Gleisi ameaça incluir ‘propinoduto tucano’ na CPI da Petrobras

da Agência Senado

Segundo senadora do PT-PR, interesse da oposição na CPI é político-eleitoral: "Fazer uma CPI é uma prerrogativa do Senado, é um direito dos senadores propor a CPI. Mas esse é um processo eminentemente político, é uma investigação política. Esse tema já está sendo acompanhado pelo Ministério Público, pelo Tribunal de Contas, comissão interna da Petrobras. Fazer uma CPI em ano eleitoral, sendo que três senadores são candidatos à  Presidência, com certeza vai ser um palanque político"; a parlamentar petista quer ampliar o escopo das investigações da CPI da Petrobras até o
Segundo senadora do PT-PR, interesse da oposição na CPI é político-eleitoral: “Fazer uma CPI é uma prerrogativa do Senado, é um direito dos senadores propor a CPI. Mas esse é um processo eminentemente político, é uma investigação política. Esse tema já está sendo acompanhado pelo Ministério Público, pelo Tribunal de Contas, comissão interna da Petrobras. Fazer uma CPI em ano eleitoral, sendo que três senadores são candidatos à  Presidência, com certeza vai ser um palanque político”; a parlamentar petista quer ampliar o escopo das investigações da CPI da Petrobras até o “propinoduto tucano”, que tem a ver com as denúncias de que governadores tucanos, de São Paulo, teriam recebido propina no metrô que chegariam ao estratosférico valor de R$ 200 milhões desde a gestão Mário Covas (1998).
Em entrevista nesta quinta-feira (27), a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) afirmou que pensa na possibilidade de pedir a inclusão do caso Alstom, envolvendo contratos do do metrô de São Paulo, no escopo de investigações da CPI da Petrobras. Pela manhã, a oposição protocolou requerimento de criação da CPI com 28 assinaturas de senadores. O presidente do Senado, Renan Calheiros, disse que a instalação da CPI é inevitável.

!“ Estou pensando muito em propor na segunda ou terça-feira à  nossa base aliada para que a gente apoie a CPI, ampliando o seu objeto, com um adendo, para que a gente possa também investigar a situação da Alstom no metrô de São Paulo !“ informou Gleisi Hoffmann.

Feitiço contra feiticeiro: PSDB sofre as chibatadas que impôs ao PT

do Brasil 247

Em dois dias, partido sofre dois abalos: autorização para abertura de inquérito policial em São Paulo contra vereador Andrea Matarazzo, e renuncia de mandato parlamentar de ex-governador Eduardo Azeredo; casos devem se alongar durante ano eleitoral; relator Luís Roberto Barroso tende a não aceitar retirada do processo do chamado mensalão mineiro do âmbito do STF; investigações da polícia paulista devem manter ex-ministro tucano na berlinda; partido acostumado a atacar PT no campo da ética tem dois de seus próceres fragilizados nesse mesmo quesito.
Em dois dias, partido sofre dois abalos: autorização para abertura de inquérito policial em São Paulo contra vereador Andrea Matarazzo, e renuncia de mandato parlamentar de ex-governador Eduardo Azeredo; casos devem se alongar durante ano eleitoral; relator Luís Roberto Barroso tende a não aceitar retirada do processo do chamado mensalão mineiro do âmbito do STF; investigações da polícia paulista devem manter ex-ministro tucano na berlinda; partido acostumado a atacar PT no campo da ética tem dois de seus próceres fragilizados nesse mesmo quesito.
Acostumado a distribuir chibatadas a cada fato negativo envolvendo políticos do PT, o PSDB agora começa a perceber como é estar na outra ponta do chicote. O partido levou duas estaladas seguidas, nas quais entraram com sofrimentos para o noticiário político-policial dois de seus quadros mais emblemáticos. O vereador Andrea Matarazzo, em São Paulo, e o ex-governador Eduardo Azeredo, em Minas, subiram em definitivo para a berlinda em pleno ano eleitoral.

Trensalão pode ter rendido a tucanos mais de R$ 197 milhões em propinas

do Brasil 247

Em depoimento à  PF, ex-diretor da multinacional Siemens Everton Rheinheimer afirma que suborno variava de 5% a 9% do valor dos contratos; três secretários do governo Geraldo Alckmin (PSDB) são citados como destinatários do suborno: o chefe da Casa Civil, Edson Aparecido, o secretário de Energia, José Aníbal, e o hoje secretário do Desenvolvimento Econômico, Rodrigo Garcia (DEM); Corregedoria-Geral de Administração do Estado também ligou o secretário de Infraestrutura municipal, Osvaldo Spuri, ao esquema.
Em depoimento à  PF, ex-diretor da multinacional Siemens Everton Rheinheimer afirma que suborno variava de 5% a 9% do valor dos contratos; três secretários do governo Geraldo Alckmin (PSDB) são citados como destinatários do suborno: o chefe da Casa Civil, Edson Aparecido, o secretário de Energia, José Aníbal, e o hoje secretário do Desenvolvimento Econômico, Rodrigo Garcia (DEM); Corregedoria-Geral de Administração do Estado também ligou o secretário de Infraestrutura municipal, Osvaldo Spuri, ao esquema.
O esquema de cartel montado para obter contratos de trem e metrô com governos tucanos em São Paulo, desde a gestão de Mario Covas (1998) pode ter pago mais de R$ 197 milhões em propina. A informação consta no depoimento da testemunha-chave da investigação, o ex-diretor da multinacional Siemens Everton Rheinheimer, obtido pela Folha de S. Paulo.

Três secretários do governo Geraldo Alckmin (PSDB) são citados como destinatários do suborno: o chefe da Casa Civil, Edson Aparecido, o secretário de Energia, José Aníbal e o hoje secretário do Desenvolvimento Econômico, Rodrigo Garcia (DEM).

Segundo o ex-diretor, a Siemens e seus parceiros pagaram 9% para fornecer trens à  linha 5 do Metrô em 2000, um contrato de R$ 1,57 bilhão, em valores atualizados.

O caso está nas mãos do STF, mas o juiz federal Marcelo Cavali classificou como frágeis os indícios de que eles receberam propina.

“Livro Bomba” de Tuma Filho vira tábua de salvação tucana no país

do Brasil 247

No momento em que três secretários do governo de Geraldo Alckmin correm o risco de se tornar réus no Supremo Tribunal Federal, penas da imprensa conectadas ao PSDB usam o livro "Assassinato de Reputações", de Romeu Tuma Júnior, para tentar convencer a ministra Rosa Weber a arquivar o caso; denúncia no STF cita os secretários Edson Aparecido, da Casa Civil, José Aníbal, de Energia, e Rodrigo Garcia, de Desenvolvimento Econômico, como eventuais beneficiários de comissões pagas pela Siemens; Reinaldo Azevedo, no entanto, cita trecho do livro de Tuminha sobre o caso: "à‰ o estado policial em plena ação".
No momento em que três secretários do governo de Geraldo Alckmin correm o risco de se tornar réus no Supremo Tribunal Federal, penas da imprensa conectadas ao PSDB usam o livro “Assassinato de Reputações”, de Romeu Tuma Júnior, para tentar convencer a ministra Rosa Weber a arquivar o caso; denúncia no STF cita os secretários Edson Aparecido, da Casa Civil, José Aníbal, de Energia, e Rodrigo Garcia, de Desenvolvimento Econômico, como eventuais beneficiários de comissões pagas pela Siemens; Reinaldo Azevedo, no entanto, cita trecho do livro de Tuminha sobre o caso: “à‰ o estado policial em plena ação”.
O livro “Assassinato de reputações – um crime de Estado”, lançado por Romeu Tuma Júnior, tem uma serventia política cada vez mais clara: impedir que peixes graúdos ligados a governos do PSDB sejam investigados pelo Supremo Tribunal Federal.

Ontem, o inquérito foi distribuído e caiu nas mãos da ministra Rosa Weber, que poderá transformar em réus três secretários de Geraldo Alckmin: Edson Aparecido, da Casa Civil, José Aníbal, de Energia, e Rodrigo Garcia, de Desenvolvimento Econômico, que foram citados por um ex-diretor da Siemens como beneficiários de propinas pagas pela multinacional alemã (leia mais aqui).

No entanto, o jogo de pressões contra Rosa, exercido por penas da imprensa ligadas ao PSDB, será intenso. E um dos instrumentos será o livro de Tuminha. à‰ o que faz hoje, mais uma vez, Reinaldo Azevedo !“ ontem ele já havia conectado a obra ao caso pela primeira vez (leia aqui).

Desta vez, ele é mais explícito e reproduz um trecho do livro que trata dos casos Siemens e Alstom, no post “Alckmin diz que investigação de cartel virou arma eleitoral. Ele tem razão. Leia trecho do livro de Tuma Júnior“. Em seguida, o trecho escrito por Tuminha:

Lobista da Alstom ensinou tucano a obter US$ 95 milhões em propinas

do Brasil 247

Dois dias após ter sido um dos mais duros arguidores do ministro José Eduardo Cardozo, no Congresso, o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) voltou a ter seu nome ligado ao escândalo Alstom-Siemens; cópia de e-mail em poder da Polícia Federal mostra que Jorge Fagali Neto, apontado como intermediador de propinas por parte da Alstom, dá dicas ao então coordenador de campanha de José Serra sobre como o governo paulista poderia obter verbas para trens; uma delas foi seguida depois de Serra eleito governador: o aditamento de US$ 95 milhões a um contrato assinado com o Banco Mundial; no Senado, o parlamentar atacou o ministro da Justiça pela exposição de seu nome no caso; e agora, reclamação ainda procede?
Dois dias após ter sido um dos mais duros arguidores do ministro José Eduardo Cardozo, no Congresso, o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) voltou a ter seu nome ligado ao escândalo Alstom-Siemens; cópia de e-mail em poder da Polícia Federal mostra que Jorge Fagali Neto, apontado como intermediador de propinas por parte da Alstom, dá dicas ao então coordenador de campanha de José Serra sobre como o governo paulista poderia obter verbas para trens; uma delas foi seguida depois de Serra eleito governador: o aditamento de US$ 95 milhões a um contrato assinado com o Banco Mundial; no Senado, o parlamentar atacou o ministro da Justiça pela exposição de seu nome no caso; e agora, reclamação ainda procede?
Dois dias depois de ter feito uma série de questionamentos sobre o caso Alstom-Siemens ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, durante sessão no Senado, o líder do PSDB, Aloysio Nunes (SP), volta a ter seu nome envolvido em denúncias do caso. A cópia de um e-mail em poder da Polícia Federal mostra que o parlamentar, que em 2006 exercia a função de coordenador da campanha de José Serra, recebeu dicas de um lobista da Alstom sobre como o governo tucano deveria se comportar no setor de transportes, caso fosse eleito.

As “instruções” são dadas por Jorge Fagali Neto, apontado como intermediador de propinas por parte da multinacional francesa, envolvida em cartel em licitações de trens e metrô, além do setor de energia, no estado de São Paulo. De acordo com o conteúdo do e-mail, denunciado pelos jornalistas Ricardo Chapola, Fausto Macedo e Fernando Gallo, do jornal O Estado de S.Paulo, Fagali Neto ensina Aloysio Nunes sobre como obter verbas para investir no setor metroferroviário. Ao menos uma das orientações foi seguida.

Siemens confirma à  PF: pagou propina a políticos tucanos

do Brasil 247

Revelação foi feita pelo executivo Mark Willian Gough, que reside em Munique e é um dos responsáveis pela área de compliance, o setor que disciplina regras internas de conduta da multinacional alemã; conta usada para pagamento de comissões era administrada pelo ex-presidente da empresa no Brasil, Adilson Primo (foto), no paraíso fiscal de Luxemburgo; revelação é importante, pois acontece um dia depois do ministro José Eduardo Cardozo garantir aos parlamentares, ao lado de Leandro Daiello, chefe da PF, que não irá frear as investigações.
Revelação foi feita pelo executivo Mark Willian Gough, que reside em Munique e é um dos responsáveis pela área de compliance, o setor que disciplina regras internas de conduta da multinacional alemã; conta usada para pagamento de comissões era administrada pelo ex-presidente da empresa no Brasil, Adilson Primo (foto), no paraíso fiscal de Luxemburgo; revelação é importante, pois acontece um dia depois do ministro José Eduardo Cardozo garantir aos parlamentares, ao lado de Leandro Daiello, chefe da PF, que não irá frear as investigações.
Ontem, em audiência pública no Senado Federal, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, garantiu aos parlamentares que o convidaram a prestar esclarecimentos, incluindo nomes da oposição atingidos pela suspeita de envolvimento com o cartel dos trens, como o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), que a Polícia Federal terá total autonomia para investigar o chamado propinoduto tucano (leia mais aqui).

Motivos para isso não faltam. Reportagem desta quarta-feira dos jornalistas Fernando Gallo, Ricardo Chapola e Fausto Macedo, do Estado de S. Paulo (leia aqui), confirma que a Siemens distribuiu propinas no Brasil. A revelação foi feita por ninguém menos que Mark Willian Gough, executivo australiano que reside em Munique e foi vice-chefe do setor de compliance, que disciplina regras internas de conduta, da multinacional alemã.

A conta usada para pagar propinas era administrada pelo ex-presidente da multinacional no Brasil, Adilson Primo, que movimentou cerca de US$ 7 milhões no paraíso fiscal de Luxemburgo. Em seguida, os recursos passaram pela conta de um funcionário de reserva da Marinha e pelas mãos de doleiros presos na investigação do caso Banestado !“ esquema de lavagem de dinheiro que movimentou mais de US$ 30 bilhões.

Bloqueios do propinoduto tucano somam R$ 60 milhões

do Brasil 247

João Roberto Zaniboni é um dos alvos do sequestro de R$ 60 milhões solicitado pela Policia Federal no caso do propinoduto em governos tucanos desde a gestão de Mario Covas; juiz congelou R$ 2,98 milhões da conta do ex-diretor da CPTM citado em investigações do Ministério Público da Suíça sobre a Alstom, mais R$ 2 milhões de sua consultoria, e R$ 1 milhão de seu sócio; sua filha, Milena Colombini Zaniboni, também foi envolvida; principal atingido na medida foi o consultor Arthur Gomes Teixeira, conhecido no setor como uma pessoa muito influente no governo, com R$ 30 milhões.
João Roberto Zaniboni é um dos alvos do sequestro de R$ 60 milhões solicitado pela Policia Federal no caso do propinoduto em governos tucanos desde a gestão de Mario Covas; juiz congelou R$ 2,98 milhões da conta do ex-diretor da CPTM citado em investigações do Ministério Público da Suíça sobre a Alstom, mais R$ 2 milhões de sua consultoria, e R$ 1 milhão de seu sócio; sua filha, Milena Colombini Zaniboni, também foi envolvida; principal atingido na medida foi o consultor Arthur Gomes Teixeira, conhecido no setor como uma pessoa muito influente no governo, com R$ 30 milhões.
O ex-diretor da CPTM João Roberto Zaniboni e o consultor Arthur Gomes Teixeira foram os principais alvos do bloqueio de bens solicitado pela Policia Federal no caso do propinoduto de São Paulo.

As investigações sobre pagamentos de propina durante licitações do metrô de São Paulo e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) envolvem as empresas Alstom e Siemens e governos estaduais geridos pelos PSDB, entre 1995 e 2008.