15 de Janeiro de 2018
por esmael
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Agência de risco manipula pela privatização da previdência pública

O jornalista e economista J. Carlos de Assis denuncia que a agência de risco Standard & Poor´s, ao rebaixar a nota de crédito para o Brasil, é manipulação da opinião pública visando a privatização da previdência pública, por meio da reforma da previdência. Leia mais

16 de setembro de 2015
por admin
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Coluna do Alvaro Dias: O pacote de sacrifícios para o contribuinte

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Alvaro Dias*

O pacote de cortes e aumento de impostos anunciado pelos ministros da área econômica só reforça o quanto o governo do PT está caminhando para o descaminho do desgoverno e andando na contramão da realidade do País.

Ao que tudo indica, o governo não tinha noção das suas finanças internas e não sabia o que ocorria com as contas públicas do País. Foi preciso vir um alerta lá de fora, com o rebaixamento da nota do Brasil pela  Standard & Poor’s (S&P), para que as providências fossem adotadas. Se foi possível fazer cortes agora, por que o governo não cortou antes desse atestado de incompetência internacional?

Os cortes de R$ 26 bilhões no Orçamento da União contradizem todas as propostas feitas durante a campanha eleitoral e retiram recursos de áreas estratégicas, como a agricultura, que tem sustentado o pífio crescimento da economia brasileira. É uma decisão errática, porque o dinheiro investido na agricultura tem retorno garantido. É provável que as pedaladas fiscais, a que o governo vem recorrendo para maquiar as contas públicas, tenham comprometido também o caixa das instituições financeiras que financiam a agricultura no País.

Além de mexer com o campo, o governo também jogou um balde de água fria nas expectativas dos servidores públicos, que ficarão sem reajuste, e dos que almejam a estabilidade do serviço público, suspendendo os concursos.

Também alterou a forma de financiamento de programas como o Minha Casa, Minha Vida. Mas a parte de sacrifício que lhe cabia nessa crise, o governo ficou devendo. Anunciou um tímido corte de R$ 200 milhões com a redução do número de ministérios, deixando-nos com a certeza de que os quadros políticos, mantidos a preço de apoio, continuarão a inchar a esplanada dos ministérios.

O mais grave no pacote, porém, é a tentativa de recriação da CPMF. É uma trombada na realidade econômica e social do país. O Brasil precisa crescer economicamente, e aumentar impostos compromete ainda mais a capacidade de investimento do setor produtivo, que vai demitir mais e aprofundar a crise social do País.

Nós, da oposição, que derrubamos a CPMF em 2007, temos o dever de rejeitar novamente esse imposto perverso. Os brasileiros não podem pagar pelos erros do governo. Se o governo errou, que pague a conta.

*Alvaro Dias é senador pelo PSDB e líder da Oposição no Senado Federal. Ele escreve nas quartas-feiras para o Blog do Esmael

14 de setembro de 2015
por admin
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Coluna da Gleisi Hoffmann: S&P e o rebaixamento; dois pesos, duas medidas

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Gleisi Hoffmann*

Vivemos uma semana de debates acalorados em razão do rebaixamento da nota do Brasil, pela Standard & Poor’s, para país especulativo. Quanto ao tema, a melhor avaliação, no meu entender, está na coluna deste domingo do jornalista Jânio de Freitas, publicada em vários jornais: “Se a retirada do “selo de bom pagador” do Brasil por uma das três empresas privadas que ganham fortunas dando ou negando esses selos justifica a tragédia escandalosa feita aqui, por que a concessão do selo em 2008 não mereceu escândalo positivo?”

Simples não?! Mas com certeza o mercado escandaloso não tem resposta digna para esta questão. No momento, o que interessa é deixar ainda mais conturbado o cenário político e econômico brasileiro. Assim, voltam ao cenário as falas duras para o corte de despesas do governo, em especial os benefícios sociais. Para a maioria dessa gente, é um absurdo o país “gastar tanto” com benefícios e programas aos mais pobres. Temos de reduzir despesas; esse é o sacrifício exigido de todos nós pra resgatar o selo de bom pagador, diz o mantra.

O engraçado é que esses que querem reduzir os programas sociais são os mesmos que se opõem ao aumento de impostos para quem tem alta renda, altos lucros. Se eles forem tributados, passarão o custo à sociedade, dizem. Então tá, deixamos esses setores ganhando horrores porque eles poderiam, se taxados, encarecer mais os serviços que prestam às pessoas. Quais serviços exatamente?

O mercado financeiro faz sérias acusações sobre o descontrole fiscal, a falta de superávit primário, mas em nenhum momento faz autocrítica pela prática de juros exorbitantes, nem pede ao Banco Central para abaixar a taxa Selic dos atuais 14,25%. Foi esse aumento da taxa por pressão do mercado que, num curto espaço de tempo, aumentou demasiadamente nossa despesa. Calcula-se que para cada um ponto percentual de aumento da Selic, o desembolso do Tesouro com juros chega a cerca de 15 bi. Imagina o impacto positivo de um ajuste na Selic para baixo!

Por outro lado, também acompanhamos discursos moralizadores de parlamentares da oposição, e até da situação, sobre o equilíbrio fiscal. Na mesma linha temos juízes, procuradores, carreiras de Estado, fazendo discursos semelhantes.

O interessante é que esses setores, bem remunerados pelo Estado (povo) brasileiro não se dispõem a cortar na própria carne: a alta remuneração e os benefícios que possuem. Não escutei nenhum parlamentar, juiz ou promotor propondo a redução do próprio salário, da verba de gabinete, do número de assessores,  para ajudar o país a sair da crise.

É sempre a política da responsabilidade do outro, principalmente se ele for a massa mais pobre da população, sem cargo, identidade específica, ou lobbies organizados.

*Gleisi Hoffmann é senadora da República pelo Paraná. Foi ministra-chefe da Casa Civil e diretora financeira da Itaipu Binacional. Escreve no Blog do Esmael às segundas-feiras.

11 de setembro de 2015
por esmael
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“Joaquim Levy fracassou com o rebaixamento de nota do Brasil”, diz senador Lindbergh Farias

levy_lindberghO senador fluminense Lindbergh Farias (PT), ao comentar o “junk” na nota do Brasil pela agência de risco Standard & Poor´s, fulminou o ministro da Fazenda: “Joaquim Levy fracassou com o rebaixamento de nota do Brasil”. Leia mais

10 de setembro de 2015
por esmael
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Bancos Itaú e Bradesco também têm notas rebaixadas pela Standard & Poor’s. Vai dar na Globo?

bancos_globo

Daqui a pouco, às 21 horas, vamos conferir se a Globo dará o mesmo destaque no rebaixamento das notas dos principais bancos do país, dentre os quais estão Itaú Unibanco e Bradesco. Ao todo, são 13 bancos na lista negra divulgada pela agência de riscos Standard & Poor’s. Leia mais

10 de setembro de 2015
por esmael
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Joaquim Levy anuncia cortes nas áreas sociais para assegurar superlucros aos bancos; Globo aplaude

levy_globo_requiaoO ministro da Fazenda, Joaquim Levy, foi entrevistado nos estúdios da TV Globo na madrugada desta quinta-feira (10). Ele compareceu ao telejornal na esteira do “rebaixamento” da nota de bom pagador pela agência Standard & Poors. Pela lógica vendida, a desgraça do país é o sucesso do superministro (não necessariamente da presidenta Dilma Rousseff). Leia mais

9 de setembro de 2015
por esmael
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Requião denuncia chantagem da agência Standard & Poor’s no rebaixamento do Brasil

Requião vê engodo do capital vadio no rebaixamento de nota do Brasil nesta quarta (9); depois de lançamento da Frente Brasil Popular, em Minas Gerais, no último fim de semana, especuladores lutam para manter Joaquim Levy no Ministério Fazenda; senador paranaense estranha que, ao mesmo tempo que velha mídia e PSDB comemoram a “queda”, agência de classificação chinesa Dagong tenha elevado nota dado nota A+ para o Brasil; resumo da ópera: demite o Levy, Dilma.

Requião vê engodo do capital vadio no rebaixamento de nota do Brasil nesta quarta (9); depois de lançamento da Frente Brasil Popular, em Minas Gerais, no último fim de semana, especuladores lutam para manter Joaquim Levy no Ministério Fazenda; senador paranaense estranha que, ao mesmo tempo que velha mídia e PSDB comemoram a “queda”, agência de classificação chinesa Dagong tenha elevado nota dado nota A+ para o Brasil; resumo da ópera: demite o Levy, Dilma.

O senador Roberto Requião (PMDB-PR) é voz lúcida — e o contraponto — nesse deserto de ideias em tempo de conservadorismo e ausência de projeto para o país. Exemplo disso foi a denúncia que ele fez nesta quarta-feira (9), solitariamente, de que o Brasil está sendo vítima de chantagem ao ter nota rebaixada pela agência de risco Standard & Poor’s. Leia mais

24 de Março de 2015
por esmael
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Governo Dilma é “bom pagador”, classifica agência internacional

do Brasil 247
dilma_credibilidadeApesar de todo o massacre recente dos meios de comunicação, que contribuiu para o mau humor da população que se viu nas manifestações de 15 de março, o segundo governo Dilma tem dois motivos para comemoração – e eles estão nas manchetes desta terça-feira da Folha de S. Paulo e do jornal Valor Econômico.

A Folha destaca a decisão da agência internacional de risco Standard & Poors de manter a nota atribuída ao Brasil, que está nos países considerados bons pagadores, ou seja, com grau de investimento. A agência avalia que o ajuste fiscal capitaneado pelo ministro Joaquim Levy, da Fazenda, é sólido e conta com apoio integral da presidente Dilma, que, ontem, reuniu vários ministros para defender a redução de gastos. “É preciso gastar mais com o Brasil do que com Brasília”, disse ela. A S&P também avalia que o ajuste passará no Congresso, apesar dos problemas de articulação com a base aliada.

O Valor Econômico, por sua vez, publica relatórios de bancos de investimento, como o JP Morgan, que consideram cada vez mais remoto o risco de racionamento de energia no Brasil, em 2015 – ideia defendida, em entrevista deste fim de semana, pelo economista Armínio Fraga (ex-futuro-ministro da Fazenda de Aécio Neves). Segundo o JP Morgan, o racionamento será evitado não apenas porque o regime hidrológico melhorou, ou seja, choveu mais, mas também porque o aumento recente na conta de luz desincentivou o consumo, gerando mudanças no comportamento dos brasileiros.