2 de setembro de 2015
por esmael
16 Comentários

Para vigiar professores, Richa cria “Big Brother” por meio de relatório de frequência nas escolas do PR

richa_bb_escolasO governador Beto Richa (PSDB) determinou esta semana alterações no Relatório Mensal de Frequência de Profissionais de Educação (RMF) com o objetivo de “tirar o sangue” e ter maior controle sobre a vida dos professores e servidores dentro das 2,1 mil escolas da rede pública do Paraná. Nem o programa Big Brother Brasil (BBB), na TV Globo, espia com tanta eficiência a “casa mais vigiada” do país.

A ideia do tucano é saber todos os passos dos educadores, tais como o horário que cada qual chega e eventuais “atrasos” nos estabelecimentos, além das já existentes “falta justificada” e “falta injustificada” para registro e desconto no contracheque dos trabalhadores. Também devem ser anotados os atestados de até três dias, que não precisam de perícia médica, e os mesmos devem ser enviados junto com os relatórios.

Atualmente, em cada escola, há um rígido controle interno das direções na frequência e, em caso de falta ou atraso, a reposição de aulas e serviços ocorre sem traumas entre as partes. Tudo funciona dentro do combinado previamente.

28 de julho de 2015
por esmael
23 Comentários

Nesta quarta, professores protestam pelos 3 meses do massacre e 50 anos de Richa

aniversarioO governador Beto Richa (PSDB) completa 50 anos nesta quarta-feira, dia 29, coincidindo com a passagem de três meses desde o massacre contra os professores e servidores do estado promovido por ele e sua equipe para garantir o confisco da previdência do funcionalismo. Leia mais

11 de junho de 2015
por esmael
27 Comentários

APP nega acordo com Assembleia pela votação de reajuste de 3,45%

O diretor de comunicação da APP-Sindicato, Luiz Fernando Rodrigues, em nota nas redes sociais, esclarece que a entidade que dirige e o Fórum de Entidades Sindicais (FES) não fecharam acordo algum com os deputados pela aprovação de reajuste diferenciado de 3,45% , para os professores e servidores do executivo, enquanto os funcionários do judiciário terão a reposição de 8,17% em parcela única.

“A APP e o FES não fecharam qualquer acordo. Cada categoria avaliou suas condições. E mais: os deputados têm toda a autonomia de melhorar a proposta e isso é bom”, liberou o dirigente da APP-Sindicato.

Segundo a carta de Luiz Fernando, a categoria apenas deliberou a suspensão da greve e “não decidiu pelo acordo com o projeto”.

Na sessão de ontem (10) à tarde na Assembleia Legislativa, o líder do governo Luiz Cláudio Romanelli (PMDB) disse havia feito um acordo com a APP e deputados da oposição pela votação dos 3,45%. Aliás, os oposicionistas argumentaram que não podiam apresentar emenda ao projeto do governador Beto Richa (PSDB) porque estavam “amarrados” ao acordo da APP e do FES.

Portanto, esclarecido que não há acordo, por que nenhum deputado veio a público ainda afirmar que apresentará a emenda ao projeto do Palácio Iguaçu que destrói a isonomia salarial? Será que o “pacto de sangue” é mais forte do que se imagina?

É bom recordar que vários parlamentares e bancadas inteiras, como a do PSC, a maior da Assembleia, se comprometeram publicamente em votar pelo reajuste de 8,17% ainda este ano. Ou seja, se a emenda for a plenário certamente o governador será derrotado nessa matéria.

A seguir, o Blog do Esmael publica a íntegra da nota de esclarecimento do diretor da APP-Sindicato:

Com todo o respeito que sempre tive preciso responder as avaliações citadas pelo Professor Paixão:

Primeiro: mais uma vez o desrespeito à avaliação de todos os nossos dirigentes do Estado ao dizer que foi apelo da Direção Estadual para encerrar a greve. Foi avaliação de 29 NS. O professor Paixão não votou no Conselho e reclamou que não tinha se posicionado pq deveríamos ouvir a categoria. Foi o que a direção fez e votou. Como na Assembleia, a votação no Conselho da App foi de 70% a 30%.

Segundo: a categoria não decidiu pelo acordo com o projeto. Pelo contrário, o tempo todo nossa luta foi por 8,17% esse ano. A suspensão da greve não passou exclusivamente pelo PL. Ao contrário: foi a avaliação das condições de continuidade da Greve.

Terceiro: a App e o Fes não fecharam qualquer acordo. Cada categoria avaliou suas condições. E mais: os deputados tem toda a autonomia de melhorar a proposta e isso é bom. Hoje votaram contrários com coerência, pois continuam defendendo os 8,17%.

Quarto: não há como fazer reajuste diferenciado para o executivo como o texto do professor insinua. Que pode ter para alguns e outros não. Isso é uma inverdade. O reajuste será o mesmo para todas as categorias.

Quinto: que bom que os docentes ligados ao ANDES resolveram fazer um trabalho intenso na Alep. Nós estivemos por mais de 73 dias durante nossa greve nessa batalha.

E não desistiremos de toda nossa luta. Tudo o que for para melhorar e não perder em tempos de resistência nós faremos coletivamente.

Todas as decisões da App foram assim. É lamentável sempre querer criar fracionismo. A Direção tem a tarefa de avaliar todo o Estado e dirigir o que a maioria decide. Isso o professor Paixão sabe muito bem pois esteve 18 anos na Direção da

3 de junho de 2015
por esmael
47 Comentários

“Não é a proposta que esperávamos, mas vamos levá-la à assembleia da categoria”, diz APP-Sindicato

luiz_app

O Conselho Estadual da APP-Sindicato está reunido neste momento analisando a nova proposta do governo Beto Richa (PSDB), que prevê reajuste da data-base de 3,45% em outubro, relativo à reposição da inflação entre janeiro e dezembro de 2014, e em janeiro do ano que vem é prevista reposição de 8,5% da inflação medida pelo IPCA durante todo o ano de 2015.

“Não é a proposta que esperávamos, mas vamos levá-la à assembleia da categoria”, informou ao Blog do Esmael o professor Luiz Fernando Rodrigues, diretor de comunicação da APP-Sindicato.

A entidade convocou assembleia geral de avaliação para terça-feira, dia 9, em Curitiba.

21 de Maio de 2015
por esmael
34 Comentários

Quebra de braço cada vez mais pesada na greve dos professores do PR

richa_cletoA segunda greve do ano dos professores e servidores da rede pública estadual de ensino — e também das universidades estaduais — está prestes a completar quatro semanas e a quebra de braço vai ficando cada dia mais pesada para ambas as partes.

De um lado, o governador Beto Richa (PSDB) queima todo o capital político conquistado com uma vitória tranquila na reeleição de outubro passado protagonizando cenas lamentáveis de violência e desrespeito ao funcionalismo; superando seu colega tucano Alvaro Dias na selvageria contra professores e servidores. O 30 de agosto do Álvaro ficou parecendo um piquenique na praça perto do 29 de abril de Richa.

Do outro lado, os servidores, na maioria professores, cansados, humilhados, violentados, segurando na raça um movimento que não existiria se a indignação com os desmandos de Richa não tivessem chegado ao limite do inaceitável. Tiveram suas aposentadorias usurpadas e foram lançados a um futuro incerto, isso sem antes terem barrado com a primeira greve o desmonte da carreira e revertido calotes no terço de férias e outros direitos.

Pois bem, o governador está se vendo obrigado a recuar sob pena de perder de vez sua base de sustentação na Assembleia Legislativa. Esse movimento poderia resultar num melancólico processo de impeachment. Melancólico para Richa, pois esse já é o desejo da maioria dos paranaenses, como vêm mostrando as manifestações organizadas e espontâneas nas ruas, estádios, teatros e até em shoppings centers.

A APP-Sindicato informou ao Blog do Esmael que a adesão à greve na rede pública estadual continua alta, superior a 85%, com algumas regiões com quase 100% de paralisação, como é o caso de Maringá. Não há assembleia marcada, o que reforça a intenção dos professores de continuarem em greve enquanto não houver negociações.

Sobre o corte do ponto anunciado pelo governo, o pagamento de maio ainda virá integral, mesmo por que ele já foi fechado no início do mês. As faltas, se forem lançadas, serão descontadas somente na folha de junho.

15 de Maio de 2015
por esmael
15 Comentários

“Governo Richa gasta 90% do que arrecada em cargos comissionados”

luiz_aenA falta de credibilidade do governo Beto Richa (PSDB) também chegou à Agência Estadual de Notícias, órgão oficial do Paraná. Lá, atribui-se ao chefe da Casa Civil, Eduardo Sciarra (PSD), a afirmação segundo a qual “90% dos recursos arrecadados pelo Estado são para pagar servidores”.

O diabo é que o limite para o gasto com a folha de pagamento, segundo a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), é de 49% das receitas. Portanto, a matéria é tão verdadeira quanto uma nota de R$ 3.

Sciarra inflou o total de gastos com a folha dos servidores aos exagerados 90% para justificar o insano reajuste de 5% proposto por Richa em duas vezes. Os servidores em greve pleiteiam 8% em parcela única.

O professor Luiz Fernando Rodrigues, da APP-Sindicato, protestou contra a matéria “mentirosa” da Agência Estadual de Notícias. Segundo ele, o correto seria o site registrar “Governo Richa gasta 90% do que arrecada em cargos comissionados”.

“Nós gostaríamos de saber aonde Beto Richa está colocando o dinheiro dos paranaenses. Somente a arrecadação com os aumentos no IPVA, mais o dinheiro confiscado da previdência, o caixa terá um incremento de R$ 4 bilhões ao ano. A data-base de 8% para o funcionalismo é de apenas R$ 1 bilhão ao ano”, contestou o dirigente sindical.