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Senador Requião “vaza” carta contra golpe do vice Temer

Carta aos Governadores e Deputados Federais,

À margem de ideologias e de querelas político-partidárias, o governo ou governos anunciados para depois do impeachment prenunciam consequências econômicas e sociais desastrosas para a sociedade brasileira. Já vivemos a maior crise econômica de nossa história, com uma contração da economia de cerca de 8% em dois anos, e a perspectiva concreta de taxas de desemprego sem precedentes levando a um progressivo estágio de degeneração social com conflitos no campo e nas cidades, e de convulsões sociais generalizadas.

A maioria dos Estados está literalmente falida. Salários de servidores estão sendo cortados ou adiados, obras públicas estão sendo paralisadas, funções fundamentais dos governos estaduais tem sido canceladas. É preciso reconhecer com franqueza que a crise se deve sobretudo à política econômica adotada a partir de 2015 na forma de um ajuste fiscal absolutamente injustificável no contexto de uma depressão econômica. Embora involuntariamente, a operação Lava Jato também contribuiu para o agravamento da crise.

Mas o impeachment, isoladamente, não resolverá esses problemas. Da mesma forma a derrota do impeachment, sem outras consequências, não os resolverá. O fato é que temos uma estreita margem de manobra entre uma alternativa e outra. A derrota do impeachment dará à Presidenta Dilma uma oportunidade de rever sua política conforme a demanda universal daqueles que lhe dão apoio. A aprovação do impeachment, por sua vez, pela palavra de seus proponentes principais, significará um aprofundamento do ajuste depressivo.

A Ponte para o Futuro pregada pelo PMDB de Temer é um pacto regressivo que visa a destruir os direitos sociais básicos conquistados pelo povo brasileiro em 88. Mais grave ainda é a política fiscal anunciada pelo senador José Serra, sob forma de projeto de lei congelando o teto da dívida pública e portanto impedindo a realização de investimentos deficitários em tempos de recessão e depressão. A consequência direta disso seria a quebra definitiva dos Estados, estrangulados que estão pela draconiana Lei de Responsabilidade Fiscal, que ele considera cláusula pétrea.

A síntese da crise se manifesta na questão fiscal, ainda manejada segundo os cânones neoliberais, de interesse exclusivo dos especuladores financeiros. A desorganização orçamentária do Governo federal e dos Estados reflete a quebra da soberania nacional em questões financeiras. A política econômica brasileira, com exceção dos anos 2009 e 2010, renunciou voluntariamente ao crescimento. A despeito de recessão e da depressão, nos recusamos a recorrer ao investimento deficitário e ao aumento temporário da dívida, embora sabendo que, numa depressão, a única saída é recorrer ao déficit público temporário, até que a economia volte a crescer de novo.

Se essa posição ideológica prevalecer – e é certo

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“Dilma é vítima de golpe clássico”, diz ator Wagner Moura

Pela legalidade

Ser legalista não é o mesmo que ser governista, ser governista não é o mesmo que ser corrupto. É intelectualmente desonesto dizer que os governistas ou os simplesmente contrários ao impeachment são a favor da corrupção.

Embora me espante o ódio cego por um governo que tirou milhões de brasileiros da miséria e deu oportunidades nunca antes vistas para os pobres do país, não nego, em nome dessas conquistas, as evidências de que o PT montou um projeto de poder amparado por um esquema de corrupção. Isso precisa ser investigado de maneira democrática e imparcial.

Tenho feito inúmeras críticas públicas ao governo nos últimos 5 anos. O Brasil vive uma recessão que ameaça todas as conquistas recentes. A economia parou e não há mais dinheiro para bancar, entre outras coisas, as políticas sociais que mudaram a cara do país. Ninguém é mais responsável por esse cenário do que o próprio governo.

O esfacelamento das ideias progressistas, que tradicionalmente gravitam ao redor de um partido de esquerda, é também reflexo da decadência moral do PT, assim como a popularidade crescente de políticos fascistas como Jair Bolsonaro.

É possível que a esquerda pague por isso nas urnas das próximas eleições. Caso aconteça, irei lamentar, mas será democrático. O que está em andamento no Brasil hoje, no entanto, é uma tentativa revanchista de antecipar 2018 e derrubar na marra, via Judiciário politizado, um governo eleito por 54 milhões de votos. Um golpe clássico.

O país vive um Estado policialesco movido por ódio político. Sergio Moro é um juiz que age como promotor. As investigações evidenciam atropelos aos direitos consagrados da privacidade e da presunção de inocência. São prisões midiáticas, condenações prévias, linchamentos públicos, interceptações telefônicas questionáveis e vazamentos de informações seletivas para uma imprensa controlada por cinco famílias que nunca toleraram a ascensão de Lula.

Você que, como eu, gostaria que a corrupção fosse investigada e políticos corruptos fossem para a cadeia não pode se render a esse vale-tudo típico dos Estados totalitários. Isso é combater um erro com outro.

Em nome da moralidade, barbaridades foram cometidas por governos de direita e de esquerda. A luta contra a corrupção foi também o mote usado pelos que apoiaram o golpe em 1964.

Arrepio-me sempre que escuto alguém dizer que precisamos “limpar” o Brasil. A ideia estúpida de que, “limpando” o país de um partido político, a corrupção acabará remete-me a outras faxinas horrendas que aconteceram ao longo da história do mundo. Em comum, o fato de todos os higieni

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Comício contra golpe reunirá quinta Lula, Requião, Ciro e Dino no ABC

As forças democráticas e progressistas resolveram retomar a iniciativa política neste final de 2015, pois na próxima quinta-feira, dia 17, realizarão um “Dia de Vigília Contra o Golpe” que começará às 13 horas e se encerrará na madrugada seguinte.

Dentre a programação oficial, às 22 horas, haverá um comício em defesa da democracia com as presenças do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do ex-ministro Ciro Gomes (PDT), do senador Roberto Requião (PMDB-PR), do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), e do prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho (PT).

O evento suprapartidário será no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e terá transmissão ao vivo para o Brasil e o mundo, pelo Blog do Esmael, em parceira com a TV 15.

As forças democráticas terão a oportunidade de modificar a correlação de forças e virar o ano na ofensiva.

O primeiro teste dar-se-á nas ruas na quarta-feira, 16, véspera do grande comício no ABC — o berço das grandes manifestações e greves que abreviaram a ditadura militar.

Entretanto, parte dos oradores inscritos deverão pedir que a presidente Dilma Rousseff (PT) mude os rumos da economia.

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UBES faz passeata com 7 mil estudantes pelo ‘Fora Cunha’, contra o golpe e ajuste fiscal

ubes

A União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) fez nesta sexta-feira (13), em Brasília, uma passeata com 7 mil estudantes. A manifestação realizada em conjunto com a Frente Brasil Popular pediu a saída do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

A passeata foi parte do 41º Congresso da UBES, que está acontecendo no Distrito Federal. Também teve como bandeiras o repúdio às tentativas de golpe contra a presidenta Dilma Rousseff (PT) e críticas ao ajuste fiscal do que tem promovido cortes e a retirada de direitos.

“Essa é a juventude combativa, que está aqui para falar muito alto que esse Congresso não nos representa, para dizer que não queremos a redução da maioridade penal, não queremos o Estatuto da Família, não queremos o PL 5069 que penaliza as mulheres. Eles não passarão”, declarou a presidenta da UBES, Bárbara Melo, do alto do carro de som.

Na linha de frente do ato, caminhavam somente mulheres, representando a atual importância da afirmação de gênero no movimento estudantil, que tem presidentas em suas principais entidades.

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Comício em BH sugere que Dilma está “sequestrada” pelo Bradesco; assista

dilma_levy_frenteCentenas de militantes dos movimentos populares e partidos políticos lançaram neste sábado (5), em Belo Horizonte, a “Frente Brasil Popular” com o objetivo de conter o avanço conservador no país. A tônica do movimento foi de que a presidenta Dilma Rousseff (PT) está “sequestrada” pela direita e pelos banqueiros.

Os três principais líderes a discursar na tarde de hoje foram o ex-governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), e os senadores Lindbergh Farias (PT-RJ) e Roberto Requião (PMDB). Também participaram representantes de entidades sociais e lideranças do PCdoB e PSB.

Requião disse que 54 milhões de brasileiros elegeram outro programa de governo, não o neoliberalismo de Aécio Neves e do PSDB. Ele pediu para que a presidenta Dilma volte a governar por aqueles que nela votaram.

“Queremos a Dilma que elegemos na campanha, não a Dilma comandada pelo Bradesco e pelo Levy”, disse o senador paranaense.

O mesmo tom adotou Lindbergh, que pediu que a presidenta volte a exibir o “coração valente” da campanha de reeleição. O senador carioca acusou os golpistas de tentar impor a agenda derrotada nas eleições e exortou a sociedade a sair às ruas contra o golpe e a favor da mudança na economia. “O melhor amigo é aquele que fala a verdade. É preciso voltar a Dilma ‘coração valente’ para governar com o programa vencedor”, discursou.

Tarso afirmou que o sistema fisiológico grassa dentro do governo federal. Ele pregou luta antigolpista haja vista que o golpe ocorre hoje não pela tradicional via militar, mas pelo estilo paraguaio, pela centro-direita dentro do governo. “É preciso mudar a política econômica que leva à recessão”.

Veja como foi o lançamento da Frente Brasil Popular:

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Ao vivo de BH: Fórum Popular e Democrático; pela renúncia de Levy e por uma Constituinte Exclusiva

O Blog do Esmael, em parceria com a TVT (geradora) e a TV 15 (repetidora), desde Belo Horizonte, transmite ao vivo para o Brasil e o mundo mais um comício da Frente Nacional Popular e Democrática.

O evento deste sábado tem como figuras centrais o governador mineiro Fernando Pimentel (PT) e os senadores Lindbergh Farias (PT-RJ) e Roberto Requião (PMDB-PR).

Dentre as bandeiras que serão discutidas hoje serão a demissão imediata do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e a mudança na política econômica do governo Dilma; contra o golpe, instalação de uma Constituinte Exclusiva para a reforma política.

O lançamento nacional da Frente Popular e Democrática ocorreu no último dia 28 de agosto, em Curitiba (clique aqui). Na capital paranaense a palavra de ordem também foi “Fora Levy” e mudança na política econômica

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