25 de novembro de 2015
por esmael
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Banqueiro André Esteves, preso pela Lava Jato, é considerado “garoto prodígio” pelos barões da mídia

A prisão do senador Delcídio Amaral (PT-MS), líder do governo no Senado, na manhã desta quarta-feira (25), é fato inédito na política brasileira, pois é a primeira vez que um parlamentar da Câmara Alta é preso no exercício do mandato.

A Constituição Federal de 1988 prevê no artigo 53, § 2º, a prisão de parlamentares somente em flagrante delito. No caso, Delcídio teria obstruído a Justiça — o que é considerado crime permanente e inafiançável.

Agora, de acordo com o mesmo artigo 53, § 2º da Constituição, o Senado tem que decidir até amanhã se o senador Delcídio Amaral permanece preso ou não.

É bom que fique claro que a prisão do senador petista não ocorreu pela Lava Jato, mas decorreu de uma autorização do STF a pedido do Ministério Público Federal (MPF).

Outro ineditismo nessa fase da Operação da Lava Jato, desencadeada hoje, foi a prisão do banqueiro André Esteves, cujos tentáculos se espalham em diversos negócios e, com certeza, também chegou à Petrobras.

O banqueiro Esteves é considerado “garoto prodígio” pela velha mídia, sobretudo pelos grupos Globo e Abril — que editam as revistas Época e Exame. Ambas as publicações exaltam o “milagre da multiplicação” do  BTG Pactual.

Ainda não se tem a extensão do envolvimento Esteves com a corrupção na estatal de petróleo, mas sabe-se que o banqueiro dono do BTG Pactual tem interesses inclusive no Paraná.

O terceiro ineditismo é a prisão de empreiteiros consagrados internacionalmente, cujos proprietários e diretores ainda se encontram com restrição de liberdade.

25 de novembro de 2015
por esmael
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“Prisão de líder do governo no Senado abre precedente para a prisão de Cunha”, avalia Requião

O senador Roberto Requião (PMDB-PR), ao Blog do Esmael, nesta quarta-feira (25), analisou a prisão do senador Delcídio Amaral (PT-MS), líder do governo no Senado, por obstrução das investigações da Justiça.

“A prisão de líder do governo no Senado abre precedente para a prisão de Eduardo Cunha, presidente da Câmara”, avaliou Requião. Segundo o senador, o correligionário também tem utilizado o cargo para dificultar as investigações de contas secretas na Suíça.

O STF (Supremo Tribunal Federal) autorizou a prisão do líder do governo, pela Polícia Federal, ocorrida na manhã desta quarta-feira (25), após pedido do Ministério Público Federal, com evidências de que ele teria tentado atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato.

De acordo com o artigo 53, § 2º, da Constituição Federal, o Senado tem que decidir até amanhã se o senador Delcídio Amaral permanece preso.

O senador petista foi acusado pelo ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró de participar de um esquema de desvio de recursos envolvendo a compra da refinaria de Pasadena, nos EUA. Ele também foi mencionado em delação de Fernando Baiano.

Segundo investigadores, ele teria tentado dificultar a delação de Cerveró. Também foram realizadas buscas e apreensões no gabinete de Delcídio, no Congresso.

Também foram presos na manhã de hoje pela PF o banqueiro André Esteves, do banco BTG Pactual, o chefe de gabiente de Delcídio, Diogo Ferreira e o advogado Édson Ribeiro, que defendeu o ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró.

Com informações do Brasil 247.