante também vai ficar craque nas palavras de ordem entoadas nas ruas centrais de todo o país.

As duas entidades estudantis dizem que estão juntas nas manifestações pacíficas em defesa do passe livre estudantil e da redução na tarifa do ônibus.

Eles pedem para os interessados levarem seus materiais, sua irreverência e criatividade. A UPE e a UPES tem um perfil no Facebook.

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Pela CPI do Pedágio, manifestantes planejam “visita” à Assembleia do PR

Grupo Anonymous planeja realizar protesto na Assembleia Legislativa do Paraná, que nesta segunda-feira 17 arquivou pedido de abertura de CPI do Pedágio; o clima segue tenso no Centro Cívico, onde ficam os três poderes paranaenses - mais a prefeitura de Curitiba; afinal, qual será o próximo alvo dos manifestantes que ontem invadiram o Palácio Iguaçu?

Grupo Anonymous planeja realizar protesto na Assembleia Legislativa do Paraná, que nesta segunda-feira 17 arquivou pedido de abertura de CPI do Pedágio; o clima segue tenso no Centro Cívico, onde ficam os três poderes paranaenses – mais a prefeitura de Curitiba; afinal, qual será o próximo alvo dos manifestantes que ontem invadiram o Palácio Iguaçu?

A característica do movimento que toma às ruas do país pela redução da tarifa de ônibus — e tantas outras reivindicações — é a falta de organização, de roteiro, de lideranças, mas o blog teve informação de que a ala “Anonymous”, aquele pessoal das máscaras, planeja uma “visita” aos deputados da Assembleia Legislativa do Paraná.

Essa turma ficou muito descontente com os deputados que enterraram de vez a possibilidade e instalar a CPI dos Pedágios. O grupo “Anonymous” desconfia dos motivos que fazem dos parlamentares coveiros da transparência.

“Acho que o movimento bem que poderia vir aqui, na Assembleia, afinal de contas aqui não é a Casa do Povo?”, questionou o deputado Antônio Anibelli Neto (PMDB), o Anibelinho, concordando com o protesto pela CPI.

Ontem à tarde (17), numa manobra governista, pilotada pelo presidente da Casa, Valdir Rossoni (PSDB), a proposta de CPI do Pedágio foi arquivada com a retirada de sete assinaturas no pedido. Para prosperar uma comissão de investigação, são necessárias 18 rubricas dos 54 parlamentares.

A seguir, veja quem manteve e quem retirou a assinatura na CPI do Pedágio: (mais…)

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“Meu filho foi preso pela polícia tucana porque protestava como todos os brasileiros”, denuncia deputado do PT

O estudante Yuri, filho do deputado petista Ângelo Vanhoni, foi preso ontem sob acusação de vandalismo; pai e filho negam e dizem que polícia tucana mente; "Fui vandalizado pela Polícia Militar quando estava indo embora. Me chutaram e me espancaram muito", denuncia o filho do deputado Vanhoni; confronto entre manifestantes e tropa de choque, ontem, durante invasão do Palácio Iguaçu, é apenas o prenúncio de como será a disputa eleitoral no Paraná em 2014; nessa confusão toda só falta uma coisa: Gustavo Fruet reduzir a tarifa de ônibus na capital.

O estudante Yuri, filho do deputado petista Ângelo Vanhoni, foi preso ontem sob acusação de vandalismo; pai e filho negam e dizem que polícia tucana mente; “Fui vandalizado pela Polícia Militar quando estava indo embora. Me chutaram e me espancaram muito”, denuncia o filho do deputado Vanhoni; confronto entre manifestantes e tropa de choque, ontem, durante invasão do Palácio Iguaçu, é apenas o prenúncio de como será a disputa eleitoral no Paraná em 2014; nessa confusão toda só falta uma coisa: Gustavo Fruet reduzir a tarifa de ônibus na capital.

O Palácio Iguaçu confirmou nesta terça-feira (18) que o estudante Yuri Sfair, de 26 anos, enteado do deputado federal Ângelo Vanhoni (PT), está preso na 1º DP de Curitiba. O moço é acusado de participar da invasão da sede do governo do estado, ontem à noite, conforme registrou em primeira mão este blog.

Na prática, os tucanos exibem o filho do petista como troféu nessa guerra política pré-2014, onde as manifestações de ruas se tornam coadjuvantes de um jogo eleitoral pesado. Daqui a pouco, às 14h30, a Secretaria de Segurança faz um balanço da pancadaria de ontem com direito a holofotes.

Vanhoni conversou com este blogueiro. Segundo ele, a polícia tucana mente ao dizer que seu filho está preso por vandalismo e de participar da invasão do Palácio Iguaçu.

“É mentira da polícia tucana. O meu filho, Yuri, é um rapaz politizado. Ele participou do protesto como qualquer filho de vários brasileiros que também participam do movimento contra a corrupção no país, pela redução na tarifa dos ônibus”, indigna-se o deputado do PT.

Vanhoni lançou um questionamento em tom desafiador: “Por que os deputados tucanos e os filhos dos políticos do PSDB não estão nas passeatas?”.

O petista garantiu que na próxima sexta-feira, dia 21, participará da manifestação da “2ª Farofada do Transporte” na capital paranaense.

Yuri também conversou com este blogueiro. Ele afirmou que estava participando do movimento como ativista e com a tarefa de filmar o evento. “Tenho registro, em vídeo, quando eu filmava a pichação [do Palácio Iguaçu] e condenava a ação dos pichadores”, diz.

“Fui vandalizado pela Polícia Militar quando estava indo embora. Me chutaram e me espancaram muito”, denuncia o filho do deputado Vanhoni.

Na Polícia Civil, onde ficou preso por cinco horas, ele afirma que foi “bem tratado”.

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Veja como foi a invasão ao Palácio Iguaçu em Curitiba; assista ao vídeo

Ontem à noite (17) milhares marcharam rumo ao Palácio Iguaçu, sede do governo do Paraná, no Centro Cívico, em Curitiba. O protesto terminou em confronto entre os manifestantes e a polícia de choque. Vários acabaram detidos no 1º Distrito Policial.

O blog mostra para o leitor as imagens, via Gazeta do Povo, do momento em que vários estudantes derrubam um portão de acesso ao Palácio Iguaçu.

Nesta manhã, o governador Beto Richa (PSDB), em entrevista coletiva, disse que “não tinha uma faixa sequer contra o governo dele na manifestação e que quando era prefeito reduziu o valor da tarifa do ônibus e criou a domingueira”.

Na prática, o tucano tirou “o dele” da reta e tenta colocar “o do” prefeito Gustavo Fruet (PDT).

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Porto Alegre baixa preço do ônibus; Gustavo Fruet ainda resiste

O prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, cedeu à pressão e vai reduzir a tarifa; em Curitiba, Gustavo Fruet, correligionário do porto-alegrense, ainda não se pronunciou; o movimento pela redução do preço da passagem diz que não deixará as ruas da capital paranaense enquanto não for atendido; fica a dica do blog: #ReduzFruet.

O prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, cedeu à pressão e vai reduzir a tarifa; em Curitiba, Gustavo Fruet, correligionário do porto-alegrense, ainda não se pronunciou; o movimento pela redução do preço da passagem diz que não deixará as ruas da capital paranaense enquanto não for atendido; fica a dica do blog: #ReduzFruet.

O prefeito de Porto Alegre, José Fortunati (PDT), anunciou nesta terça-feira (18) que vai reduzir o preço da tarifa de ônibus de R$ 2,85 para R$ 2,80. Ele encaminhará uma mensagem à Câmara de Vereadores projeto de lei que isenta as tarifas de ônibus do ISS (Imposto sobre Serviços), PIS e Cofins. A redução será imediata.

Paralelamente, em Curitiba, o prefeito Gustavo Fruet (PDT) continua jogando duro. Por meio do presidente da Urbs (empresa que gerencia o transporte coletivo na capital paranaense), Roberto Gregório, informa que não reduzirá o preço da passagem de ônibus.

Acho que o prefeito curitibano deveria seguir o exemplo de seu colega e correligionário gaúcho. O movimento pela redução na tarifa promete permanecer nas ruas até conseguir seu objetivo inicial: voltar a tarifa para R$ 2,60 e a domingueira para R$ 1. Em março, Fruet reajustou a tarifa para R$ 2,85 e a domingueira para R$ 1,50.

Na quinta-feira, 20, já tem novo protesto marcado. Mais de 33 mil pessoas confirmaram presença pelo Facebook em menos de 24 horas. Na sexta, 21, também haverá manifestação da “2ª Farofada do Transporte” com 45 mil confirmações no Facebook.

Se Fruet não baixar a tarifa, os protestos vão começar bater na porta da prefeitura. Portanto, vai a dica: #ReduzFruet.

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“Não é por 20 centavos, é por direitos”

Manifestantes cravaram nas portas do Palácio Iguaçu, sede do governo do Paraná, os motivos das manifestações em todo o país; a onda de protesto vai além do preço da tarifa de ônibus, mas a velha mídia ou é incompetente para interpretar ou age com má-fé, disputando o rumo do movimento com os partidos políticos; eu, particularmente, acredito na segunda hipótese; campanha contra as legendas flerta com fascismo e ausência das agremiações é a raiz para os confrontos ocorridos em várias capitais; foto: Adriano Rima.

Manifestantes cravaram nas portas do Palácio Iguaçu, sede do governo do Paraná, os motivos das manifestações em todo o país; a onda de protesto vai além do preço da tarifa de ônibus, mas a velha mídia ou é incompetente para interpretar ou age com má-fé, disputando o rumo do movimento com os partidos políticos; eu, particularmente, acredito na segunda hipótese; campanha contra as legendas flerta com fascismo e ausência das agremiações é a raiz para os confrontos ocorridos em várias capitais; foto: Adriano Rima.

Tomo a foto acima, feita por Adriano Rima, como ponto de partida para tentar explicar a onda de protestos em todo o país: “Não é por 20 centavos, é por direitos”, diz um dos recados deixado pelos manifestantes ontem à noite na porta do Palácio Iguaçu, sede do governo do Paraná, minutos antes do confronto com o Batalhão de Choque.

Os jornalões e muitos formadores de opinião desavisados acordaram nesta terça-feira, 18, atordoados sem saber ao certo o que aconteceu na noite de ontem. Muitos creram que se tratava de um protesto pela redução da tarifa do ônibus. É, mas como diz o cartaz na foto, mas também é por direitos.

Que direitos são esses? O direito de ir e vir, sempre simpático a todos e que nos dá a sensação de liberdade plena; de acesso à educação de qualidade; contra o pedágio nas rodovias; contra Beto Richa; contra o prefeito Gustavo Fruet; contra Dilma Rousseff; contra a Copa do Mundo; etc.

Nesta pauta ampla, não houve espaço para uma lembrança sequer do ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, outrora super-herói da direita brasileira. Mas como o julgamento do mensalão já era, como previra o presidente da OAB-PR, Juliano Breda…

Volto à questão da mobilização. Os barões da mídia achavam que estavam “mandando” na pauta do movimento que sacode o país de Norte a Sul. Há uma evidente disputa de rumo no movimento. Só um tongo para não sacar essa. Quem sacou essa gritou repetidas vezes a palavra de ordem ontem no protesto de Brasília: “Globo, fascista!”.

Quando o assunto é atingir a presidenta Dilma Rousseff, há editoração forte; vide as capas de jornais e telejornais matutinos que mostraram jovens de caras-pintada invadindo o Congresso Nacional. Por que não mostrou o mesmo movimento tomando o Palácio Iguaçu, sede do governo do Paraná?

Mais de 15 mil pessoas ocuparam as ruas centrais da capital paranaense, ontem, com uma pauta difusa – como de resto do país. Não havia pauta única de reivindicação. Não havia direção política, por isso resultou no confronto com o Batalhão de Choque.

Enquanto a velha mídia condena a presença de partidos políticos nas manifestações, eu os considero fundamentais para a segurança dos próprios manifestantes. O surgimento das agremiações partidárias, se analisarmos sua etimologia, nos remete à parte da sociedade, à organização da mesma para reivindicar demandas reprimidas.

Na ausência dos partidos políticos, como nas sociedades tribais, os conflitos são resolvidos na base da bala, da eliminação física do oponente. Mesmo com todos os problemas, os partidos são a maneira mais democrática de mediar atritos. Ser contra eles é flertar com o fascismo e voltar à Era das Trevas.

A pancadaria foi verificada em São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Curitiba e Brasília. E passeatas ocorrem em várias outras capitais e cidades médias do país.

Em 1992, no impeachment do ex-presidente, também havia dezenas de palavras de ordem e bandeiras de luta. O próprio movimento de rua se encarregou de afunila-las numa única bandeira de luta, que unificou e sintetizou todo o sentimento da sociedade na época: “Fora Collor!”. É importante frisar que essa reivindicação só foi atendida depois de milhões na rua e de um consenso social e partidário. A velha mídia tentou segurar o então presidente até quando pôde. Só passou defender o impedimento quando não tinha mais jeito de esconder milhões nas ruas.

Vinte anos depois temos um novo fator no jogo democrático: a internet e as redes sociais, que facilitam um bocado a mobilização da sociedade; a convocação e confirmação em uma passeata estão a um clique de nós.

Enquanto eu escrevia esse arrazoado, percebi que o movimento pela redução da tarifa já marcou um novo protesto em Curitiba para esta quinta-feira, dia 20, a partir das 18 horas, na Boca Maldita. Em menos de 24 horas, cerca de 34 mil pessoas confirmaram presença. (Favor não confundir com a “2ª Farofada do Transporte”, na sexta, 21, que tem 44 mil confirmações).

Para fechar, uma dica aos governantes que possuem a força coerção a seu lado: o movimento que está nas ruas de todo país é igual massa de pão, quanto mais se bate mais se cresce. É bom lembrarmos que as manifestações só ganharam a dimensão que ganharam — graças às redes sociais — porque houve um sentimento de solidariedade à juventude que foi reprimida pela polícia do tucano Geraldo Alckmin no protesto de São Paulo.

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Charge do dia: Buuuuu!, todos contra a repressão!

Charge de Paixão - Gazeta do Povo (PR).

Charge de Paixão – Gazeta do Povo (PR).

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O que diz a velha mídia nesta terça

richa_gazeta_dilmaJornais do Paraná

- Gazeta do Povo: Eles querem um novo Brasil

- Jornal do Estado: Milhares de pessoas tomam as ruas de Curitiba

- Jornal Metro: O Brasil ocupado

- Jornal de Londrina: Eles querem mudar o Brasil

- Folha de Londrina: Acidentes com menores ao volante expõem falta de limites

- O Diário (Maringá): Apreensão de drogas dobra nas rodovias do noroeste

- Diário dos Campos: Vereadores rejeitam redução de cadeiras

- Jornal da Manhã: Manifestantes saem às ruas contra transporte público no Paraná

- Tribuna do Interior: Abuso com bebida aumenta acidentes em CM

- O Paraná: CRM ameaça apelar à Justiça contra importação de médicos

- Gazeta do Paraná: Semana começa com povo na rua exigindo seus direitos e mudanças

- Jornal Hoje: Gaeco vai investigar menores na 15ª SDP

- Gazeta do Iguaçu: Iguaçuenses marcham por melhorias no Brasil

- Diário do Noroeste: Paranavaí debate projeto sobre lixo gerado pela construção civil

- Tribuna de Cianorte: Lei Seca: embriaguez ao volante deixa um morto e 3 são detidos

- Umuarama Ilustrado: Pressão força a liberação de loteamento na APPA do Piava

- Tribuna do Norte: Alcides vai ouvir advogados antes de decidir por retorno

Jornais de outros estados

- Globo: Um país que se mexe: O Brasil nas ruas

- Folha: Milhares vão às ruas ‘contra tudo’; grupos atingem palácios

- Estadão: Protesto se espalha pelo País e políticos viram alvo

- Correio: A nova cara do Brasil

- Valor: Demanda por crédito no país cai e frustra bancos

- Estado de Minas: Insurreição

- Zero Hora: O protesto

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Bombas e gás lacrimogêneo no protesto de Curitiba; ouça relato exclusivo

Segundo relato do repórter Derick Fernandes, alguns manifestantes chegaram a entrar no Palácio Iguaçu, mas foram empurrados para fora pelo Batalhão de Choque. Fotos: Daniel Castellano/Gazeta do Povo.

Segundo relato do repórter Derick Fernandes, alguns manifestantes chegaram a entrar no Palácio Iguaçu, mas foram empurrados para fora pelo Batalhão de Choque. Fotos: Daniel Castellano/Gazeta do Povo.

Terminou em confronto o protesto em Curitiba, em frente ao Palácio Iguaçu, sede do governo do estado. O Batalhão de choque usa bomba de efeito moral e gás lacrimogêneo para dispersar milhares de manifestantes.

Pelo Twitter, às 23h30, o governador Beto Richa (PSDB) se pronunciou sobre a pancadaria: “Alguns baderneiros derrubaram o portão e picharam as paredes. Ato isolado.”

Ouça o emocionado relato exclusivo do repórter Derick Fernandes:

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Manifestantes acabam de invadir a sede do governo do Paraná

Manifestantes invadem sede do governo do Paraná. Foto: Derick Fernandes/Facebook.

Manifestantes invadem sede do governo do Paraná. Foto: Derick Fernandes/Facebook.

Milhares de pessoas que protestam contra o aumento nas tarifas de ônibus acabaram de invadir, em Curitiba, o Palácio Iguaçu, sede do governo estadual, que fica na região do Centro Cívico.

Segundo informações do repórter Derick Fernandes, o batalhão de choque está chegando ao local. Há possibilidade de confronto no local.

Clique aqui para saber mais.

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15 mil pessoas já estão concentradas na Boca Maldita, em Curitiba

Segundo o presidente OAB, Juliano Breda, a Boca Maldita está literalmente lotada, desde a Praça Osório até a Dr. Muricy. “Felizmente, sem qualquer problema até o momento. A OAB/PR está acompanhando a manifestação”. Foto: Juliano Breda/Facebook.

Segundo o presidente OAB, Juliano Breda, a Boca Maldita está literalmente lotada, desde a Praça Osório até a Dr. Muricy. “Felizmente, sem qualquer problema até o momento. A OAB/PR está acompanhando a manifestação”. Foto: Juliano Breda/Facebook.

As primeiras imagens captadas pelo advogado Emerson Fukushima. Segundo informações preliminares, cerca de 15 mil pessoas já estão na Boca Maldita, centro de Curitiba, para protestar pela redução da tarifa de ônibus.

Orelha do seca do blog, presente na manifestação, atesta que não há aparato policial no entorno pelo menos por enquanto.

Assista ao vídeo:

Leia mais sobre isso:

Petista pedem para que Fruet abra a caixa-preta da Urbs

Depois de levar puxão de orelha de Zé Dirceu, PT decide engrossar movimento pela redução da tarifa

PM e Guarda Municipal deverão ficar longe de protesto em Curitiba

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Petistas pedem para que Fruet abra a caixa-preta da Urbs

Ângelo Vanhoni e Jonny Stica, do PT, pedem que prefeito Gustavo Fruet abra a "caixa-preta" da Urbs; petistas decidem apoiar movimento pela redução da tarifa de ônibus. Foto: Gilson Camargo.

Ângelo Vanhoni e Jonny Stica, do PT, pedem que prefeito Gustavo Fruet abra a “caixa-preta” da Urbs; petistas decidem apoiar movimento pela redução da tarifa de ônibus. Foto: Gilson Camargo.

Pela primeira vez na gestão de Gustavo Fruet (PDT), da qual faz parte, o PT pressiona pela abertura da “caixa-preta” da Urbs – a empresa que gerencia o transporte coletivo em Curitiba.

Na manhã de hoje, na Câmara Municipal, o vereador Jonny Stica, presidente municipal do partido, disse que a nova gestão está devendo essa transparência ao curitibano.

“A caixa-preta do transporte coletivo é uma questão de mais de 20 anos. O desafio da nova gestão é rever o lucro extraordinário das empresas” porque “o melhor negócio do mundo é ter uma empresa de ônibus em Curitiba”, criticou o vereador petista.

Quem também abriu fogo contra a “caixa-preta” da Urbs foi o deputado federal Ângelo Vanhoni (PT). O parlamentar participou nesta tarde, no salão nobre da prefeitura, de uma reunião com as lideranças do movimento pela redução da tarifa.

Segundo César Prevedello, diretor de Comunicação da UPE (União Paranaense dos Estudantes), líder do movimento na capital, o deputado do PT falou que está na hora de a prefeitura abrir a caixa-preta da Urbs e o prefeito iniciar um diálogo com os manifestantes.

Por sua vez, o líder estudantil disse que o movimento nem começará a conversar com o prefeito se não houver vontade de reduzir a tarifa. “Só começaremos a negociação se o prefeito começar o debate da redução a partir dos R$ 2,70. Nós queremos R$ 2,60 na tarifa e domingueira R$ 1″, avisou Prevedello.

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