16 de maio de 2016
por Esmael Morais
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Aperte os cintos, a Globo assumiu o comando da economia de Temer

ana_globo_temerNos últimos cinco anos, a TV Globo passou incutindo nos telespectadores mais desavisados uma crise econômica às vezes imaginária com o claro objetivo de desconstruir a presidente eleita Dilma Rousseff. Quem não se lembra da apresentadora Ana Maria Braga com um colar feito de tomates, que, segundo ela, para criticar o preço do fruto mesmo os brasileiros vivendo um cenário de pleno emprego? O preço dos hortifrutigranjeiros dependem de “N” fatores, tais como clima, oferta e procura, entressafra, etc.

Também todos se recordam da Globo e seus micos amestrados — Mirian Leitão, Sademberg, dentre outros menos conhecidos — martelando que o aumento do dólar seria danoso e prova de decadência do poder de compra dos cidadãos.

A recriação da CPMF, o imposto do cheque, que era encarnação do demônio, agora é admissível. Para a “vênus platinada“, trata-se de medida “necessária” para organizar as contas públicas (leia-se garantir o pagamento de juros à banca).

Pois bem, parece que tudo mudou. É proibido falar em crise na emissora dos Marinho, cuja pauta fora acerta com o presidente interino Michel Temer. O dólar alto, conforme a Globo, agora é bom porque atrai turistas estrangeiros. (Antes privava os bacanas de viajarem para Miami). Leia mais

2 de maio de 2016
por Esmael Morais
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Temer cogita CPMF. Cadê os patos?

O vice Michel Temer, consumando o golpe, vai enfiar goela-baixo dos patos da Fiesp a CPMF — o imposto do cheque.

O diabo é que os patos do sistema S são valentes com uma mulher, como a presidente Dilma, mas se comportam como umas tchutchuquinhas com um homem.

O presidente da Fiesp, Pato Skaf, disse ser contra a recriação da CPMF. No entanto, ele defende o corte de programas sociais como Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, Fies, Plano Safra, etc.

Temer sabe que, se liquidar com uma penada os direitos sociais, ele abriria as portas do inferno.

A confusão e a incerteza são tantas que, pelo sim pelo não, a Fiep (Paraná) reforçou a segurança do pato gigante em Curitiba.

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4 de março de 2016
por admin
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Coluna do Marcelo Belinati: O Brasil precisa voltar a crescer

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Marcelo Belinati*

Estão cada dia mais evidentes os sinais que desta vez a crise econômica que assola o país veio para ficar. Paralelamente a isso temos a crise política, que também não dá sinais de arrefecimento. O pior é que os últimos acontecimentos envolvendo a deleção premiada do Senador Delcidio do Amaral colocaram ainda mais combustível nesta fogueira.

Nos últimos dias, as manchetes dos principais jornais brasileiros estamparam uma sucessão interminável dos efeitos desastrosos da economia na vida das pessoas: “brasileiros deixaram de pagar contas de luz, água e telefone”; “planos de saúde perdem 13,7 mil beneficiários por mês”, “100 mil lojas foram fechadas em 2015”, “mais de um milhão de alunos deixaram escolas particulares em meio à crise”, entre tantas outras chamadas alarmantes.

Ao mesmo tempo, a população atônita com tanta notícia ruim e preocupada com os índices crescentes de desemprego, sente diariamente no bolso os aumentos em produtos e serviços de primeira necessidade, principalmente nos alimentos que compõem a cesta básica.

Em outros momentos de crise o frango foi a salvação de boa parte da população, que o comprava a R$ 1,00 o quilo, substituindo a carne vermelha. Hoje a realidade não é mais essa, não há um produto Leia mais

10 de fevereiro de 2016
por admin
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Coluna do Alvaro Dias: Ano novo com projeto e sem velhos impostos

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Alvaro Dias*

O ano legislativo foi reaberto, de forma inusitada, com a presença da presidente da República no Congresso Nacional. Presença que representa um respeito à instituição parlamentar que ela não teve nos últimos anos. E isso só ocorreu agora, porque a presidente vive um momento turbulento e precisa remontar a sua base parlamentar para tentar sobreviver ao processo de impeachment.

Mas o discurso da presidente Dilma Rousseff no plenário do Congresso não trouxe novidades. Em um momento de recessão, inflação, desemprego e estagnação da economia, a presidente insistiu na recriação da CPMF. E obteve a sinalização contrária do plenário, com vaias e protestos.

O governo não pode continuar roubando do esforço dos trabalhadores. Já temos uma das maiores cargas tributárias do mundo, e não podemos continuar penalizando o setor produtivo. Tentar recriar o perverso imposto dos cheques é esbofetear a face dos trabalhadores brasileiros.

A presidente da República também falou sobre a necessidade de fazer reformas, especialmente a da Previdência. E por que não fez até hoje? É mais um discurso incompatível com a prática administrativa de um governo que gasta muito e se recusa a cortar na própria carne.

Nós concordamos com a necessidade de uma reforma da Previdência, mas precisamos saber qual é a reforma que o governo deseja. Nós já assistimos, no governo Lula, a uma reforma da previdência às avessas, quando direitos foram usurpados e a única preocupação foi aumentar a máquina arrecadatória, desprezando o respeito aos aposentados.

Estamos começando um novo ano e precisamos insistir na realização de reformas de verdade, que atendam às expectativas da sociedade brasileira. Também temos que endurecer a legislação no combate à corrupção. A Associação dos Juízes Federais (AJUFE) está encabeçando um manifesto de apoio a uma das minhas propostas: a que altera o Código Penal para reduzir o risco de impunidade com as prescrições penais. O projeto, sugerido pelo ministro do STF Edson Fachin, já tem parecer favorável do relator e está pronto para ser votado.

Boas propostas; reformas; combate à corrupção e menos impostos. É o que estamos devendo aos brasileiros em 2016.

*Alvaro Dias é senador pelo PSDB e líder da Oposição no Senado Federal. Ele escreve nas quartas-feiras para o Blog do Esmael sobre “Ética na Política”.

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3 de janeiro de 2016
por Esmael Morais
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Sobrinho de Requião propõe criação de CPI para investigar o Sistema S

O deputado federal João Arruda (PMDB), coordenador da bancada paranaense no Congresso Nacional, afirmou que no retorno dos trabalhos legislativos, início de fevereiro, vai propor a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o destino dos recursos nas entidades do Sistema S.

O parlamentar, que é sobrinho do senador Roberto Requião (PMDB), adiantou ao Blog do Esmael que defende a destinação de parte do orçamento do Sistema S, que é dinheiro público, para bancar a saúde brasileira.

Assista ao vídeo:

Por outro lado, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, que é aliado do vice-presidente Michel Temer (PMDB), depois de aderir ao impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), agora quer usar os recursos do Sistema S para constranger, em suas respectivas bases eleitorais, os deputados favoráveis à recriação da CPMF – o imposto do cheque para financiar a saúde.

Arruda também disse que pretende na CPI propor a utilização do dinheiro gasto em propaganda pelo Sistema S para a compra de remédios para a população brasileira.

No último dia 15 de dezembro, em sua coluna semanal no Blog do Esmael, o deputado do PMDB acusou o Sistema S de sonegar anualmente R$ 18 bilhões em impostos. Além disso, revelou o parlamentar, recurso arrecadado compulsoriamente pelo Sistema S seria desviado da finalidade, que é formação de mão de obra dos trabalhadores, para especulação no mercado financeiro.

Com informações do Brasil 247 e do Estadão, via Sonia Racy.

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16 de setembro de 2015
por admin
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Coluna do Alvaro Dias: O pacote de sacrifícios para o contribuinte

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Alvaro Dias*

O pacote de cortes e aumento de impostos anunciado pelos ministros da área econômica só reforça o quanto o governo do PT está caminhando para o descaminho do desgoverno e andando na contramão da realidade do País.

Ao que tudo indica, o governo não tinha noção das suas finanças internas e não sabia o que ocorria com as contas públicas do País. Foi preciso vir um alerta lá de fora, com o rebaixamento da nota do Brasil pela  Standard & Poor’s (S&P), para que as providências fossem adotadas. Se foi possível fazer cortes agora, por que o governo não cortou antes desse atestado de incompetência internacional?

Os cortes de R$ 26 bilhões no Orçamento da União contradizem todas as propostas feitas durante a campanha eleitoral e retiram recursos de áreas estratégicas, como a agricultura, que tem sustentado o pífio crescimento da economia brasileira. É uma decisão errática, porque o dinheiro investido na agricultura tem retorno garantido. É provável que as pedaladas fiscais, a que o governo vem recorrendo para maquiar as contas públicas, tenham comprometido também o caixa das instituições financeiras que financiam a agricultura no País.

Além de mexer com o campo, o governo também jogou um balde de água fria nas expectativas dos servidores públicos, que ficarão sem reajuste, e dos que almejam a estabilidade do serviço público, suspendendo os concursos.

Também alterou a forma de financiamento de programas como o Minha Casa, Minha Vida. Mas a parte de sacrifício que lhe cabia nessa crise, o governo ficou devendo. Anunciou um tímido corte de R$ 200 milhões com a redução do número de ministérios, deixando-nos com a certeza de que os quadros políticos, mantidos a preço de apoio, continuarão a inchar a esplanada dos ministérios.

O mais grave no pacote, porém, é a tentativa de recriação da CPMF. É uma trombada na realidade econômica e social do país. O Brasil precisa crescer economicamente, e aumentar impostos compromete ainda mais a capacidade de investimento do setor produtivo, que vai demitir mais e aprofundar a crise social do País.

Nós, da oposição, que derrubamos a CPMF em 2007, temos o dever de rejeitar novamente esse imposto perverso. Os brasileiros não podem pagar pelos erros do governo. Se o governo errou, que pague a conta.

*Alvaro Dias é senador pelo PSDB e líder da Oposição no Senado Federal. Ele escreve nas quartas-feiras para o Blog do Esmael sobre “Ética na Política”.

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2 de setembro de 2015
por Esmael Morais
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“Leitão Vesgo” defende aumento de impostos. O que a Fiep acha disso?

campagnolo_barros_reqO deputado federal Ricardo Barros (PP-PR), relator da proposta de orçamento de 2016, em entrevista ao jornal Estadão de S. Paulo, nesta quarta-feira (2), defendeu o aumento de impostos para cobrir o déficit nas contas do governo federal. ... 

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31 de agosto de 2015
por Esmael Morais
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Sem CPMF, bolsa afunda e dólar dispara; que fazer?

do Brasil 247
dilma_bolsa_dolarOs investidores temem piora do quadro fiscal e já trabalham com a hipótese de o Brasil vir a ser rebaixado pelas agências internacionais de risco após a desistência do governo de criar uma contribuição nos moldes da CMPF. ... 

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28 de agosto de 2015
por Esmael Morais
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CPMF teria coibido movimentações suspeitas da Lava Jato

moro_cmpf_youssefEm 2007, o Congresso Nacional extinguiu a CPMF (Contribuição Provisória Sobre Movimentação Financeira) — o popularmente conhecido “imposto do cheque”. Do dia para noite, o Sistema Único de Saúde (SUS) deixou de receber cerca de R$ 80 bilhões anuais em valores atualizados.  ... 

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29 de setembro de 2014
por Esmael Morais
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Com dados do Senado, Dilma pegou Marina na mentira sobre a CPMF

do Brasil 247
A ex-senadora Marina Silva mentiu no debate da Rede Bandeirantes e, ontem, não conseguiu sair da saia justa quando foi confrontada sobre isso pela presidente Dilma Rousseff, no ponto mais quente do enfrentamento entre os candidatos à  presidência da República.

Logo na primeira pergunta, Dilma questionou Marina sobre como ela havia votado na questão da CPMF !“ na Band, ela havia dito não fazer “oposição pela oposição”, citando o caso da CPMF, quando teria sido a favor, mesmo contrariando a vontade de seu partido.

Sem responder, Marina apenas tergiversou, dizendo ter sido a favor, quando se tratava de um fundo para combate à  pobreza.

Na realidade, houve quatro votações sobre a CPMF, durante o período em que Marina Silva foi senadora. E, em todos os casos, ela votou contra.

Foi o que aconteceu em 18 de outubro em 1995 e 8 de novembro do mesmo ano, quando tramitaram em primeiro e segundo turnos a Proposta de Emenda Constitucional 40/1995. E também em 6 e 19 de janeiro de 1999, quando foi a vez da PEC 34/1998. Nas quatro oportunidades, Marina Silva votou não.

“Me estarrece que a senhora não se lembre que votou quatro vezes contra a CPMF”, disse a presidente Dilma. Na saída, o presidente do PT, Rui Falcão, celebrou o que considerou uma importante vitória. “A Marina foi pega na mentira e isso já valeu o debate”.

Antes mesmo do fim do encontro, uma inserção comercial da coligação “Com a força do povo”, da qual faz parte o PT, já apontava a mentira de Marina sobre a CPMF.

Confira, abaixo, como foram os votos da ex-senadora nas quatro oportunidades:
votacao_marina

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