1 de outubro de 2018
por Esmael Morais
Comentários desativados em O papo furado da divisão na eleição

O papo furado da divisão na eleição

Cansou a beleza do telespectador no debate de ontem à noite, na TV Record, esse papo furado segundo qual o país se dividiu com a eleição e que ‘este’ ou ‘aquele’ é mais apto a unir o Brasil, blá, blá, blá… ... 

Leia mais

4 de junho de 2018
por Esmael Morais
Comentários desativados em Tocantins manda recado para a esquerda brasileira

Tocantins manda recado para a esquerda brasileira

Os candidatos do campo da esquerda somaram 47% na eleição suplementar do Tocantins, neste domingo (3), mas, como estavam fragmentados, nenhum dos três avançou para o segundo turno que será disputado entre Mauro Carlesse (PHS), que obteve 30,31%, e Vicentinho Alves (PR), que fez 22,22% dos votos. ... 

Leia mais

7 de outubro de 2014
por Esmael Morais
23 Comentários

Imbróglio: PSB e Marina não se entendem sobre apoio a Aécio

Marina Silva, ex-candidata do PSB à  Presidência da República, enfrenta tiroteio interno acerca do apoio à  candidatura de Aécio Neves (PSDB) neste segundo turno. Em nota oficial, ela tenta se esquivar da pressão pela adesão a Dilma Rousseff (PT).

Terceira colocada no pleito, Marina afirmou que as opiniões individuais de cada partido, dirigentes e lideranças políticas das agremiações neste momento de construção devem ser respeitadas, mas “não refletem em nenhuma hipótese a opinião da ex-candidata”.

O PSB deverá se posicionar sobre qual rumo tomar somente na quinta-feira (9).

A seguir, leia a íntegra da nota oficial:

NOTA DE ESCLARECIMENTO DA EX-CANDIDATA MARINA SILVA EM RELAà‡àƒO AO SEGUNDO TURNO DA ELEIà‡àƒO PRESIDENCIAL

A ex-candidata à  Presidência da República pela Coligação Unidos pelo Brasil, Marina Silva, vem a público reafirmar o processo definido pelos partidos que integram a aliança para contribuir para o debate do segundo turno da disputa presidencial:

1. Os resultados das eleições refletiram uma posição de insatisfação com as condições existentes no Brasil expressando sentimentos de mudanças.

2. Os partidos da Coligação promoverão até amanhã, dia 8 de outubro, reuniões de suas instâncias deliberativas para definirem os pontos que consideram relevantes para a formulação de posicionamento conjunto das legendas aliadas.

3. Na quinta-feira, dia 9, Marina Silva e as demais lideranças dos partidos aliados participarão de encontro para construir um posicionamento comum da Coligação sobre a continuidade da disputa pela Presidência da República.

4. Marina Silva também contribuirá para a construção de uma posição da Rede Sustentabilidade nesse processo de unidade da Coligação.

5. As opiniões individuais de cada partido, dirigentes e lideranças políticas das agremiações neste momento de construção devem ser respeitadas, mas não refletem em nenhuma hipótese a opinião da ex-candidata.

São Paulo, 7 de outubro de 2014.

ASSESSORIA DE COMUNICAà‡àƒO DA COLIGAà‡àƒO UNIDOS PELO BRASIL

Leia mais

7 de outubro de 2014
por Esmael Morais
23 Comentários

Embate de 2!º turno: Dividir o Brasil em certo! e errado! faz sentido?

do Brasil 247
Os dois líderes mais emblemáticos de PT e PSDB, ex-presidentes Lula e Fernando Henrique, já deixaram correr, nos tempos do governo do primeiro, a conjectura de que, um dia, no futuro, os dois partidos poderiam se fundir num só. Eram tempos em que, a partir da base do plano Real de FHC e com o impulso de taxas mais altas de crescimento obtidas na gestão Lula, os petistas estavam em alta e os tucanos se debatiam contra a síndrome de se tornarem uma legenda de expressão apenas regional. O assunto ganhou certo corpo em conversas entre parlamentares no Congresso, mas, como se sabe, nunca prosperou.

Naqueles debates informais, o argumento que unia os contrários era o de que não havia diferenças de fundo ideológico entre os dois partidos, mas sim uma distinção de acento sobre os compromissos de cada um deles sobre a necessidade igualmente reconhecida de mudar o Brasil. Nem PT nem PSDB, afinal, haviam nascido para fazer a chamada revolução brasileira. A intenção de ambos, declarada em todos os momentos de suas respectivas histórias, seria de reformar o País.

Agora, a moda é a de apontar o PT como o partido do Brasil pobre e atraso e o PSDB como a legenda identificada com a parte mais rica e inteligente da Nação. Na abertura deste segundo turno da eleição presidencial, Fernando Henrique tornou-se o principal porta-voz desta tese, ao difundir, em entrevista, a ideia de que o voto petista sai do cidadão menos informado e de menor renda (leia mais aqui). Os tucanos, por essa ótica, deteriam o voto mais consciente do brasileiro que conseguiu tomar o elevador da ascensão social e se estabelecer nos andares mais altos.

Dessa diferença de localização na pirâmide social para o estabelecimento de um renovado Fla X Flu ideológico a distância vai se mostrando bem menor do que a que existia na fase em que os caciques deixavam a correr soltas as chances de uma fusão partidária.

Registre-se: nada pode ser pior para os dois partidos do que a imposição dessa lógica de distinção absoluta entre eles. A prevalecer, ela irá somar para que as diferenças programáticas entre eles virem abismos de visão de País. Na prática, acirra as contradições a ponto de impedir que um time reconheça as qualidades do outro, focando apenas nos defeitos alheios. O trabalho de um corresponderá ao boicote do outro.

Divisionismo

Levada para as ruas, essa divisão entre um partido do bem e outro do mal, uma legenda dos ricos e outra dos pobres, uma agremiação que defende os interesses do Sul e do Sudeste e outra que representa o Nordeste e o Norte vai apenas contribuir para um racha definitivo na sociedade brasileira, como chegou a propor um colunista social pró-Aécio, nas redes sociais (leia Leia mais