2 de dezembro de 2015
por admin
6 Comentários

Coluna do Alvaro Dias: Congresso precisa avançar para o Brasil ser passado a limpo

Alvaro Dias*

Neste triste momento que vivemos, no Congresso Nacional e no País, há missões que são espinhosas, mas inevitáveis. O Senado Federal, na esteira do que decidiu o Supremo Tribunal Federal, viveu um desses momentos que podemos considerar trágicos, mas no cumprimento de uma responsabilidade que não se transfere.

Esse levantar de tapete pela Operação Lava Jato sinaliza para um novo tempo neste País. O Supremo Tribunal Federal certamente ressuscitou esperanças ao decidir à luz da Constituição e da legislação vigente no País de forma implacável, determinando a prisão inclusive de um colega senador.

São episódios negativos que enlutam a alma brasileira, mas certamente deles temos que retirar também o que há de positivo: a valorização do Supremo Tribunal Federal e a reconquista da confiabilidade e da credibilidade, ao adotar uma postura implacável diante dos escândalos de corrupção que envolvem os que têm foro privilegiado.

O STF sinaliza para essa postura nova, quando afirma que a impunidade não derrotará a justiça. E cabe também ao Congresso Nacional refletir sobre a sua responsabilidade. Não podemos ficar distanciados desses avanços promovidos pela Operação Lava Jato na esteira do trabalho da Polícia Federal e do Ministério Público.

Há projetos de lei que não podem dormitar nas gavetas do Congresso. É importante o aprimoramento da legislação. Não podemos fazer prevalecer a tese de que a Operação Lava Jato é uma voz solitária, que ecoa no deserto. É preciso que Congresso Nacional responda às expectativas da sociedade brasileira aprovando propostas de lei que signifiquem o endurecimento à corrupção.

O Ministério Público apresenta dez medidas de combate à corrupção, mas há medidas já em tramitação no Congresso Nacional, como, por exemplo, a proposta de emenda constitucional que torna automática a perda de mandato do parlamentar condenado; o projeto que transforma a corrupção em crime hediondo e a proposta que acaba com manobras protelatórias nos julgamentos, entre outros.

Temos que assumir a nossa responsabilidade, votando a favor ou contra. Somos eleitos para decidir e não para cultivar a indefinição, sobretudo em matérias dessa importância. Precisamos avançar nesse momento tão importante para que o País possa ser passado a limpo.

*Alvaro Dias é senador pelo PSDB e líder da Oposição no Senado Federal. Ele escreve nas quartas-feiras para o Blog do Esmael sobre “Ética na Política”.

Leia mais

27 de novembro de 2015
por admin
13 Comentários

Coluna do Marcelo Belinati: Prisões do senador e do banqueiro, o País está mudando?

Download

Marcelo Belinati*

Desde pequeno (hoje tenho 44 anos), ouço a frase que no Brasil só os mais pobres vão para a cadeia.

Sem querer entrar no mérito da culpabilidade ou não do Senador Delcídio Amaral e do Banqueiro André Esteves, já que todos têm direito a ampla defesa e também não tenho acesso a todos os fatos que motivaram essa decisão judicial, entendo que a partir dessa decisão estabeleceu-se um marco histórico.

Desde a redemocratização do país, em 1985, é a primeira vez que um Senador, no exercício efetivo do mandato, vai preso. Um Banqueiro, então, é uma coisa quase que impensável, dado o seu poderio econômico e político.

O fato é que o cidadão brasileiro, a dona de casa, o trabalhador, o comerciante, o profissional liberal, o aposentado, os pequenos e médios industriais, a sociedade como um todo, sente com toda razão, um misto de indignação e revolta com o estado atual de coisas que estão acontecendo em nosso país.

Se por um lado temos umas das mais altas cargas tributárias do mundo, por outro os serviços públicos são de qualidade ruim. A corrupção endêmica e capilarizada desde os mais altos escalões até as mais baixas esferas governamentais – sejam elas municipais, estaduais ou federais -, aumenta ainda mais o sentimento de indignação e constrói a percepção das pessoas que a classe política, de um modo geral, não merece um mínimo de crédito.

Apesar disso tudo, sou um otimista por natureza. Acredito demais no Brasil!!!

Nosso país é fantástico em todos os sentidos, pois temos um povo bom, generoso e acolhedor, trabalhador na sua essência. Temos infindáveis recursos naturais, talvez como nenhum outro país no mundo. Uma enormidade de terras agricultáveis e tecnologia avançada nessa área. Capacidade técnica para transformação de produtos e uma indústria de ponta. Enfim, temos todas as condições necessárias para fazermos o país avançar, voltar a crescer e se desenvolver, tornando-se uma nação mais justa, humana e igualitária.

Os fatos narrados, a prisão de pessoas de tamanha importância, apesar de lamentáveis do ponto de vista político e também pessoal para os envolvidos e seus familiares, reestabeleceram uma chama de esperança nos cidadãos e cidadãs brasileiros de que é possível, sim, construirmos uma nação diferente.

Uma nação com transparência e clareza de ações e atitudes, com instituições fortes, preservan Leia mais

25 de novembro de 2015
por Esmael Morais
35 Comentários

“Prisão de líder do governo no Senado abre precedente para a prisão de Cunha”, avalia Requião

O senador Roberto Requião (PMDB-PR), ao Blog do Esmael, nesta quarta-feira (25), analisou a prisão do senador Delcídio Amaral (PT-MS), líder do governo no Senado, por obstrução das investigações da Justiça.

“A prisão de líder do governo no Senado abre precedente para a prisão de Eduardo Cunha, presidente da Câmara”, avaliou Requião. Segundo o senador, o correligionário também tem utilizado o cargo para dificultar as investigações de contas secretas na Suíça.

O STF (Supremo Tribunal Federal) autorizou a prisão do líder do governo, pela Polícia Federal, ocorrida na manhã desta quarta-feira (25), após pedido do Ministério Público Federal, com evidências de que ele teria tentado atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato.

De acordo com o artigo 53, § 2º, da Constituição Federal, o Senado tem que decidir até amanhã se o senador Delcídio Amaral permanece preso.

O senador petista foi acusado pelo ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró de participar de um esquema de desvio de recursos envolvendo a compra da refinaria de Pasadena, nos EUA. Ele também foi mencionado em delação de Fernando Baiano.

Segundo investigadores, ele teria tentado dificultar a delação de Cerveró. Também foram realizadas buscas e apreensões no gabinete de Delcídio, no Congresso.

Também foram presos na manhã de hoje pela PF o banqueiro André Esteves, do banco BTG Pactual, o chefe de gabiente de Delcídio, Diogo Ferreira e o advogado Édson Ribeiro, que defendeu o ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró.

Com informações do Brasil 247.

Leia mais