3 de março de 2016
por admin
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Coluna do Requião Filho: Beto Richa e as promessas não cumpridas

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Requião Filho*

Ele prometeu e mais uma vez não cumpriu! Travesso este menino!!! Promete, promete e não cumpre! Acreditem, ele disse que resolveria o problema carcerário no Estado do Paraná, que retiraria os presos das delegacias e que os transfeririam para penitenciárias, que criaria milhares de vagas!!! Promessas vãs, lançadas ao vento, em um passado não tão distante…

Hoje, a realidade segue a rotina do caos diário nas delegacias espalhadas pelo Estado, como informado pela imprensa, nos primeiros 45 dias de 2016, mais de 100 presos fugiram das delegacias do Paraná!

Note-se que desde 2014, quando o então Secretário de Segurança Pública e médico oftalmologista prometeu retirar 1200 presos das delegacias de Curitiba, em no máximo 60 dias, nada aconteceu, mais uma vez. Por que acreditar, novamente, em promessas que sabidamente não serão cumpridas?

Os Delegados de Polícia, 168 para ser exato, que assinam o manifesto encaminhado ao Governador contra superlotação carcerária nas delegacias do Estado demoraram, mas finalmente perceberam que as promessas do atual chefe do Poder Executivo não são dignas de crédito. Desde 2011, quando Beto Richa assumiu o Estado, promete a construção de penitenciárias, porém, até o momento, nem uma única cela foi construída em sua gestão!

Se o governo não tomar atitudes sérias e concretas para estruturar o sistema carcerário, os delegados do Paraná prometem ingressar judicialmente, requerendo a interdição

19 de março de 2015
por esmael
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Beto Richa enfrenta a 24ª rebelião de presos em um ano

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Teve início no fim da tarde desta quinta-feira (19) mais uma rebelião no sistema penitenciário estadual, desta vez na Penitenciária Central do Estado em Piraquara. Dois agentes penitenciários foram feitos reféns. Esta é a 24ª em um ano no governo Beto Richa (PSDB). Leia mais

23 de outubro de 2014
por esmael
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“Pacote de Richa para conter rebeliões brinca com vida dos agentes penitenciários”, acusa Sindicato

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Após o Jornal Gazeta do Povo publicar! uma matéria detalhando o pacotão penitenciário!, na edição desta quinta-feira (23),! a ser implementado pelo governo do Estado para conter as rebeliões no sistema penitenciário estadual, o Blog do Esmael foi ouvir os agentes penitenciários, que são os servidores que sofrem diretamente com as rebeliões. Somente em 2014, 46 agentes foram feitos reféns e diversos foram feridos nas 22 rebeliões registradas até hoje. Leia mais

22 de outubro de 2014
por esmael
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Agentes Penitenciários põem Richa contra a parede e exigem segurança

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Cerca de 200 agentes penitenciários de todo o Estado fizeram na manhã de hoje (22) uma manifestação em frente ao Palácio Iguaçu, sede do governo do estadual. Eles pedem mais segurança nos presídios estaduais que só em 2014 já sofreram 22 rebeliões em que 46 agentes foram tomados como reféns. Leia mais

20 de outubro de 2014
por esmael
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Rebelião chega ao fim, mas governo do PSDB continua refém do PCC

A rebelião iniciada no final da tarde do domingo (19) na Penitenciária Estadual de Maringá deverá ser encerrada ainda na manhã de hoje (20). As negociações conduzidas pela Polícia Militar e pelo Departamento de Execução Penal do Estado do Paraná (Depen) estão avançadas. As reivindicações são parecidas com as rebeliões anteriores: transferências de presos e melhorias na alimentação.

Para se ter uma ideia do nível das reivindicações, um dos líderes da rebelião seria um preso que quer transferência para Curitiba, por que sua mulher estaria para dar a luz.

O saldo desta que é a vigésima segunda rebelião no sistema penitenciário estadual, até agora, é de dois agentes penitenciários feridos, já atendidos e sem risco de morte; e dois agentes tomados como reféns. Mas o que chama mesmo a atenção é a banalização das rebeliões, mostrando que não há comando e a segurança interna dos presídios é muito frágil; e o grande refém é na verdade o governo de Beto Richa (PSDB), que não tem força para fazer frente ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

No meio dessa confusão, quem mais sofre são os agentes penitenciários! que! estão convocando uma manifestação para a próxima quarta-feira (22) em Curitiba. Eles pedem mais segurança para executarem seu trabalho e protestam contra a gestão administrativa do sistema penitenciário, indicando que o grande culpado pela insegurança nos presídios é o governo do estado.

A manifestação de quarta-feira está marcada para as 9 horas da manhã em frente ao Palácio Iguaçu.

15 de outubro de 2014
por esmael
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“Modelo de gestão! para Aécio, Paraná de Richa tem rebelião com repercussão internacional

A rebelião na Penitenciária Industrial de Guarapuava foi destaque na mídia internacional com matérias nos jornais ingleses Independent e Mirror, na agência inglesa BBC e na TV Al Jazeera, do Catar. Matérias enfatizam crueldade dos rebelados em atear fogo e jogar reféns do telhado do presídio. à‰ o modelo de gestão do governador Beto Richa (PSDB), que vai servir ao seu correligionário Aécio Neves, caso seja eleito presidente no próximo dia 26. O destaque internacional já foi alcançado!

A rebelião na Penitenciária Industrial de Guarapuava foi destaque na mídia internacional com matérias nos jornais ingleses Independent e Mirror, na agência inglesa BBC e na TV Al Jazeera, do Catar. Matérias enfatizam crueldade dos rebelados em atear fogo e jogar reféns do telhado do presídio. à‰ o modelo de gestão do governador Beto Richa (PSDB), que vai servir ao seu correligionário Aécio Neves, caso seja eleito presidente no próximo dia 26. O destaque internacional enche os paranaenses de orgulho.

A rebelião na Penitenciária Industrial de Guarapuava (PIG), iniciada na segunda-feira (13) e encerrada na tarde de hoje, foi destaque na imprensa internacional com matérias em sites importantes, como o dos jornais ingleses Independent e Mirror, da agência inglesa BBC e da TV Al Jazeera, do Catar, entre outros. Leia mais

15 de outubro de 2014
por esmael
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“Choque de gestão”: Termina 21!ª rebelião deste ano no PR, mas terror e insegurança continuam; assista

Modelo de gestão! para o presidenciável Aécio Neves, o governo do Paraná parece que terá um refresco diante da 21!ª rebelião do ano no sistema carcerário estadual. A Polícia Militar selou acordo com os rebelados da Penitenciária Estadual de Guarapuava (PIG), na manhã de hoje (15), e os agentes penitenciários feitos reféns devem ser liberados em poucas horas. Mas, pelos relatos dos agentes e dos familiares dos presos, é só questão de dias para que novas revoltas aconteçam. Não há como esconder que o descaso do governo Beto Richa com o sistema penitenciário é a principal causa desses eventos de terror e violência. Abaixo, assista ao vídeo com reportagem produzida pela TV a cabo G Mais, de Guarapuava.

Modelo de gestão! para o presidenciável Aécio Neves, o governo do Paraná parece que terá um refresco diante da 21!ª rebelião do ano no sistema carcerário estadual. A Polícia Militar selou acordo com os rebelados da Penitenciária Estadual de Guarapuava (PIG), na manhã de hoje (15), e os agentes penitenciários feitos reféns devem ser liberados em poucas horas. Mas, pelos relatos dos agentes e dos familiares dos presos, é só questão de dias para que novas revoltas aconteçam. Não há como esconder que o descaso do governo Beto Richa com o sistema penitenciário é a principal causa desses eventos de terror e violência. Abaixo, assista ao vídeo com reportagem produzida pela TV a cabo G Mais, de Guarapuava.

Após cerca de 48 horas, parece que a rebelião na Penitenciária Estadual de Guarapuava (PIG) está chegando ao fim. O Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar anunciou nesta manhã ter selado um acordo com os rebelados que prevê a transferência de 28 presos. Somente após essa transferência se concretizar, os reféns serão liberados. Leia mais

14 de outubro de 2014
por esmael
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Gleisi: 21 rebeliões em presídios refletem o fracasso do governo Richa

Enquanto o governador do Paraná,! Beto Richa (PSDB), parece ignorar a rebelião iniciada ontem (13) na Penitenciária Industrial de Guarapuava, a senadora Gleisi Hoffmann emitiu uma nota manifestando solidariedade aos servidores envolvidos e aos familiares dos detentos, bem como cobrando explicações do governador.

Essa é a vigésima primeira rebelião ocorrida somente em 2014. As rebeliões acontecem, os presos são transferidos sem os critérios apropriados e vão disseminar a revolta para outras penitenciárias. E o governador reeleito está firme na campanha de seu correligionário, Aécio Neves, sem dar a mínima atenção ou prestar os esclarecimentos necessários diante desse quadro de terror.

Veja a seguir a nota da senadora Gleisi Hoffmann:! 

Nota da senadora Gleisi Hoffmann sobre a rebelião em Guarapuava

Detentos da Penitenciária Industrial de Guarapuava iniciaram nesta segunda-feira, 13, mais uma rebelião no Paraná. Trata-se da 21!ª rebelião de presos em 2014 no estado.

Além de Guarapuava, as cidades de Piraquara, Cruzeiro do Oeste, Cascavel, Foz do Iguaçu, Londrina, Telêmaco Borba, Santo Antônio da Platina, Ponta Grossa, Maringá, Francisco Beltrão e Curitiba registraram rebeliões neste ano, inclusive com detentos mortos e feridos. Apenas no último mês, foram foram cinco rebeliões.

As rebeliões são resultado de quatro anos em que o governo do Estado menosprezou o sistema penitenciário como fator importante para a segurança pública. Falta tratamento adequado aos detentos, respeito aos familiares e, principalmente, segurança aos agentes penitenciários e demais trabalhadores do sistema prisional. Há quatro anos o governador conhece a situação crítica dos presídios e vem tratando o tema burocraticamente.

Durante o período eleitoral, o governador chegou a afirmar que as rebeliões tinham cunho político e não refletiam o fracasso de sua gestão no trato da segurança pública. Será que o governador mantém seu posicionamento mesmo depois de sua reeleição?

à‰ urgente que o governador venha a público apresentar as providências que está tomando para evitar novas rebeliões e garantir a segurança nos presídios, delegacias e nas comunidades envolvidas.

Manifesto minha solidariedade aos agentes penitenciários e trabalhadores do sistema, assim como aos familiares dos detentos.

Senadora G

14 de outubro de 2014
por esmael
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Vídeo mostra 21!ª rebelião em presídio do Paraná. Modelo para o país?

O vídeo acima é da G + Notícias, uma emissora de TV a cabo de Guarapuava, e mostra alguns trechos da rebelião inciada ontem (13) pela manhã.

A rebelião na Penitenciária Industral de Guarapuava (PIG) completou 24 horas sem perspectiva de desfecho. Doze agentes são mantidos como reféns; pelo menos dez pessoas foram feridas, entre eles um agente penitenciário. As reivindicações dos rebelados já foi encaminhada ao governo do Estado, mas o impasse continua.

Nesta terça-feira (14), um dia depois de o presidenciável tucano Aécio Neves passar pelo estado, onde é apoiado pelo governador Beto Richa, a pergunta que não quer calar é a seguinte: à‰ esse o tipo de modelo que o Paraná quer difundir ao Brasil? Em todas as aparições conjuntas, o mineiro fez questão de frisar que pretende copiar o modelo de gestão do correligionário paranaense.

Ainda durante a campanha do primeiro turno, quando várias rebeliões ocorreram por falta de condições de higiene e comida estragada nos presídios, Richa atribuía a crise aos oposicionistas. E agora que foi reeleito, cadê o governador?

13 de outubro de 2014
por esmael
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Mais uma rebelião, desta vez em Guarapuava, e cadê Beto Richa?

Começou no final da manhã desta segunda-feira (13) mais uma rebelião no sistema penitenciário estadual. Desta vez foram os detentos da Penitenciária Industrial de Guarapuava (PIG).! Segundo o Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná, doze agentes foram feitos reféns. Para o Departamento de Execução Penal do Estado do Paraná (Depen),! são! oito agentes reféns. Um agente ficou ferido e está hospitalizado.

A Polícia Militar está no local e cerca o prédio. Os funcionários foram retirados e no momento é aguardada a chegada de negociadores. Os rebelados pediram a presença do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB!“PR), Juliano Breda, além de contato com o governador do Estado.

Mas o governador ! Beto Richa (PSDB) ignora esta rebelião que põe em risco a vida dos servidores e dos detentos, pois esta tarde recebeu seu colega de partido, o candidato a presidente Aécio Neves em um evento! de campanha na Universidade Positivo, em Curitiba.

O Blog do Esmael vem noticiando há meses a crise no sistema! penitenciário estadual. Esta é a vigésima primeira rebelião somente em 2014. Os Agentes Penitenciários chegaram a marcar uma greve que iniciaria no fim de setembro, mas o Tribunal de Justiça concedeu liminar vetando a paralisação. A principal reivindicação dos agentes é mais segurança nos presídios.

Com informações do G1 e da Gazeta do Povo.

26 de setembro de 2014
por esmael
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Agentes Penitenciários iniciam greve geral na segunda-feira 29

A próxima segunda-feira (29) promete ser um dia de fortes emoções no cenário político estadual. O senador Roberto Requião promete uma revelação bombástica contra o governador-candidato Beto Richa (PSDB), que, por seu lado, se licenciará do governo. Mesmo fora do cargo, Richa terá que responder pela situação caótica no sistema prisional visto que os agentes penitenciários entrarão em greve também na segunda-feira.

A principal reivindicação da greve dos agentes penitenciários é por segurança dentro das unidades penais. Foram 20 rebeliões somente em 2014. Na maioria delas, os agentes foram ameaçados e tomados como reféns pelos presos rebelados.

O comunicado de greve foi protocolado pelo Sindarspen junto ao governo do Estado no dia 22. Devido a natureza da função dos agentes, eles decidiram que 20% dos servidores vão parar efetivamente e que os outros 80% vão apenas preencher os postos para manter procedimentos básicos e emergenciais.

Segundo o comando grevista, visitas, banho de sol, assistência jurídica e trabalho do preso, por exemplo, não serão possíveis durante a paralisação da categoria que será por tempo indeterminado.

Representantes do governo do Estado receberam os dirigentes do Sindarspen para uma reunião na quinta-feira (25) mas nenhuma proposta foi apresentada. Uma reunião com dirigentes do Departamento de Execução Penal (Depen) está marcada para a próxima quarta-feira, dia 1!º de outubro.

Vamos parar. Vamos apenas assumir os postos para manter a segurança dentro das unidades e garantir as mínimas condições aos presos. Infelizmente essa medita extrema foi necessária para que o Estado invista no Sistema Penitenciário e para que as unidades voltem a ter segurança e que cumpram com o seu objetivo que é a ressocialização do apenado aliada com dignidade humana aos detentos!, diz Antony Johnson, presidente do SINDARSPEN.

O presidente ainda explica que a categoria está aberta ao diálogo e aguarda o Governo chamar a categoria para negociar.

Estamos pedindo socorro. Estamos com medo para trabalhar e só queremos condições de trabalho. Por isso, esperamos que o Estado nos chame para conversar!, relata.

Ampliação do quadro de servidores, compra e manutenção de materiais de trabalho, medidas de segurança e o fim da superlotação são algumas das reivindicações.

18 de setembro de 2014
por esmael
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Gleisi Hoffmann bota fé no 2!º turno: Temos um exército que vai fazer a diferença nesta reta final!

A candidata ao governo estadual, Gleisi Hoffmann, disse que foi recebida com festa e animação pelos moradores do Noroeste nesta quarta-feira (17). Acompanhada do candidato ao Senado, Ricardo Gomyde, do deputado federal Zeca Dirceu e do deputado estadual Elton Welter, Gleisi participou de carreatas, atividades de rua e encontros com moradores e apoiadores em Mariluz, Goioerê, Moreira Sales, Cruzeiro do Oeste e Umuarama.

Em todos os eventos, a candidata enfatizou o otimismo e a confiança no crescimento da campanha rumo ao segundo turno. Estamos a menos de 20 dias da eleição. Temos um exército que vai fazer a diferença nesta reta final!, disse Gleisi ontem à  noite em Umuarama, em encontro com a presença de mais de 600 apoiadores.

Gleisi destacou que o Paraná teve um governador que não gostava de dialogar e agora tem um governador que não gosta de trabalhar. O Paraná quer mudança. Temos agora a oportunidade de mudar o estado, alinhar a administração do Paraná com o governo federal. Não tenho dúvidas que a gente pode fazer muito mais e melhor do que está sendo feito agora! disse.

Gleisi criticou o candidato à  reeleição pelas promessas não cumpridas. Segundo ela, o atual governador não conseguiu cumprir nem metade das promessas da campanha de 2010. Como pode o governador dizer que ficou surpreso com as rebeliões no Paraná se na campanha passada ele reconheceu que o problema era grave e prometeu que iria criar novas vagas nas penitenciárias?!.

Segundo Gleisi, não dá para confiar num governante que teve quatro anos para fazer programas e projetos para o Paraná e não realizou nada para o estado! falou.

Antes de Umuarama, Gleisi participou de uma reunião com centenas de lideranças políticas e militantes em Cruzeiro do Oeste. Ela foi recebida pelo prefeito Valter Pereira da Rocha.

17 de setembro de 2014
por esmael
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Requião na RPC TV: “Essa bagunça não pode continuar”; assista ao vídeo

O senador Roberto Requião (PMDB) foi o entrevistado de hoje (17) no programa Paraná TV da RPC (Globo), fechando a série de entrevistas com os três principais candidatos ao governo do Estado.

Requião iniciou sua participação falando sobre a expectativa horrorosa! com o que está acontecendo com o sistema prisional do Estado, com 22 rebeliões somente neste ano. O peemedebista citou a “festa” promovida pelo PCC na penitenciária de Piraquara.

Questionado sobre preço da energia elétrica, Requião falou que está faltando administração e gestão, e é simples reduzir a tarifa, basta acabar com a roubalheira na Copel!.

9 de setembro de 2014
por esmael
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Pastoral Carcerária recomenda fim da privatização das penitenciárias

Ao contrário do que defende o candidato do PRTB (Partido Renovador Trabalhista Brasileiro), Geonísio Marinho, ao governo do Estado do Paraná, a privatização do sistema prisional não traz benefícios nem ao poder público, nem aos presos. Essa é a conclusão da Pastoral Carcerária depois de inspecionar oito dos 23 estabelecimentos prisionais administrados por empresas privadas em funcionamento no Brasil. A entidade recomenda que o processo de privatização seja imediatamente revertido.

A Pastoral concluiu que a privatização dessas unidades como alternativa à  incapacidade do Estado de garantir a segurança e o bem-estar dos presos não tem sido vantajosa para a administração pública nem financeiramente nem legalmente.

A entidade aponta falta de transparência dos contratos firmados entre governos estaduais e empresas e classifica como ilegal a iniciativa do Estado de delegar à  iniciativa privada atividades como custódia, segurança e vigilância interna de unidades prisionais. A Pastoral pede que o Poder Público encontre meios de tornar a administração penitenciária estatal mais eficiente.

Os estados devem romper imediatamente os contratos com a iniciativa privada e devolver a custódia dos presos a agentes públicos concursados!, recomenda a Pastoral Carcerária em um relatório obtido com exclusividade pela Agência Brasil. O documento reúne observações, conclusões e recomendações dos pesquisadores e agentes da pastoral que visitaram as instalações privatizadas e conversaram com detentos, funcionários e diretores das unidades de seis estados: Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Santa Catarina e Tocantins.< à€ época da visita, as oito unidades eram administradas por cinco diferentes empresas e abrigavam cerca de 20 mil presos de um total de mais de 520 mil pessoas privadas de liberdade em todo o país. Ao fim da pesquisa, coordenada pelo assistente jurídico da Pastoral, José de Jesus Filho, a entidade concluiu que não há como comparar os resultados alcançados em unidades privatizadas com aqueles obtidos pelos estabelecimentos públicos, uma vez que os dois modelos funcionam com lógicas distintas e diferentes recursos materiais, humanos e financeiros. Quando uma unidade privatizada apresentou aparente desempenho satisfatório em termos de assistência à  saúde ou jurídica - o que raramente se encontra em uma prisão gerida pelo Poder Público - esse resultado está associado ao fato de que há maior investimento nessas unidades e que a alocação de recursos para elas implicou em maior redução dos já escassos recursos destinados a unidades públicas!, aponta o relatório, fazendo ressalva a uma vantagens atribuídas ao modelo implementado no Brasil

4 de setembro de 2014
por esmael
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Incompetência e promessas não cumpridas aumentaram crise na segurança pública!, afirma Gleisi

Durante sabatina com universitários na noite desta quarta-feira(3), a candidata à  governadora Gleisi Hoffmann afirmou que seu governo vai dar respostas rápidas e efetivas no combate à  criminalidade e violência no estado. Ela disse que a falta de vontade política, a incompetência administrativa e as promessas não cumpridas pelo atual governo são as principais razões pela grave crise na segurança pública do Paraná. A sabatina foi promovida pela Universidade Positivo, em parceira com o portal RIC Mais.

Gleisi afirmou que o descaso do governo com a segurança pública, evidenciado nas viaturas sem combustível, policiais desmotivados, delegacias sem estrutura e rebeliões nas penitenciárias, transmite uma mensagem de desordem para a sociedade, de que o estado não está preparado para investigar e punir os criminosos.

O candidato à  reeleição se elegeu dizendo que iria criar mais 10 mil vagas no sistema penitenciário do Paraná e até agora não criou sequer uma nova vaga. Desde 2011, o governo federal liberou R$ 137 milhões para que o estado fizesse novas penitenciárias. O governador diz que contratou 390 novos agentes penitenciários, mas 400 saíram do sistema. Precisa ter força de vontade e competência administrativa para fazer, de fato, novas penitenciárias, contratar pessoal e esvaziar as delegacias.!

Na avaliação da candidata da coligação Paraná Olhando Pra Frente, a rebelião de Cascavel era uma situação anunciada, que poderia ter sido evitada. Desde que o governador assumiu já se sabia que era uma situação que precisava ter uma rápida intervenção. à‰ lamentável que nada tenha sido feito, pois havia recursos!, afirmou Gleisi. Somente em 2014, o Paraná já registrou 18 rebeliões, sendo que 23 agentes penitenciários foram feitos reféns.

Gleisi destacou a importância da integração das polícias no combate à  violência e criminalidade e a construção de centros de controle e monitoramento regionais. Em Pinhais temos um exemplo de integração das polícias militar e civil, guarda municipal e Polícia Rodoviária Federal. Por toda a cidade existem câmeras que fazem o monitoramento 24 horas das praças, ruas e avenidas. A Prefeitura conseguiu reduzir em mais de 50% o índice de criminalidade. Podemos fazer isso regionalmente, por todo o Paraná.!

Ela anunciou que irá criar um patrulhamento policial específico para casos de violência contra a mulher, a Patrulha Maria da Penha, inspirado no modelo da Brigada Militar do Rio Grande do Sul e do policiamento comunitário exercido em Curitiba. As mulheres são as vítimas mais fáceis. Ter uma patrulha que possa ser acionada e rapidamente chegar ao local para auxiliar a vítima é fundamen

27 de agosto de 2014
por esmael
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Penitenciária virou um cenário de calamidade, um quadro de guerra! afirma Defensor Público

A rebelião na Penitenciária Estadual de Cascavel deixou saldo de cinco mortos, 25 pessoas feridas e dois agentes penitenciários ficaram reféns por mais de 40 horas. Ainda há sete presos desaparecidos, que podem estar mortos nos escombros. Agora, a Defensoria Pública do Paraná espera que o governo estadual adote medidas já reivindicadas há tempos, como a contratação de mais agentes penitenciários.

Vamos procurar discutir com o governo formas de resolver problemas crônicos, como a falta de agentes penitenciários, mas não descartamos, se necessário, entrar com uma ação judicial!, disse o defensor público Eduardo Abraão. A defensoria vai tomar as medidas que forem necessárias para tentar contornar esse problema, pois se certas medidas já eram necessárias, agora, se tornaram extremamente urgentes!.

Abraão e uma equipe da Defensoria Pública de Cascavel acompanham a situação desde o início da rebelião. Ao entrar no presídio após o fim do motim, o defensor disse ter se deparado com um cenário de calamidade; um quadro de guerra!.

Segundo Abraão, os presos alegavam diversas razões para fazerem dois agentes penitenciários de reféns. Não havia uma única suposta causa, assim como não havia uma liderança bem identificada. Eles reclamavam da falta de material de higiene, da má qualidade da comida e até do descumprimento de alguns direitos, como ao estudo, ao trabalho e até ao banho de sol. Direitos que vinham sendo limitados em função do diminuto número de agentes penitenciários na unidade!.

De acordo com Abraão, a reclamação de presos quanto à  impossibilidade de estudar e até trabalhar é recorrente entre presos de várias unidades prisionais do estado. Pelo que acompanhamos no nosso dia a dia, o número limitado de agentes penitenciários nas poucas unidades tem paralisado ou diminuído a oferta desses direitos!.

As observações do defensor público são reiteradas pelo presidente da seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Cascavel, Juliano Murbach. Segundo ele, a rebelião foi uma tragédia anunciada! e a entidade apoiará qualquer medida que a Defensoria Pública julgar necessária para motivar o Poder Público a adotar medidas eficientes e concretas para garantir a segurança dos presídios.

Se o estado [do Paraná] não fizer os investimentos necessários, corremos o risco de ver novos episódios como esse. A OAB e a imprensa, há tempos, vêm alertando para as dificuldades do sistema carcerário estadual !“ que não é o pior do país, melhorou muito, mas tem seus defeitos e não é de hoje. Faltam mais investimentos, faltam agentes penitenciários, presídios, qualidade!, disse Murbach à  Agência Brasil, confirmando que, durante a rebelião, as queixas mais comuns diziam respeito à  má qualidade da comida e

26 de agosto de 2014
por esmael
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“Rebelião termina, mas problemas nos presídios tendem a se agravar”, preveem agentes penitenciários

A rebelião na Penitenciária Estadual de Cascavel iniciada na manhã de domingo (24) foi encerrada na madrugada desta terça-feira (26) com a libertação do último refém, durando cerca de 46 horas. Mas o fim da revolta dos presos não significa o fim dos problemas. Segundo o Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (SINDARSPEN), o sistema carcerário do estado não tem condições de desenvolver as atividades essenciais com segurança e os presos não têm seus direitos básicos atendidos.

Segundo o SINDARSPEN, garantias relativas a Direitos Humanos e Dignidade da Pessoa Humana são violadas constantemente através da precariedade dos serviços prestados pelo Estado, que vai desde atendimento médico, jurídico, social, direito ao estudo, trabalho, até condições de higiene e alimentação. O Governo abandonou os presídios e, com isso, a maior crise do Sistema Penitenciário se instalou nas unidades.

O presidente do Sindicato dos Agentes afirma que o descaso do Governo do Estado é o principal motivo da precariedade do Sistema Penitenciário no Paraná.

Não foi construída nenhuma unidade prisional durante essa gestão, apenas foram superlotadas as penitenciárias já existentes. Não foi destinado o investimento necessário para sequer suprir as necessidades básicas. Não foram contratados funcionários suficientes para atender à  demanda da população carcerária. Não foi implantada uma política pública de enfrentamento ao crime organizado. Todas estas omissões resultaram nessa crise que estamos enfrentando nos últimos tempos!, avaliou Antony Johnson.

Comissão de Direitos Humanos da Câmara

O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados, Assis do Couto, emitiu uma nota manifestando preocupação com os efeitos da rebelião e com os desdobramentos das transferências dos mais de 800 detentos que deixaram a PEC. Segundo ele existem relatos à  Comissão de Direitos Humanos que a maior parte das penitenciárias ficará superlotada e com poucas condições de abrigar os detentos transferidos de Cascavel.

O deputado afirmou que a comissão está disponível para acompanhar as transferências, identificar os detentos mortos durante a rebelião, e colaborar para garantir o respeito aos direitos fundamentais, tanto da população carcerária quanto dos trabalhadores do sistema carcerário no Paraná.

Ato Público

O SINDARSPEN está convocando os agentes penitenciários de Cascavel e região para Ato Público na cidade de Cascavel. A manifestação é devido à  crise instalada no Sistema Penitenciário do Paraná que causou a violenta rebelião na PEC (Penitenciária Estadual de Cascavel) por dois dias e ainda fez dois Agentes reféns.

A mobilização será realizada na manhã desta quarta-feira (27), à s 10h30. A concentração dos Agentes Penitenciários e de membros da sociedade será na Praça do Migrante, localizada no centro de Cascavel, e segue com passeata até a Câmara de Vereadores da cidade.

O objetivo do Ato Público é denunciar o abandono do Governo do Estado em relação ao Sistema Penitenciário do Pa

13 de maio de 2014
por esmael
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Após “grevezinha” de 24h nas delegacias, agentes penitenciários pedem intervenção no Paraná

 80% das delegacias fazem "grevezinha" de 24 horas no Paraná e amanhã, quarta-feira (14), agentes penitenciários protestam contra a transferência de 1,3 mil presos para o sistema "sem o devido contingenciamento de vagas"; Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná acusam o governador Beto Richa (PSDB) de apenas! passar a batata quente para o vizinho, ou seja, de mudar o local do problema que continua; entidade representativa dos agentes penitenciários pede intervenção e fiscalização de órgãos como Ministério Público, Comissão de Direitos Humanos da OAB/PR, Pastoral Carcerária do Paraná, Comissões de Segurança e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa e Conselho Penitenciário (COPEN).


80% das delegacias fazem “grevezinha” de 24 horas no Paraná e amanhã, quarta-feira (14), agentes penitenciários protestam contra a transferência de 1,3 mil presos para o sistema “sem o devido contingenciamento de vagas”; Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná acusam o governador Beto Richa (PSDB) de apenas! passar a batata quente para o vizinho, ou seja, de mudar o local do problema que continua; entidade representativa dos agentes penitenciários pede intervenção e fiscalização de órgãos como Ministério Público, Comissão de Direitos Humanos da OAB/PR, Pastoral Carcerária do Paraná, Comissões de Segurança e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa e Conselho Penitenciário (COPEN).

à‰ grave a crise que assola a segurança pública do Paraná. Primeiro, são as delegacias que estão paralisadas desde a 0h de hoje (13), cuja paralisação irá até a 0h de amanhã, em protesto contra a superlotação das cadeias no estado. Nesta quarta-feira (14) será a vez dos agentes penitenciários fazerem manifestação contra a transferência de 1.300 apenados para o sistema penitenciário “sem o devido contingenciamento de vagas”. Leia mais